Aways be here for you - FINALIZADA

18 Capítulo – 18 Listening to the truth



Bonnie

Olhei de esguelha para Damon e Elena dançando, Elena de olhos fechados sendo guiada por ele. Por uma fração de segundos, meus olhos se encontraram com os dele, acabei sorrindo. Me peguei feliz por ele, mas o mesmo apenas suspirou. Seus olhos continuavam tristes, talvez ele não tivesse mesma certeza do que sentia. Me lembrei de tudo que disse a ele, talvez fosse minha culpa.

Do outro lado Caroline e Stefan trocaram um beijo apaixonado, mas logo em seguida Caroline saiu correndo, tentei correr até ela, mas Damon fez que não com cabeça aconselhando Stefan a ir atrás dela, ele não demorou a segui-la. Elena estava com a boca escancarada em choque em descobrir sobre Caroline e Stefan, Damon voltou sua atenção para ela percebendo o mesmo que eu, maneou cabeça indignado e foi embora.

Olhei a mesma parada perdida com lágrimas escorrendo, mas ela logo correu atrás dele. Esperava que desse mesmo tudo certo entre eles.

Enzo queria me levar até em casa, mas eu não quis. Mesmo tendo me divertido, eu ainda pensava em Jeremy. Que provavelmente estaria agora sendo consolado por Liv. Mas aquele pensamento não me machucava, porque de alguma forma. Se ela o fizesse feliz não doeria tanto, com tanto que ele me esquecesse e fosse feliz.

Quando cheguei no campus. Me joguei na cama, estava exausta e com pés doloridos, me descalcei e olhei para as camas vazias ao meu lado. Tomei um banho demorado e quando sai. Me deparai com Caroline, com cabelos bagunçados rosto molhado, com sua maquiagem manchada.

— Care… O que aconteceu?

Ela não respondeu, ela caminhou até sua cama e se sentou. Não falava e não chorava apenas olhava pra o chão.

Ele vai me deixar… Ele disse que vai me deixar ela soluçou

Abracei Caroline que começara a chorar. Eu queria lhe dizer algo que a conforta-se mas não tinha ideia do que. Olhei pra cama de Elena desejando que, pelo menos, ela estivesse bem.

Damon

Abri os olhos devagar, com as luzes do sol adentrando pela janela do meu quarto. Olhei pra o lado e me dei conta que não fora um sonho. Elena dormia tranquila ao meu lado, sua cabeça repousava em meu peito. Fiquei olhando pra ela, me lembrando das outras vezes e que nunca tinha olhando pra ela e me sentindo culpado. Como se tivesse cometido um erro. Me levantei com cuidado e me vesti saindo apressado do meu quarto.

Só conseguia me lembrar, do olhar dela, aquela preocupação com Stefan. Do seu olhar gelado antes de me apunhalar. Bonnie estava certa, talvez eu não a amasse a ponto de esquecer isso. Ou simplesmente fingir que nunca aconteceu. Elena sempre quereria os dois, tanto ele quanto o Stefan. Seu irmão sempre seria uma sombra, tanto quanto eu fui pra ele. Fui em direção, do bar quando a porta se abriu.

Stefan entrou parecendo bêbado. Ele tirou a garrafa da minha mão e abriu dando um gole generoso. Limpou a boca com as costas da mão e se jogou na poltrona, não antes de apagar a lareira. Eu nunca fui bom em conselhos então não disse nada. Me sentei no sofá. O mesmo não tirou os olhos da lareira apagada, com fumaças saindo dela. Demorou algum tempo até ele dizer algo, quase inaudivelmente

— Acabou, eu vou embora dessa droga de cidade — ele murmurou dando outro gole, se deu conta que a garrafa estava vazia e jogou com força contra lareira

— Não que eu me importe, mas por que o drama? Stefan suspirou maneando a cabeça

— Não importa. Alias você não quer realmente saber — dei ombros, mas me recordei do mesmo se deitando no asfalto comigo. Ficando até amanhecer bebendo comigo.

— O que ela te disse de tão grave?

— Ela me pediu amizade… — disse indignado — Quer que tudo seja como antes — fiquei surpreso por seu tom amargo, ele suspirou rindo — Eu não consegui.

— Não conseguiu o que?

— Fazer o que ela quer. Eu não posso ser amigo dela, não mais. Ela queria que tudo fosse como antes mais nunca mais será.

