BTSXAW Beat Soul
12 Capítulo 10
Notas iniciais
Summer estava sentindo aquele familiar frio na barriga antes de entrar no palco.
Era incrível como mesmo depois de tantos anos se apresentando, ela ainda sentia aquele nervosismo e ansiedade antes da performance... Era como um aviso de que se ela não se concentrasse, tudo podia dar errado. Mas ela sabia que não seria bem assim.
Ela, Jiang Ha Yun, cantaria uma música com Jeon Jung Kook, por quem tem enorme admiração e respeito, e Park Ji Min, por quem é apaixonada desde que o conhecera pessoalmente.
Ela se lembrava sempre daquele momento com um sorriso no rosto...
Foi em Abril de 2012 quando Ha Yun o viu pela primeira vez.
Ela estava indo para uma sala de treino que costumava ficar vazia naquele horário, onde ela costumava dançar um pouco de jazz ou contemporânea para desestressar e não perder o hábito de treinar o que sempre fora sua paixão: dança.
Contudo, naquela quinta-feira que nada parecia ter de especial a jovem dançarina havia encontrado alguém usando a sala.
Um rapaz, muito bonito por sinal, estava dançando com grande vontade ao som de música new age. Era de tirar o fôlego a maneira como ele se movia, quase como se a melodia estivesse o possuindo e ele colocava sentimento em cada passo, cada gesto.
Era fascinante a tamanha paixão que aquele rapaz tinha pela dança contemporânea. Tão fascinante, que Ha Yun não conseguia desviar o olhar ou deixar sua boca completamente fechada.
Até que a música acaba e o rapaz parece sair de seu transe.
Ele percebe a jovem à porta e... Fica um pouco envergonhado.
Ela percebe que ela não era somente lindo, ele conseguia ser adorável também.
Que injustiça... Ela queria ser tão incrível quanto ele...
Quando se deu conta de que ele a estava encarando, a garota sente seu rosto esquentar e o abaixa, fazendo sua franja cobrir parte da sua face. Que vergonha!
Quando o clima ficou um pouco menos estranho, os dois trocaram algumas palavras clássicas do tipo “Está aqui há quanto tempo?” “Você gosta de dançar?” “Nossa, já passei por isso.” Até que o garoto decide se retirar, querendo deixar a jovem mais à vontade para dançar.
Quando ele se despediu dela sorrindo, Ha Yun percebeu que já não tinha escapatória.
Ela havia se apaixonado pelo garoto adoravelmente incrível da sala de dança.
E ela nem sabia o nome dele...
—Noona?
Summer fora tirada de seus devaneios quando ouviu Jungkook a chamando na porta do camarim.
—Oh! Jungkook-ah! Precisa de alguma coisa?
O mais novo parecia um pouco nervoso e mexia nervosamente na barra da camisa branca que vestia. Ele abriu e fechou a boca algumas vezes antes de responder, como se procurasse as palavras certas.
A loira conteve sua vontade de ir até ele e apertar suas bochechas de tão fofo que ele aprecia, tinha que ser mais profissional naquele momento e aprendera com Onix e Minna que, às vezes, o melhor que você pode fazer para acalmar alguém é parecendo calmo. Passar confiança e dar o exemplo costumava funcionar melhor do que longos discursos sobre a necessidade estar relaxado antes de algum grande evento.
O maknae respirou fundo antes de, finalmente, conseguir falar.
—Está na hora de irmos aos bastidores, Summer-noona. Jimin-hyung já está lá.
Ela apenas assente, com um sorriso calmo no rosto, antes de dar uma última conferida nas roupas, tirando poeiras inexistentes e alisando dobras imaginárias.
Tudo em ordem.
Hora do show.
— Terceiro grupo: Jimin e Jungkook do BTS e Summer da Angel Wings. Música: Caffeine. Comecem!
O instrumental animado e intenso logo enche o ambiente, junto com um jogo mais simples de iluminação, que piscava mais do que fazia feixes de luz.
