Notas iniciais
Olá, pessoas! Eu sei que está atrasado, mas quase que esse capítulo não sai hoje! Deu de tudo! Mas aqui estou eu, com o último capítulo do arco "semana de folga", lindo e maravilhoso. Nem preciso dizer em quem ele é focado, por que foi só ela quem sobrou kkkk Anyways: Tem música no final do capítulo E uma recomendação de música para ouvir enquanto lê. Ambos os links estarão na descrição. Sem mais delongas, nos vemos lá em baixo!

Kurosaki Hinata acordava naturalmente cedo desde que conseguia se lembrar. Era um tipo de instinto, sempre que chegava as 7:45, a mente da japonesa começava a se retirar do mundo dos sonhos. Não havia distinção entre dias de trabalho e dias de folga, era algo que simplesmente acontecia.

O lado bom, porém, era que ela podia aproveitar bem aquela preguiça entre as cobertas quentes antes de levantar. E poucas coisas a faziam se sentir tão bem quanto acordar tranqüila.

Assim que seu estômago começa a se manifestar, a Kurosaki começa sua meditação em movimento, saindo da cama e fazendo sua higiene matinal com calma, se concentrando em sentir cada movimento.

Com sua camisa grande demais do Bom Jovi, leggings de pano pretas e um par de meias, a cantora anda calmamente do seu quarto até a cozinha.

Fora a única a acordar por ora. Ótimo.

Se mais alguém estivesse de pé ás 8:00 da manhã do dia de folga, ela saberia que aquela jovem não havia dormido. Infelizmente, Minna e Izzy faziam isso as vezes, por conta do estresse e do quase vício no trabalho, quase sempre sendo arrastadas (tanto figurada quanto literalmente) para o quarto pela mais velha.

Enquanto respirasse, Kurosaki Hinata iria garantir que as jovens do grupo se manteriam saudáveis. Fora um tipo de juramente que fez quando foi escolhida para ser a líder, quando ganhou seu título de eomma.

Ela sempre fora o tipo de amiga que cuidava de seus pares, seja com pequenas dicas, seja com conselhos, ou seja, simplesmente oferecendo um conforto silencioso. Já perdeu a conta de quantas vezes as palavras foram desnecessárias quando uma de suas dongsaengs estava em prantos, quando apenas um colo ou um abraço foram o suficientes para acalmá-las e tranqüilizá-las.

Era um papel que ela sempre fora ótima em desempenhar, e se sentia muito feliz com isso. Talvez fosse seu instinto materno se aflorando, ou apenas o seu jeito que querer ver os outros felizes e sorrindo, já que não era muito boa em piadas ou ser engraçada.

E se tinha algo no mundo que a jovem gostava mais do que música e livros, eram os sorrisos. Melhor ainda se esses sorrisos forem de pessoas que ela ama.

Era uma pessoa de gostos simples, ou era assim que gostava de pensar de si mesma.

Depois de fazer seu desjejum matinal e deixar a mesa arrumada para as próximas, a japonesa retorna ao quarto e pega sua atual leitura: o Tao Te Ching. O Livro do Caminho e da Virude, escrito por Lao Tsu, grande filósofo Chinês. Aquela era uma versão com comentário, tornando o entendimento dos poemas muito mais simples, mas não menos profundos.

Onix sempre gostara de filosofia, mesmo que ás vezes fosse difícil de entender. Era quase como a arte da poesia, nem sempre as coisas eram o que pareciam, mas nada tirava a beleza das palavras e dos sons.

Enquanto lia o sétimo capítulo da obra, ela ouve Moon Sook entrar na sala. Era difícil não perceber o leve saltitar que a jovem fazia enquanto andava, tamanha era usa energia.

—Bom dia, Hina-uni!

Ela parecia feliz naquela manhã, Hinata não pode deixar de sorrir ao ver a carinha de sono da outra.

—Bom dia, Moonie-chan. — Ela podia estar vivendo na Coréia, mas sempre seria japonesa — Dormiu bem?

—Sim!

Energética mesmo quando acabara de acordar... Park Moon Sook era realmente interessante. Hinata podia jurar que nunca entenderia de onde saia tanta energia, talvez fosse simplesmente parte da jovem ou talvez fosse algo que ela aprendera ao longo da vida. Iria pensar sobre isso mais tarde.

