Aways be here for you - FINALIZADA
15 Capítulo - 15 Drinking to forget
Eu e Damon chegamos bêbados aquela noite. Estava quase amanhecendo quando voltamos para casa. Não me lembrava de já ter feito algo parecido na companhia do meu irmão. Beber, rir ou nós lamentarmos das decepções da vida. Pela primeira vez em muito tempo não nos lamentamos ou brigando por amar a mesma mulher.
Damon se queixou da má sorte no amor, eu esperava não estar fadado a mesma sorte que ele, agora que estava curado de toda obsessão por Katherine e suas duplicatas. Foi entre um gole e outro que liguei para Caroline. Pensei que a ela mais uma vez não atenderia, mas atendeu.
— Aló — sorri um pouco incrédulo dela ter me atendido de primeira — Stefan. Por que está rindo? Você está bêbado?
— Bem… Acho que bebi um pouco — confessei, me encostei na parede vendo Damon entornar outro gole e ir na direção de uma outra moça.
— Stefan por que está bebendo, onde você está? — ela questionou naquele tom preocupado acabei percebendo o quando adorava aquilo
— Estou no Grill Caroline. Bebendo com meu irmão.
— Com seu irmão?
— Sim, dá pra acreditar? Estamos há horas conversando e bebendo. É como se os cem anos de ódio tivessem sido apagados, ou quase isso. Caroline riu do outro lado
— Fico feliz por vocês. Mas qual o motivo da bebedeira entre garotos, posso saber?
— Encontrei Damon deitado na rua a espera de uma vítima indefesa. Não perguntei o motivo. Mas o principal motivo… Eu não sei principal motivo — confessei
— Stefan Salvatore na noitada bêbado, quem diria.
— Quem diria — ficamos em silêncio. Era incrível que até mesmo seu silêncio o som da sua respiração me acalmava — Eu pensei que não me atenderia.
— Bem eu não ia, são 4:30 da manhã Stefan — ela riu — Pensei que tinha acontecido algo.
— É aconteceu uma coisa.
— O que aconteceu?
— Eu não consigo dormir, nem me concentra direito. Fico feito um bobo as vezes olhando pra lua.
— Ah é?
— Sim, eu pensei que você sendo minha melhor amiga e também sendo minha terapeuta favorita — ela riu — Pudesse me ajudar
— Stefan eu faço artes não psiquiatria, mas…Eu vou tentar ajudá-lo. Me conte quando isso começou?
Eu sai pra fora olhando a lua que iluminava a rua. Agora era impossível olhar a lua sem me lembrar dos dias anteriores
— Começou há cinco anos sabe. Eu cheguei a uma cidade e conheci uma garota. Que na época eu não sabia que mudaria minha vida. Eu era um cara meio estúpido na época. Eu fiquei meio cego por outra garota e acabei não vendo que a tão garota que eu sempre desejei conhecer… Aquela dos meus sonhos. Estava bem na minha frente
— Stefan — ela me censurou
— Deixe-me continuar
— Okay — concordou ela em voz baixa
— Ela é divertida, linda. Sempre encara tudo com sorriso no rosto. Tem o poder de trazer o melhor de mim. De me fazer querer ser melhor, de querer sorrir e fazê-la rir. Ela sempre me apoiou, mesmo que fosse algo estúpido.
— Ela deve ser mesmo muito incrível
— Sim ela é. Mas ela não tem nem ideia disso. Não sabe o quando e maravilhosa e especial. Não sabe o quanto ela é capaz de iluminar a vida desse velho de cento e setenta anos — ela riu
— Stefan você está realmente bêbado e está quase amanhecendo — ela fez uma pausa — Vá pra casa dormir e me ligue quando estiver sóbrio.
— Você vai me atender quando eu estiver sombrio?
— Talvez, depende se eu amanhecer com bom humor, o que eu duvido já que não me deixaram dormir — ela suspirou ficamos em silêncio novamente — Boa noite Stefan
— Boa noite Caroline.
Desliguei o telefone e Damon estava encostado na parede com seu sorriso torto no rosto
— Era pra ser noite dos homens hoje — ele maneou a cabeça — Eu me distraio por cinco minutos e você liga pra ela?
— Tá, admito fui pego! — fiz um gesto de desistência — Mas em minha defesa estou realmente bêbado. É precisava ouvir a voz dela antes de dormir. Damon revirou os olhos
— Ah irmãozinho, você ainda tem muito que apreender. Tem que mostrar quem está no comando entende? Não pode ligar no dia seguinte. Ou melhor nunca se deve ligar.
— Então essa é sua grande tática?
