Aways be here for you - FINALIZADA
7 Capítulo - 7 Refugees in cabin
Damon carregou Elena até o quarto e a deitou na cama, ao lado de Stefan que continuava inconsciente. Eu não conseguia parar de andar em círculos, com medo que ele não acorda-se.
— Cadê a Liv — questionei Damon que estava tão desesperado quanto eu olhando para o irmão e namorada desacordados — Você não achou, Enzo, cadê ele?
— Eu achei, nos conversamos. Mas as coisas meio que sairão de controle
— De controle? Como assim, nos precisamos da Liv
— Acha que eu não sei — rebateu impaciente
O irmão de Liv, Luke entrou furioso, proferindo feitiços e jogando Damon contra parede.
— Onde está minha irmã?
— Como é que eu vou saber.
Bonnie tentou acalmá-lo, mas ele estava fora de si perguntando pela irmã. Foi quando ele parou seu olhar em Elena e Stefan e gruiu irritado.
– Está dando tudo errado, tudo. Há quanto tempo eles estão assim?
— Uns vinte minutos, ou mais — respondi Luke pegou o celular discando em vão o número da irmã.
— O que acha que aconteceu com eles?— Luke mordeu as o lábio inferior coçando a cabeça.
— Markos está destruindo o outro lado — ele disse por fim — Enquanto a eles… Não faço ideia.
Damon correu rápido até Luke o enforcando e levantando com facilidade, corri para separá-los
— Solta ele — gritei irritada.
— Vai dar um jeito nisso! — ordenou, apontou para Elena e Stefan ele negou com cabeça — Que espécie de bruxo e você?
— Do tipo que tinha um plano em mente e deu errado — ele sussurrou, já vermelho. Ele recitou um feitiço, Damon caiu no chão gruindo de dor — Do tipo que tem uma irmã, que não sabe se esta viva ou morta e está se lixando para você e sua namorada.
Luke revidou o jogando novamente contra a parede, ele ia dar as costas mas detive segurando-o pelo braço temi que ele me jogasse longe como fez com Damon, mas ele apenas suspirou exausto
— Luke, por favor, não pode ir. Tem que nos ajudar a impedir isso.
— Acontece que todos os nossos planos falharam – ele olhou para o celular frustrado — Liv pensaria em algo, ela sempre pensa.
Queixou-se distraído olhando para o chão, toquei seu ombro com pena dele, ele parecia perdido sem a irmã.
— Luke não se desespere, tenho certeza que Liv está bem, Enzo não mataria a única pessoa com poder de trazer a namorada de volta.
— E um grande consolo ouvir isso — ele se queixou novamente – Vindo do fato que ele um vampiro, instável e psicopata.
— Se o outro lado está sendo destruído… Isso significa que…
— Que eu serei destruída junto. — Bonnie completou, agora ainda mais pálida.
— Bonnie você está bem?— ela afirmou que sim
— Não ela não esta — Luke afirmou — Ela é ancora, e o último passo para destruir de vez o outro lado e matando-a. Damon e eu nos entreolhamos apreensivos
— A única coisa que me manteei viva, e ser a ancora agora Care – Bonnie explicou desconcertada.
— Okay seu bruxo inútil alguma ideia do que fazer?
— Primeiro de tudo, tenho que achar Liv e vocês tem que manter as duplicatas seguras.
Bonnie sentiu uma tontura e cairia direto no chão se Damon não tivesse sido rápido.
— Bonnie — Jeremy entrou na sala correndo até ela tomando-a dos braços de Damon colocando-a em sua cama — O que está acontecendo com ela?
— Ela está fraca. O feitiço que os viajantes fizeram para libertar Markos, também está destruindo o outro lado e ela por consequência.
Parei de escutar ou prestar atenção, em minha volta quando Stefan acordou sobressaltado. Seus olhos miravam a sala aturdido.
— Stefan — corri até ele — Você está bem. Ele afirmou com a cabeça, apertando minha afetuosamente mesmo estando pálido ele forçou um sorriso para tranquilizar-me.
— Por que Elena não acordou também – Damon questionou desesperado. Stefan voltou seus olhos para Elena, fechou os olhos parecendo se recordar de algo
— Eles estão fazendo outro feitiço. Usando o nosso sangue, eu estava lá
Stefan se levantou sendo auxiliado por mim, ele caminhou até Elena tocando em seu rosto suavemente. De início vislumbrei um sorriso no rosto aflito de Damon não surtir efeito nenhum, mas depois de um minuto. Elena começou a murmurar o nome de Stefan.
