Aways be here for you - FINALIZADA
20 Capítulo - 20 Change for yourself
Notas iniciais
Caroline
Abri os olhos relutante, me amaldiçoando por ter esquecido de fechar as cortinas na noite anterior. Quando me virei buscando um travesseiro para colocar sobe a cabeça, foi que notei um braço quente envolta da minha cintura. Arregalei os olhos quando me deparei com Stefan dormindo tranquilamente e nu ao meu lado. Com a boca escancarada e corada feito tomate com lembranças da noite passada. Me desprendi dele com cuidado, ele se mexeu e meu coração parou temendo que ele acordasse, então com cuidado coloquei uma almofada em meu lugar, ele a abraçou e continuou dormindo tranquilamente.
Ele parecia tão sereno feito um anjo, que tive que me esforçar para reprimir o desejo de tocá-lo, acariciar seu cabelo e cobri-lo de beijos. Mas me contive, com cuidado me levantei do sofá procurando por minhas roupas, meu sutiã estava perigosamente perto da lareira que esfumaçava. Peguei minhas roupas perto da porta, ainda estavam úmidas por isso surrupiei a camisa de Stefan, era de flanela e bem grande. Estava procurando as chaves do meu carro dentro do bolso da minha calça, e quase fui embora naquele momento. Mas cometi a besteira de olhar para ele novamente, deitado de lado abraçando uma almofada, pensando se tratar de mim. Uma onda de culpa me tomou. Não poderia ir embora sem dar-lhe uma explicação. Pensei em sentar e esperar que ele acordasse, mas o medo de termos estragado tudo ou dele ter se arrependido era maior que minha vontade deitar-me ao lado dele e beijá-lo até que ele acordasse.
É mesmo sabendo que ele ficaria furioso. Tomei minha decisão, ir embora dali, correr antes que o mesmo acordasse. Não tinha como rebater quando ele acordasse, eu pularia em seu colo sem ligar para nada, então por medida de segurança era melhor ir embora. Estava abrindo a porta quando ele se mexeu no sofá. Mas ele não acordou, mas não consegui sair sem deixar alguma explicação.
Procurei pela cabana algum papel ou caneta. Demorei alguns minutos derrubando alguns livros, mas por sorte seu sono era pesado. Tentei explicar em palavras o mais gentil possível o porquê estava fugindo depois da nossa primeira noite, mas acho que falhei.
Stefan
Acordei com o som da porta batendo. Olhei para o lado procurando por ela, mas sabia que a essa altura ela estaria longe. Caroline tinha fugido, mas eu não consegui ficar irritado por isso. Eu sabia que ela faria isso, sabia que ela surtaria. Que se culparia e logo em seguida se perguntaria se ele não estava arrependido. Ele sorriu quando notou o pequeno bilhete com sua letra cursiva explicando o porque tê-lo deixado.
Stefan, quando acordar eu não estarei mais ai… Bem você já deve ter percebido isso a essa altura. Eu sei que… Deve estar bravo, desapontado pela minha covardia. Mas eu sei que você sabe que foi precipitado, que foi um erro, ou melhor não foi um erro! Eu não sei bem o que foi, ou que fazer agora… Por isso eu meio que fugi. Espero que não me odeie por isso tá? Eu… Te adoro cara.
Com amor, Caroline
Acabei rindo da sua explicação. Me deitei no sofá, com seu perfume ainda impregnado em meu corpo. Fechei os olhos recordando da nossa primeira noite. Eu tinha que me lembrar de agradecer pessoalmente Damon por seu plano maluco. Ele deveria ter desconfiado de suas reais intenções quando sugeriu ou melhor ordenou que ele fosse para cabana pensar ou se curar de sua cara choca antes que ele o chutasse. Ele se embebedou o quanto pode para tentar não pensar nela, naquela cabana vazia e sem luz ele acendeu a lareira lembrando das centenas de vezes que conversaram em frente a ela. E quando ele tinha perdido as esperanças, es que ela aparece molhada dos pés a cabeça, vestido apenas uma lingerie rosa.
Foi então, que ele teve a certeza que deus estava lhe testando.