O sorriso dela era caloroso e radiante como os raios da Estrela da Manhã, que brilhava do lado de fora, e ela se pegou comparando sua dongsaeng, sua kouhai, com Jung Hoseok. Ambos tinham as mesmas posições na banda, eram energéticos e tinham uma vibe de Sol. Talvez fosse por isso que se dão tão bem...

—O que está lendo, uni?

A mais jovem pergunta, movendo sua cabeça para o lado como se tentasse ver a capa do tomo aberto. Sorrindo, a japonesa explica.

—Ah... Este é o Tao Te Ching, o livro-base do pensamento chinês e coreano. —Começa, fechando o volume e mostrando a capa escarlate e dourada— Esta é uma versão com comentários, mas todas as lições, como era costume antigamente, foram escritas em poemas.

Moon apenas mantém uma expressão neutra, mas assentindo para mostrar que entendeu.

Alguns segundos passam e a dançarina mostra-se um pouco confusa.

—Você ta lendo filosofia chinesa antiga no dia de folga? — Ela ergue uma sobrancelha — Não deveria descansar a cabeça?

A Kurosaki ri suavemente. Era algo que perguntavam para ela desde o Ensino Médio.

—E quem disse que não estou? Leitura me ajuda a relaxar e, de quebra, me ajuda a entender melhor a cultura na qual estou inserida. — Ela fez uma pausa — Eu não quero somente viver na cultura da Coréia, eu quero viver a cultura. Entendê-la e absorver o que achar melhor dela para um dia, quem sabe, levá-la de volta ao Japão comigo. — Ela gentilmente acaricia uma das páginas — E para entender uma cultura, é preciso entender seu povo, e para entender isso tudo é necessário entender seus sábios e sua História. As raízes de tudo estão no passado e no pensamento daquele tempo, que de alguma forma ainda interfere no presente de tão profundo que foi... Para entender mentes de hoje é necessário entender as de ontem, ver o que permanece e o que muda. E acima de tudo, o que pode mudar para melhor e o que já foi bem aperfeiçoado.

E é por isso que Onix era a principal liricista do grupo. Ela era quem tinha a maior facilidade em abstrair sobre temas complexos e achas as palavras certas para comunicar suas idéias, o que facilitava muito o processo de composição de letras e afins, isso sem contar sua experiência na J3wls, onde compôs suas duas primeiras músicas.

Mas assim que terminou sua explicação, Hinata volta seu olhar para Moon Sook, e percebe uma coisa:

—Você não entendeu nada do que eu disse, não é?

Sua resposta vem junto com um enfático movimento.

—Nope!

A sinceridade da dongsaeng faz a mais velha rir, não que esta fosse uma tarefa difícil, e foi logo acompanhada pela mesma.

Quando se acalma um pouco, a japonesa avisa a mais nova que a mesa para o café-da-manhã já estava pronta e a mais nova se retira da sala.

Ideias começam a brotar na mente de Onix, que opta por voltar ao quarto e pegar seu kit de escrita e Jon.

Pelo visto, esse dia de folga terá “horas extras”.

Com seu fiel Jon nos braços, seu bloco de notas da Corvinal habilmente equilibrado no joelho e sua caneta preta predileta ao lado do corpo, Hinata compunha mais uma canção no Yggdrasil. Contudo, não era o estilo que geralmente usava para as canções da Angel Wings... Era algo mais puxado para rock clássico do que para o pop.

Mas tudo bem, não era para o grupo.

Era para ela.

Onix estava, pela primeira vez em anos, compondo uma música solo. E ela sabia que aquela canção em específico seria para si mesma.

Ela sabia que assim que lançasse a música, seria alvo de críticas, mas depois dos quatro álbuns que produziu com Minna e Izzy, repletos de letras fortes e quebras de tabus, ela nem ligava mais. Kurosaki Hinata sabia que os feathers gostavam da forma como as canções não tinham as famosas “papas na língua”, e ela jamais abriria mão de sua liberdade para dizer o que precisava ser dito e o que ela queria gritar aos sete ventos.

Era o papel de uma artista, afinal.

Recomeçando os acordes, a canção começa a ganhar vida dentro das paredes claras.

Onix: “Era uma vez

Uma garotinha

Que gostava de cantar

Enquanto brincava na rua

Era apaixonada

Pelo som do violão

E pelas músicas de outros tempos

Que os mais velhos cantavam no chuveiro”

Ah, nada como cantar na sua língua materna... Por mais que Onix gostasse da língua coreana, nada poderia tirar o lugar que o idioma de sua terra tinha em seu coração. Era simplesmente mágico o som que produzia quando as palavras em japonês fluíam pelo ar.