Suspirei profundamente tentando buscar palavras que não fossem irônicas ou impacientes

— Nos dois sabemos que você fara o que ela pede. Você sempre foi assim — ele demorou a esboçar reação

— Não, eu era assim com Elena. Com minha “alma gêmea” ele zombou — Eu não consigo fazer o mesmo com ela.

— Então talvez seja um sinal.

— Sinal?

— Talvez você e sua “alma gêmea” estejam mesmos destinados.

Stefan ficou sério por um tempo se levantou buscando outra garrafa. Ele riu com escarnio logo em seguida

— Elena não é minha alma gêmea e se ela for. Eu não ligo, eu não a amo mais — ele disse por fim. Bebeu outro gole e me olhou por um tempo — É como eu previa, você também não.

— Eu…

— A ama? — ele riu — Serio mesmo? Por que ela está lá no seu quarto e você prefere ficar aqui em baixo me ouvindo do que ficar com ela. O que ela fez pra que você desencanta-se dela desse jeito?

— Ela me apunhalou Stefan. Ela me apunhalou pra salvar você — Stefan pareceu realmente chocado por um tempo, mas logo depois voltou sua atenção pra bebida e a lareira

— É dai

— Como assim é dai?

— Você quase matou o irmão dela… Eu poderia listar infinitos motivos, mas como eu disse e infinita, eu não tenho paciência pra isso. Você não perdoa Elena por outro motivo. Mas não quer admitir então joga pra mim

— Mas a culpa é mesmo sua! Elena ainda te ama — Stefan revirou os olhos — Ela ama nos dois. É se quer saber o real motivo irmãozinho, eu estou de saco cheio, velho demais pra tudo isso. Para ter uma segunda Katherine na minha vida

Stefan suspirou parecendo não ter argumento contra aquilo.

— Então termine com ela. Ou pretende ficar nesse jogo pra sempre? — não respondi, ele riu — Por mim tudo bem, eu não estarei aqui mesmo

— O que disse, onde você pretende ir Stefan?

— Eu não faço ideia — ele respondeu subindo pra seu quarto. Esbarrando com Elena na escada. Ele a segurou antes que a mesma caísse — Opa, cuidado Elena — ele disse sem simpatia alguma na voz, subiu as escadas em seguida.

Elena desceu as escadas olhando pra trás. Quando desceu a mesma veio até mim com intenção de me beijar, mas esquivei

— Bom dia.... O que foi? Eu acordei e você não estava.

— É porque não deveria estar lá quando você acordasse — expliquei, seus olhos se estreitaram ela ficou seria depois

— É por que não?

— Porque… Isso é um erro Elena. Eu e você.

— Não! — ela tomou meu rosto nas mãos e sorriu — Damon eu te amo, nos vamos superar tudo isso

— Não vamos. Eu não vou conseguir esquecer o que me fez, ou melhor o motivo de ter feito que fez.

— Eu já expliquei Damon.

— Explicou, que não podia deixar meu irmão. Eu entendi, alias eu me toquei que você nunca vai deixar ele, você quer os dois.

O choque tomou seu rosto, depois a raiva. Ela se desprendeu de mim com raiva

— Está dizendo que eu sou como a Katherine?

— Não. Porque mesmo sendo uma vadia egoísta, Katherine sempre foi sincera, ela me disse que sempre foi o Stefan. Eu era apenas sua diversão.

Elena menou a cabeça incrédula

— Eu não acredito… Essa noite… Você queria se vingar de mim é isso? — não respondei ela veio até mim furiosa me estapeando

— Canalha.

— Eu sou mesmo. Você está cansada de saber, alias acho que foi isso que te atraiu. Porque você podia ter um cara perfeito, mas você queria ter os dois. Ter meu irmãozinho perfeito que sempre estaria ao seu lado com juras de amor, se arriscando pra te salvar e eu… O irmão mau, canalha que te leva pra alturas.

Ela me deu uma bofetada e começou a chorar

— É você tem razão mesmo, eu podia estar com o cara perfeito. O melhor homem que já conheci. Ele nunca iria me tratar como está me tratando.

— É uma pena não é — Elena suspirou tentando não chorar — É uma pena você ter feito a escolha errada. É agora você perdeu o irmão que não presta e irmão perfeito.