Ela estava furiosa, achando que ele tinha armado tudo aquilo, ele até ficaria ofendido, se consegui-se pensar normalmente com ela seminua a pouco passos dele. Seu rosto enrubescido pela raiva, ele não podia ajudar a si mesmo, ela ficava adorável quando estava com raiva. Ele deu a ela seu casaco, para ajudá-lo a se concentrar e depois de ambos se tocarei que foram vítimas de plano de seu irmão, tudo aconteceu muito rápido. Ele decidiu partir para deixá-la mas a vontade mas ela pediu pra que ele ficasse. Ela o queria tanto quanto ele, quando ela o tocou seu corpo se inflamou em desejo, ela se entregou a ele, ele perdeu-se nela.
Estava sentando em seu sofá com seu bilhete nas mão revivendo aquela noite que ele desejou durar para sempre, quando o celular tocou, atendi sem olhar quem era, esperando que fosse ela.
— Sabe eu entendi o bilhete, não fiquei chateado. Mas eu queria uma explicação mais detalhada, da parte do “eu te adoro cara”. Eu esperava outra frase… Onde você está?
— Bilhete? Do que está falando Stefan?
— Elena?
— Sim, eu mesma — ela riu. Eu queria desligar o celular, não querendo ter qualquer conversa com ela naquela manhã.
— Desculpe eu pensei que fosse… Deixa pra lá. Aconteceu alguma coisa?
— Não! Eu só liguei porque… Por que…
— Por que? — inquiri impaciente.
— Porque eu soube que foi para cabana, fiquei preocupada.
— Preocupada… Comigo?
— Claro Stefan, eu me preocupo com você, somos…
— Amigos — completei a mesma suspirou exasperadamente
— Sim, amigos. Você está bem, por que foi pra cabana?
Pensei em dizer que o motivo era sua melhor amiga. Que ela tinha me rejeitado, me deixado deprimido e sem a mínima vontade de viver. Logo em seguida tinha me feito o homem mais feliz do mundo e fugido sorrateiramente pela manhã. Mas preferi não dizer nada. Caroline podia querer manter segredo até contar ela mesma para Elena.
— Nada, eu só queria um lugar calmo pra pensar.
— Ah… Entendo
Ficamos em silêncio, não entendia o porquê da ligação ou preocupação repentina de Elena para comigo, estava um tanto não receptivo pra aquela conversa, queria ligar logo pra Caroline, ainda tinha esperança que ela mesma ligasse e me explicasse seu bilhete.
— Você quer saber do meu irmão?
— Não, eu não quero.
— Elena, pode perguntar. Eu não me incomodo.
— Eu sei — ela disse um tanto triste — Mas eu não quero saber do seu irmão. Ele me humilhou demais.
— Talvez, vocês dois só precisei de tempo.
— Não acho que tempo resolva, seu irmão não me ama. É ainda acha que eu sou uma vadia manipuladora como a Katherine… Então acho que é fim da estória.
Fiquei calado sem saber o que dizer. Aquilo deveria mexer comigo de alguma forma, afinal eu já amei loucamente aquela mulher, mas não sentia nada. Se quer uma faísca por ela está sozinha e tão segura que tinha acabado. Na verdade eu me sentia impaciente, mesmo ainda tendo certo carinho por ela, estava farto de ser seu ouvinte, principalmente tratando-se dela e meu irmão.
— Eu sinto muito por vocês Elena — disse francamente depois de um tempo. Elena suspirou pesadamente
— Não sinta, eu estive cega esse tempo todo. Eu me enganei por muito tempo Stefan, eu fiz a escolha mais estúpida, mas errada da minha vida.
Não entendia o porquê me dizer aquilo. O que ela queria que eu dissesse, que tinha sido um erro? Talvez tenha sido mesmo. Até mesmo eu certas vezes me arrependia de ter ido atrás dela cedido a curiosidade em saber se ela era igual ou diferente de Katherine. Mas eu não tinha mas nada a ver com aquela estória, mas conhecia Elena o suficiente pra saber que era isso que ela esperava, que a consolasse.
— Todo mundo erra Elena — remediei.
— Sim, mas eu cometi o maior erro de todos… Eu me apaixonei pela pessoa errada, pelo cara mas errado do mundo…
— Hein Elena, meu irmão não é o pior homem do mundo, existem piores por ai… Como por exemplo o Klaus — defendi Damon, agora irritado com rumo da conversa.
— Okay — ela disse desapontada — Eu não deveria te dizer essas coisas…
— O que, falar mau do meu irmão? É Elena, eu acho que não. Ele pode ser um idiota, sem escrúpulos, mas ele sempre tentou ser melhor possível por você, então não. Eu não acho que deva falar dele pra mim, ou esse tipo de assunto comigo.
