Azura, a Detetive de Conto de Fadas

6 Caso 6: Pocahontas(Parte 3)


A mulata estava pilotando um helicóptero, Beyond estava sentado ao seu lado carregando uma metralhadora, Raito vestia a seu uniforme de mercenário e Tâmara preparando os equipamentos que precisara nessa missão. A jovem estava preocupada e queria muito saber como estava seu pai dirigindo a atenção para ver se tinha alguma coisa no caminho.

-Azura eu acho que chegamos!-Beyond olhava num GPS.

-Tá bom vamos descer!

Azura se preparou para aterrissar, mas precisava fazer isso longe da floresta então aterrissaram num penhasco que tinha ali, os quatro desceram.

-Vamos lá pessoal!-Disse Azura carregando uma pistola.

Descendo os rochedos querendo chegar à floresta, Azura quase escorregou, mas foi segurada por Beyond, Raito escorregou e acabou caindo em cima dos dois, sorte que eles estavam quase no chão senão ia ser muito pior.

-Toma cuidado aí!-Beyond joga Raito no chão.

-Desculpa!-Raito se levanta e sacode a sujeira. –Mal educado!

-Shiiii tem alguém vindo aí!-Azura alertou. –Escondam-se!

-Sortuda é a Tâmara que tem que fazer a parte mais fácil.

-Shhhhhhhh...

O trio se escondeu, mas tendo uma visão do que estava vindo, eram índios que estavam com redes para caçar alguns peixes, enquanto outro grupo se dirigia para a floresta, os três seguiam os índios para ver onde eles estavam indo, com passos leves e escondidos entre as árvores.

-Uga uga...-Beyond tentava imitar.

-Cala a boca!-Sussurrava Azura lhe dando um tapa na cabeça. –Presta atenção Zé Mané!

Subindo por uma corda de alpinismo uma montanha, Tâmara se deitou ali e se escondendo entre os arbustos de lá tomando cuidado para não ser vista, espionando tudo por um binóculo.

-E o prisioneiro?-Perguntou um dos índios?

-Ele não falou nada até agora!-Respondeu outro. –Não quis dizer de onde veio, aposto que é mais um que...

-Pai!-Sussurrou Azura ajustando o binóculo na versão infravermelho. –Ele está lá naquela cabana!

-Invasores!

Índios surgiram atrás do trio, eles poderiam atirar só que estavam cercados e os índios estavam em maior número então não havia escapatória, eles foram obrigados a andar até a aldeia com lanças e arcos apontados para suas costas, abrindo a cabana onde David estava amarrado.

-Pai!-Azura correu para ajudá-lo.

-Azura eu mandei você não vir aqui!-Advertiu David. –Esses índios têm matado pessoas há semanas, graças a Deus você está viva!

-Vocês homens ricos querem tomar nossas terras!-Disse o cacique. –Acabar com nosso lar!

-Não!-Disse Azura. –Eu só vim porque queria resgatar o meu pai, não queremos derrubar a floresta!

-Mentira!-Gritou o cacique. –Vocês homens só pensam em vocês mesmos, não derrubarão nossa floresta sem luta!

-Olha não queremos lutar!-Disse Beyond soltando as armas.

-Verdade!-Raito fez o mesmo. –Só viemos pelo David, não queremos fazer nenhum mal a vocês, não somos inimigos!

O cacique pegou o braço de Beyond e Raito levantando as mangas depois os soltaram.

-Vocês não têm símbolo estranho no braço, não são inimigos!

-Simbolo estranho?-Azura terminou de desamarrar David. –Pode nos dizer como é essa tatuagem?

-Não sei descrever!-Disse o cacique pegando um graveto e riscando o chão. –Mas me lembro de como ela é!

O cacique desenhou um pentagrama no chão, Azura pegou um pedaço de graveto e escreveu no circulo “Pentru a Ales”.

-Por acaso estava escrito essas palavras em volta?-Perguntou Azura.

-Acho que sim!

-É a Ordem dos escolhidos!-Disse David. –Querem tomar as suas terras!

Tâmara estava intediada de tanto esperar, se perguntando "O que raios eles estavam fazendo?" Ouviu um barulho ao que parecia ser uma sirene de um navio e quando se virou havia um navio ao longe.

-Azura. -Tâmara ligou a comunicação. -Azura...

-Tâmara.

-É melhor se apressarem com o que quer que estejam fazendo, parece que temos companhia... -Tâmara tentava aproximar a visão de seu binóculo.

-São homens brancos. -Disse o Cacique. -Não vamos deixar que nos tomem as terras, não sem luta!

-A ordem dos escolhidos só vai a terras que consideram sagradas!-Deduziu Azura. –Ou pelo menos a que tem muito valor, aqui ainda existe árvores que tem o pau-brasil, podem ter detido as tripulações que vinham, mas podem crer que mais deles vão atacar...

-Pau Brasil?Ainda existe isso?