— Sim. Alias já que estamos com cem anos de noitadas atrasados temos que conhecer cada boate de Mystic Falls
— Damon aqui e Mystic Falls o lugar mas movimentado é o Grill
— Então vamos embora, quitão Vegas? Já esteve lá?
— Sim uma vez, com a Lexi — respondi saudoso me lembrando dela.
— Você e suas loiras. Tem que ir num lugar desses solteiro de preferência sem nenhuma mulher do lado.
Fomos caminhando até em casa. Com Stefan me ensinando táticas para conquistar Caroline, ignorei todas elas o deixando irritado. O sol já começava a nascer no horizonte, continuamos conversando e depois de um tempo com mais álcool do que sangue correndo em minhas veias quase nada que ele dizia fazia sentindo. Quando entramos encontramos uma Elena adormecida na poltrona segurando um copo nas mãos. Ela acordou com barulho da porta se fechando, que Damon propositalmente bateu com força para acordá-la.
— Damon.... Eu fiquei preocupada.
— Ficou? — ele se aproximou dela apertando seu queixo — Não precisava Elena, não somos mais namorados e nem pretendo ser seu amiguinho. Então não perca sua noite comigo.
Ele foi para o quarto sem dizer mais nada. Elena o acompanhou com os olhos seus, ela mordeu o lábio tentando não chorar. Aproveitei o momento para seguir o exemplo de Damon e sair de fininho não queria ter que servir de ombro amigo agora. Tudo que eu queria era um belo encontro com minha cama, para a voltar a sonhar com Caroline. Estava com pé no degrau quando ela fungou enxugando o rosto apressada, forçando um sorriso ela me chamou. Revirei os olhos e suspirei exasperado.
— Stefan eu não tinha te visto. Vocês estavam juntos?
— Sim estávamos — respondi desanimado, desci de uma vez indo até a cozinha pegando uma bolsa de sangue no freezer, eu poderia caçar mais estava sem energia alguma para isso
— Ele te contou sobre nós?
— Não, nos não conversamos sobre… Isso!
— Ele está bem?
— Eu acho que não, mas vai ficar. Eu fiquei
Elena ergueu a cabeça me olhando surpresa. Ela não disse mais nada ficou encostada na parede com braços cruzados, com os olhos marejados, conhecia bem aquele olhar, era culpa. Ignorei seu olhar suplicante por toque gentil de conforto, saboreando o sangue, sentindo a energia fluindo sobre minhas veias e a sede aumentando em vez de diminuir.
— Eu estraguei tudo Stefan — ela se lamentou em voz alta, esperando quem sabe alguma reação minha, lambi os lábios saboreando as últimas gotas restantes antes de me voltar para ela que me fitava com olhos de cachorro.
— Talvez sim, talvez não. Dê tempo ao tempo Elena. Você mesmo queria um tempo pra pensar. Então pense. Vocês vão se acertar e só uma questão de tempo.
— Eu espero que tenha razão.
Ela se sentou de frente pra mim. Caímos em silêncio desconfortável, não tinha ideia do que dizer. Mesmo não estando apaixonado por Elena ainda era estranho ser confidente de suas brigas com Damon. Recostei a cabeça na poltrona fechei os olhos, me recordando de Caroline.
De conversas intermináveis em frente da lareira. Da mesma me consolando quando sofria por Elena. Ou de sua mão unida a minha quando a ela me contava sobre nosso casamento. Acabei sorrindo com aquela lembrança. Podia vê-la com vestido branco vindo até mim como no sonho.
— Você parece contente — Elena disse depois de um tempo, talvez numa tentativa de puxar a assunto, ela crispou os lábios, colocou uma mecha fantasma de seu cabelo atrás da orelha como costumava fazer quando ainda era humana
— Não acho que contente seja a termo correto.
— Pode ser, mas você está diferente.
— Eu acho que estou em paz finalmente — Elena franziu a testa, sabia que a mesma estava curiosa pra saber o motivo. Mas até ela sabia, que ainda não estávamos no nível de amizade pra me perguntar algo. Ela suspirou derrotada ainda me olhando encostando-se no sofá.
— Fico feliz Stefan, por você. Por vê-lo em paz — Assenti sorrindo.
Elena fechou os olhos e eu olhei pra ela. As lembranças de nosso passado vieram átona, mas não doía mais. Era apenas uma lembrança distante. Aquele ano eu tinha superado Katherine Pierce minha primeira paixão e agora tinha me dado conta que tinha superado Elena também. Era bom olhar para ela e não sentir mais vontade de arrancar meu coração do peito. Olhar para ela era como ver uma foto muito antiga de uma época confusa e conturbada. Me levantei, antes de subir cobri Elena com sua blusa e beijei sua testa a mesma sorriu.
