Aventura nas Terras Proibidas

8 Capítulo 8 – Nada a perder.


Notas iniciais
8/10

Após termos enterrados nossos mortos. Eu, Stark, Bi, Carô e Kakashi paramos em frente a seus túmulo, um silêncio sem fim tomou conta de cada um. Kashi estava ajoelhado chorando.

–É tudo culpa minha. Eu quem tomei essas decisões cegamente.

–Se lamentar não vai resolver nada- Diz Stark.

–Hei, levante-se -estendo a mão para ele- Temos que ir.

–E para onde iremos? –Diz Bi.

Olho em volta e vejo belas montanhas.

–Por que não lá ?

–Ta brincando né? Que diabos vamos fazer lá? Sem contar que estou com o braço quebrado.

–Tem algum outro objetivo Bi? – Diz Carô.

Junto todos em uma roda.

–Agora mais do que nunca temos que ficar unidos. Éramos um grupo grande, agora estamos quase derrotados. Mas e os outros? Eles sonhavam com um lugar bom. Temos a chance de conquistar isso ainda.

Consigo ver um pouco de esperança nos olhos de cada um. Nossas armas estavam limitadas. Apenas duas pistolas, duas espadas, meu taco, um pé de cabra e uma barra de ferro. Fomos até o pessoal que nos salvaram. Não pudemos agradecê-los de forma adequada por causa da diferença de língua, apenas com namastê’s.

As coisas foram bem lentas desde então. Entravamos em algumas casas. As vezes encontrávamos alguma comida. Foi nesse ritmo por cerca de duas semanas. Tivemos alguns grupos que nos atacaram. As pessoas estavam ficando cada vez mais agressivas. Muitos zumbis. E a dificuldade de mata-los por causa do menor número de pessoas e armas.

Era mais um dia normal matando alguns zumbis.

–Cadê a Bi ?

Todos olham em volta e então ouve-se um grito vindo de um beco ali próximo. Corremos até lá e vimos um zumbi mordendo o braço de Bi. Mato o zumbi. Bi cai no chão chorando com o braço sangrando. Era a primeira vez em todo o apocalipse que isso havia acontecido.

–Faça logo... Eu não quero virar essas coisas.

Tinha na pistola cinco balas.

–Não... — Diz Kakashi

–Não tem outra escolha... Foi ótimo passar esses últimos dias com vocês... Mesmo depois de tudo que passamos e de como termina pra mim... amo vocês.

Cada um dá um forte abraço nela. Pego a pistola e aponto.

–Espere! – Diz Carô com o rosto cheio de lágrimas- Eu faço.

Carô então pega arma. Elas se olham no fundo dos olhos. E o silêncio é tomado rapidamente pelo som do tiro.

Foi difícil prosseguir depois daquilo. A vontade de parar em canto e esperar a morte era grande. Continuamos a andar. Estávamos em uma esquina quando olhamos para a rua ali próxima. Havia muitos deles. Nos encostamos na parede de uma casa sem saber o que fazer. Então ouvimos barulhos de carros. Logo eles surgiram e pararam em nossa frente. Eram militares. Eles tentaram falar com nós, mas foi difícil. Abriram a porta de um dos carros para entrarmos, então fomos. A viagem foi longa e silenciosa. Ninguém falava nada. Então o carro parou, e através dos vidros do carro, podemos ver uma base militar. Está estava melhor do que a ultima que encontramos. Muitos atiradores. Portões automáticos e cercas altas e firmes. O carro parou e então descemos. Um deles veio tentar fazer contato novamente. Ele perguntou em inglês que língua falávamos e então respondemos que era o português.

–Brasileiros? Essa é nova. O que fazem tão longe? Já moravam aqui?

–Não – Disse Kakashi – Nós conhecemos um pessoal que nos trouxe para cá de avião. Não sei por que escolheram aqui.

–Talvez pela mensagem de alerta máxima que mandei para toda a América.

–Pode ser.

–Bem, vou mostrar aonde você vão ficar.

Guiou-nos até dentro do quartel. Pude notar que eles olhavam de mais para Carô e que não havia mulher lá. Entramos em um quarto com dois beliches.

–Podem ficar a vontade. Se precisarem de algo, é só chamar.

E foi embora.

–Percebeu como eles olhavam pra mim?- Disse Carô.

–Isso não está me cheirando bem...-Disse Stark começando a se preocupar.

–Já viram Extermínio? – Todos olham pra mim — É um filme de apocalipse zumbi, um pouco... bem diferente desse... mas o detalhe que quero ressaltar é o final, quando um homem e duas mulheres encontram uma base militar, e os militares piram querendo “espalhar a semente”.

–Acha que eles estão pensando nisso? – Pergunta Kakashi.

–Pode ser- Diz Stark.

–De qualquer maneira, vamos ficar menos tempo possível aqui.

Passamos dois dias lá e as coisas estavam cada vez mais estranhas. Ninguém nos respondia e sempre que juntávamos para comer eles perguntavam de mais sobre Carô. No terceiro dia, pouco depois de escurecer, nós quatro nos reunimos no quarto.

–Temos que ir embora hoje! – Diz Stark.

–E como faremos? –Pergunta Kakashi – Não vão nos deixar simplesmente sair, e confiscaram nossas armas. Não temos nada.

–Tem a mim.

–Como assim Leo? – Pergunta Carô.

–Vocês saem daqui enquanto eu chamo a atenção deles.

–“Vocês” não- Interrompe Star- NÓS.

–Minha jornada acaba aqui. Vou dar a vocês uma chance.

–Não!

–Tem uma ideia melhor? A qualquer momento eles podem entrar, nos matar e pegar ela. Ou até nos torturar, vai saber o que se passa na cabeça deles... Vocês vão até o fim do nosso corredor. Pego o guarda do corredor vizinho. Consigo uma arma. Vocês quebram a vidraça que dá para fora do acampamento e somem. Não olhem para trás.

–Não, não vou deixa-lo para trás! –

–Esta maluco?

–Nem pensar!

Depois de cerca de cinco minutos conversando consegui convencê-los. Não queria me despedir, mas não pude evitar os abraços de cada um. Então seguimos com o plano. