Awakening

6 Capítulo 6


Notas iniciais
Demorei um pouco por conta de alguns problemas pessoais, mas enfim, aqui esta a continuação. Aproveitem e boa leitura. Tentarei não demorar tanto para postar o próximo. (^w^)

De muitas maneiras diferentes ... Nossas vidas dependem de outros... diretamente ou não....

As vezes perdemos nossa humanidade para sermos usados como moeda de troca... E, as vezes, somos tão preciosos que podemos nos tornar um fardo para os outros... Isso nos faz mais fracos... ou mais fortes? E as vezes, dois destinos se cruzam em meio as consequências da vida.

Darius não havia deixado nada de vestígios naquela possível cena de crime. A bagunça fora limpa. Até mesmo as pequenas manchas de sangue deixadas pela ferida de Katarina, haviam sumido. Ele levou o corpo dela pela cidade, carregando-a em seus ombros nas sombras, para não chamar atenção desnecessária. Parou na saída da cidade, não sabia onde poderia levá-la, qualquer lugar seria suspeito demais. Observou mais a frente uma carroça com feno fofo. Próximo do grande portão, ele olhou para todos os lados discretamente, não havia pessoas por perto, e isso abriu em sua mente, uma possível possibilidade. De uma coisa ele sabia, Katarina deveria sair da cidade para não causar mais confusões. Não sabia o que havia acontecido naquele beco, mas ela já havia lhe dado muita dor de cabeça para aturá-la por mais tempo do que o necessário.

Andou até a carroça, despejando o corpo inconsciente dela sobre o feno, e a escondendo em seguida, a cobrindo-o, por sorte havia um pano sobre a frente, nas madeiras desgastadas. Jogou-lhe por cima. Em seguida viu alguém se aproximado, olhou para a rua serenamente e observou que Mundo o olhava confuso. O grande monstro roxo andou até ele.

— O que faz na carroça de Mundo?

Perguntava ele, se aproximando sem se intimidar. Darius sorriu, tirando do bolso um pequeno saco de moedas de ouro, e mostrando a ele em seguida.

— Mundo pode ganhar ouro fácil, se aceitar minha proposta.

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Enquanto isso em Demacia.

Garen e Xin já estavam prontos para partir. Seus cavalos já se encontravam do lado de fora na ponte acima do rio, afrente da grande muralha que cercava a Cidade Estado. Garen encontrava-se risonho, estava animado por ver alguma ação depois de tanto tempo parado. As bandeiras azuis e douradas de Demacia oscilavam com o vento logo acima nas torres de vigia.

Antes que Garen pudesse montar no garanhão, ouviu passos de alguém correndo desesperadamente logo atrás. Virou-se a tempo de ver Lux, ela segurava uma sacola com kit médicos.

— ESPERE.

Gritava ela, Garen abriu um largo sorriso perante ela. Lux parou ofegante a frente do irmão. Estendendo-lhe a bolsa.

— Eu peguei para você... Nunca se sabe quando poderá precisar. Melhor garantir do que remediar.

— Obrigado querida irmã. Eu usarei com sabedoria.

Deu um forte abraço nela antes de partir. Xin já disparava na frente, ansioso para voltar a ativa, tanto quanto Garen. Ele disparou logo atrás, sentindo o vento tranquilizar a sua face, e fazendo seus cabelos castanhos claros, esvoaçarem com as rajadas de vento. Seu cavalo trotava com elegância e fluidez. Mas algo fez Garen parar de sorrir e diminuir a velocidade das galopadas, ao sentir um aperto forte no peito. Certamente isso era um mau presságio.

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Seu corpo formigava, sua cabeça doía como se uma debandada de elefantes a tivessem esmagado. Respirar estava sendo uma tarefa ainda pior, seus pulmões queimavam. Tentou abrir os olhos, mas sentia-os pesados, como chumbos. Esforçou-se para isso, abrindo-os devagar e cuidadosamente. A luz invadiu sua visão, era forte e esbelta. Quase a cegou por um momento. Voltando a fecha-los por precaução. Não sabia o que o veneno poderia fazer em seu organismo, mas estava surgindo os efeitos.

Tentou se mover, sabia que estava deitada. Mas não era em sua cama, ou no chão da mansão. Sentia pedras embaixo de si, era pontudas e ásperas, então não estava na rua também. Abriu os olhos novamente, seu coração disparou. A luz surgiu novamente, estreitou os olhos, e aos poucos foi-se se estabilizando, até conseguir ver claramente onde se encontrava.

Tudo o que via, eram pedras pontiagudas e montanhas rochosas. Como diabos havia chegado até ali? Não se lembrava de nada da noite anterior... quase nada, apenas o fato de ser mordida por Cassie... Será que ela havia lhe jogado ali? Tentou engolir, mas sua garganta estava seca. Aquele local estava deserto. Nem sabia se encontraria o caminho pra fora dali, não havia sinal de casas ou estradas.

Tentou se mover, levantar aos poucos. Sentia-se completamente fraca, estava suando frio, e parecia que tinha ferro em suas veias, para pesar tanto assim. Suas pernas fraquejaram ao ficar de pé, mas aos poucos foi-se acostumando com o peso. Levou a destra até as costas, por sorte suas adagas estavam consigo. Quem quer que tivesse a jogado ali, havia a deixado para morrer. Lâminas não iriam a ajudar agora.... Suspirou, olhando para o céu acima. Já havia amanhecido. Ela começou a andar em uma direção qualquer, não sabia onde ficava o norte e nem o sul, naquele local era fácil de se perder, não havia nada para poder se localizar.

Caiu de joelhos nas pedras. Ignorou a dor, lágrimas voltaram a surgir em sua face. Então era isso? Assim que iria morrer afinal de contas? Tentou controla-las com o peito da mão. Mas não adiantou. A dor era demais para aguentar, finalmente haviam se livrado dela. As lágrimas não cessavam nem por um segundo.

— Então é isso? .... Depois de tudo que fiz para Noxus?.... Sinto muito.... pai....

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Já havia se passado um bom tempo desde que saíram dos portões de Demacia, aquela altura já deveriam estar saindo de suas fronteiras. O vento soprava agora mais suavemente, deixando seu lado selvagem. Garen trotava calmamente com seu garanhão, Xin Zhao ao seu lado.

— Estamos deixando as terras de Demacia. Vamos com calma, deixe-me ver o mapa por um instante! — Falava Xin com a voz tranquila. – Temos quase 140 milhas para viajar até chegar ao nosso destino.

Pelo modo que Xin falava tais palavras, dava para perceber a empolgação em seu tom de voz, sem falar do grande sorriso em sua face. Garen por outro lado estava mais sério, centrado no horizonte. O vento soprava mais forte, trazendo a brisa do norte para sua pele. Era fria, portanto ele puxou o cachecol azul mais para cima.

— Estamos cavalgando um bom tempo, presumo que cavalgaremos mais algumas milhas antes de parar para dormir e descansar, devemos chegar amanhã de manhã, se não houver nenhum infeliz incidente....

— Sem chance! Vamos evitar os territórios Noxianos que passam ao longo do rio Serpentina. E alguns ladrões não vão conseguir parar dois homens durões como nós. Haha!

Ria Xin, ainda com aquele largo sorriso em sua face. Esse era um dos motivos para Garen manter Xin sempre por perto. Seu bom humor e otimismo sempre o motivavam. Ele sorriu, antes de disparar com seu cavalo para o horizonte.

— Eu espero que você tenha razão.