Elena me olhou confusa, esfreguei o rosto com bochecha ainda ardendo pelo tapa, olhei no fundo de seus olhos e percebi que atingi um nervo dela seus olhos vacilaram por um segundo.

— Do que está falando?… Idiota, eu escolhi você!

— Escolheu mesmo?

— Escolhi — ela murmurou olhando pro chão chorando. Me aproximei dela

— Então não te incomodaria nem um pouco saber que meu irmão não te ama mais? — Elena ergueu a cabeça em choque. Segurei seu queixo, para que ela me olha-se — Você não sentiria nada?

Elena ficou calada, deveria doer como inferno ter a confirmação dela, mas, no fundo, sempre soube disso, seu silêncio meu deu a resposta.

— Você enche a boca pra dizer que me escolheu e ai esta você. Se remondo de dúvidas pensando se o que eu disse é verdade. Eu vi seu olhar na cabana quando ele se recusou a beijar a Barbie, quando dançávamos e você se deu conta que não é mais você que meu irmão ama. Meu irmão te esqueceu, eu nunca o invejei tanto por algo.

Elena ergueu a cabeça para me encarar, seu rosto petrificado, ela deu um passo em minha direção e com os olhos marejados, ela maneou cabeça incrédula.

— Você deseja isso, quer me…

— Esquecer — completei — É tudo que eu mais quero Elena. Depois de cem anos de brigas. Eu e meu irmão estamos bem. Porque depois de um século guardando rancor dele nos não amamos mais a mesma mulher. Ele seguiu em frente se desprendeu de você e da Katherine. Eu torço pra que eu também consiga.

Elena soluçou e depois de um minuto se recompôs. Ela secou as lágrimas e se dirigiu a porta antes de cruzá-la, se virou para mim me lançando um olhar gélido, uma expressão que conhecia muito bem, ódio e desprezo.

— Eu espero que consiga o que deseja, porque eu vou te esquecer Damon. Vou apagar você e todo mal que me fez. Mas não se engane, eu concordo com a Katherine, não há como esquecer seu irmão. O único motivo de eu ter caído por você foi esse vínculo maldito. Porque a antiga Elena, nunca escolheria você. Alias, nenhuma mulher em sã consciência te amaria.

Ela saiu batendo a porta me deixando estático para trás.

Caroline

Bonnie ficou comigo até que eu adormecesse. Mas mau consegui dormir. Tive um pesadelo, não me recordava ao certo, do que se tratava, mas envolvia Stefan. Tomei um banho e de novo as lágrimas voltaram. A ficha tinha começado a cair, Stefan disse que se afastaria, que as coisas não seriam como era antes. Ele disse que não suportaria ser somente meu amigo. Aquele pensamento me dava sensação de vazio, desamparo. Fechei olhos deixando a água escorrer pelo meu corpo, desejando que água tivesse o poder de lavar minha dor.

Me recordei do mesmo e Elena juntos, ele agora era amigo dela. Ela era tão importante na vida dele que ele tinha aceitado ser seu amigo para não perdê-la. Mas ele não podia fazer isso por mim, não conseguia ser somente meu amigo. Fechei o chuveiro e me enrolei na toalha. Quando sai Elena estava sentada na cama, ainda com sua fantasia segurando a peruca. O rosto borrado pelas lágrimas, ela não me notou até que toca-se em seu ombro.

— Elena, o que aconteceu? — Elena secou o rosto rapidamente

— Achei que não estivesse aqui — ela disse secamente, não entendi aquele tom.

— Eu estava no banho

Elena suspirou pesadamente, me afastei dela e mesmo de costa procurando algo pra vestir notei que a ela me olhava intensamente. Me vesti e me peteei demoradamente, podia ver Elena através do espelho com olhos fixos em mim.

— Tá legal, fala logo.

— Falar o que? Não quero dizer nada.

— Ah não? Então porque fica me olhando feito um corvo. Se tem algo a dizer me diga logo Elena.

Elena estalou os lábios. É depois de uma longa pausa, quando me virei desistindo ela finalmente disse

— Quando ia me contar Caroline?

— Contar o que? — questionei nervosa

— Sobre você e Stefan, era por isso que estava agindo tão estranhamente ultimamente. Alias vocês dois estavam estranhos — ela se levantou maneando a cabeça — É nenhum de vocês teve a decência de me contar

Respirei fundo tentando controlar minha raiva. Ainda não tinha me alimentada. Elena começara a conversa com seu tom acusatório como se ela tivesse moral pra isso

— Não vai responder? Vai mesmo negar que estão juntos.