— Está tudo bem Elena — Stefan acariciou os cabelos de Elena
— Por que ela não acorda?— Damon sentou-se ao lado de Elena que ainda murmurava o nome de Stefan com as feições agora, tranquila
— Temos que pegar aquele balde com sangue, eles estão usando para fazer o feitiço. — Bonnie murmurou fraca, acordando nos braços de Jeremy
— Se roubamos o balde com sangue acaba tudo?
— Eu acho que precisam repensar essa grande plano — Tyler surgiu seguido de Matt.
— Por que, o que aconteceu?
— Markos está vindo atrás deles
Meus olhos altanaram de Stefan para Damon, que agora parecia em pânico olhando para Elena
— Tem uma cabana…
— Aquela cabana e muito fácil de ser achada –— Tyler retrucou mal-humorado
— Não essa, e cabana do meu pai e bem afastada, quase no fim do mundo.
— Nunca me falou sobre essa cabana — Tyler disse parecendo desapontado comigo, fiquei calada fitando o chão.
— Agora não é momento pra dr – Damon quebrou o silêncio — Já que não temos outra opção, então vai ser esse lugar mesmo. Ele decidiu olhando para Elena.
Stefan
Estávamos indo para cabana de Caroline. Elena ainda não tinha acordado, estávamos bem próximo de um lugar afastado da civilização e não tinha ideia se aquilo era bom ou ruim.
O fato que me intrigava, era os sonhos, que passaram de visões com Elena, Lexi e Caroline para pesadelos de com dezenas de pessoas recitando feitiços enquanto Markos ficava no meio de círculo de fogo com as mãos cheias de sangue, que julguei pertencer a mim e Elena. Elena murmurou meu nome novamente estava deitada sobre o colo da Caroline. Ela por sua vez acariciou a testa de Elena murmurando que ela ficaria bem, mas logo seu olhar ficaram fixos na janela… Ela parecia perdida.
— Vire a direita — ela ordenou para Damon que acatou, olhando outra vez Elena pelo retrovisor.
A cabana parecia velha, mas ao entrar lá tirando a poeira que havia se acumulado em alguns moveis, era aconchegante, e tinha uma lareira. Damon tirou Elena do carro, Caroline indicou um quarto no andar de cima. Ela mordeu os lábios, colocando as mãos no bolso, olhando para casa. Me aproximei dela, ela forçou um sorriso.
— Está tudo bem? — ela assentiu
— Sim é você, não tive tempo de perguntar como está? — ela desviou os olhos do meu, não parecendo querer me encarar, me perguntei se tinha feito algo errado, eu tinha acordado e falado com ela depois das visões com Lexi, mas tudo parecia confuso e borrado, torci para que não tivesse falado ou feito algo que a ofendeu
—Estou melhor — menti — Esse lugar deve te trazer muitas lembranças não é?
— Sim, muitas… Algumas ótimas outra nem tanto — deu ombros, passando a mão numa poltrona velha – Meu pai adorava essa poltrona – murmurou melancólica. Me aproximei apertando sua mão, ela ergueu a cabeça, e sorriu quando nossos olhos se encontraram senti um choque percorrer meu corpo — Vem, vou te mostrar seu quarto.
Ela pegou minha mão me puxando para o andar de cima, passamos pelo quarto onde Elena estava e mesmo não querendo, olhei meu irmão debruçado na cama, acariciando a testa de Elena, olhando-a com preocupação. Desviei meus olhos para Caroline que ainda segurava minha mão, me lembrei do sonho e visões com Elena, eu sabia que Caroline estava envolvida mas não conseguia me lembrar em que sentido, desejei poder perguntar a Lexi.
— Então o que achou? — ela colocou as mãos na cintura, olhando em volta com sorriso.
— Parece ótimo pra mim — respondi retribuindo seu sorriso. Ela se jogou na cama sem cerimonia feito uma garotinha me fazendo rir
— Ai.... Acho que precisamos de novos colchoes – Reclamou se sentando na cama — Costumava dormir nesse quarto quando vinha pra cá.
Me sentei ao seu lado, vendo um brilho em seus olhos. Ao mesmo tempo que ela apertava as mão, parecendo melancólica. Antes que pudesse dizer algo para confortá-la senti aquele calafrio, novamente, olhei para os lados não vendo nada.
