B De Black

17 Passado Obscuro


Notas iniciais
Demorei??? Bom vocês já sabemos motivos, os mesmo de sempre!!!
Então, esse é um dos capítulos chave para entender a história que se inicia agora!! Contém um palavrãozinho, nada de mais, e bastante mistério.
Espero que gostem!!!!!

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Passado Obscuro

"Todos nós temos um passado! Por que com você seria diferente?"

Com muita dificuldade abri os olhos, mas seria o mesmo se não tivesse feito. Estava tudo escuro e silencioso, como num filme de terror onde a mocinha, no caso eu, está prestes a morrer, coisa que eu preferia que não ocorresse. Levantei-me cautelosamente, tomando absoluto cuidado para não pisar em falso. Aos poucos meu olhos se acostumaram com o negro na noite e passei a caminhar pela estrada deserta em que me encontrava. Se eu estava com medo? Com absoluta certeza!

Andei pelo que me pareceu horas até que cheguei numa bifurcação. Na estrada da direita havia uma pequena garotinha com aproximadamente 10 anos, olhos verdes e cabelo loiro. Não sorria, pelo contrário, parecia triste, assim como o caminho que guardava. A guarda da outra estrada era exatamente o oposto. Uma senhora de aproximadamente 70 à 80 anos, com cabelos esbranquiçados e olhos cansados, mas como a primeira, tinha uma aparência fúnebre e mórbida.

– Quem são vocês? — perguntei com a voz trêmula.

– Escolha! — as duas sibilaram em uníssono.

– O quê? — perguntei meio aterrorizada e instintivamente dei dois passos para trás.

As duas se olharam e a mais nova tornou a pedir:

– Escolha princesa Lua!

– Meu nome é Lynx e eu não sou nenhuma princesa! — retruquei.

Elas se entreolharam mais uma vez e a mais velha assentiu.

– Leve-a! Ela precisa entender algumas coisas! — ordenou.

A garotinha encaminhou-se até mim e estendeu-me a mão.

– Não precisa ter medo! — disse-me — Venha comigo...

Por mais que uma parte do meu cérebro gritasse que era um armadilha, não consegui duvidar dela. Parecia inocente e frágil, inofensiva... Segui-a pelo caminho mal iluminado, com o chão irregular e uma mata bem densa ao redor.

A cada passo sentia uma tensão crescente, como se um grande segredo estivesse prestes a ser revelado.Mais a frente avistei um grande palácio de pedra, com várias torres e torrinhas, janelões enormes e uma ponte levadiça que se encontrava abaixada no momento.

Uma música conhecida veio até meus ouvidos, apesar de eu ter certeza que até aquele momento nunca havia ouvido. A pequena garotinha me encarou e pela primeira vez sorriu.

– Bem vinda ao baile mascarado do Halloween de 1413. O início da história.

Que era uma festa certamente eu notei. Havia uma orquestra, pessoas com roupa de gala, mesas e mais mesas com travessas de comida e casais dançando na pista. A decoração era simples e elegante, e todos pareciam estar felizes. Todos, menos uma garota.

– Eu? — perguntei à menina do meu lado — Aquela sou eu? — ela assentiu achando graça do meu espanto.

Sem dúvidas nenhuma aquela menina inteiramente vestida de preto, com grossos cachos loiros caindo pelas costas e um ar completamente entediado era... Eu!

O meu outro eu batucava os dedos na mesa de forma impaciente, como se estivesse esperando por alguém. E então, de repente, surgiu o... Alvo?? Ele apareceu por entre as árvores e chamou-a. Assim que eu... digo ela o viu, abriu um enorme sorriso e saiu ao seu encontro sem que ninguém nem ao menos percebesse.

– Lua e Alexander — ouvi a voz sonhadora da menina comentar — Típica história do plebeu que se apaixona pela princesa, tudo bem, não qualquer plebeu e nem qualquer princesa. Os dois eram bruxos, se amavam loucamente, mas ele era pobre e o pai dela nunca aceitara o romance. Então os dois planejaram fugir, nesta noite. — me perdi tanto nas palavras dela que nem me dei conta de que estávamos os seguindo. — Mas olha a ironia, o que era para ser o dia mais feliz de sua vida, acabou numa tragédia digna dos filmes mais dramáticos.

Logo entendi o que ela queria dizer.

Mais a frente, Lua e Alexander haviam sido capturados pelos guardas do palácio e lutavam, em vão, pela sua liberdade. Pudia sentir a dor dela, que já sabia do destino de seu amado. Não precisei ver mais nada para saber o desfecho daquilo tudo.

– Ele foi preso, condenado como sequestrador... e foi... enforcado! — a voz dela quase não saiu. — Já a Lua foi forçada a se casar com um príncipe qualquer, mas antes da cerimônia descobriu-se que ela estava grávida. No final, ela morreu no parto e seu filho foi criado pelo príncipe Philip Landsteiner, com que a princesa havia se casado. Mas com nascimento da criança nasceu também uma profecia.

– Que profecia? Sobre quem? — perguntei sentindo um nó se formar na minha garganta.

– Isso você terá que descobrir, Lynx!- então sorriu, se virou e começou a caminhar. Tentei ir atrás dela, mas já havia sumido. Resolvi então recomeçar a andar, procurar o caminho de volta.

Enquanto vagueava pelas ruas ouvi alguém me chamando.

– Lynx! — era...era a voz do Alvo.

Procurei-o desesperadamente, e cada vez mais sua voz se aproximava de mim, apesar de não poder vê-lo. Estava cercada de mato e com a escuridão mal pudia enxergar.

– Alvo! — gritei.

– Lynx! — seu chamado ficou mais urgente.

– Alvo! — berrei com todas minha forças.

– LYNX! VOLTA PARA MIM!!!

Então tudo sumiu novamente. Abri os olhos, mas desta vez encontrei um par de olhos verdes me encarando com notável medo. Foi só um sonho, pensei. Mas no fundo saiba que não havia sido "apenas um sonho".

– Alvo! — chamei-o num fio de voz e ele me abraçou fortemente, como se tivesse medo de me perder. — Está tudo bem!

– Nem tudo! — falou um voz atrás dele. Espera, eu conheço essa voz rouca puxada para o tédio. Mas, não podia ser ele, podia?

– Scorpius? — perguntei surpresa quando o loiro entrou no meu campo de visão.

– Olá baixinha! — disse abrindo um de seus famosos sorrisos de canto, no mesmo instante em que a porta se abriu revelando uma Hermione acompanhada de, ninguém mais ninguém menos, sua filha, Rose Weasley.

Encarei os dois viajantes do futuro parados em minha frente. Ele com uma expressão de divertimento, e ela com o semblante fechado em sinal de clara preocupação! Minha cabeça deu um nó!

– Que porra está acontecendo aqui? Alguém pode me responder??

Notas finais
Comentem!!!