— Vou — disse calmamente — Porque não estamos juntos

— Ah não? Então aquela dança de vocês, aquele beijo não foi nada?

Suspirei me lembrando do beijo. Era apenas me lembrar disso, sentia vontade de chorar. Elena riu, me encarando com ódio.

— Como pode fazer isso Caroline…

— Isso o que Elena? Me apaixonar pelo Stefan?

— Ele é meu ex Caroline isso é…

Acabei rindo. Elena as vezes conseguia ser tão infantil e mimada que me enojava

— Você ri disso? Eu era sua amiga Caroline…

— Elena menos por favor — Elena me fitou incrédula e antes que a mesma dispara-se a se colocar como vítima respirei fundo e continuei

– Seja franca consigo mesma Elena, de quem exatamente você está sendo amiga ultimamente? Porque minha e que não é, dá Bonnie então nem se fala. Ela estava sofrendo pelo seu irmão, mas os seus problemas são sempre maiores. Você tem que ser o centro de tudo, todos nos temos que ficar sempre postos ou até salvar ou simplesmente escutar sua ladainha de quem você ama essa semana

Elena se aproximou de mim erguendo a mão para me esbofetear, mas eu segurei seu braço a tempo.

— Você se acha melhor que eu? Você está transando com meu ex.

— Não Elena, não estou. Eu não sou você.

Elena me empurrou com força contra parede, bati a costa com muita força. Ela não esperou que eu me levanta-se e me ergueu pelo pescoço. A empurrei com força. Quando ia fazer o mesmo e enforcar e começar a estapeá-la Bonnie chegou. Olhando pra bagunça no quarto assutada

— Podem parar — ela se colocou entre nos — Que merda esta acontecendo aqui?

— Você sabe muito bem Bonnie. Vocês são as melhores amigas, não contam tudo uma pra outra — Elena retrucou ironicamente. Bonnie suspirou

— Por que está dando esse ataque? — Elena revirou os olhos e me fulminou com os olhos.

— Porque ela descobriu sobre mim e Stefan Bonnie. Ela acha que eu roubei ele dela ou algo do tipo — ironizei — O que é estranho já que ontem mesmo ela estava com irmão dele, dizendo que o amava. Mas eu já deveria estar acostumada. Você não se contenta apenas com um, quer os dois. Sofrendo se arrastando por você

Elena tentou chegar até mim mas Bonnie a impedia

— Deixa Bonnie, deixa ela descontar a raiva dela.

— Você e uma vadia traidora — esbravejou ela enfurecida

— Eu? — acabei rindo incrédula com sua acusação — Fui eu que fiquei com irmão do cara que eu dizia que amava, que era minha alma gêmea. Enquanto o pobre do Stefan se sacrificava pra curar o irmão? Fui eu que transei com o irmão dele, no mesmo dia que terminou com suposto amor da vida…

Elena me esbofeteou, eu revidei de imediato. Bonnie se colocou no meio lutando para nos separar.

— Quem é você pra falar isso, você ficou com Klaus. O cara que matou a mãe do seu namorado…

— Eu fiquei com Klaus, eu não nego. Nem me arrependo, eu me sentia sim atraída por ele. Mas eu não trai Tyler, eu deixei bem claro que tínhamos terminado. É sim o Klaus e monstro, e um assassino mas eu, você, principalmente o Damon somos. Então pode tentar jogar isso na minha cara, eu assumo que fiz. Eu cometi um deslize, sim! Cedi a um desejo apenas. Mas em nenhum momento eu esqueci quem ele era, nem momento me rebaixei e perdoei todo mau que ele fez aos outros como você fez.

— Chega! — Bonnie esbravejou — Vamos parar com isso. Elena você terminou com Stefan está com irmão dele, irmão dele — frisou — Não tem direito de surtar por isso.

Elena chorava, mas de raiva. Eu por outro lado me sentia leve, depois de dizer tudo que estava entalado em minha garganta. Elena agora sabia sobre mim e Stefan e mesmo que não resolve-se nada talvez complicasse ainda mais, ainda sim me mais sentia leve por tirar isso do meu sistema.

