Aventuras Solares

15 Capítulo 14 - Peças de Xadrez


— Então os elfos possuem um novo rei, interessante, mal começaram e começaram mal.

— Pode ser, mas, os elfos acreditam que foi um humano ou orc que matou o rei e a rainha... Provavelmente não foi alguém das criaturas verdes, pois eles não são tão meticulosos.

— Vamos deixa-los com a dúvida, Lothegard.

— Entendo, Majestade, mas eu sinto que nessa história há mais do que podemos imaginar — Move uma peça, deixando-o em Xeque.

Renhart analisa o jogo, com muita paciência e usa o seu cavalo para matar o bispo.

— Acredito que o Reino Élfico nos cause problemas, soube que Bryan estava querendo reunir um pessoal para atacá-los... Não permita isso

— Bryan e Nicholas mataram um Elfo na ultima missão, e um deles descobriu que foi um humano. Aqueles malditos estão a um fio de declarar uma guerra conosco — Move um peão, ameaçando sua torre.

— Tudo o que devemos é colocar outros nesse caso. Nicholas, Bryan, Zephiron e mais alguém devem ir atrás do Wolfric o mais rápido possível — Muda a posição da torre.

— Quem seria a melhor para entrar neste grupo? — Fez um movimento aleatório, com um bispo.

Renhart mostrou um sorriso antes de responder, seus olhos estavam quase em chamas, então bebeu vinho e colocou o Rei de Lothegard em Xeque com a sua Rainha.

— Eu tenho o melhor gladiador que esse mundo já viu...

Lothegard ergueu as sobrancelhas.

— Conte-me sobre ele.

◊◊◊

Eu era apenas um membro do exército, quando escoltava alguns prisioneiros indo para uma cidade no interior, naquela época que eu e você éramos zombados por que andávamos a cavalo e o resto do pessoal com suas motocicletas. Estávamos chegando a cidade, até que sofremos um ataque de orcs, atacando todos os motociclistas , que nada puderam fazer e foram mortos sem a mínima chance de sobreviverem ao grupo. Estava rodeado por cinco daquelas criaturas, eis então que vi um vulto de alguém, não imaginava quem seria, alguém muito habilidoso desembainhou sua espada e separou a cabeça dos orcs de seus corpos. Inacreditavelmente, aquele homem era um prisioneiro, eu não imaginava de onde teria escondido sua arma, ele me disse que salvou a minha vida, mas queria algo em troca. Com certeza que o ajudei de alguma forma, paguei sua carta de alforria, tornei meu subordinado até me tornar um general, quando ele pediu demissão do exército e tomou seu rumo.

◊◊◊

— E onde ele se encontra agora?

— Ele está na antiga Terra dos Dragões.

Lothegard ficou olhando, incrédulo.

— Meu velho, precisamos mais uma missão, antes de partirmos ao encontro do Wolfric!

— Sim, Majestade, é verdade, mas eu não posso acreditar que ele esteja apto a realizar mais uma missão em prol do seu reino.

— Talvez com algum empurrãozinho meu.

Lothegard sorria de orelha a orelha.

— Xeque Mate.

— Parabéns — Disse rindo — Estamos empatados.