—Tudo bem. Me desculpe, eu só queria desabafar, eu não tenho tido muito com quem conversar. Mas eu entendo… Eu só liguei porque… Senti sua falta, volta logo, okay?
— Okay Elena — respondi um pouco desconcertado e confuso.
Por que Elena de repente sentia minha falta? Ela realmente me tinha em mente pra consolá-la ou ela realmente pensou que eu ainda estaria chorando esperando por ela? Desliguei o celular, incrédulo. Damon tinha mesmo razão sobre Elena, ela queria nós dois. Manei a cabeça me perguntando como fui parar no meio daquela estoria de novo.
Bonnie
Acordei com uma baita dor de cabeça. Parecia que uma bateria estava tocando na minha cabeça, fazendo-a latejar. Mau conseguia abrir os olhos ou me levantar da cama, minha boca estava seca e mesmo morrendo de sede a moleza no corpo me impediu de ir até pequeno frigobar pegar uma garrafa d'água. Elena não se dignou a isso, estava muito ocupada escrevendo em seu diário, ela pegou seu celular e saiu em silêncio perdida em seu mundinho particular. Fiquei vegetando até sentir alguém pulando em minha cama. Cobri meu rosto com edredom, não querendo abrir os olhos.
— Ainda dormindo Bonnie? — Caroline disse, ou melhor gritou animada.
— Care — tirei o coberto da cabeça — Dá pra por favor parar de gritar
— Mas eu não gritei.
— Sim você gritou — me enfiei embaixo das cobertas novamente, mas Caroline as puxou
— Sabe que horas são?
— Não sei, e não quero saber. Só quero dormir e dormir e pedir demais? — Ela franziu a testa e se aproximou do meu rosto fungando com nariz
— Bonnie Bennett, você está de com ressaca?— fiz uma careta me perguntando se estava fedendo a uísque ou ela podia sentir o cheiro do álcool no meu sangue
– Não! Eu… Quer dizer, bebi um pouquinho além do que estou acostumada — justifiquei. Caroline maneou a cabeça e se jogou em sua cama sorrindo — Pelo visto deu tudo certo?
— Certo? Não Bonnie deu tudo errado!
— O que? Por que, como?
— Você ouviu muito bem! Quem eu devo agradecer por isso?
— Não foi minha culpa — me apressei a me explicar — Foi ideia do Damon.
— Do Damon, obvio que foi do Damon. Mas a pergunta de um milhão é: por que você está fazendo planos com Damon?
— Sei lá Caroline, eu estava bêbada. Não culpe a mim culpe o álcool — expliquei me afundando na cama novamente, por me tocar que estava falando exatamente como ele, grui irritada.
— Sei?!
— Me desculpe Care, não queria brincar de…
— Cupido — ela completou — Não parece.
— Tá legal, foi mal. Mas por que deu errado? Afinal qual é o problema de vocês?
— Nos somos ami… — joguei meu travesseiro em Caroline antes que a mesma terminasse aquela baboseira –Ai por que fez isso?
— Cala à boca Caroline! Só me diga o real motivo, por que nesse ninguém acredita.
— Tá legal, ficar “amiguinha” do Damon esta te fazendo muito, mas muito mal — lhe dei língua em resposta
— Não tem nada a ver com Damon e sim com essas desculpas que você usa pra afastar o homem que ama.
— Como se você não fizesse o mesmo.
— O assunto em questão não sou eu — ralhei — É sim, você é essa mania de complicar as coisas. Agora seja franca Care, você voltou apenas agora, então logicamente rolou alguma coisa? — as bochechas de Caroline foram ficando vermelhas ela se jogou na cama escondendo o rosto — Care, conta agora e não me esconda nada!
— Tá, o que quer saber?
— Tudo! — Fiquei debruço me apoiando nos cotovelos esperando que ela falasse de uma vez
— Nos… Eu e ele…
— Caroline eu sei o que significa “nos” então…
— Nos transamos ontem. É sim foi… Maravilhoso. A Katherine tinha toda razão ele e sensacional no que faz se é que me entende?
— O meu deus Care, então estão namorando!
— Não! — franzi a testa confusa e Caroline riu
— Não, como assim não. Por que não?