— O que foi — Caroline questionou olhando para os lados também
— Nada… Apenas tive a impressão que…
— Tem alguém nos observando — Elena completou surgindo pálida no batente da porta. Damon segurava em sua cintura temendo que ela desmaiasse novamente
— Elena, está se sentindo melhor? — Caroline se levantou oferecendo a cama para que ela senta-se. Elena sentou-se ao meu lado, olhando-me intensamente, não precisei perguntar para entender que ela tivera os mesmos sonhos que eu
— O que quis dizer com alguém nos observando — Damon perguntou, olhando fixamente para Elena que desviou os olhos de Damon para mim.
— Acho que foi só uma sensação estúpida — Elena disfarçou com um sorriso, ela olhou em volta — Onde estamos?
— Longe de Mystic Falls, na velha cabana do meu pai — Elena franziu a testa
— Por que estamos longe de Mystic Falls?
— Porque os viajantes estão atrás de vocês dois — Damon respondeu, parecendo nervoso, com a estranha reação de Elena em não encará-lo. Caroline olhou para mim franzindo a testa, e como não disse nada, apenas abaixei a cabeça, escutei seu suspiro de desistência.
— Então, por que não vamos dormir? — ela sugeriu se levantando.
— Vamos Elena — Damon a chamou, ela olhou para Caroline pedindo socorro
— Na verdade Damon, como somos a única garotas aqui…
— Ah fala sério Elena?— reclamou indignado para Elena
— Damon eu preciso descansar… Por favor.
Damon suspirou irritado e saiu batendo a porta. Caroline revirou os olhos com atitude dele ela apertou os ombros de Elena a direcionando para a cama ao lado, antes de sair, ela me lançou um olhar estranho, quase acusatório. Quase voltei para esclarecer que não era nada parecido com que, ela agora estava imaginando ao meu respeito. Não era nada romântico que me fazia entender Elena apenas com olhar, era apenas uma ligação, estranha e macabra de termos os mesmos sonhos e mesma sensação de peso em ter que esconder, a verdade deles.
Caroline
Quando pisei os pés na velha cabana dos meus pais todos as velhas lembranças voltaram a minha mente. Podia ouvir nitidamente, a risada alegre de meu pai, ou meio sorriso de minha mãe ao esperá-lo voltar da pescaria que ele me obrigava sempre a ir, na época em que meu pai ainda conseguia esconder sua opção sexual e fingia amar minha mãe e mim.
Damon entrou levando Elena para um quarto. Stefan ficou com os braços cruzados observando-me, fiquei nervosa com seu olhar sobre mim, aquelas sensações confusas inundando minha mente novamente. Juntamente, com aquela saudade esmagadora de meu pai e minha antiga vida humana que eu nunca mais teria de volta.
Elena finalmente acordara, e não que fosse alguma surpresa, sua ligação com Stefan parecia estar ainda mais forte. Os dois trocaram olhares, não necessariamente românticos, eu espero. Mas havia algo que Stefan estava me escondendo e pelo olhar e aquela coisa irritante de completar frases um do outro, me dava uma ideia de que estavam mais ligados que antes. Aquilo me causou uma sensação estranha e incomoda na boca do estômago. Tentei tirar algo de Elena, mas a mesma parecia distante e não solicita a conversar comigo, principalmente com Stefan sendo o assunto principal.
— Você está bem?
— Sim — ela se ateu a disser, desviando os olhos para o chão, rumando para cama.
— Enquanto a visões? — questionei mesmo assim, Elena suspirou mordendo o lábio, parecia irritada ou simplesmente exausta
— São exatamente iguais às de antes — respondeu rispidamente, fiquei calada desistindo de conversar, afinal também não queria.
Me deitei olhando para o teto. Olhando para um adesivo desbotado em forma de estrela que eu mesma tinha colocado ali. Fechei os olhos tentando em vão dormir, quando estava prestes a conseguir aquele feito. Um vulto ou coisa parecida, parecia ter passado pela porta. Era estranho ficar assutada com um possível fantasma, sendo algo pior que um?
Me levantei, estiquei a cabeça verificando se Elena estava acordada, mas a mesma não estava na cama, julguei ser ela, mas aquilo só me deixou ainda mais inquieta, fiquei imaginando se Damon estava dormindo… Se Stefan estava dormindo.
Tentei voltar a dormir, mas uma enxurrada de pensamentos, suposições não deixavam. Tive que descer e descobrir, verificar se tudo estava bem. Quando estava na ponta da escada, escutei a voz de Elena que parecia apreensiva conversando com Stefan. Voltei para trás, nas pontas do pés rezando para que o assoalho velho não me denunciasse. Quando estava no último degrau Damon estava encostado na parede com braços cruzados rindo
— Tsk, Tsk sabe que é feio ouvir a conversa dos outros Barbie? — ele bloqueou minha passagem, quando ia para direita ele também ia o empurrei impaciente temendo que Stefan nós ouvisse
— Cala boca — ordenei olhando para baixo temendo que ambos tivessem nos escutado.