Onix: “Naquele tempo

Ela jamais imaginou

Os caminhos que abriria

E o quanto sua voz ecoaria

Os lugares diferentes

Que seu futuro a levaria

Nem os frutos que seu esforço traria

Quando quebrasse suas correntes

Um dia...”

E mais dedilhados preenchiam as lacunas deixadas pela voz forte, mas suave, da jovem. O som limpo do Takamine gd15 ecoava e fazia a musicista sorrir.

Ela estava se sentindo um pouco nostálgica com aquilo tudo...

Era tão bom!

E mesmo agora, que não tinha mais palavras para proferir, ela simplesmente treinou as notas do refrão, sentindo as cordas de aço vibrarem sob seus dedos calejados. O peso leve, quase inexistente, do violão no seu colo, sua forma ondulada, o som tão conhecido de seu velho amigo.

Quando o último acorde teve fim, Hinata se permite curtir um pouco a sensação de estar criando, deixando seus olhos fechados enquanto seus ouvidos captam o som se dissipar lentamente, quase como se não quisesse deixá-la.

—Hina-unnie?

Surpreendida pela voz repentina, Onix rapidamente ergue sua cabeça.

Era Minna!

Que alívio.

Sorriu para sua dongsaeng

—Oh, Min-chan! Veio fazer horas extras também?

Infelizmente, ou felizmente, era uma ocorrência freqüente entre a composing line: Usar os dias de folga para trabalhar em músicas que exigiam mais concentração e tempo, ou simplesmente para testar e experimentar com os sons. Por mais que fosse algo tão desgastante quanto um dance practice, elas preferiam fazer isso quando tinham tempo para dormir e relaxar antes de tudo.

Minna sorri e seus olhos brilham.

—Pode-se dizer que sim — Afirma levantando seu caderno da Sonserina —Queria testar algumas coisas, e já que agora temos um pouco de tempo pra respirar, até aprimorar algumas dessas idéias.

Agora a Kurosaki ficou bem interessada.

—Quer ajuda?

Ela estava rezando que sim.

Soo Min se limita a concordar com a cabeça, levando seu equipamento para o sofá, sentando-se ao lado da amiga.

Ela já estava com o DAW aberto e o headset no pescoço, enquanto a mais velha deixava Jon encostado entre a parede e o chão, pegando seu próprio notebook de cima da mesa.

Enquanto a coreana usava um laptop Dell Inspiron 15 7000 branco com bordas customizadas na rosa, a japonesa usava seu notebook Acer VX5-591G-54PG preto com uma capa de mandala colorida na parte de trás da tela. A mais jovem preferia o Steinberg Cubase Pro e a mais velha usava o Reaper com maior freqüência.

Mas tudo bem, elas trabalhavam muito bem juntas e era isso o que mais importava.

—Com o que quer começar, Min-chan?

A jovem de cabelos curtos abre seu caderno e o folheia até a lista rabiscada de idéias.

—Acho que podemos ver essa parte aqui...

Ela aponta para algumas palavras em hangul antes de virar mais algumas páginas e mostrar uma sequencia de notas em pauta. Onix analisa os rabiscos com atenção, tentando imaginar a melodia e os sons.

Nada mal.

—Queres que isso seja uma introdução, um refrão, a base de algum track?

E a conversa foi longe, horas passaram e nenhuma delas pareceu perceber, de tão concentradas que estavam nos pequenos testes. Acabou que começaram a compor uma música nova, apenas instrumental por ora, mas que poderia ganhar uma letra logo.

Uma música para um Próximo álbum, talvez.

Horas se passam e Minna se retira do estúdio, já que aparentemente tinha um compromisso a noite, e Hinata mais uma vez fica sozinha com seus pensamentos.

Sem mais energia alguma para compor alguma coisa, ela decide que está na hora de realmente descansar. Guarda seus pertences, desliga seu notebook e sai do Yggdrasil.

Ela se surpreende ao ver que já estava no meio da tarde e ouve o sonoro ronco de seu estômago.

Ela ri para si mesma. Fazia um bom tempo desde a última vez que algo assim acontecera, e ela quase não se lembrava mais de como era a sensação de passar incontáveis horas no estúdio, verificando nota por nota de uma melodia. Era cansativo e um pouco desgastante, mas tudo valia à pena quando ela via os sorrisos dos feathers em shows.

Pelo seu sonho, tudo valia à pena.