— Fica tranquila, eu sei que cedo ou tarde vocês se acertam de novo — ela abriu os olhos sorrindo – Bom dia Elena.
— Bom dia Stefan — Eu estava no primeiro degrau quando a mesma me chamou — Stefan…
— O que foi?
— Nada, só queria dizer… Obrigada — acenei com cabeça antes de subir para meu quarto deixando uma Elena sorridente para trás.
Elena
Alguns dias se passaram desde do meu termino com Damon. Ele mau olhava pra mim agora, seu desprezo era insuportável. O que me deixava desesperada, tentei falar com ele mas quando conseguia só brigávamos.
Jeremy mau ficava em casa agora, estava cada vez mais próximo de Liv, Bonnie ficava arrasada ao vê-los juntos. Eu tentava consolá-la, mas era sempre ela que acabava por me consolar. Voltamos pra universidade e mesmo me sentindo péssima, era o melhor a se fazer por agora. Dar espaço para Damon, quem sabe ele me perdoa-se com o tempo.
Caroline e Tyler agora eram amigos. Caroline estava ajudado Tyler a encontrar uma boa universidade, mas o mesmo queria viajar pelo mundo e encontrar outros híbridos para ajudar e surpreendendo a todos ela apoiou sua decisão. Alaric teve que arrumar uma boa desculpa por estar vivo assim como Jeremy, mas com minha ajuda em compelir o diretor ele estava novamente dando aulas. O que me deixou feliz, já que ele seria o professor de Jeremy novamente. Quem sabe ele terminaria aquele ano.
Já Stefan estava tranquilo. Porém sempre o flagrava calado, parecendo estar em outro mundo. Ele saia pra caminhar a noite, as vezes o encontrei em frente a janela admirando a lua com braços cruzados e olhar melancólico. Tinha algo muito estranho acontecendo com ele, mas não sabia identificar o que era. Ele sempre desconversava quando tentava descobrir razão por trás daquele olhar entristecido. A única coisa boa no meio de tanta tristeza e confusão e que ele e Damon realmente estavam unidos.
Pelo visto o problema entre eles, era mesmo eu.
Caroline tinha feito pela segunda vez uma faxina no quarto aquela semana, ela realmente tinha algum problema que não queria me contar de jeito nenhum. Ela se focou nos estudos de uma maneira que nunca vi antes.
— Care dá pra parar de aspirar já está brilhando, estou tentando ler — Bonnie reclamou
— Está bem, me desculpem por querer manter tudo no lugar — ela rebateu desligando o aspirador com uma careta de insatisfação. Bonnie olhou pra mim em busca de ajuda, mas dei ombros em resposta sem saber o que dizer.
Um rapaz surgiu no correndo jogando panfletos. Caroline foi até lá reclamando da sujeira pegou o panfleto e o jogou na cama com desanimo
— O que é? — Bonnie questionou sem tirar os olhos de sua cruzada.
— Um baile idiota. Por que será que tem tantos bailes nessa cidade? — ela reclamou — Tudo que eu queria era uma festa universitária comum, sem temas apenas bebida e…
— Garotos — Bonnie completou e Caroline nos entreolhamos — O que é? Garotos sim! É de preferência bonitos e inteligentes. Caroline maneou a cabeça rindo, jogando uma almofada em Bonnie.
— Bonnie tem que escolher um dos dois, ou bonito ou inteligente nessa universidade não há as duas coisas.
— É eu não sei. Drake me paquera em todas as aulas
— E dai ele e lindo — eu disse fechando meu diário e me juntando a elas na conversa. Ela e Caroline se entreolharam e riram ao mesmo tempo.
— Sim Elena ele e mesmo um gato, mas é uma porta — Bonnie explicou — Passei trinta minutos com ele e desejei ter meus poderes de volta e costurar a boca dele ou fazê-lo engolir a língua
— Que maldade Bonnie — censurei ela rindo
— Você diz isso por que não é colega de turma dele — ela justificou. Caroline passava o pano na instante pela quinta vez
— Já eu não tenho esse problema compeli ele uma vez, ele ficou sem falar durante a aula inteira.
— Sorte a sua ter essa habilidade — Bonnie voltou-se para sua cruzada mordendo a tampa da caneta concentrada.
— Quer saber, por que não vamos nesse baile? Pode ser divertido — Bonnie suspirou negando minha ideia desanimada
— Elena quando um baile foi divertido? Bailes + Mystic Falls + nos e igual à tragédia — Caroline exclamou irritada
— Mas agora não tem nenhum supervilão ou vampiro original querendo destruir ou dominar o mundo.
