Aventuras!
6 A conversa.
Notas iniciais
– Não podemos deixar que isso aconteça, Freddie! A Sam não pode, e não irá sair assim. – choramingava Carly para Freddie.
– Eu sei disso Carly, não podemos deixar que isso aconteça!
– Vá atrás dela, faça algo...
– Mas... E você?
– Não importa os meus sentimentos agora... Importa apenas os da Sam. Vá, vá atrás dela!
– Tem certeza?
– Nunca tive tanta na minha vida. Agora vá! – apontava Carly para a porta, aos berros, com voz de choro.
– Tudo bem...
E quando Freddie se foi, Carly ficou pensativa, chorando baixo.
Freddie desceu correndo as escadas, e encontrou Sam na ponta, sentada no primeiro degrau, soluçando de chorar.
– Sam?
– Ah... Vá embora! – Chorava, desesperadamente.
– Não vou! Vou ficar bem aqui!
– Sério... Tchau.
– Que tal irmos conversar onde tivemos nosso primeiro beijo?
– Ãhn?
– É, é isso mesmo... Lá em cima, no último andar... Que tal conversarmos lá? – Freddie deu sua mão à Sam.
Sam não disse nada, e seguiu caminho com ele, enxugando suas lágrimas, enquanto tropeçava em seus próprios passos.
Chegando lá, os dois sentaram, um pouco longe do outro.
– Não sei o que é o certo a fazer, nesse momento...
Freddie falou, enquanto uma brisa soprava seu rosto, e uma lágrima escapava.
– Não há o certo e o errado quando envolve amor.
– Amor? Você me ama mesmo? Que nem você disse há alguns dias atrás, lá no elevador?
– Amo... É algo que eu não sei explicar, que nunca havia sentido antes, entende? É estranho... Esquisito... É ridículo.
– Ridículo?
– É... Nosso amor é ridículo. O amor em geral, é.
– Concordo... – Sorriram um para o outro.
– Eu não sei o que fazer! Minha melhor amiga assumiu em tons claros que sente algo por você. E isso tudo mexeu com você, tenho certeza. Não sei mais o que fazer. Se a gente foi feito um pro outro, ou se ela deve lutar para te conquistar, ou se já conquistou... Eu não sei mais de nada. Tudo é muito difícil pra mim.
– Posso deixar uma coisa bem clara?
– Pode... – suspirou Sam.
– O que eu disse no elevador, aquele dia... Que te amo, sabe?
– Sei.
– É a verdade. O nosso ódio, o nosso rancor um pelo outro, nada mais é do que um amor disfarçado. E no começo, eu gostava sim da Carly, mas depois... Vi que a menina certa para mim, era você. Aquela que me batia, xingava, judiava, sempre foi você. Pois você me completa, se encaixa perfeitamente em mim. E apesar de quando pequeno, eu sonhar com o momento em que a Carly falasse tudo isso, as coisas mudaram. E agora, eu quero ouvir isso de você. Só de você.
Sam começou a chorar.
– Eu... Eu... Eu não sei o que falar.
– Não fala amorzinho, simplesmente me beije. – Riu Freddie, de canto.
E eles se beijaram.
Carly apareceu na porta, e viu a cena. E por mais difícil que aquilo estava sendo, ela sorriu.
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