Era incrível como as pessoas mudam em poucos anos. Quando havia entrado na J3wls, em 2007, ela havia acreditado que ali era sua lugar, sua família musical. Foram três anos fantásticos, para falar a verdade... A jovem Hinata havia acabado de redescobrir sua paixão pelo canto e pela música através do Rock, que só conheceu por causa de seu tio, e caiu de cabeça em uma banda feminina de garotas mais velhas que ela.

Uma parte sua sentia muita saudade dos tempos que dividia o palco com Rubi, Safira, Esmeralda e Jade, mas a parte maior dela não conseguia deixar de sentir simplesmente feliz por estar com Laddy, Minna, Summer, Moon e Izzy. O Rock ‘n Roll sempre será sua paixão maior, mas há alguns anos ela tem se percebido cada vez mais apaixonada pelo K-pop, talvez por ter mostrado que ela pode ir mais longe do que sempre imaginou.

Ela não mudaria nada de sua trajetória até agora, mesmo a parte das brigas feias que teve com Rubi e Esmeralda, que ainda guardam rancor dela. Era uma pena que a guitarrista e a tecladista não entenderam seu objetivo inicial e se sentiram abandonadas. Era realmente uma pena ter perdido suas amizades desta maneira.

Pelo menos, Safira e Jade a apóiam e ainda mantém contato. Onix amava aquelas duas como ama suas dongsaengs da Angel Wings. Ela, inclusive, é muito agradecida a Jade, ou como era chamada pelos familiares, Park Min Ji.

Fora Min Ji quem ensinara coreano para Hinata, mesmo não tendo sido algo formal, ajudou muito à jovem quando esta se tornou treinee da Big Hit... Certamente a Kurosaki era extremamente grata por isso.

—... E daí nós caminhamos perto do Rio Han. — Minna contava, animada — Bateu aquele ventinho sacana e eu fiquei com um frio da porra!

Hinata não se agüentou e começou a gargalhar, logo contagiando a coreana. A mais jovem estava contando sobre seu encontro com Jin que teve na noite anterior, toda a conversa regada a chá gelado e salgadinhos baratos da loja de conveniências. Era algo que elas gostavam de fazer vez ou outra, para descontrair e contar histórias uma para a outra, ás vezes tendo Laddy junto.

—E ele percebeu que você estava com frio?

—Uhum!

Soo Min estava com as bochechas cheias de salgadinho sabor mel, a blusa velha cheia de farelos amarelos. Quem a visse naquele momento, provavelmente não acreditaria que ela era a fashionista do grupo...

—E aí, eu tava sentindo aquele ventinho sacana e do nada eu sinto o perfume dele mais forte!

—E a sua tara por perfume masculino?

—Ficou completamente atacada! Demorou um tempo pra eu processar que o frio tinha diminuído também! — As duas riram novamente — Ele... Ele me emprestou o blazer dele!

—Own! Sugoko kawaii desu ne!

—Eu não entendi porra nenhuma do que você acabou de falar!

Agora a japonesa estava quase rolando de rir.

Seria uma noite hilária.

O último dia de folga acabara de começar, e Onix se sentia um pouco ansiosa. A curiosidade estava quase a matando.

Como seria a próxima parte do projeto? Teriam muitas parcerias? Com quem ela trabalharia desta vez?

Eram perguntas demais. Hinata só queria aproveitar relaxar, mas sabia que não conseguiria se consentrar em nada que envolvesse leitura ou jogos.

Vestindo uma camiseta preta, uma calça jeans da mesma cor, seus coturnos prediletos e uma blusa xadrez em azul e preto, com pequenos brincos prata nas orelhas e Jon nas costas, Onix sai do dormitório e vai em direção ao pequeno pátio de dentro da Agencia.

Já acomodada num dos bancos, com o Sol brilhando a sua frente e uma brisa agradável refrescava o ar. Perfeito.

Ela ajeita Jon nos braços e começa a tocar suavemente, quase como se acariciasse as cordas, agora de nylon, do instrumento.

Havia apenas uma música que ela queria cantar naquele mometo. Uma canção que sempre fora uma das suas prediletas e que sempre a fazia se sentir melhor, não importa a situação.

Onix: “Seu sorriso é tão resplandecente

Que deixou meu coração alegre

Me de a mão para fugir

Desta terrível escuridão”

A voz dela ecoara suavemente pelo pátio, chamando a atenção de algumas pessoas que estavam passando ali por perto. Algumas seguiram em diante, outras pararam para ouvir a tão familiar música em japonês que aquela jovem executava ao ar livre.