— Tudo bem — ela disse, secando as lágrimas — Eu entendi muito bem de que lado esta Bonnie

— Oh céus Elena — Bonnie revirou os olhos impaciente — Não temos mais quinze anos. Não estou do seu lado ou do dela, as duas estão erradas por jogarei esse tipo de coisa na cara uma da outra.

— Claro — ela disse — Eu sou infantil, egoísta…

— É mimada — Bonnie completou — Você passou duas semanas chorando pelo Damon dizendo que o ama. É agora está aqui, surtando porque descobriu que o Stefan o cara que você mas ferrou na vida seguiu em frente.

— Seguiu com ela — ela apontou pra mim indignada

— E o Damon é irmão do Stefan — respondi sem paciência — O que pensou, que Stefan ia esperar você, quando cansa-se do Damon ele estaria a sua disposição? Você não tem moral alguma, não era você que lhe deu a cura, que todos nos buscamos pra ajudar você a voltar a ser humana, a mesma que seu irmão morreu. E você não a quis, porque queria passar a eternidade jovem e bela com Damon. Não foi você que entregou a cura para o Stefan e desejou que ele fosse feliz, que ele te esquecesse?

Elena desviou os olhos pro chão chorando novamente. Mas ela respirou fundo e se recompôs

— Tem razão — ela disse seria, eu e Bonnie nos entreolhamos confusas — Tem razão em cada palavra. Eu errei muito desde que me tornei vampira, me transformei em outra pessoa. Eu deixei todos na mão. Esta certa Caroline, eu errei e só tenho repetindo esse erro. Mas eu prometo, garanto que vou mudar, vou tentar encontrar aquela antiga Elena. É vou desfazer o maior erro que já cometi...

Elena se aproximou me olhando seriamente e sorriu brilhantemente para mim com brilho de determinação nos olhos.

— Eu vou lutar pelo homem que eu amo, o homem que eu nunca deveria ter deixado partir

Senti um soco no estômago, um bolo se formou em minha garganta. Involuntariamente lágrimas se formaram, Elena sorriu satisfeita com minha reação

— Eu agradeço a vocês duas, por me abrirem os olhos. Eu vou lutar pelo Stefan, eu vou voltar a merecê-lo.

Elena saiu tranquila pela porta como se nada tivesse acontecido. Fiquei paralisada alguns segundos, antes que as lágrimas rolassem por meu rosto, me arrastei até a cama me sentindo um lixo, pequena. Bonnie sentou-se ao meu lado pacientemente esperou que eu chorasse em seu colo.

— Hein Care, não fica assim — ela disse com a voz branda — Você sabe que o Stefan não ama mais Elena.

Eu sei disso Bonnie… Ele não ama essa Elena, mas ama a outra sim.

Stefan

Fiquei olhando o celular por alguns minutos ou horas. Realmente esperei que ela me ligasse, que voltasse atrás e dissesse que se arrependeu. Não resisti ao impulso liguei pra ela, mas caiu direto em sua caixa postal.

Desci as escadas, meu irmão estava estirado no sofá. Olhando pra a porta. Tinha escutado por alto a discussão dele e Elena, mas liguei o som ignorando tudo. Não tinha direito de ouvir e nem queria. Já estava desesperado o suficiente, querendo fugir pra longe com meus próprios problemas.

Peguei duas bolsas de sangue e ofereci a ele que negou com a cabeça. Deixei em cima da mesa, conhecia bem meu irmão. Ele não iria me dizer nada, conversar sobre isso.

— Eu tenho que te perguntar uma coisa — inquiriu asperamente

— Pergunte.

— O que você têm, que eu não tenho? — franzi a testa confuso — Primeiro a Katherine, Caroline e agora a Elena.

Ele suspirou pesadamente fechando os olhos

— Katherine me disse que sempre foi você, eu era apenas o jogo, alguém que ela se divertia quando convinha, mas era você que ela amava. É agora Elena…

— Damon, isso foi há cem anos…

— Elena me disse o mesmo — fiquei calado, um tanto chocado com sua declaração. Damon se levantou, se servindo de uísque, fez menção de colocá-lo em copo, mas a tomou direto da garrafa — Antes de ir embora ela me disse isso, que nenhuma mulher era capaz de esquecer você que a Katherine tinha razão.

— Damon, ela estava com raiva, provavelmente disse isso…

— Pra me magoar — ele riu — Ela fez um bom trabalho se quer saber.