— Porque foi uma coisa de momento apenas.
— Ah claro, coisa de momento — zombei — Então você vai conseguir ficar com ele, ser a melhor amiga dele novamente sem querer ou imaginar ele nu? — ela me atirou o travesseiro
— Bonnie — ela censurou olhando para os lados
— A Elena não esta, então para de frescura! Agora responde Care, você vai mesmo conseguir ser apenas amigas do Stefan? Vai conseguir ver ele com outra garota?
— Sim, eu vou. Eu sou amiga de dois ex namorados caso não se lembre.
— É por que mesmo eles são ex? Porque se apaixonou por outro, Care eu te conheço e se quer saber você não vai conseguir ser amiguinha do Stefan se ele tiver outra.
Caroline não disse mas nada ficou deitada ao meu lado olhando para o nada.
— Você acha que eu não consigo?
— Foi realmente tão incrível quando você disse? — ela assentiu sorrindo — Então… Não!
— Ai céus! Porque fui fazer isso, como eu sou burra!
— Nisso eu tenho que concordar, você foi muito burra mesmo. Deveria estar lá agora indo pro segundo round não aqui me contando isso. Quer um conselho? — ela negou com cabeça — Mesmo assim aqui vai um: se joga de cabeça, não desiste dele se o ama mesmo. Pode dar tudo errado? Pode! Mas você vai se arrepender pelo resto da vida se não lutar por ele…
— Lutar por quem? — Elena surgiu com uma careta parecendo ter ouvido uma boa parte da conversa, ela fuzilou Caroline com os olhos.
— Pelo Stefan — Caroline respondeu me surpreendendo
— Então resolveu lutar por ele — Elena inquiriu com a voz carregada de desdem.
— Na verdade não…
— É uma pena Caroline — Elena a cortou
— Uma pena por quê?
— Porque eu torcia por vocês — ela fez uma pausa guardando o diário em sua escrivaninha — Mas eu entendo que tenha receio, afinal ele é seu melhor amigo. Se der errado você perde o namorado e o melhor amigo de uma só vez. Porque você sabe que as coisas nunca seriam as mesmas se namorassem e terminassem não é?
Elena estava dizendo aquilo com a expressão mas calma e tranquila que já vi. Caroline suspirou pesadamente, alternei meu olhar pra duas ex amigas. Caroline estava tensa feito pedra, com o rosto enrubescido, mas de raiva. Já Elena dizia tudo aquilo com cara limpa. Nunca pensei que ela seria cínica desse modo. Estava pronta pra intermediar, mas Caroline respirou fundo, fitou as próprias mãos e sorriu pra Elena, que ficou um tanto desconcertada por não ter conseguido desestabilizá-la como queria.
— Tem razão Elena. Não seria a mesma coisa, e como eu não estou disposta a perder meu melhor amigo. Então é melhor que eu faça dar certo não é mesmo?
— O que disse? — ela inquiriu incrédula com boca escancarada.
— Eu disse, que eu vou fazer dar certo. É fico feliz em ter seu apoio — Caroline deu um tapinha no ombro de Elena — Não se preocupe Elena, eu vou ser a melhor namorada do mundo pro Stefan, eu garanto que ele não vai ter o que reclamar.
É assim Caroline cruzou a porta se despendido de uma Elena boquiaberta. Que cerrou o punho de ódio. Pensei que a mesma correia atrás de Caroline e partiria pra briga, mas ela respirou fundo e deu o melhor de seus sorrisos falsos. Me joguei na cama, desanimada, nem um pouco a fim de apartar as futuras brigas internas e falsidades que viriam a seguir. Esse era o lado ruim de ser mulher, as brigas internas eram sempre as piores.
Damon
Liguei pra Bonnie, que me atendeu com voz, ainda sonada. Ela me disse que o plano tinha meio que dado o efeito oposto, pelo menos em Caroline. Que insistia em bancar a virgem arrependia me joguei no sofá desanimado
— Qual é o problema dessa garota? — ela riu
— Não faço ideia — admitiu — O que faremos agora?
— Então agora você quer fazer planos comigo? Que interessante.
— Não distorce o que eu falo Damon, eu apenas quero que eles fiquem juntos de uma vez.
— Sei!? — ela suspirou — Acontece que acabaram minhas ideias
— Eu já imaginava.
— O que está querendo dizer com isso, que eu sou…
— Meio desprovido de inteligência, sim eu estou!