Onix: “Desde o dia que eu te reencontrei

Me lembrei daquele lindo lugar

Que na minha infância era

Especial para mim”

Jeon Jungkook não conseguia acreditar em seus olhos ou ouvidos.

Ele estava inocentemente caminhando pelo prédio da agencia, recém-saído do estúdio onde gravara uma música solo e encontra ela cantando ao ar livre.

Era demais para o coração dele, que resolvera correr uma maratona assim que ele escutou a primeira nota. Mas, mesmo assim, ele precisava vê-la.

Andando rapidamente, ele vê Onix, com um sorriso maravilhoso, cantando com seu violão no pátio aberto. Ele queria muito ir lá e cantar com ela, mas tinha receio do que poderia acontecer.

O que fazer?

Onix: “Quero saber

Se comigo você quer vir dançar

Se me der a mão e te levarei

Por um caminho cheio de sombras e de luz”

Xxx: “Você pode até não perceber

Mas meu coração se amarrou em você”

Onix quase perde o ritmo quando ouve outra pessoa cantando um trecho da canção.

Quando vê, se surpreende, mas sorri.

Era Jungkook.

Jungkook: Que precisa de alguém

Para te mostrar o amor que o mundo te dá”

Onix&Jungkook: “Meu alegre coração palpita

Por um Universo de esperança

Me de a mão

A magia nos espera”

Jeon Jungkook estava muito orgulhoso de si mesmo.

Ele estava cantando com Kurosaki Hinata, sentado ao lado dela, na frente de muita gente, uma música romântica e ela estava sorrindo para ele. Nada poderia estragar aquele momento... Ele sentiu como se pudesse morrer sem arrependimentos.

Onix&Jungkook: “Vou te amar

Por toda a minha vida

Vem comigo por esse caminho”

Onix: “Me de a mão

Para fugir desta terrível escuridão”

O último acorde terminou e Onix ainda sentiu a alegria da canção ainda correndo dentro dela. Olhou para o lado e viu que o maknae também parecia passar por isso, como aquele sorriso radiante no rosto dele mostrava.

Sem pensar duas vezes, ela gentilmente afaga os cabelos escuros do cantor, que se surpreende o olha para ela.

Ela sorri e continua o carinho, ele era fofo demais para simplesmente parar.

Era oficial, Jeon Jungkook havia morrido e estava no Céu. Ou estava sonhando.

Não tinha como aquilo tudo ser real!

Era bom demais para ser verdade!

O sorriso, os dedos dela nos cabelos dele...

—Foi um belo dueto, não acha?

Ela elogiando ele após cantar com ele.

—F-f-foi, noona...

Ok. Se fosse um sonho, ele não teria gaguejado. A possibilidade da morte ainda está na mesa.

—Foi divertido cantar com você, Jungkook-san. Espero que possamos fazer isso novamente.

Ok. Ele não estava morto, se estivesse não sentiria seu coração quase romper suas costelas de tão forte que estava batendo. Finalmente, algumas de suas preces estavam sendo atendidas!

Obrigado, Kami-sama!

Notas finais
Música do capítulo: https://www.youtube.com/watch?v=Zf6ipOYADbQ Recomendação: https://www.youtube.com/watch?v=6jQ34uTmA9s Ufa! Que capítulo longo! Quem mandou fazer a personagem ser tão filosófica quanto eu?! Aí o capítulo fica longo demais por causa das viagens que eu com toda a certeza faria naqueles momentos. Anyways... O que acharam? Deu pra conhecer a Onix um pouco melhor? E o pequeno momento OniKookie? Eu fiquei com um pouco de pena dele, então resolvi ser mais legal com ele nesse capítulo, espero que tenha ficado convincente. Próximo capítulo é arco novo, então hoje não tem prévia! Nem venham choramingar depois! Ps: a fala em japones da Onix teria a tradução do tipo "isso é muito fofo!". O tipo de violão e dos equipamentos usados pelas meninas realmente existem. Eu usei a letra da versão BR de Sorriso Resplandecente porque ela é praticamente uma tradução da música original, e coloquei um link do cover acústico pra ajudar vocês a imaginarem a Onix cantando daquela forma. Mas, se quiserem, a versão em japones também é incrível! Link: https://www.youtube.com/watch?v=DJcuDgVYjgI É isso... Vlws flws