— A Elena está lá em baixo? — afirmei com a cabeça rumando de volta para meu quarto, não querendo me meter mais ainda naquilo. Damon me puxou pelo braço sem delicadeza — O que acha que eles estão conversando?
— Como vou saber? — dei ombros — Alias não é da minha conta, nem da sua que não é mais namorado dela. Damon fez uma careta de descontentamento.
— Como se isso fosse algum impedimento pra mim.
— Damon, Damon — cruzei os braços, olhando-o seriamente — Sabe o significado de espaço? Bem Elena precisa urgentemente se desintoxicar de uma certa droga que ela se viciou recentemente
— Muito engraçado mas sabe o que ainda mais engraçado em tudo isso…Você.
Franzi a testa confusa e tentei passar por ele que bloqueou de novo com sorriso debochado no rosto
— Você não é se quer parte desse triângulo, não e nem mesmo ex do Stefan. Mesmo assim fica stalkeando o meu irmãozinho… Isso sim é de dar pena.
— Eu não estou “stalkeando” seu irmão!
— Conta outra, até o lobinho já se deu conta de toda essa “tensão” entre vocês
— Essa tensão se chama a-m-i-z-a-d-e — soletrei irritada — Não espero que saiba o que isso significa.
— Não seja injusta, eu era amigo da Elena…
O cortei gargalhando de sua afirmação não resistindo a sua ironia rindo
— Do que está rindo?
— Amigos? Você é Elena? Conta outra, você sempre ficou imaginado ela nua, ou algo parecido — Damon ia protestar, mas deu ombros concordando.
— Como se você não estivesse tendo os mesmos pensamentos em relação ao meu irmãozinho — ele apontou o dedo acusatoriamente na minha cara.
Não consegui rebater, pois de certo estava vermelha feito um pimentão com aquela insinuação. Damon me lançou seu melhor sorriso presunção e antes que cruza-se a porta, ele disse me chamou. Mas diferente das últimas vezes me chamou pelo nome e com olhar perdido.
— Caroline… Acha que eles estão…
Suspirei pesadamente, analisando a estranheza daquela conversa. Damon agora estava sério, esperando minha resposta, esperando que eu nega-se e convence que a estória épica de amor de Stefan e Elena ainda estivesse morta enterrada.
— Não sei Damon — olhei em direção ao andar de baixo — Eu espero que não seja nada que eu e você estamos imaginando.
Voltei para meu quarto, decidida a dormir e esquecer toda aquela conversa bizarra com Damon. Depois de uns minutos Elena voltou, deitando-se em silêncio. Não precisei olhar para saber que ela não dormia, estava tão inquieta ou mais do que eu.
Acordei com a luz do sol no meu rosto, relutante eu me levantei. Elena dormia profundamente do meu lado. Desci ainda sonolenta, me dando conta do qual cedo ainda era.
Fui até a cozinha, pronta para pegar uma bolsa, quando senti uma sensação estranha, como se tivesse alguém ali. Olhei para os lados desconfiada, não tinha ninguém. Estava começando a ficar louca de vez, voltei minha atenção para a geladeira velha cheia de ferrugem mas que ainda congelava, alias congelava muito bem, minha bolsa com meu sangue favorito B positivo estava congelada.
— Droga! — quando me virei, deixei a bolsa cair no chão. Stefan estava em frente a porta, com os braços cruzados me observando
— Que susto Stefan — coloquei a mão no peito tentando recupera-me do susto. Ele se aproximou, pegando a bolsa com sorriso divertido no rosto
— Me desculpe Caroline, não queria te assustar.
— Não? Então está fazendo um péssimo trabalho.
Me sentei na mesa, agora emburrada e não muito a fim de conversar, não depois de vê-lo acordado de madrugada com Elena. Ele desmanchou o sorriso suspirando, puxou uma cadeira a minha frente olhando-me de um jeito que derreteria até as geleiras da antártica, acabei não conseguindo permanecer seria por muito tempo.
— Consegui – ele comemorou sorrindo
— Conseguiu o que? — questionei cruzando os braços, fingindo estar indiferente.
— Fazer você sorrir.
