Notas iniciais
Me desculpem pela demora, mas eu estava meio atarefada e doente, então...
Esse capítulo é o julgamento, e eu pelo menos gostei!!!!!!
Aproveitem!!!!!!!!

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Protetora Ou Protetora

Pov Harry Potter

Desde o dia que eu interrompi, sem intenção, o beijo da Lynx e do Alvo, eles ficaram mais afastados, fazendo eu me sentir culpado. Mas não foi só dele que ela se afastou não, toda vez que me via dava meia volta e saia correndo. Acho que por vergonha...

Durante esse tempo também entendi melhor o plano da Lynx, e estava realmente esperançoso. Agora o mais estranho, pelo menos para mim, é que estava começando a sentir algo a mais pela Gina. Toda a vez que a via me comportava com um babaca apaixonado, e quando ela abria aquele sorriso lindo, eu ficava estático, hipnotizado!

Sei que não devia sentir isso pela irmã do meu melhor amigo e eu até tentei evitar, mas era impossível. Ela era simplesmente... Indescritível, perfeita!

Estávamos agora no julgamento do Sirius. Eu estava sentado ao lado da Gina, que estava sentada no lado da Lynx, do meu outro lado estava o Ron. Todos aflitos e meio tensos, com motivo é claro.

O ministro deu inicio ao julgamento e virou-se para Sirius:

–Você tem a opção de ser julgado sobe o efeito de veritaserum. O senhor permite? – perguntou com desprezo.

Sirius concordou com a cabeça, e logo foi-lhe entregue um frasco da porção, a qual ele tomou em apenas um gole.

O ministro olhou para a arquibancada, procurando alguém, até que seus olhos pararam em Lynx. Ela lhe lançou um olhar penetrante e ele apenas acenou bruscamente. Logo depois se dirigiu ao júri e pediu-lhe que prometessem honestidade e justiça na decisão. Todos juraram.

– Seu nome? – perguntou para Sirius.

– Sirius Black. – ele respondeu.

– Idade?

– 37 anos.

– Senhor Black, diante de todos aqui presentes conte a sua versão da história. – pediu-lhe Fudge. — Você é culpado ou inocente? – perguntou confiante.

– Eu sou inocente. Não matei Pedro, nem entreguei Tiago e Lily a Voldemort.

Todos pareciam meio chocados, afinal ele estava sobre efeito da poção da verdade mais forte do mundo.

– Como?! – exclamou surpreso – Você era o fiel do segredo! Você entregou eles! Claro que entregou!

– Mantenha a compostura Cornélio! – exclamou uma voz grave e firme que acabará de adentrar a sala até então despercebido. — Alvo Percival Wulfrico Brian Dumbledore. Vim depor em favor de Sirius Black, ainda que eu ache absolutamente desnecessário. Como podemos ver, ele é inocente, já que até o próprio Voldemort falaria seus piores segredos, com apenas três gotas desta poção. — Um arrepio coletivo passou pelo salão assim que o nome de Voldemort foi pronunciado. Vários murmurinhos encheram o salão.

– Alvo... – começou a cara de sapa, bastante irritada, mas foi interrompida pelo próprio.

– Cale-se Dolores! Conte-nos o que ocorreu aquela noite senhor Black! – era impressionante como Dumbledore conseguia manter o tom de voz calmo, mas ao mesmo tempo imponente.

Sirius assentiu e respirou fundo antes de começar:

– Há uns quatorze anos atrás, Lily e Tiago perceberam que estavam correndo risco. Eles então resolveram se esconder e utilizaram para isso o feitiço do Fidelius. De fato, no inicio, eu fui o escolhido para ser o Fiel do segredo, mas com o tempo percebi que seria obvio para Voldemort. Não que eu fosse contar, mas todos sabemos que ele é um ótimo leglimen, então por que não botar o inesperado? Alguém que ele não suspeitaria. Por que não Pedro?

Todos prenderam a respiração. Acho que ligaram os pontos...

– Ele os entregou! Quando eu percebi fui até lá tomar satisfações, mas ele fez todo um teatro e pela primeira vez foi mais rápido do que eu. Explodiu a rua, cortou seu próprio dedo e se transformou num rato, que é a sua forma animaga. – sua voz agora estava tremida e a raiva emanava.

Mas não era só ele. Minha vontade era de matar um, gritar, espernear, chorar. Acho que ficou bem evidente, porque Gina pegou a minha mão e me lançou um olhar que claramente dizia “Vai ficar tudo bem”. Sei que não devia sentir nada além de amor de amigo por ela, mas era impossível me controlar. Nunca tinha sentido isso por ninguém! Nem mesmo pela Cho.

Apertei sua mão, lhe dirigi um pequeno sorriso antes de voltar aprestar atenção no julgamento.

O júri resolveu se reunir para decidir a sentença, sem nem ao menos ouvir as testemunhas. E isso significava que ou eles não estavam nem aí para tudo que tinham ouvido, ou era evidente que Sirius era inocente.

Os minutos se arrastaram, até o ministro pedir a atenção de todos.

– O júri decidiu, baseado no depoimento do réu e nas provas apresentadas por ambas partes, que Sirius Black é inocente de todas as acusações e a partir de hoje é um homem livre! — anunciou o ministro sem muita vontade.

Ele podia estar desanimado, mas eu sentia como se um balão de felicidade crescesse dentro de mim. Vi algumas pessoas em choque, e até algumas comemorando. Lynx estava radiante, mas não era nela que eu prestava atenção.

Gina! Ela estava pulando de alegria e agora, encontrava-se abraçada com Hermione.

Talvez por impulso, ou pelo calor da emoção, eu não sei. Só sei que de repente eu estava abraçando-a e um segundo depois eu agarrei a Gina e lhe dei um super beijo.

Inicialmente, ela pareceu surpresa, mas logo depois correspondeu.

Era um beijo calmo, doce, mas ao mesmo tempo intenso e quente. Ela pôs as mãos em meu cabelo e eu a segurei pela cintura.

Estávamos aproveitando cada detalhe, cada sentimento quando alguém grita nos assustando:

– Que pouca vergonha é essa!!!!!!!


Notas finais
Comentem!!!!!