Babacas

1 O alvoroço que mudou meus dias.


Notas iniciais
Olá, primeiramente PUUUUUU.
Conto essa história como forma de protesto.
Boa leitura. Nya.

Gostaria de começar contando esta história sendo uma princesa cheia de qualidades e muito bela, embora eu seja só eu. Atualmente química e biologia tem sido as matérias com as quais mantenho um relacionamento muito amoroso e estas mesmas também são muito odiadas no meu círculo de amizades. Tive várias cores de cabelo, do rosa ao azul, porém hoje permanecem os vários tons naturais de loiro castanho. Minha pele é tomada por um branco interminável, meu rosto possui algumas pequenas sardas e manchas de sol. Estatura média, olhos verdes. Gosto da cultura japonesa e trabalho com eventos de cultura geek. Ah, eu também tenho um namorado, o nome dele é: Adam.
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Meu primeiro ano do ensino médio tem sido um grande ‘’tanto faz’’, quero dizer, não tem muita graça, não é como nos filmes. Sempre que posso caminho sozinho pela escola, ela é um tanto grande, cheia de árvores, muito boa para passear. Mas, quando meus professores acabam precisando faltar aula para atender compromissos particulares, gosto de sentar em um banco específico para desenhar algo que pareça ser interessante.

A brisa era de verão, não tão quente, nem tão fria. As pessoas estavam tranquilas, nem tão lentas, nem tão rápidas, apenas caminhavam de um lado para o outro, com papéis... Eu estava ali, sentada com algumas folhas A4, pretendia fazer um desenho que envolvesse a natureza. Após alguns minutos concentrados, trouxe o olhar acima do bloco de papel. Meu coração acelerou, por algum motivo.
Ele caminhava, desesperado, sem direção determinada. Transbordava sentimentos criptografados, dos mais difíceis de se decifrar. Ao longe deduzi que estava com problemas. Em meio ao próprio alvoroço ele sempre deixava os óculos caírem demais e se obrigava a levantar,furioso. Parecia querer chorar... Então, dirigiu um olhar rápido para mim, o suficiente para me imobilizar.
Congelada, permaneci ali, até vê-lo indo para a secretaria e desaparecendo aos poucos. De repente, uma culpa desconhecida foi caindo sobre mim: ‘’Eu realmente deveria ter visto isso? Por que não saí daqui?! Sua idiota... ’’ Corri dali com todas as minhas forças, meio vermelha, meio perturbada, meio babaca.
Chegando à sala de aula, apenas alguns colegas estavam ali, Adam também.

—_Aconteceu alguma coisa, meu amor?

—_Não aconteceu nada, – disse em meio tentativas frustradas de remover o suor do rosto- só corri porque quis.

—_Estranho, mas tudo bem...

Tudo bem? Não. Não estava tudo bem, definitivamente. O menino me odiava, eu vi o que não deveria ver, nem sabia o nome dele. Como poderia me desculpar?

Assim, passou uma semana. Ele roubava meus pensamentos, mesmo sem saber. Foquei-me em descobrir uma forma de me aproximar. Notei cada caminhar dele, sem que o mesmo percebesse. Entretanto, em um belo dia, vejo o que poderia me impulsionar: meu amigo de infância, colega desde o terceiro ano do fundamental, Eddy. Eles eram amigos! Que felicidade! Eu poderia perguntar o nome do menino e então... Não! Sem chance. Se Adam soubesse iria ficar pegando no meu pé. Eu precisava criar uma desculpa boa o suficiente para saber o nome dele. Gyah! Mas como?

Algumas...na verdade, muitas pessoas reclamam dos seus trabalhos, mas pela primeira vez, o meu me foi mais útil do que agradável. Criei cada pedacinho de um falso projeto para o qual precisava da opinião alheia. Eddy era minha vítima. Gostava de jogos, internet, quadrinhos, animes. Talvez, muito talvez, uma vítima perfeita...exceto por ele.
Aos poucos e vagarosamente me aproximei, perguntando, conversando. Quando dei o bote, quis acreditar que ele não desconfiaria, mas convenhamos, era o meu amigo de infância que me conhecia melhor que ninguém.

Finalmente, depois de um esforço que não estava em meus planos, Allan, era ele! Curiosa, procurei por ele em várias redes sociais e não me agradei muito do resultado. Em uma delas, Allan era meu amigo. Como?! Obriguei-me a crer que aceitei por aceitar, ou até mesmo, adicionei por adicionar. Que belo desastre eu tinha me tornado...ele estava ali, debaixo dos meus olhos, o tempo todo! Ahhhhhhhhhh!

Notas finais
c:
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.