— Isso nem e lá grande coisa, sabia? Eu acabo rindo de qualquer bobagem ou palhaço que vejo.
Stefan franziu a testa pegando minha ironia, com um sorriso. Me levantei agora arrependida da última parte. Procurei nos armários, alguma coisa para mastigar e desviar minha atenção dele, mas quando coloquei a mão no alto, procurando algo rastejou na minha mão, gritei apavorada. Stefan correu até mim
— O que ouve?
— Alguma coisa rastejou na minha mão — apontei para o armário, não dando a mínima para o papel de mulherzinha que desempenhava agora. Stefan abriu ao armário que estava repleto de baratas. Stefan começou a rir da minha reação exagerada, acabei rindo também batendo em seu peito
— Para de rir, tá legal. São baratas, alias centenas dela — justifiquei o que o fez rir ainda mais
— Você encara todo tipo de aparição bizarra, lobisomens, bruxas, fantasmas e Klaus e tem pavor de uma barata?
Ele voltou a rir, bate nele para que ele parece, ele segurou meu pulso tentando me parar. Mas ele apertou puxando o outro braço. Nossos risos foram se desmanchando a medida que ele não me soltava, e me olhava como se pudesse ver através de mim. Me lembrei de como ele agiu no outro dia, tentei não pensar no que teria acontecido se ele não tivesse desmaiado. Me afastei rapidamente cortando aquele momento estranho.
— Não tem nada pra comer, o sangue congelou, estamos no fim do mundo… O que vamos fazer agora?
— Eu tenho uma ideia — ele arqueou a sobrancelha sugestivamente antes de colocar o braço em volta do meu pescoço.
— Ah, não! Estou muito cansada pra caçar — protestei tentando me soltar de seu braço, mas ele me lançou um olhar de cachorro, que era impossível dizer não, tentei desviar, mas aqueles olhos verdes me prendiam — Está bem, vamos.
Era nostálgico de várias formas está ali caçando, dessa vez eu não estava numa pescaria entediante com meu pai, apesar de não admitir a saudade que aquela lembrança me despertou. Mas está ali naquele lugar caçando ao lado do meu melhor amigo, o mesmo que me ensinara tudo sobre vampirismo vegetariano, era no mínimo agradável. Mesmo estando lenta, aquela manha e deixando várias oportunidades passarei, nos relembramos o passado. Mas de repente, ele estragou aquele momento mágico falando sobre ela.
— Será que Elena vai querer um? — inquiriu com um coelho morto entre as mãos. Bufei irritada, voltando meus olhos ao meu redor, agora com sede suficiente para beber uma vaca inteira.
— Obvio que não! Esqueceu que Elena só se alimenta de sangue humano, como Damon — Rebati, não ligando se minha alfinetada a minha melhor amiga ficou evidente.
— Okay não está mais aqui quem falou — ele fez um gesto de desistência com as mãos visivelmente irritado comigo.
— Stefan queira me desculpar, por ser tão…
— Infantil — retrucou irritado, me deixando furiosa
— É o que acha? — ele assentiu, agora parado me encarando com sobrancelha levantada — Tá legal. Respondi andando mais rápido não querendo mas discutir com ele.
Quando estava suficientemente longe me dei conta de estar próxima ao lago, rumei até ele me lembrando de já ter nadado ali muitas vezes. Tinha uma árvore velha, com pinel de balanço. Quando me virei Stefan estava ao meu lado, olhando para o lago. Continuei sem proferir nem uma palavra continuei olhando aquele velho balanço.
— Me desculpe — disse ele se aproximando de mim com as mão no bolso e olhos fixos no chão
— Tudo bem, eu posso ser infantil e irritante quando eu quero, alias é o que eu sei fazer de melhor.
Empurrei o balanço fechando os olhos me recordado de me balançar ali sozinha. Stefan tocou meu braço, descendo até chegar em minha mão entrelaçando com sua, mesmo sem querer olhá-lo apertei, sentindo uma dor no peito.
— Eu sei como se sente, sinto isso todos os dias. Franzia testa o encarando agora, ele direcionou o olhar para o balanço. — Saudade, eu sinto todo tempo, até mesmo de quem não morreu.
— Elena não é?
— Não, Damon — o encarei um pouco incrédula, o que o fez rir
— Do Damon? — repeti chocada.
— Sim e estranho mas me lembro do meu irmão, aquele antigo que me protegia, que era meu melhor amigo. Eu sinto como se ele estivesse…
— Morto — completei, apertei mais sua mão — Ele continua amando você, não do mesmo jeito, mas ama.