— Muito bem lembrado Elena, mas só em pensar que tenho que encontrar roupas, alias qual é o tema?
Caroline não respondeu estava novamente estava submersa em seus pensamentos. Me levantei indo até sua cama, pegando o panfleto rosa semi amassado.
— Filmes famosos. Meio prega né — Bonnie riu assentindo — É você Care o que acha?
— Que? — Ela pareceu despertar de seus pensamentos — O que disse?
— Perguntei o que achou do tema?
— Ah o tema, sei lá. Que tema é?
— O que está acontecendo com você, antigamente você seria a primeira a ficar animada. Com temática, vestidos O que está acontecendo? Caroline ficou calada
— Não é nada, apenas estudando muito e isso!
— Sei?! — concordei descrente — Mas então, vamos ou não vamos?
Caroline pegou o panfleto fazendo careta de descontentamento.
— Já te imagino que a decoroação vai ser brega.
— Então por que a senhorita não se envolve e arruma a decoração?
— Porque não quero, sei lá nem ligo mais pra essas coisas.
Fiquei ainda mais intrigada. Caroline se deitou em sua cama. Arquei a sobrancelha com os braços cruzados pedindo uma ajuda silenciosa para Bonnie que relutante fechou suas palavras-cruzadas olhando para Caroline, que estava deitada na cama fitando o teto.
— Care nos ajudamos você a organizar tudo – Bonnie incentivou. Caroline suspirou — Você adora isso, decorar e mandar o que te impedi?
— Isso mesmo — concordei — Além do que não tenho muito o que fazer, posso te ajudar.
— Não sei – ela mordeu o lábio, indecisa
— Nos precisamos nos distrair — Bonnie disse depois de um tempo. Ela se jogou na cama de Caroline cutucando-a fazendo ela rir – Por favor Care, vamos eu deixo você ser Marilyn.
—Como se eu quisesse ser a Marilyn
— Como não, você adora Marilyn — inquiri confusa, Bonnie deu ombros voltando-se para ela.
— Sim eu adoro, ainda penso como ela…
— Os homens passam e os diamantes ficam — eu Bonnie completamos uníssono
— Exatamente e agora vocês sabem disso — ela rebateu rindo se levantou respirando fundo — Tá eu vou me meter na organização, mas tenho condições.
— Quais?
— Vão me obedecer, não quero reclamações vai ser um trabalho árduo — eu e o Bonnie nos olhamos pensando se era mesmo uma boa ideia, mas acabamos por concordar, todas nós precisamos de uma coisa para nós distrair.
— Fazer o que — Bonnie respondeu dando ombros, concordei com a cabeça e Caroline deu sorriso de orelha a orelha batendo palmas de excitação, agora sim parecia ela.
— Vamos convidar os garotos?
— Se por garotos você quis dizer Damon… — Bonnie completou
— Não — menti — Estou me referindo ao Alaric, Stefan…
— É o Jeremy — Bonnie suspirou pesadamente
— Se não estiver bem com isso…
— Não, pode chamar seu irmão. Nos teremos que conviver de qualquer maneira não é mesmo. Eu não posso fugir dele para sempre — ela disse em voz alta, não sei bem o porque mas me pareceu que ela estava dizendo isso a Caroline... A grande questão era o porquê?
Caroline
Bonnie me convenceu a organizar a festa, mas quase não podia fazer nada. Pois Taylor era a organizadora, a mesma e eu eramos quase arqui-inimigas, ela tentava fazer da minha pobre vida universitária um inferno. Mas como disse Bonnie, eu tinha uma certa habilidade em convencer meus inimigos, mas estava sem ânimo pra aquela festa. Na verdade estava desanimada com tudo, com aquela universidade, com aquela cidade.
Tentei me focar nos estudos, meter a cara nos livros. Mas nada surtia muito efeito. Stefan e eu conversamos por telefone, fazia apenas dois dias. Eu ansiava ouvir sua voz. Mas por algum motivo idiota eu lhe disse que estava ajudando Tyler, o que eu realmente estava. Tyler partiria de Mystic Falls e admito que o invejei por isso.
Queria sair dali e ir para bem longe, quem sabe com quilômetros ou um continente de distância conseguiria tirar aquele par de olhos verdes que me assombrava. E sempre que pensava em seguir o exemplo de Tyler e fugir a voz decepcionada de Stefan quando disse que estaria ocupada demais pra encontrá-lo porque estaria ajudando Tyler me atormentava. Eu sempre provoquei riso em Stefan, não queria ser a garota que lhe causava dor ou decepção. Mas quando ele mais uma vez chamou-me para encontra-lo... Meu medo falou mais alto.
