B De Black
11 Acordos Políticos
Notas iniciais
Pov Lynx
Hoje era o grande dia. Iríamos executar a primeira parte do plano, e nada podia dar errado. Semana passada, havíamos enviado uma carta ao ministro, pedindo uma audiência sobre o caso do notório fugitivo Sirius Black. Obviamente, assim que mencionei meu avô, ele concordou.
Ele viria a Hogwarts, já que não pudia sair, e me autorizou levar mais uma pessoa para me acompanhar. Eu levaria o Alvo, já que ele era o único ciente do meu plano mirabolante, porém brilhante.
Na verdade nesse exato momento nos encaminhávamos para a sala da Umbridge, o lugar onde seria a nossa reunião.
Quando chegamos, constatamos que o ministro já estava lá, e ao seu lado, a cara de sapo. Quem estava lá também era Kingsley Shacklebolt, que me olhou desconfiado, afinal ele fazia parte da ordem e não informado sobre nada. Mal sabia ele que ninguém foi.
– Então, estou aqui. Agora fale! — ordenou o ministro enquanto nos sentávamos.
– Eu posso te entregar Sirius Black. — disse simplesmente e vi o auror ofegar.
– Escute, se isso for uma brincadeira de mau gosto... – começou, mas eu interrompi.
– Não é! – afirmei.
– Está bem! Então diga.
–Eu tenho condições... – comecei.
– Cornélio, isso é uma armadilha... – advertiu a sapa mor, mas ele fez um gesto coma as mãos dispensando a sua opinião.
– Quais? – indagou. – peguei um pergaminho que o Alvo me ajudou a elaborar e comecei a ler.
– 1° Sirius Black será sujeitado a um julgamento sobre os efeitos da poção veritaserum.
O ministro estreitou os olhos e disse:
– Acho isso totalmente desnecessário. – alegou.
– Vamos lá senhor, o que tem a perder? – me ajudo Alvo.
– Ele tem razão ministro. – afirmou Kin, entendendo o plano.
– Está bem, continue. – falou ele.
– 2° Será extremamente proibido chegar perto do fugitivo, até depois do resultado. Não poderá ser preso, morto ou machucado até lá.
Ele assentiu em concordância.
– 3° O julgamento ocorrerá em território neutro. Onde seja difícil a saída do prisioneiro, mas também de qualquer um que queira feri-lo.
A sapa velha abriu a boca para contestar, mas ele a cortou.
– É justo. Pode ser aqui mesmo. Em Hogwarts.
Isso ministro, está caindo direitinho no meu plano.
– 4° Ele também será aberto à imprensa, e cada lado, acusação e defesa, têm direito a no máximo cinco testemunhas.
Como ninguém esboçou uma reação continuei.
– 5° O jure contará apenas com pessoas integras, e essas terão que jurar lealdade e justiça perante todos que assistem.
Peguei o pergaminho e mostrei que na verdade era um contrato.
– Sexta e ultima. Se a palavra de qualquer um das partes for quebrada e alguma regra descumprida... – minha voz vacilou por um momento. – Tal infrator será punido com a pena máxima. A morte. – todos prenderam a respiração e o Alvo olhou para mim. É essa parte eu acho que me esqueci de mencionar, não?
Fudge leu e releu o documento e por fim assinou. Fiz o mesmo.
– Al... Arthur? – pedi. Ele olhou para mim como se dissesse não, mas eu desviei os olhos e ele assinou como testemunha.
– Dolores? – chamou e mesmo de mal gosto a rã de rosa assinou.
– Faça Kingsley! – ordenou ele.
Kingsley olhou para mim e assenti confirmando. Pegou sua varinha e apontou para o papel.
– Contractus Signati! – uma luz branca emanou da ponta de sua varinha e interligou os quatro que tinham os nomes assinados.
Fechei os olhos por um segundo e quando abri não tinha nem sinal de luz nenhuma.
– Tenho que ir agora. O julgamento será daqui a uma semana, em Hogwarts mesmo. Espero que cumpra sua palavra. – Ele pegou o contrato e copiou me dando o original.
– Idem. – disse.
– Eu lhe acompanho Cornélio. – disse a sapa velha levando a da sala.
– É perigoso Lynx. – disse Shacklebolt e eu assenti — Mas, é um ótimo plano. – sorriu para mim e se retirou logo em seguida.
Sobramos apenas eu e Alvo, e ele nem me olhava na cara.
– Sei que deve estar me odiando... – comecei, mas ele me interrompeu.
– Não, não estou. – ele se virou para mim. Encarando-me com aquele par de olhos verde-mar. – Só quero entender porque não me contou.
– Achei que podia tentar me impedir. – falei num fio de voz e abaixei a cabeça.
Ouvi-o levantar e andar até mim. Ele ergueu meu rosto, forçando-me a encara-lo. Tenho certeza que não fazia ideia de quanto era difícil para mim sustentar o seu olhar no momento.
– Eu tentaria. – disse simplesmente e depois me abraçou.
Toda a força e confiança de que eu estava precisando, ele me passou nesse gesto. Senti que estava segura. Protegida contra tudo e contra todos, pois o Alvo estava comigo, e isso que importava.
– Vem, temos que contar para todos a maluquice que você se meteu. – e saiu me puxando para fora daquela sala.
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