— Eu sei, mas nem mesmo eu o amo do mesmo jeito. A única coisa que nos une e…
— O amor que sentem pela mesma garota – Completei novamente, agora chateada com aquele pensamento, soltei sua mão suspirando cruzando os braços.
Eu sabia que era inveja da minha parte mas e dai? Ter inveja de alguém tão sortuda quando Elena era normal, todos estavam sempre dispostos a morrer por ela, a sofrer por ela. Ela sempre foi a garota de ouro de Mystic Falls. A mais desejada, a garota que sempre sabia o que dizer, que sempre tinha quem queria. Eu nunca tive a mesma sorte que ela, nunca por mais que me esforça-se era pra ela que todos corriam, até mesmo Bonnie era mais amiga dela do que minha. Eu era apenas alguém que as pessoas suportavam. Eu respirei fundo tentando pensar em minha mãe, pensar nela sempre me reconfortava. Ela sim me amava e me achava perfeita a minha maneira. Eu não queria voltar a ser aquela garota, sempre no canto invejando a vida de Elena amargando minha sorte, essa Caroline tinha morrido.
Stefan continuou com os olhos sobre mim
— Eu não ia dizer isso Caroline. O que une nós dois é que temos pecados semelhantes, temo a eternidade pela frente é somos a única coisa que restou da nossa antiga vida.
Assenti, sem ter ideia do que ele falava. Fui até meu velho balanço com as lembranças inundando minha mente, me sentei no balanço, agradeci por ser grande o suficiente e ainda me caber ali. Stefan sorriu, olhando-me. Ele caminhou até mim, ficando atrás de mim segurando minhas mão, que seguravam a corda.
— Feche os olhos — fechei sem pestanejar, ele empurrou, de repente uma lembrança me veio a mente, meu pai me empurrando com minha mãe, feliz logo a frente olhando para cena. Fiquei confusa pensando se aquela cena era verdade, automaticamente me veio a cena deles, brigando e eu naquele balanço sozinha. Stefan apertou mais minha mão — Esqueça isso Caroline, olhe de novo.
A cena feliz que desejava se repetia, minha mãe veio até nos beijando meu pai. Eu não entendia o que Stefan estava fazendo, mas lágrimas sugiram. Mesmo sendo um lindo momento, uma linda lembrança, abri os olhos me dando conta que era uma fantasia, apenas. Fiz com que ele parasse desci do balanço enxugando as lágrimas antes que ele as nota-se. Ele se aproximou me abraçando por trás, me virei olhando-o com os olhos marejados.
— Por que está chorando? — ele ergueu meu queixo, olhando-me preocupado.
— Porque nada daquilo foi real. Eu sei que sua intenção foi boa, mas eu e minha família nunca fomos como essa, eram brigas atrás de brigas, era cada um trancado em seu quarto sem dizer uma palavra se quer.
Stefan me envolveu com seu braço, me apertando contra seu corpo. Depois de uns minutos me afastei, secando a lágrimas e forçando um sorriso.
— Vamos caçar, dessa vez sem brigas está bem?
— Claro.
Stefan
Depois de conversar com Elena na madrugada, me senti ainda mais próximo dela, aquela ligação parecendo cada vez mais forte, mas não era mais uma ligação romântica. Aquele último sonho com Lexi foi um divisor de águas, me fez abrir os olhos em relação a tudo, quando olhava para Elena sentia uma especie de carinho mas não era nada parecido a paixão avassaladora de antes, eu só lamentava não lembrar da última parte do sonho que envolvia uma outra loira que ocupava minha mente agora. Elena suspirou alto parecendo aborrecida quando olhava para Damon a mesma desviava os olhos, fugia da conversa.
Sabia que ela estava numa batalha interna, em lidar com os sentimentos recém-acordados por mim e lidar com Damon cercando-a, o que eu não o culpava. No meio de nossa conversa, Caroline desceu talvez para nos ouvir, ela subiu logo em seguida.
Quando Elena subiu para quarto, senti vontade de chamá-la para conversar, precisava de um pouco daquela paz que só ela estava conseguido me transmitir. Pensei que ela desceria e me obrigaria a falar de uma vez, mas nossa amizade estava mudada, mas forte. Nos respeitávamos demais, ela respeitava meu espaço, mas acabei me dando conta de estar chateado por ela não forçar-me a dizer tudo.
Naquele dia não consegui dormir. Observei a noite ir embora, os primeiros raios do sol surgir. Fiquei na velha poltrona do pai de Caroline, com as pálpebras fechadas, não querendo dormir. Pouco depois Caroline desceu, não me notando ali indo direto para cozinha.