Fui covarde demais para encará-lo depois do nosso segundo beijo. Fazia de tudo para não visitar minha mãe, mas esse fim se semana, não tive escapatória. Ela me ameaçara de passar o fim de semana inteiro comigo, no campus. Convenci Bonnie e Elena em irem comigo, Elena tentava descobrir o motivo da minha exclusão social repentina, eu nunca sabia o que dizer, então Bonnie sempre mudava de assunto pra me socorrer como boa amiga que era.
— Ah que ótimo ela me enche pra vir e nem está em casa — peguei seu bilhete o amassando, jogando na lixeira.
— Hein relaxa Care, sua mãe e xerife da cidade. Você sabe o quanto ela e ocupada – Bonnie apertou meu ombro tentando remediar a situação
— Eu sei Bonnie só estou de mau humor.
— É eu meio que percebi — Elena se sentou no sofá., calada e melancólica aquele dia. Me sentei junto a ela compartilhando daquele voto de silêncio e estado de espírito, ela forçou um sorriso quando me juntei a ela.
— Serio mesmo que vão ficar trancadas aqui o dia inteiro?
— Vamos — dissemos em uníssono.
— Pois eu não vou — Bonnie colocou as coisas em meu quarto — Eu vou ver o Matt, faz tempo que não o vejo. Porque não vem comigo?
— Porque… Eu tenho algumas coisas pra arrumar — justifiquei
— Eu não quero dar de cara com Damon — Elena confessou
— Tudo bem então — ela deu ombros— Vocês que sabem, mas a noite vamos sair, ou vamos fazer uma noite de garotas
— Tá isso eu aprovo.
Bonnie saiu sorridente, não entendia o porquê do bom humor dela, mas não perguntei. Elena e eu ficamos vegetando por um tempo. Peguei alguns sacos de borcarias e tentamos achar algo legal pra assistir, mas não tinha nada que não fosse romântico.
A televisão parecia ter um sistema que sabe exatamente o que passar para te deixar na pior. Elena chorou em diário de uma paixão, chorou paixão de aluguel até com Shrek ela chorou, enquanto eu me entupia de brigadeiro, querendo quebrar a TV
— Eu vou mudar de canal — peguei o controle mas Elena não deixou
— Deixa eu amo esse filme — ela disse com voz embargada
— Sim ama tanto que derreterá de tanto chorar
— O que posso fazer, o filme e lindo — revirei os olhos — Qual é seu problema com filmes românticos afinal, você não levou nenhum fora ou esta apaixonada… Elena enfiou algumas pipocas na boca e me analisou com a testa franzida — Ou esta?
— Claro que não!
— Serio? Porque você parece muito com uma garota apaixonada no momento. Sempre distraída, suspirando mudando de humor a cada cinco minutos…
— Eu só estou de saco cheio com tanta monotonia sabe, estou com saudade de supervilões pra movimentar nossa vida.
— De vilões ou um em especial Klaus por exemplo? — acabei rindo da sua insinuação.
— Não, de jeito nenhum. Eu não sinto a mínima saudade daquela narcista, megalomaníaco britânico — Elena riu, mas depois voltou a me analisar
— Mas sente falta de algo ou alguém não é? — não respondi Elena sorriu — Então deve estar assim pelo Tyler.
— Não, eu e ele somos amigos agora. Somos como…
— Eu e Stefan — ela completou, mas maneou a cabeça rindo da ideia. Fiquei aflita por isso
— Eu ia dizer eu e Matt. Por que balançou a cabeça? Vocês são só amigos agora não são?
— Bem… Acho que é mais ou menos isso. Ele me incentivou a ter calma com Damon dar espaço, ele dá ótimos conselhos — assenti sorrindo — Mas…
— Mas… O que?
— Ainda e estranho sabe. De vez enquanto me pego pensando nas visões sobre meu futuro com ele e acabo revivendo passado.
Senti meu coração apertar. Afundei-me no sofá querendo ouvir Adele em modo fetal em minha cama pra sempre. Elena contou que ainda não entendia bem seus sentimentos por Stefan nem por Damon, queria afundar minha cara na almofada e gritar.
— Mas você voltou a gostar do Stefan assim do nada? — Elena suspirou franzindo a testa
— Você me acha uma vadia por isso não é?
Fiquei tentada a dizer que sim. Mas no fundo entendia aquele drama de Elena. Quem conseguiria esquecer Stefan, ele fora o grande amor até de Katherine que nem em seus últimos momentos conseguiu a proeza de esquecê-lo. Suspirei fechando os olhos negando com a cabeça.