Pensei em dar um passo em sua direção, tentar consolá-lo mas o que dizer sobre aquilo? Eu mesmo não conseguia entender nada nem se quer acreditar em uma palavra que ele dizia, ele só podia ter ouvido errado.

— Agora o caminho está livre.

— Livre?

— Sim, ande vai atrás dela, eu vou deixar de infernizar a sua vida e a dela.

Manei a cabeça incrédulo, suspirei pesadamente. Desanimado para debater, para repetir tudo que já havia dito. Justo agora que eu e Damon estávamos nos dando bem Elena tinha que fazer algo a respeito.

— Tem razão — Damon me olhou desconcertado — Eu vou atrás dela agora. Nos somos almas gêmeas, ela estava apenas bêbada ou muito louca quando fingiu esse tempo todo que amava você. Vou seguir seu conselho, vou até mesmo pedi-la em casamento. Porque perder tempo não é mesmo?

— Isso zomba mesmo, tripudia eu mereço mesmo isso — Damon retrucou, mas agora sem resquício nenhum de raiva em sua voz, ele apenas parecia desanimado… Ou melhor derrotado era palavra que o definia no momento. Acabei rindo, peguei a garrafa de sua mão enchendo dois copos entendi um para ele e entornei o meu em seguida, me aproximei dele tocando em seu ombro me inclinando para encará-lo.

— Eu não amo mais a Elena Damon, eu não estou mais apaixonado por ela. Se bem que agora eu até preferia estar…

— Como é? — ele retirou minha mão, fiz um gesto de desistência — Você muda de ideia fácil, fácil né

Apenas dei ombros rindo de sua expressão confusa e furiosa. Suspirei quando me joguei no sofá, pensando nela. Eu nunca pensei que sentiria saudade daquele sentimento por Elena, porque comparado aquela aflição que sentia agora aquilo não era nada. Eu e Elena nunca fomos amigos, nos olhamos e nos apaixonamos instantaneamente. Mas eu sabia lá no fundo que me apaixonar pela cópia da Katherine daria errado. Eu estava acostumado com dor, solidão desespero ou apenas ser trocado pelo meu irmão. Mas aquele sentimento, de vazio, medo por perder Caroline era muito pior e novo. Eu já não conseguia viver sem ela. Damon maneou a cabeça

— A Barbie realmente te pegou de jeito não é? — assenti sorrindo e Damon riu — Já que é assim, então…

— Porque não estamos juntos — completei — Não faço ideia, eu encontrei alguém tão insegura e complicada quanto eu. Ela decidiu que quer que voltemos a ser como antes, apenas amigos.

— É dai, você sempre consegue isso. Ser amigos das ex, friendzone e seu dom — zombou ele me oferendo a garrafa, aceitei de bom grado entornando de uma só vez, ele arregalou os olhos mas não reclamou.

— Não consigo mas fazer isso, pelo menos não quando se trata dela.

— O que vai fazer então? — dei ombros em resposta. Geralmente Caroline teria uma boa ideia, ou algo engraçado a dizer, conselhos pra conquistar a mulher que eu amava, mas o problema que era justamente ela.

— É você, qual é seu plano atazanar a vida dela, se juntar a Enzo e matar uma alguma dezena de pessoas inocentes?

— Era meu primeiro item da lista — ele zombou, mas ficou sério e voltou a fitar o copo — Mas eu estou velho pra isso, velho e cansado.

— O que? Repeti, acho que não escutei muito bem — Damon revirou os olhos

— E o que ouviu idiota, eu não vou fazer nada disso. Não quero mas atingir a Elena, eu quero mesmo e que ela se exploda.

— Interessante.

— O que?

— Essa sua nova personalidade. Será que meu irmão mas velho ganhou um coração — Damon jogou o copo na minha direção desviei a tempo.

— Stefan, eu sou o irmão engraçado. Suba já pra seu quarto e sofra pelos cantos

— Eu prometo que faço isso daqui a pouco, mas sério. Estou impressionado, Damon Salvatore sendo maduro....

— E difícil mesmo de acreditar — Alaric disse se juntando a nos — Quem foi a responsável por te dar esse cérebro?

— Por que tem que haver responsável Alaric — ironizei — Meu irmão sempre foi maduro, só fingia bem que não era.

