BAD GIRL: Selvagem
2 Visita inesperada!
Davi e Matheus foram atrás dela que tinha as mão sujas de sangue de Rafaela, eles não sentiam pena da garota, mas se ela houvesse continuado Mar com toda certeza teria matado ela ali, ao menos conseguiram tira-la de cima da garota a tempo. Eles já viram ela dar uma surra em muita gente por nada. Marina tinha um temperamento explosivo. Eles já haviam provado dos golpes dela muitas vezes e não gostariam de provar de novo. Ela era quase um homem, só que um dos mais fortes e bonitos e que tinha belos seios e uma vagina, da qual eles estavam vetados de se aproximar. Eles sempre estiveram juntos. São quase irmão de pais diferentes. No entanto, agora não estariam mais tão juntos assim e Marina sabia disso.
– Você está bem?- perguntou Davi.– Bem melhor depois de ter batido naquela puta. -Os três deram sorrisos cúmplices um ao outro, eles sabiam exatamente como ela se sentia. – Ao menos isso. -Disse Matheus tirando o lenço que estava em seu joelho limpando o sangue da mãos de Mar.– Só quero ir embora desse inferno. Vamos sair daqui. -Disse ela pra eles, que concordaram na hora. Eles saíram da escola e pegaram carona com Carlos, irmão do Davi que trabalha de taxista. Desceram na praia de Copacabana, que estava cheia como sempre. Marina tirou a roupa e ficou só de calcinha e sutiã, seus irmãos fizeram o mesmo. Deram um mergulho e ficaram lá de bobeira até a fome incomodar, fazendo-os chamar por Carlos, que comprou uma marmita completa. Almoçaram e voltaram para o bairro. Marina sabia que teria que enfrentar a fera uma hora. E se demorasse demais só iria deixá-la estressada, e como ela nunca foi de fugir, voltou pra casa. Viu o carro da polícia estacionado em sua casa, seu pai estava a esperando. Abriu o portão e entrou na casa. Além do seu pai havia outra pessoa em sua sala bebendo um xícara de café, com um terno preto elegante e um colar de pérolas, cabelos na altura dos ombros tingidos de loiro. Marina não via a sua avó desde o enterro da sua mãe, há dois anos. Ela ligava de vez em quando, e lhe mandava presente no aniversário e no natal. Diferente dos anos em que sua mãe estava viva. Ela sempre visitava eles no aniversário de sua filha e neta, até a morte de sua única filha mulher.Rafael olhava para Marina com uma carranca, que faria uma criança chorar, da qual a Marina herdou. Como toda filha Marina tinha medo de momentos como esse, por mais que tenha conquistado a confiança de muitos outros caras com uma carranca pior que a de seu pai, a única da qual sempre lhe meteu medo foi a dele. – Me ligaram do seu colégio hoje... Soube que foi expulsa. — Ele disse calmamente levantando as sobrancelhas e olhando-a fixamente. – Você não vai berrar comigo como os pais normais fazem? — Ela tirou a mochila das costas e jogou na velha poltrona de couro marrom.– Querida, ninguém precisa gritar com você, quando você mesma já sabe a gravidade de seus atos. — Disse vovó, o que a deixou confusa. Eles estavam calmos de mais. Estranhos de mais. E o que diabos sua avó estaria fazendo ali, ela se perguntou.– Mas... Nem vou ter um castigo ou algo do tipo sei lá? — Perguntou agoniada com aquela situação. Mas no fundo aliviada.– Marina, você irá morar com a sua avó em Brasília.
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