— Não, eu não acho. Mas sinceramente Elena, eu não acho que dê pra amar duas pessoas ao mesmo tempo. No fundo você deve saber quem realmente ama. Mas não que admitir, ou perder os dois — desabafei, sei que fui um tanto dura mas ela precisava ouvir isso de alguém.
— Ouch, essa doeu
— Foi mau — eu disse — Mau humor cronico, lembra? — Elena assentiu rindo
— Não você está certa. Mas, na verdade, eu já perdi os dois. É acho que dessa vez e para sempre.
Elena suspirou e parou de falar. Tive medo que ela me fala-se o que eu já sabia, que era Stefan que sempre seria ele. Senti meus olhos arderem, lágrimas se formaram. Me levantei indo pra o quarto. Não queria que Elena me visse chorar por seu ex.
Bonnie
Fui para o Grill atrás de Matt que por algum motivo não estava. Fiquei desapontada por isso, queria conversar com ele, mas sempre nos desencontrávamos. Resolvi esperar ele voltar, estava estranhamente bem-humorada aquele dia. Me sentei uma mesa afastada no fundo, pedi uma bebida e fiquei olhando velhos conhecidos dançarei no fundo ou jogarei sinuca.
Sentia saudade disso, dos tempos de escola antes de ser uma bruxa perturbada. Mas meu momento de paz interior acabou completamente quando meus olhos pararam em Liv, que estava em uma das mesas sozinha.
De repentes seus olhos pararam em mim, ela não se levantou vindo até mim. Sabia que no fundo ela me culpava por não trazer seu irmão de volta. Eu me sentia cada vez mais inútil quando tinha esse pensamento. Pensei ir até ela e perguntar se a mesma estava bem. Mas eu não queria realmente saber, na verdade eu não me importava com ela. Sentia apenas pena de Luke, que estava agora no purgatório ou num lugar pior.
Mas de repente alguém surgiu atrás dela tocando-a no ombro, reconheci aquele anel de imediato, era Jeremy. Ele se sentou de frente a ela. Eu não estava muito próxima a eles mais sabia que ele se desculpava pelo atraso. Liv sorriu, pegou em sua mão afetuosamente. Fiquei nauseada demais pra continuar vendo aquela cena. Ia me levantar e ir embora quando Damon se sentou ao meu lado com aquele sorrisinho presunçoso de sempre
— Doí não é?
— O que Damon, o que doí? — perguntei impaciente, desviando os olhos da mesa deles
— Saber que seu ex já está em outra e com sua arqui-inimiga, loira e poderosa — revirei os olhos suspirando, não disse nada nem tinha o que dizer. Damon riu
— Esse era o momento pra rebater, me chamar de idiota e etc.
— Pra que? Você já está cansando de saber.
— Que estou certo e sua neura com a nova bruxa lhe custou o Jeremy.
— Não! Estou me referindo a você ser um idiota, pra que lhe dizer isso. Seu espelho deve gritar isso pra você toda a manhã.
Damon riu. Logo depois ficou calado olhando para o Jeremy, apoiei meu rosto nos cotovelos e fiquei me torturando olhando para eles.
— Pergunta logo de uma vez — Damon me encarou confuso
— Perguntar o que?
— Sobre a Elena, tenho certeza que está morrendo de vontade de saber se ela está chorando o comorando ter se livrado de você
— Pois está muito enganada, não quero saber nada dela.
— Sei!?
— Sei — ele repetiu imitando minha voz — Saiba você que estou ótimo, muito melhor sem ela. Agora posso sair com quem quiser e me alimentar dela se me der na telha, a vida de solteiro é melhor coisa do mundo. Eu até estava me esquecendo de como era se estar.... Vivo.
— Claro que esta, soube que você, Alaric e Enzo tornaram o trio de bêbados da cidade, Enzo pela Meg, Alaric por Jenna e você por Elena. O próximo passo e formar uma banda emo.
— Até que seria uma boa ideia, uma banda. Qual seria um bom nome…
— Sei lá… Os três chutados…
— Ótimo nome! Mas precisamos de uma vocalista você seria perfeita para o cargo. E alias não é um trio, Stefan e quarto entregante dos bêbados da cidade.
— Stefan? Mas por que?
— Porque ele voltou a ser o Stefan de sempre, melancólico e chato com exceção que agora ele e chato bêbado. Depois que sua amiguinha Barbie deu um fora nele pelo lobinho — acabei rindo, então era isso que Caroline tinha feito pra afastar o Stefan — Está rindo da desgraça do meu irmãozinho é?
— Não dá desgraça, mas sim da burrice, tanto dele quanto a dela.