— Concordo era apenas um truque dele, no fundo ele é mais inteligente que eu e você juntos

— Muito engraçado — Damon ralhou tentando não rir

— Agora sério Damon, quem é você é o que fez com meu melhor amigo — Alaric questionou sério. Damon apenas deu ombros em resposta eu e Alaric nos entreolhamos e rimos

Bonnie

Uma semana tinha se passado desde baile trágico, e o clima no dormitório estava insuportável. Caroline ficou ainda pior, ela tentou fingir que estava bem. Mas eu sabia que não, ela resolveu ir pra casa da mãe por alguns dias. Já que Elena não tinha casa, eu quase fui com ela. Elena era minha amiga eu a amava, mas tinha vontade de esganá-la por aquele show. Me peguei pensando em Damon o mesmo estaria agora devastado e pior de tudo é que quando ele ficava assim sobrava pra todos.

É eu era responsável por isso também. Porque tinha incentivado que ele perdoa-se Elena. Eu achava impossível alguém conseguir amar duas pessoas, ou simplesmente esquecer alguma tão facilmente. Não conseguia entender Elena. Eu ainda chorava por Jeremy, sonhava com ele com menos frequência agora mas ainda chorava. Ainda me pegava pensando se ele estava bem.

Elena tinha ficado satisfeita com a saída de Caroline, parecia vitoriosa. Começou a falar normalmente comigo como se nada tivesse acontecido, fiquei um tanto chocada. Porque pensei que, pelo menos, um pouco de culpa ela teria, ou apenas ficaria triste por ter acabado com uma amizade de infância. Mas a mesma agia normalmente, ia as aulas voltava e escrevia no seu diário.

Resolvi ir atrás da Caroline e ver Matt que andava inseparável de Tyler. Mas ele não estava no Grill pra variar. Ia dar meia volta e ir embora, quando me deparei com Damon perto de uma garota. Ele estava de costa, não vi muito bem. Mas corri até lá temendo o que ele faria.

— O que está fazendo? — Damon se virou confuso franziu a testa

— Da licença.

— Não, você não vai fazer nada disso — olhei para garota confusa e ordenei que ela saísse, ela protestou mais lancei meu melhor olhar mortal, e resmungando ela saiu chamando-me de louca.

— Que pensa que está fazendo? — Damon questionou cruzando os braços mas ainda com a expressão tranquila

— Escuta aqui Damon, eu sei que fui culpada, te incentivei a perdoar Elena. Você está certo em não querer voltar com ela. Mas não vou deixar que machuque ninguém — Damon suspirou e maneou a cabeça

— Ah não? O que uma ex bruxa sem poderes pode fazer contra mim? — inqueriu ele com sorrisinho divertido, ele arqueou as sobrancelhas se aproximando do meu rosto

— Eu posso não ter poder, mas… — olhei em volta e peguei o taco de sinuca, Damon começou a rir, fez um gesto de desistência com as mãos

— Okay eu desisto, eu me rendo Bonnie

— Pode rir, mas não duvide eu não excitaria um segundo em enfiar isso no seu peito se fizer algo.

— Agora paquerar uma garota bonita e crime?

— Paquerar? Pensa que me engana, estava compelindo ela — Damon riu

— Você é mesmo neurótica não é? — ele se aproximou e estendeu a mão — Me dá esse taco antes que se machuque

— Não — teimei — Se você se aproximar eu vou machucar você.

— Ah é?

— E! Duvida?

— Duvido — ele se aproximou rapidamente tomando a estaca das minhas mãos, se aproximou tanto do meu rosto que pude ver seus olhos com clareza, sentindo seu hálito de uísque ou seria cerveja com sua respiração fazendo cócegas em meus lábios — Você não é capaz de matar Bonnie, pelo menos não a mim.

Ele sorriu satisfeito com minha falta de reação por algum motivo estúpido meus olhos se fixaram nós dele por mais tempo que necessário, grui irritada o empurrando para longe

— Damon… Bonnie — Stefan surgiu e olhou confuso pra Alaric — Cadê a garota que…

— A Bonnie fez o favor de espantá-la, e graças a ela não vai apresentar as outras amigas dela.

— O que, você não estava compelindo ela?

— Eu te disse que não. Aliais olha bem pra mim, eu não preciso de compelir uma garota pra seduzi-la.

Fiquei envergonhada demais para encará-lo ou aos outros, queria sumir da face da terra, ele sorriu divertindo-se com meu constrangimento, levando uma cotovela da Stefan que pedia que ele parasse.