Logo, Jungkook surge do meio do palco entre a névoa de gelo seco. Ele vestia uma calça jeans azul com enormes rasgos perto do joelho, uma camiseta branca (que novidade), uma jaqueta de couro marrom com o símbolo do BTS nas costas em um tom mais claro e usava suas fieis e icônicas botinas marrons. Ah, e óculos escuros.
Ele, em um momento parece uivar no microfone, causando reações das mais diversas daqueles que estavam assistindo. Alguns, como Onix, acharam engraçado; outros, como Suga, acharam um pouco estranho; e teve aqueles, como V e Laddy, que acharam interessante.
Um dos managers até soltou o comentário de que “o coelho tá se achando um lobo”, mas tudo bem. Combinava com a música animada até demais.
Executando alguns passos rápidos e intensos, o maknae começa a cantar.
Jungkook: “Escuta, chega mais, notifique o seu parente mais próximo
Você está prestes a passear um pouco no lado ardente
Beba o seu Red Bull, você vai precisar de um balde cheio
Você está me assistindo acelerar e destruir a interestadual”
Uma letra cheia de energia numa música frenética. Acho que todos já viam que Caffeine viria a se tornar o grande hit do álbum,e que provavelmente tocaria em diversas festas depois de lançada oficialmente.
Jungkook: “Um monstro certificado, eu sou uma viagem absoluta
Igual o Otis Redding, difícil de lidar, então é melhor você se segurar
Um super-rápido, incrível, um esperto legítimo
Ligue pro necrotério e diga adeus, escreva seu testamento; é hora de morrer”
Escolha interessante de palavras... Falar sobre morte em uma música cheia de vida sempre era algo notável. Mas provavelmente a maioria dos ouvintes iria estar tão entretida com o ritmo que nem ligariam se a música falava sobre energia ou capivaras comendo paçoca.
Jungkook & coro : “(Cafeína) Eu sou cafeína
(Cafeína) Eu sou cafeína”
Agora toda a energia e velocidade faziam sentido. Cafeína era algo ótimo para dar aquela energia extra quando se estava com sono. Os compositores sabiam daquilo muito bem...
Jungkook: “Eu sou um pesadelo
Eu sou uma cena radical
Eu sou um pouco malvado
Mas eu não tenho medo de te expulsar (medo de te expulsar)
Medo de te expulsar (medo de te expulsar)
Medo de te expulsar (medo de te expulsar)
Medo de te expulsar”
Mal dando tempo para todos registrarem o final no refrão, Summer faz sua entrada triunfal vindo de trás do palco.
Summer: “Eu sou uma chita na planice, uma estrela da estrada
Uma princesa supersônica e um carro de um milhão
Sangue ardente pulsando nas minhas veias
Entrado e saindo enquanto eu passo como um raio pelas ruas”
Ela ostentava um ar diferente do normal. Parecia até Onix quando a mais velha fazia covers de Rock.
Ela havia trocado seu ar fofo por um de poder e confiança, o que surpreendeu muito os meninos. Mas as meninas vibraram! Rolaram até comentários do tipo “isso aê, miga!” “Que mulherão da porra!” “Acaba com eles!”
Com uma bota de montaria marrom tampando a maior parte da calça jeans cinza, cropped branco mostrando a barriguinha lisa da dançarina, um longo casaco marrom e bege de pelo falso, anéis e brincos dourados e brilhantes, além do colar com o familiar desenho da clave de sol alada, a loira usava óculos escuros similares aos do outro cantor. Bom, além do sorriso confiante nos lábios pintados de marrom.
Summer: “Eu sou um movimento hyper, uma sobremarcha, acelero a cinquenta e cinco
Ousada, maluca, na minha presença se ajoelhe
Musica tocando, acelerando o som, eletrizante, pulso batendo
Coração batendo, cérebro batendo, me veja fazer a festa pular”
Ninguém da staff do BTS esperava algo assim daquela jovem simpática e sorridente que volta e meia levava doces para a cantina, e eles amaram ver essa face dela. Parecia um pouco mais com CL, de quem muitos eram fãs.