— Fica ai zombando de mim, mas não deu se quer uma ideia, só fica flertando com Enzo em vez de fazer seu trabalho
— Primeiro; eu não estou flertando com Enzo, ele e como uma… Duplicata sua só que mais charmosa e menos chata, segundo que trabalho?
— Como assim ele mais charmoso do que eu? — inquiri indignado — Eu sou o original, o Enzo e meio que um alter ego britânico meu. Já ouviu dizer que o original e sempre melhor? Se não, pergunte a Caroline — Bonnie começou a rir do outro lado
— Céus, você mesmo um idiota — disse ela entre risos — Mas você não disse qual e meu trabalho?
— Salvar o dia ex bruxa – ela não disse nada por um longo tempo o que era estranho.
— Pois disse bem, ex bruxa. Eu sou meio que inútil agora.
— Não Bonnie, repete quero ouvir você dizer isso outra vez.
— Qual, a parte do ex bruxa inútil? Então tá eu repito — disse desanimada
— Você não espera que eu te console e diga que está errada não é?
— Obvio que não, esse não seria algo que você faria, afinal de contas você não é meu amigo.
Fiquei calado por algum tempo escutando a respiração de Bonnie do outro lado. Tentando dizer algo para contra dizê-la, mas não consegui.
— Você realmente anda mais neurótica do que o normal ultimamente.
— Não é nenhuma neura, e apenas a verdade. Eu aceitei que sou apenas uma ancora estúpida, assim como você aceitou que um cafajeste, canalha…
— Hein, mas algum insulto na lista — ela ia responder mas a corte — Não diga!
Fechei os olhos, pensando no que dizer, eu não era bom em ser legal ou compreensivo. Eu bem que tentava ser com Elena, mas pelo visto tinha falhado. Não tinha ideia do que dizer a Bonnie. Pensei no que Alaric ou Stefan diria numa hora aquela.
— Você morreu pra salvar aquele idiota Bonnie, isso não ser inútil — ela ficou calada e depois riu
— Uau por essa eu não esperava — ela riu — Corrigindo, ele não é um idiota okay… Mesmo assim obrigada Damon
— Não se empolgue, eu só queria que parasse com essa ladainha, já tenho dois chatos arrastando correntes pela casa, alias três
— Enzo?
— Não! Que Enzo o que. Mas pelo visto e só nele que tem pensado né
— Ele é legal — ela justificou como se “ele é legal” explicasse muito.
— Eu sou muito mais que ele.
— Okay Damon, estamos mesmo discutindo quem e mais legal? Então eu te digo, o Enzo não riu da minha dor de cotovelo pelo Jeremy, e me fez rir então ele ganha de você. Você tem muito que aprender no quesito ser amigo ou em como ser legal com alguém.
— Você pensa como ela não é?
— Como ela quem?
— Elena, pensa que sou um monstro.
— Eu já pensei, admito. Mas eu assim como ela penso que você tem jeito. Mas é claro, isso depende de você. De você querer ser uma pessoa legal e menos idiota.
— Eu tentei ser alguém diferente por ela — rebati mas ela me cortou novamente
— É exatamente isso que está errado. Não tinha que mudar por ela nem por ninguém, se um dia quiser mudar. Se um dia cansar de bancar o malvado, o cara que não se importa com nada e nem ninguém. Mude! Mas por você mesmo, não por quem quer que seja — Bonnie ficou calada, eu não conseguia dizer mas nada depois disso — Bem, eu tenho que desligar… Tchau Damon.
Fiquei com celular ainda no ouvido sem reação. Quem aquela garota pensa que é pra dizer aquilo, agir como se fosse perita no assunto de redenção? Justo ela que sempre fora perfeita, certinha cheia da razão e metida a martiri assim como meu irmão.
Olhei para o lado e Alaric estava sentado no sofá, surgindo feito um fantasma ele ainda não tinha perdido aquele habito. Ele sorriu quando olhei pra ele.
— Nem começa, eu não estou nem um pouco afim, de conselhos ou dez maneiras de me tornar um cara bonzinho — me levantei deixando Alaric rindo atrás de mim.
— Mas eu não ia dizer nada Damon — Alaric gritou entre risos. Revirei os olhos xingando aquele idiota, e aquela baixinha metida e arrogante que pensava ser melhor do que ele.
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