— Então Bennett acho que me deve algo.

— Não, devo nada. Como eu ia adivinhar, você ainda e… Você.

— Isso e uma ofensa por acaso? – ele questionou rindo se aproximando de novo pra me intimidar, mas não recuei

— É claro que é uma ofensa.

— Que coisa feia Bonnie, eu tentando simplesmente superar a dor do meu rompimento com Elena e você me julgando — escutei Alaric e Stefan rirem atrás de mim.

— Quer saber, dane-se. Eu não sou adivinha, faria de novo.

— Claro que faria, mas será que era só por medo que eu fizesse mau a pobre garota?

— Obvio que era!

— Hummm — ele murmurou e se aproximou — Eu acho contrário pra mim está com ciúme.

Levei um tempo para compreender sua insinuação, mas quando entendi comecei a rir,

— Damon… Que bom que, pelo menos, o bom humor você não perdeu. Eu com ciúmes de você? — ele assentiu veemente com sorrisinho presunçoso.

— Pode rir, pode negar. Diga o quanto quiser quem sabe se convença — ele apertou meu queixo sorrindo, grui irritada tirando sua mão do meu resto, ele apenas riu ainda mais, me virei irritada pronta para ir embora quando Stefan me parou.

— Não fica brava, ele está superando a dor sendo um palhaço — justificou — Não precisa ir embora.

— Preciso sim, eu só vim pra ver a Care…

— Ela está aqui? — demorei a responder cocei a nuca com raiva por ter deixado escapar. Damon se aproximou e olhou pra Stefan que começou a murchar — Ela não que me ver não é?

— Stefan…

— Está tudo bem — ele se afastou visivelmente triste e desapontado.. Damon passou o braço em volta do meu pescoço

— Bonnie, Bonnie satisfeita por jogar meu irmão no poço de novo?

— Eu… Não queria — me sentei no bar e abaixei a cabeça — Eu sou uma péssima amiga.

— Isso eu tenho que concordar.

— Damon — Alaric o reprendeu

— O que é Alaric e mais pura verdade. Mas pra sua sorte, você pode desfazer isso.

— O que… Como?

— Bonnie não cai na dele — Alaric me alertou

— Shiuuu, a conversa não chegou na biblioteca. — ele sorriu — Então Bennett está disposta a ocupar seu cargo novamente

— Cargo, que cargo — ele revirou os olhos impaciente

— Cupido, bobinha — ele explicou pacientemente — Vai me ajudar ajuntar aquelas duas malas teimosas — franzi a testa intrigada

— O que você ganha com isso hein, por que está fazendo isso?

— Porque acredite ou não, quero ver meu irmão feliz. Ele está com ideia fixa de ir embora se a sua amiga Barbie não o quiser. Então vai ajudar ou não?

Alaric me lançou um olhar de fuja enquanto e tempo, mas eu devia isso a Caroline. Ou melhor Caroline e Stefan mereciam estar juntos e felizes

— Tudo bem eu ajudo, mas não faço ideia do que fazer.

— Eu já esperava — fiz uma careta em resposta — Mas eu sei, você sabe fingir bem? Ser convincente?

— Ela e mulher Damon, por natureza elas sabem fingir — me virei e me deparei com Enzo que sorriu quando meus olhos se encontraram com os dele — Sem ofensa, é claro.

Damon revirou os olhos impaciente e se voltou para mim ignorando Enzo.

— Então Bonnie — Damon questionou impaciente

— O que estão tramando — Enzo se aproximou, se sentando ao meu lado

— Nada — eu e Damon dizemos em uníssono, Enzo franziu a testa depois riu

— Okay não precisam dizer – ele se afastou indo em direção a Stefan que tinha voltado e sentado em uma mesa bem distante cabisbaixo. Suspirei derrotada me voltando para Damon que sorria satisfeito

— Okay qual é o seu grande plano?

Ele deu um sorriso de orelha a orelha e passou o braço envolta do meu ombro, eu logo tirei fazendo uma careta, já amaldiçoando o maldito perfume dele que se impregnaria em mim, ele fez uma careta com minha rejeição mas sem seguida voltou seus olhos para Stefan que fitava o copo ignorando Enzo.

— Pensei que nunca fosse perguntar Jugdy



Notas finais
xoxo