Ela estava chateada, com olhar melancólico mesmo forçando sorrisos e tentando parecer animada aquele sorriso não me enganava. Talvez fosse o lugar, as lembranças ou simplesmente ela não suportava a ideia do que poderia acontecer comigo. Depois de uma pequena discussão, de confortá-la de uma lembrança, fomos caçar, voltamos para cabana.
Elena estava sentada na escada tentando não olhar para Damon, enquanto torcia as mão em cima do colo, Damon por sua vez estava com o braço envolta de seu ombro. Elena desviou os olhos de Damon direcionando sua atenção para nos
— Hein, onde estavam? — ela desvencilhou dos braços de Damon que a prendia contra a parede.
— Fomos caçar — Caroline respondeu, retribuindo o sorriso de Elena.
— Por que não me chamaram? — Elena cobrou, eu e Caroline nos entreolhamos confusos. Elena devia estar mesmo desesperada em ficar longe do meu irmão.
— Não queríamos acordar você — Caroline se pronunciou antes de mim. Ela colocou a mecha do cabelo atrás da orelha, entrando para casa.
— Vocês dois estão realmente muito próximos agora não é — Damon insinuou, esperando alguma reação de mim, apenas sorri dando ombros. Elena por sua vez, alternou o olhar entre mim e Damon logo em seguida olhando na direção que Care havia sumido
— Damon não começa — ela retrucou impaciente
— Ciumes, Elena? — Elena revirou os olhos bufando
— Deus, você não muda nunca — ela balançou a cabeça subindo os degraus
— Faz parte do meu charme Elena — Damon gritou — Dias atrás você adorava por sinal, se esqueceu disso?
Ela não se deu o trabalho de virar e respondê-lo. Damon suspirou coçando a cabeça
— Não está se ajudando desse jeito.
— O que?
— Você entendeu — rebati, indo ate a escada me sentando ao seu lado. Damon me fuzilou com os olhos
— Por que eu não estou me ajudando? Por que não ajo como você, dando espaço para que ela me esqueça se apaixonando por…
— Seu irmão – completei, rindo — Sim é exatamente isso.
—– Eu não estou disposto a abrir mão da Elena.
— Você nunca está disposto a abrir mão de nada. Das outras vezes esse seu jeito funcionou, mas só te lembrando, que esse mesmo jeito acabou com seu namoro.
— O que está querendo dizer? Vai querer brigar por ela novamente, deixa eu adivinhar todos os seus sentimentos voltaram e você a ama mais do que antes blá, blá, blá
— Meus sentimentos por ela nunca morreram Damon Ele estreitou os olhos, parecendo aborrecido pela confissão — Eles não morreram apenas mudaram, mas ao contrário do que pensa… Não estou começando uma guerra por Elena e justamente o contrário.
Damon franziu a testa descrente
— Conta outra Stefan, eu vejo como se olham agora, ela está fugindo de mim e por sua causa! — acusou com ódio passando a mão pelo rosto suspirando derrotado em seguida.
— Não tem nada ver comigo e sim com você. Ela te pediu espaço e você disse que daria, disse que estaria ao lado dela, apoiaria e deixaria de fazer perguntas a todo segundo… Então se não quer perder Elena de vez, pelo menos uma vez de espaço pra ela.
xXx
Elena me seguiu até o quarto, eu não disse uma palavra ela foi até janela cruzando os braços, mesmo não querendo dizer nada. Analisei seu rosto, parecia cansada
— Sei que não que conversar comigo Elena, mas você está bem?— Elena voltou seus olhos para mim parecendo sair de um transe
— Sim — ela forçou um sorriso, suspirou se aproximando de mim — Desculpa por ter sido grossa, ontem. Mas minha cabeça está no meio de um caos.
— Eu entendo.
— Eu sei, você e uma ótima amiga, ao contrário de mim. — ela se lamentou
— Hein porque diz isso — me sentei na cama, ela se sentou na frente escondendo o rosto com as mãos.
— Porque eu não tenho sido a melhor amiga, ou melhor eu não fui amiga de ninguém esse ano.
— Não se culpe Elena, nos não temos uma vida comum, ninguém nunca nos deixa em paz.
— Sim, mas isso não justifica tudo que fiz esse ano e no anterior. Você, Bonnie, Jer e Stefan… Principalmente ele, passaram por muitas coisas. Eu não me preocupei em nem um momento.
