Aventuras em Nárnia.

2 Visitamos um fauno.


Notas iniciais
Oi gente, nenhum comentário, mas tudo bem, novo capitulo pra vocês. 1ª pessoa, Helena narrando.

Fiquei ali tentando entender o que aquele meio bode tinha falado, mas Lúcia foi mais rápida e falou:

– Como assim?

– Vocês são meninas... Humanas? — perguntou o fauno (sim, eu já sabia o que era).

– Claro que somos humanas! – resolvi lembrar que estava ali, e Lucia completou:

– Somos meninas e somos humanas, viemos pelo guarda-roupa na sala vazia, eu sou Lucia, e ela é Helena.

O fauno pareceu bem embaralhado, pensou por um tempo, e finalmente sugeriu alguma coisa:

– É, bem, fantástico, fantástico, bem, meu nome é Tumnus, aqui é a terra de Nárnia, onde é sempre inverno, as senhoritas gostariam de tomar um chá?

Realmente, eu não me sinto muito atraída para tomar chá com um fauno que acabei de conhecer no meio de uma floresta que está dentro de um guarda-roupa, nem Lucia parecia muito bem, pois os outros Pevensie poderiam ficar preocupados. Mesmo assim, depois de alguma enrolação, Lucia seguia o fauno, debaixo da sombrinha, e eu saia correndo atrás dela.

Não sei quanto tempo andamos, mas uma hora a paisagem meio que mudou, havia agora muitas pedras, meio avermelhadas, e no meio das pedras, uma portinha.

“Ah, beleza, deve ser aí a casa do bodezinho, vamos lá, confie num fauno que conheceu numa floresta escura, o que pode me acontecer de mal?” Eu pensei muito sensatamente.

Mas não podia abandonar Lucia, e ela já estava entrando na casa do pezinho de bode, então só segui ela, e para uma caverninha, até que era bem surpreendente.

Havia muito livros com títulos estranhos, uma bela lareira com um fogaréu aceso, uma porta que devia dar no quarto do Sr.º Tumnus, uma mesa com três cadeiras, era um lugar quente e limpo, com um tapete, e, pendurado na parede, um retrato de um velho fauno com ar respeitável.

O fauno serviu sardinhas, ovos cozidos, torradas com mel e com manteiga, bolo, e enquanto comíamos, ele ia contando as histórias de Nárnia, aquela terra podia ser sempre inverno, mas nunca chegava o natal, o inverno é bom por que sabemos que nessa época chega o natal, e temos a esperança de uma bela primavera até mesmo depois do mais rigoroso inverno.

A Feiticeira Branca era quem tinha congelado Nárnia por todos esses cem anos, essa mulher devia ser muito cruel, pois agora não havia mais as danças dos faunos e dríades, não havia quase nenhuma alegria, e aquela bruxa velha ainda podia transformar as pessoas em pedra.

Depois do chá, o Sr.º Tumnus tirou uma flautinha duma caixa e começou a tocar uma melodia, a melodia me fazia sentir vontade de muita coisa em pouco tempo, e uma onda avassaladora de sono percorreu seu corpo, olhei para Lucia, ela estava com quase caindo no sono também, então, em algum lugar na minha mente eu lembrei:

“Precisamos voltar, o Prof.º, ou os irmãos da Lucy já devem estar preocupados, e não quero ouvir um sermão do Pedro ou da Susana, se achando muito acima de mim.”

Pensei isso, e parecia estar mais acordada, meio lerda, mas ainda acordada, por isso meio próximo gesto demorou um pouco, olhei para a mão de Lucia, pendendo meio mole, e simplesmente dei um beliscão nela.

O grito dela foi suficiente para acordar as duas, o Sr.º Tumnus olhou pra gente com a cara abestalhada, e eu falei:

– Bem Sr.º Tumnus, foi ótimo conhecer você e ser arrastada pra sua caverna pela Lucia aqui, mas mesmo assim, precisamos ir, obrigado pelo chá.

Ele pareceu meio aflito, e de repente, começou a chorar, falava alguma coisa sem sentido, pelo que eu entendi, ele trabalhava para a branquela, pegava crianças que encontrava na floresta e levava para a bruxa vêia. Perai, então ele queria levar a gente pra bruxa do mal fazer estatuas de Helena e Lucia.

Enquanto eu tentava digerir aquilo, a Lucia tentava consolar o bodezinho, eu estava com raiva, pois o fauno tinha traído a gente, mas no momento seguinte ele se redimiu um pouco falando entre soluços, enxugando as lagrimas no lenço que Lucia tinha dado pra ele:

– Eu não vou leva-las para a Feiticeira, nunca fiz isso, nunca encontrei um filho de Adão ou uma filha de Eva antes, não tenho coragem de levar vocês, agora que sei como são.

Ele chorou mais um pouco, depois recuperou a compostura, e levou eu e Lucia até o lampião, disse tchau e se foi.

Eu e Lucia fomos em silêncio até o guarda-roupa, adentramos em silencio a sala vazia, e Lucia saiu correndo na minha frente, foi logo gritando:

–Estamos bem, não se preocupem.

Os outros três olhavam Lucia como se ela fosse meio maluca, e Pedro falou com ar meio de pena, sei lá:

–Lu, se você queria que a gente te procurasse, tinha de se esconder mais tempo, entende?

Lucia começou a falar tudo que tínhamos feito, sobre o fauno, a feiticeira, Nárnia, e colocou meu nome na história, isso fez com que todos olhassem para mim.

Susana olhou com desprezo, Edmundo com superioridade e Pedro estupefato.

Seria uma longa semana.

Notas finais
Só, gostaram? Comentem. Xoxo. ^^.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.