— Como assim?
— A Caroline não voltou pro Tyler, pelo contrário agora são bons amigos. Ela está até o ajudando a descobrir onde encontrar uma alcateia pra ele ou coisa do tipo.
— Então ela fez o meu irmão de trouxa — ele maneou a cabeça rindo — Isso não se faz! Afinal qual é o problema desses dois?
— Não faço ideia. Mas se quer saber estou de saco cheio das faxinas noturnas da Caroline
— É eu do Bon Jovi, se eu ouvir Aways de novo eu mesmo degolo ele com aquele maldito disco.
Acabei rindo muito disso. Acabei fazendo o que menos queria, atraído a atenção de Jeremy pra mim. Ele ficou meio sem ação ao me ver, engoli seco, queria correr dali. Fiz menção de me levantar e correr, mas Damon segurou meu braço e falou em voz baixa
— Se correr ele vai entender que você mentiu.
Respirei fundo e lhe lancei um aceno como se cumprimenta-se um desconhecido qualquer. Jeremy pareceu meio desolado por isso. Liv se levantou o chamando pra ir embora, mas ele mantinha seus olhos em mim. Ele veio até mim e Liv o seguiu a contragosto. Um silêncio constrangedor se instalou. Damon alternou o olhar entre mim e Jeremy e pigarreou
— Olá ex cunhado — Jeremy não o respondeu lhe deu apenas um aceno
— Bonnie — ele disse por fim
— Jeremy — tentei soar casual, mas falhei — Oi Liv, e bom te ver.
— Pena que não posso dizer o mesmo — ela rebateu, eu e Damon nos entreolhamos e acabei rindo. Jeremy maneou a cabeça um tanto incrédulo
— Pelo visto você está mesmo ótima — Jeremy disse com desprezo.
— Sim estou, obrigada por perguntar Jeremy, mas você também parece bem. Alias fico feliz por vocês, de coração. Mas agora eu tenho ir, alias nos temos —
— Temos? — Damon franziu a testa, eu o implorei com olhar pra que ele fosse comigo — Ah é temos mesmo.
Damon se levantou e entornou a bebida restante no copo
— Então vamos baby — ele colocou braço em volta de meu ombro — Bom te ver ex cunhadinho e… Você nem tanto — Damon disse se referendo a Liv. Sai quase correndo e Damon riu quando cruzamos a porta — Dessa vez você se superou.
— Eu me superei? Que negócio e esse de baby?
— Foi coisa de improviso e você deveria era me agradecer por te tirar daquela situação… Digamos constrangedora — ele disse agora irritado respirei fundo
— Obrigada — disse quase inaudivelmente
— O que disse? — ele colocou a mão no ouvindo — Eu acho que não escutei muito bem, pode repetir. Revirei os olhos impaciente
— Eu disse obri-ga-da escutou agora? — ele assentiu rindo com satisfação.
— Também não me faz essa cara, podia ser pior.
— Pior como?
— Sei lá, ele podia ter apunhalado você pelo seu irmãozinho
— Tá quem e o irmão melancólico agora? — Damon riu — Tem que tentar esquecer isso Damon. Você não ama ela?— ele não respondeu — Como vocês gostam de complicar tudo.
— Diz a garota que terminou com namorado, porque e uma neurótica maluca que acha que ele não a ama — zombou
— Tudo bem, talvez eu seja um pouco neurótica. Mas ele está com ela agora não esta?
Damon não respondeu apenas deu ombros
— Mas já que eu não me dou bem em relacionamentos então eu vou ajudar duas almas teimosas e solitárias a se unirem de uma vez, quem sabe assim me distraio.
— Nem tente intervir entre mim e Elena — acabei gargalhando disso
— Quem disse que estava me referindo a você? Eu estou falando da Caroline e Stefan
— Ah, até que faz mais sentindo. O que vai fazer? Bancar a cupido agora?
— Talvez, melhor do que encher a cara todos os dias não é — rebati e sai andando Damon ficou parado parecendo refletir
— Então o que vamos fazer
— Vamos?
— É não tenho nada melhor pra fazer, então que seja.
Stefan
Lá estava eu ouvindo pela décima vez aquele disco velho do Bon Jovi que Damon sutilmente ameaçou queimar todos eles se ouvisse mais uma estrofe de "aways." Ele também não estava nada bem desde que Elena foi embora para campus, mas ele fingia que estava ótimo. Todas as noites saia em companhia de Enzo outras vezes de Alaric para se afundar na bebida na tentativa de esquece-la.