Peguei a mão de Elena, me sentindo um pouco feliz por ver um vislumbre da antiga Elena de volta.
— Elena, você pode ter errado em algumas das suas escolhas — Elena riu sabendo do que me referia — Porém, uma coisa que percebi, que não dá pra crescer, sem errar algumas vezes. O importante agora e que você tome um tempo pra si mesma e se redescubra.
Elena sorriu, me sentei na cama ao seu lado, rimos por um instante nos jogando na cama ao mesmo tempo.
— Me lembro dessa estrela, era do meu caderno – Elena se lembrou apontando para o alto. Eu assenti olhando para o teto também
— Elena, posso te perguntar uma coisa?— Ela virou a cabeça para me encarar e assentiu – Como você e Damon estão com tudo isso?
Elena pareceu surpresa com minha pergunta, demorou um tempo para responder.
— Confuso Caroline, tudo sobre meu futuro com Damon e confuso. Eu ainda tenho que me controlar para não arrancar a roupa dele, beijá-lo…
— Eca! — escapou Elena riu da minha expressão de nojo
— Eu sei o que pensa do Damon, mas é meio que uma vontade incontrolável, eu fico feliz ao lado dele ao mesmo tempo que triste, com raiva por me transformar numa idiota quando estou com ele.
— Mas está apaixonada não e exatamente isso. Perder o controle, fazer uma quinhentas besteiras. Fazer coisas que você sempre odiou. Elena suspirou concordado.
— Sim está apaixonada e exatamente isso, mas eu não sei se gosto dessa Elena apaixonada, egoísta e inconsequente. Damon me despertou, me desafia… Mas ele também faz todo meu lado ruim surgir.
— Enquanto ao Stefan despertava o seu melhor —deixei as palavras escaparei, como um sussurro.
— O Stefan sempre me despertava meu lado bom, me fazia ser sempre melhor, para me igualar a ele. Talvez por isso era tão difícil e fácil ao mesmo tempo, ele sempre me deu liberdade pra tomar minhas próprias decisões mesmo que o machuca-se
— É o que ele faz —murmurei, Elena se virou me encarando, apoiando o cotovelo na cama, acabei rindo de sua expressão confusa — Ele te conhece, melhor que você mesma, sempre está pronto pra se sacrificar por quem ama. Elena ficou quieta me olhando.
— Uau você realmente conhece ele não é? — dei ombros, olhando a se virar para olhar o teto.
— É um bônus de ser melhor amiga de alguém, você acaba conhecendo a pessoa — Elena sorriu, mas podia jurar que era um sorriso amarelo, forçado.
Damon interrompeu nossa conversa batendo na porta, Elena me lançou um olhar suplicante para que eu não saísse
— Cai fora Barbie, eu Elena precisamos conversar.
— Não! — temei
— Como não, sai agora!
— Não fala assim com ela — Elena ralhou se levantando, não parecendo nada solicita em conversar com Damon.
Eu queria ir embora, mas pelo visto Elena estava apavorada em se deixar seduzir por Damon novamente. Fiquei alternando o olhar para ambos, me sentindo estúpida por ficar no meio. Stefan surgiu atrás de Damon
— Caroline, pode vir comigo um instante?
— Tá bom — lancei um olhar de solidariedade a Elena que suspirou em desistência.
Stefan e eu saímos pra fora e ficamos em silêncio na varanda da minha casa, vendo o céu escurecendo as estrelas e uma lua prateada iluminando tudo, olhando toda aquela paisagem verde, que parecia sem fim.
— Obrigada por me tirar daquela situação — Stefan sorriu — Você mandou o Damon conversar com ela não é.
— Não diretamente, mas acho que eles precisam ter uma conversa.
Ficamos em silêncio, eu esta começando achar que essa ideia de acompanhá-los era uma péssima ideia. Stefan olhou para o lado parecendo ter visto algo
— O que foi?
— Nada — ele mentiu, isso era evidente.
— Stefan — ralhei nervosa — Dá pra me contar o que está acontecendo? Stefan suspirou desviando os olhos dos meus constatando mais ainda que ele me escondia algo.
— Já disse não é nada, estou paranoico. Sabe o que estava pensando?— neguei com a cabeça virando o rosto aborrecida – Vamos, dar uma volta.
— Caçar de novo? Eu passo!
— Não, eu queria somente dar uma volta com minha melhor amiga — Ele desceu dois degraus me estendendo a mão — Vamos?
— Tá mas é só porque não tem nada melhor pra fazer.
— Ah é?
— E!
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