Já a staff da AW pulava e gritava pela Jiang, não importando como ela estava. Sempre fora muito querida por todos e eles simplesmente adoravam a voz dela.
Summer & coro: “(Cafeína) Eu sou cafeína
(Cafeína) Eu sou cafeína
Eu sou um pesadelo
Eu sou uma cena radical
Eu sou um pouco malvado
Mas eu não tenho medo de te expulsar (medo de te expulsar)
Medo de te expulsar (medo de te expulsar)
Medo de te expulsar (medo de te expulsar)
Medo de te expulsar”
Ela tinha que admitir: estava se divertindo muito cantando aquela música no palco. O maknae parecia também.
Os dois começaram a fazer a parte mais louca da coreografia enquanto o solo de guitarra ecoava, avisando que algo estava para vir logo.
Solo de guitarra... Instrumental similar ao de rock antigo... Parece que um certo cantor estava querendo chamar a atenção de uma certa roqueira metida no meio do pop. Todos pareceram perceber isso, menos ela, que estava ocupada demais curtindo a música para pensar em qualquer outra coisa.
Pobre coelho. Não foi hoje.
As luzes finalmente se concentram numa figura andando calmamente do fundo do palco até a frente. Era Jimin. Bom, Jimin no modo swag...
Jeans rasgado no joelho? Confere. Blusa branca e grande? Confere. Casaco largo e aberto, de cor marrom escuro? Confere. Boné branco com o símbolo de sua banda? Confere.
Os mesmos acessórios que usou quando apresentou Tony Montana com Agust D? Super confere.
Jimin: “Ei, escuta, eu espero que você dele quente
Pegue uma xícara, porque eu acabei de fazer um fresquinho
Venha e prove o meu grão agressivo
Alimentando seu vício com essa lava negra espessa”
Agora, alguns queixos caíram... Ninguém esperava a volta do lado rapper do chim chim. Pelo jeito como as coisa iam, teriam que incluí-lo no próximo cypher.
Jimin: “Podemos fazer um expresso, ou do jeito cappuccino
Claro que vai te fazer sentir melhor, venti ou grande
Açúcar, adoçante, igual, talvez um Sweet'n Low
Todo mundo fica feliz quando está saindo com o Joe; vamos lá”
Quando o refrão recomeçou, já estavam quase todos cantando junto, e Yoongi temia que não fosse capaz de tirar a música da cabeça por um tempo...
Jimin & Jungkook & Summer & coro: “(Cafeína) Eu sou cafeína
(Cafeína) Eu sou cafeína
Eu sou um pesadelo
Eu sou uma cena radical
Eu sou um pouco malvado
Mas eu não tenho medo de te expulsar (medo de te expulsar)
Medo de te expulsar (medo de te expulsar)
Medo de te expulsar (medo de te expulsar)
Medo de te expulsar”
E tão abruptamente quanto começou, a música chega ao seu fim.
Aplausos eufóricos enchem o ar do auditório, como se toda a energia intensa da música tivesse sido passada para os ouvintes. Sem dúvida, aquilo trouxe um sorriso imenso para os rostos suados dos três idols ofegantes, que estavam no palco.
Jungkook estava radiante e, sem pensar muito, puxou seu hyung e sua noona para um abraço de urso (referências muito animais nesse capítulo...), surpreendendo ambos.
Mas, como diz o ditado, “se ta no inferno, abraça o capeta.”. Logo os três se abraçam com força, trocando sorrisos animados entre si antes de serem quase enxotados do palco por estarem atrapalhando as preparações para a próxima performance.
E naquele momento, ninguém sabia, mas Jimin e Jungkook tiveram a experiência de tocarem na lendária cinturinha fina de bailarina que Ha Yun possuía. E um deles se sentiu mais, digamos, afetado que o outro...
A música faz coisas interessantes com as pessoas, especialmente com jovens.
E com muita animação, todos aguardavam os próximos números daquela noite.
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