-Oh pode crer que existe. -Azura sorriu. -Somente tendo esse ingrediente em mãos pode se fazer a mais poderosa das poções.

-Bruxa do 71. -Disse Tãmara pela comunicação.

-Não sou eu quem tem cabelos pratas. -Respondeu de volta.

-Raito você fez o que eu te pedi?

Os índios pegaram as suas armas e foram ao combate se escondendo esperando os inimigos chegarem, Raito em cima de uma árvore olhava pelo binóculo tentando reconhecer.

-Eles têm tatuagem!-Resmungou Raito. –Não há duvidas que seja eles!

O grupo chegando a terra firme, saíram da canoa.

-Não deveríamos estar aqui!-Disse um deles. –Perdemos muito dos nossos aqui!

-Deixa de ser covarde, são apenas índios, se tentarem alguma gracinha os canhões vão disparar!

Tâmara nadou no mar até chegar ao navio, subindo pela corrente da âncora tomando cuidado para não ser vista, se escondeu vendo que ainda tinham alguns tripulantes.

-Esses canhões são uns problemas. -Resmungou.

-Pare aí. -Gritou um dos tripulantes.

-Fudeu.

Os caras avançaram pra cima da garota de cabelos prateados que se abaixou de um golpe e jogou o cara que vinha por trás em cima do cara que estava em sua frente, deu um mortal pro lado desviando da espada do cara que tentou surpreende-lhe...

-Cansei desses palhaços. -Tâmara estava cercada.

Correndo na direção deles, deu um mortal pra frente desviando dos golpes de espada aterrisando atrás deles puxou a corda que usara para escalar a montanha que estava presa no mastro derrubando todos os tripulantes no chão... Os tripulantes que estavam em terra firme entraram na floresta,

Azura escondida atirou uma pedra no chão, um deles atirou na direção da pedra, mas viu que não era nada.

-Foi só impressão!

-Só impressão!-Sussurrou Azura.

Azura em cima de um dos telhados de palha da cabana e com uma metralhadora atirava no chão para assustar os invasores, Raito atirou com um rifle em uma árvore pegando de raspão.

-Eu sabia que os índios tinham flechas!-Disse um deles. –Mas não que tinham armas!

-Vamos embora daqui!

Os tripulantes tentaram correr, pois também estavam recebendo uma chuva de flechas, com o propósito de chegarem até a canoa e fugirem. Beyond do alto do penhasco tinha o navio na mira e com um lança mísseis atirou acertando a proa.

-Bem no alvo!-Sorriu Beyond.

Beyond encostou-se ao helicóptero vendo o navio explodir e rindo dos que sobreviveram e pularam na água voltando para a ilha, não havia como fugir, os índios cercaram os invasores.

-Que droga!-Disse um dos tripulantes.

-Esses aqui estavam no Navio. -Tâmara jogou os tripulantes que estavam amarrados e que provavelmente foram arrastados. -Graças a Deus tinham canoas, da próxima vez Beyond, certifique-se que não tem ninguém antes de explodir a porra do navio.

-Pena que você tinha saido a tempo. -Resmungou o de olhos vermelhos.

-Eu te jogo no mar pros tubarões ver se você tem gosto de geléia de morango. -Ameaçou Tâmara.

-Parece que deu certo!-Disse David.

-E você duvidou de mim!-Sorriu Azura. –Me deve cinqüenta pratas, ih olha os mercenários vindo aí!

Helicópteros surgiram e os mercenários desciam por cordas prendendo os membros da Ordem e perseguindo aqueles que tentavam fugir.

-Vamos agora deixar nas mãos dos mercenários!-Disse Azura ao Cacique.

-Vocês salvaram a nossa terra!-Disse a filha do cacique. –Como podemos agradecer?

-Só uma coisa!-Azura pegou um esquilo. –Continuem protegendo a essa maravilhosa floresta e a esses animais, só fazendo isso nos deixará feliz!

-Azura Leilane!-A filha do cacique lhe deu um cordão. –Fique com isso, é um cordão simbolizando a nossa Deusa, você tem a mesma coragem e espírito de luta dela!

-Obrigada!-Azura pegou o colar. –Nós visitaremos novamente, Adeus!

Azura, David e Raito seguiram caminho até o helicóptero que estava sendo guardado por Beyond.

-Obrigada por vir me salvar Azura!-Agradeceu David. –Como conseguiu chegar a tempo?Ainda mais com seu horário da saída?

-Bem... Errr...

-Azura Leilane não me diga que você matou aula, de novo...

-Errr... Reclama com o Raito foi idéia dele... –Azura saiu correndo.

-Ei idéia minha nada!-Raito correu atrás de Azura.

-Ai ai essa menina não toma jeito!-Suspirou David.

Tâmara estava se dirigindo ao helicóptero, mas com algo em mãos que provavelmente ninguém teria visto, pois estava em sua mochila, parecia ser um livro... Deve ter tirado isso no navio, Tãmara o olhava com um olhar preocupado e sem saber por que pegara aquilo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.