Aventuras!
3 Acontecimentos inesperados.
Notas iniciais
No colégio, bem de manhãzinha, Carly guardava seus livros em seu armário, quando Sam chegou e nervosa, com um martelo na mão, gritou:
– Carly? Como você pode?
Carly olhou para Sam, depois pro martelo, depois pra Sam, depois pro martelo e finalmente tomou coragem e disse:
– Como eu pude o que Sam? Está louca?
– Louca está você! É inveja? Ciúme? Você quer o Freddie só pra você?
Carly lembrou-se do que havia dito no dia anterior, e cansada de confusões, abaixou a cabeça.
– O que? Não vai falar nada? Vai ficar tudo por isso mesmo? – Sam, nervosa, com o martelo na mão, se indignava.
– Eu estou pensando numa explicação boa o suficiente para você acreditar em mim e abaixar esse martelo!
– Não acredito... Você tem toda essa cara de pau.
– Cara de pau? Simplesmente não foi culpa minha!
– As coisas que você disse, foram absurdas... Mudou totalmente a cabeça do Freddie! O que? Você jogou seu charme, foi isso?
– Charme?
– Você sabe muito bem que o Freddie era apaixonado por você, e tudo o que saia da sua boca, ele concordava.
– Disso eu sei, mas os tempos mudaram. Quer saber? Eu disse a minha opinião!
– Mas sua opinião estragou tudo. Que tipo de melhor amiga você é?
– Eu é que pergunto, veio me ameaçar com um martelo!
– Na verdade esse martelo não é pra ameaçar ninguém...
– Então é pra... Ah, deixa, nem vou perguntar.
Sam olhou Carly da cabeça aos pés, com indignação e saiu, batendo os pés. Freddie que estava escondido atrás de uma planta, perto dos armários, saiu de lá quando viu que Sam já estava bem longe, com seu martelo.
– Era pra bater um você? – Carly sorriu
– Não faço idéia, melhor previrir! – Freddie também sorriu
– O que faço agora? A Sam está muito brava comigo, Freddie... Não queria que as coisas fosse assim, eu só disse minha opinião.
– Eu sei... Quer que eu tente falar com ela?
– Eu agradeceria.
Quando já era hora do almoço, Carly tentou ligar para Sam, e depois de muita insistência, conseguiu uma resposta.
~ Alô.
~ Sam?
~ Fala logo Carly!
~ Quero marcar de me encontrar com você. Hoje, na minha casa, às 15hrs.
~ Eu tenho mesmo que ir?
~ Você deve!
Sam desligou.
Carly suspirou, guardou seu celular na bolsa e foi para sua casa, curiosa se Sam iria ou não.
14h59min Carly já estava andando de um lado para o outro, esperando ansiosamente a Sam. Spencer saiu de seu quarto, olhou sua irmã toda agitada, e perguntou:
– O que está fazendo?
– Esperando a Sam!
– E porque toda essa ansiedade? Vocês se vêem todos os dias...
– É que a gente brigou, eu estou com medo de que ela não venha. Precisamos muito conversar.
– Sobre o que? Assunto sério?
– Sim!
– Mais do que rosquinhas queimadas?
– É Spencer, mais sério que isso.
Spencer ficou de boca aberta.
– Posso saber o que é?
– Eu estou estragando o relacionamento da Sam e do Freddie, e eu não queria isso. É errado. Eu só dei minha opinião e deixei minha melhor amiga infeliz.
– Mas se você só está dando sua opinião...
A campainha tocou e Carly saiu correndo para atender a porta. Era a Sam.
– Eu vim.
– Eu percebi.
Carly abraçou Sam, que com muito esforço, deu um sorriso de canto e se aconchegou.
– Sam, eu queria te dizer que...
– Eu sei, eu sei. Freddie e eu já conversamos. Você não teve culpa de nada.
– Sério?
– É. E eu acho melhor você conversar agora com ele! Para tudo ficar certo.
– Tudo bem, eu falo. – Carly sorriu.
Sam andou em direção à cozinha, abriu a geladeira, pegou o leite e jogou contra sua garganta.
Carly e Spencer sorriram.
– Como é bom ter a Sam de volta... Nunca mais faço nada que a machuque. – Sussurrou Carly para Spencer, que a abraçou.
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