Aventuras Solares
7 Capítulo 6 - A Busca Pelo Mapa Parte II
Embaixo da escarpa, um verdadeiro exército orc infiltrava em domínio élfico, eles marchavam ao som de tambores, para avisarem as pessoas inocentes que já é hora de fugir. Nicholas serrou os punhos, Pandora observava tudo boquiaberta, e Bryan permanecia pensativo.
— Vamos arrodear — Disse Nicholas.
— Mas, Nicholas!
— Cale-se, prostituta.
— Ele tem razão — Disse friamente.
— Mas, Bryan!
— Nós tentaremos voltar a tempo para protegê-los, não vamos?
— Sim, Armstrong, dessa vez eu concordo. Já estou ficando farto dessa guerrinha Orc-Elfica.
Os três partiram apressados pela direita. Seguiram pelas fronteiras da floresta Élfica, cavalgando rapidamente durante as fronteiras da floresta. A noite caiu e o grupo finalmente chegou à masmorra. Conversaram normalmente sobre alguns detalhes sobre a missão, e decidiram que seguiriam juntos.
Eis então que adentraram na temida masmorra, estava tudo escuro, exceto por uma tocha acesa na parece, o que é muito estranho, pensou Bryan. A pergunta então era: Quem foi que entrou antes de nós? O cuidado era redobrado, poderia ser um inimigo, talvez um orc, enfim, não havia tempo para pensar em quem fosse e Bryan disse para continuarem.
Passado algum tempo seguindo direto, em uma masmorra bem densa, o grupo parou em frente a uma bifurcação. O grupo teria que se dividir. E assim foi feito, Pandora e Bryan no caminho da direita e Nicholas no outro. Durante o percurso, a dupla ouvia muitos morcegos, não havia vento, a pressão do ar aumentava, era como um inferno.
A dupla encarou dois Goblins frente-a-frente, que não foram problema para o Mago das Sombras, que mostrou o que o segundo nível dos humanos com poderes mágicos pode fazer.
— Essas criaturas não serão muita coisa para nós. Vamos descer aquelas escadas, depressa.
E assim fizeram, sem problema nenhum, até descerem do ultimo degrau. Onde os aguardara uma criatura maior e mais forte. Era verde-musgo para marrom, olhos amarelos, seu rosto assemelhava muito com um réptil, era um Hob-Goblin. Ele fazia os pobres goblins parecerem anões, seu tamanho era maior do que um homem normal, a criatura olhava fixamente com um riso no rosto para Bryan e Pandora.
Bryan pediu para Pandora se afastar, e assim fez, o feiticeiro realmente não queria que sua subordinada se metesse em batalhas sem treinamento algum, e eis o erro cometido por ele, “é claro!” pensou. Sabia que essa missão era perigosa demais para ela, mas a trouxe mesmo assim.
Perdido em seus pensamentos, a criatura usa seu pedaço de madeira empunhada na mão direita e atinge em cheio o seu corpo. Jogado para trás, bate as costas na parede. Sente uma dor extrema e cai sentado. A criatura parece meio lerda, se aproxima de Bryan cambaleante, dando tempo suficiente para criar uma esfera reluzente escura em sua mão esquerda e jogar no rosto do Hob-Goblin, cegando-o. Isso certamente daria um tempo para se recuperar, o que não foi necessário, pois uma pedra atingiu o rosto da criatura, nocauteando-a, caindo de bruços como uma pedra. Surpreso, olhou para a esquerda, e viu Pandora com um riso no rosto.
— Achou que eu viria só pra acompanhar?
Ele deu um riso irônico, sentindo-se aliviado em trazê-la consigo.
Ela tirou de sua mochila alguns curativos e os colocou no feiticeiro. Ele deu leves gemidos de dor e pediu para ser ajudado a andar. Eles andaram por alguns metros, sem falar nenhuma palavra, até ele ter uma ideia.
— Espere.
— Sim? — Disse preocupada.
— Preciso da sua ajuda, verificarei se há quantas formas de vidas humanas existem neste local.
— Sabe fazer isso?
— Sim, conheço uma magia capaz de fazer isso, mas isso vai me consumir muito, ficarei sem sentido durante alguns minutos — Sentou-se, cruzou as pernas, deixou suas mãos na altura do peito, a certa distancia uma da outra e criou uma esfera da cor púrpura, então fechou os olhos — Essa magia é meio complexa de se fazer, demorei alguns anos para aprender, e outros para dominá-lo. Consiste em concentrar todos os meus sentidos nesta esfera e minha mente armazenará toda e qualquer imagem que eu queria obter de um determinado local. Infelizmente, não consigo captar imagens de um raio maior de 30 metros. Dizem que o alquimista que criou esta magia conseguiu enxergar toda a forma de vida orc em uma cidade inteira, e ajudou o rei a caçar e matar todos eles.
— Como você enxerga as pessoas na sua mente? — A pergunta pareceu tão idiota depois de falada, pensou.
— É como se eu conseguisse atravessar as paredes, atraído pela aura do ser.
— É possível...
Ela parou de falar quando Bryan pareceu entrar em sono profundo. A esfera de energia simplesmente desapareceu e seus braços foram até o chão, e seu queixo foi até o peito.
Enquanto conversava com Pandora, ele canalizava toda sua aura na esfera, ao responder a ultima pergunta ouvida, perdeu todos os seus sentidos. O primeiro foi o tato, seus braços e pernas perderam toda a sensibilidade. O segundo foi o olfato, o terceiro foi o paladar, causando uma paralisia em sua língua. Sua visão foi perdida justamente quando fechou seus olhos, permitindo uma maior concentração na sua aura. Logo após perder seu paladar, sua audição se perdera.
Bryan estava totalmente concentrado em sua mente. A imagem que estava em sua cabeça era mais rápido do que falara para Pandora, mesmo a toda velocidade, o mago conseguia captar tudo o que desejava, sem deixar incertezas. E logo após “atravessar” todo o raio de 30 metros de paredes e escadas, encontrou quatro humanos presentes na masmorra.
Passaram alguns minutos e Bryan acordou com um grito desesperador, ele conhecia a voz muito bem, Nicholas estava em apuros.
— Será que foi ele?! — Gritou
— Sim! O Nicholas está em apuros.
Pensou em dizer que não era de Nicholas que falou, mas deixou quieto. Tinha que ir atrás de seu companheiro, por mais insuportável que ele era.
Uma luz dourada surgiu no fim do túnel, que virava à esquerda. Ele se levantou e disse para Pandora esperar, pois era muito perigoso. E correu as pressas. Ao se virar, viu um homem de armadura levar uma rajada de energia e ser arrastado em pé até onde ele estava. Nicholas estava com a armadura bem danificada, por sinal, seu rosto mostrava fúria e determinação.
— Estava usando uma magia para identificar onde estava esse homem entre nós, e eu realmente não sabia que ele estava tão perto.
— Ele sempre esteve perto desde o início. E você já o conhece.
— Quem é? — Perguntou.
— Veja com seus próprios olhos — sua voz estava rouca
Mais a frente, um homem com o corpo todo coberto pela túnica, e o rosto semicoberto pelo capuz, com um sorriso ergue a sua mão para frente e tira o mesmo. E mostra sua identidade, era Lorian!
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