Sempre me arrastava com ele. A verdade que a ideia de beber sendo um vampiro não era muito animadora já que não surtiria o mesmo efeito que nos humanos. Eu não cairia bêbado e nem conseguiria me esquecer de Caroline. Eu era definitivamente patético e azarado nas palavras de Damon. Porque quando pensei que as coisas se encaminhariam com Caroline, ela confessou que estava com Tyler, que ia ajuda-lo de novo. Que ele precisava dela, fiquei tentado a desligar o celular enquanto ela confessava seu amor por Tyler.
Mas não conseguia ter raiva dela se quer um segundo. No fundo sabia que tentaria de novo. Depois disso parei de ligar, ela me ligou umas duas vezes. Mas quase não dizemos uma palavra então os telefonemas noturnos cessaram. Eu ficava em frente aquela lareira, imaginando que ela estaria com ele, nos braços dele.
Sentia uma sede absurda nesses dias, então saia pra caçar sem hora pra voltar. Damon até tentou me convencer a aderir ao jogo dele e Enzo. Mas voltar a ser o estripador não estava em meus planos e a única pessoa que sentia vontade de arrancar a cabeça era de Tyler.
É se quer tinha esse direito, afinal ele e Caroline tinham uma estória, estória essa que cansei de ouvir Caroline chorar. Não conseguia entender como ela tinha aceitado voltar pra ele depois de tudo… Depois de nos. É o que eu temia aconteceu, eu perdi minha melhor amiga. Porque agora nos não conseguíamos mais nos encarar sem lembrar dos beijos. Não conseguíamos mas conversar sobre tudo. É não tinha o mínimo interesse de ouvi-la contar sobre ela e Tyler. Quando voltei da minha caça noturna Damon estava sentado na escada com Alaric conversando animadamente.
— Irmão como foi a caça aos coelhinhos? — não respondi estava de mal humor demais naquele dia para ser o centro de diversão dele. Damon e Alaric se entreolharam e Damon me seguiu logo em seguida. Fui até o bar e enchi o copo, Damon ficou olhando-me calado, mesmo sem virar-me para encará-lo sabia que ele armava alguma coisa.
— Fala logo de uma vez.
— Eu não ia dizer nada… Alias eu ia, falta de educação a sua não oferecer.
Enchi outro copo estendendo pra ele. Que bebeu com sorriso no rosto, eu conhecia bem, ele tramava algo.
— O que está querendo Damon?
— Eu? Nada! Hoje só quero beber e beber, mas amanha não.
— O que tem de especial amanha?
— Uma festa, e eu e você vamos ajudar a Bonnie arrumar o lugar — franzi a testa intrigado
— Desde quando você e amigo da Bonnie pra querer ajudá-la?
— Desde hoje, eu acho — deu ombros displicentemente.
— Você só quer uma desculpa pra ver Elena. Por que não a perdoa de uma vez?
— Não desvia a conversa Stefan, você e eu vamos.
— Não dá, tenho planos pra amanhã
— Stefan Salvatore, negando ajuda a uma velha amiga, que coisa feia maninho. Devia se envergonhar. Ela não tem mais o Jeremy pra ajudar então vamos ajudá-la, alias sei que não tem nada melhor pra fazer amanha
— Tenho sim — teimei
— Por exemplo?
— Beber, caçar — me levantei indo até meus discos e procurei eu predileto mas não achei — Onde estão meus discos?
— Eu queimei.
— Você o que?
— Queimei — ele repetiu pacientemente — Era isso ou degolar sua cabeça com ele. Sinto muito maninho, mas até o Alaric confessou que sentia falta do purgatório tendo você como vizinho de quarto.
— Me inclua fora dessa — Alaric surgiu descendo os degraus — Foi ideia dele queimá-los
— Obrigada pelo apoio Alaric — Damon retrucou irônico
— Não à de quê.
— Sabe há quanto tempo tinha aqueles discos?
— Não e nem quero saber, além do que se fosse pen drive como qualquer pessoa desse século você não teria perdido nada.
Me sentei desanimado no sofá. Damon se levantou e me deu um tapinha no ombro.
— Tudo bem se não quiser ir, a Caroline vai entender.
— O que tem ela?— Alaric e Damon se entreolharam rindo.
— Ela está organizando sabe, mas ela vai entender que o melhor amigo não tem tempo pra ela. Acho que vou chamar o Enzo, o que acha Alaric?
— Eu acho que ela vai gostar.
Damon e Alaric foram em direção a porta e me veio a imagem de Enzo mais uma vez jogando charme pra ela, e eu bem sabia do fraco de Caroline por sotaque britânico.
— Okay... Eu vou — Damon e Alaric riram antes de cruzarei a porta.
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