Eu realmente tenho tentado reprimir esta minha necessidade de escrever sobre meus dias de sofrência nessa nova fase que eu tenho passado, mas hoje eu realmente precisava desabafar, tudo tem sido tão complexo, como um ser humano pode não entender o próprio mundinho?

Ultimamente nem mesmo meu pai tem sido tão importante para meus desabafos ou coisa do tipo, tenho na verdade, evitado muito contato com qualquer um que seja, tenho me sentido sozinha e perdida, mas isso nem seria tão importante para o assunto de hoje.

Novamente uma conversa sobre universidade resolveu assustar meus pesadelos, sim, estava eu hoje antes de voltar para Maringá sentada na sala junto ao meu pai falando sobre o que farei quando terminar o ensino médio, que pelo que parece ninguém percebe que só cumpro minha obrigações naquela porcaria alienadora graças a livre e espontânea pressão, eu não gosto de nada que tem la, e por mim assim que acabar eu não faria mais nada, porém, sou obrigada a me sentir em débito com todos que "botaram fé" que eu serei alguém, e por mais que eu sinto vontade de decepcionar todos e sair por aí fazendo um mochilão até completar 30 anos, decidi que seria mais fácil fazer o que todos esperam mesmo sendo contra minha vontade, afinal, ter que aguentar gente jogando coisas na sua cara não é legal, por isso se terei de enfrentar, tentarei fazer do jeito menos dolorido possível, e como seria isso? Sim, tentarei sair do país, estudar fora, ver uma nova cultura, onde se eu não quiser ouvir é só eu desligar o celular ou bloquear o dito cujo atormentador.

Pode e deve parecer puro papo de adolescente rebelde sem causa, mas sabe, é um porre ouvir certos comentários, para mim nunca existiu e nunca vai existir o chamado tesão pela vida, o que me faria ter isso é quase uma chance negativa de acontecer, então eu apenas desisti, o hoje, amanhã ou sei la o que mais pode vir, são tão iguais e desanimadores que nem planejo muito, são sentimentos superficiais, desejos superficiais, talvez o mais importante para mim agora sejam as necessidades incontroláveis, acho que só vivo para mante-las, assim como meu recente desejo desenfreado de ter visões ou viagens alucinógenas, talvez seja aí que eu ache a razão da minha existência, não sei, vale a pena descobrir, isso é o que eu verei.

Agora tratando novamente de assuntos leves, sexta-feira fui na livraria curitiba e por acidente um moço muito interessante me atendeu, como posso dizer se é interessante fora pela aparência foi pelo gosto musical, sim, tentarei descrever sem ser muito parcial, um pouco maior que eu (é, pelo visto ainda tenho problemas com tamanho), cabelos louros e barba, durante a nossa curta conversa o mais estranho foi eu não ter sentido durante aqueles 20 minutos vontade de me esconder com ele em algum canto ou imaginar momentos felizes como tem acontecido com qualquer outro, tudo apenas fluiu, não passou pela minha cabeça olhar na mão do rapaz se ele tinha namorada, ou perguntar seu nome, nem seu telefone, somente depois que saí da livraria, que eu voltei a ficar nervosa com meu teste de química percebi que deixei de seguir o plano básico, acho que isso foi meio incomum para meu atual sentimento superficial sobre as pessoas, o detalhe que acredito ser mais interessante é que logo que o ano se iniciou, tenho certeza, ele passou ao meu lado na rua usando uma camiseta do Star Wars, encontrar duas vezes com a mesma pessoa em uma distância considerável de lugares, em uma cidade como Maringá, isso não pode ser coincidência.

O tempo la fora esta ficando meio irritado e confuso assim como eu, então acho melhor aproveitar para poder dormir um pouco e acordar para mais uma semana tediosa e irritante nessa minha vida rotineira e desmotivadora.