Avulsa

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Avulsa

Sozinha, abandonada e confusa

Avulsa

Avulsa, ele me deixou

Meu coração, decaído e fraco, naquela manhã chorou

Nunca pensei que poderia me deixar para trás

Mas me lembrei: de fato, sou um peso morto. É assim que se faz

É assim que se faz com os perdedores

Os avulsos

Os que vivem, sem força, só de amores

Eu o amo, não tenho dúvidas quanto a isso

E foi preciso ser 'avulsa' para ter sentido

A enorme apreciação por seus olhos, seus cabelos

De ter a vontade de ter a pele inteira tocada pelos seus dedos

Natsu, volte. Não me deixe avulsa

Se é demônio, pessoa ou anjo

Não me importo. Não fico confusa.

Eu te amo, com todo o meu ser

Então, querido, não me deixe avulsa.

Avulsa eu não quero ser.

Mas sei que sou... Sou avulsa.

Voltará mais forte, com o peito viril.

Tenho medo, fico amedrontada, de ter confundida com outras mil.

Posso estar diferente, irreconhecível.

Sei que o tempo não será tolerante comigo.

Será que vai lembrar de mim? Seus pensamentos estarão voltados para o céu?

Por favor, dragão, quando voltar... Lembra da loira avulsa, dos fios de cabelo com tons de mel.

A avulsa.

Porque mesmo jogada ao vento, ela irá lhe esperar.

Pacientemente.

Porque o amor é isso. Já dizia o poeta: amor é ferida que dói e não se sente.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.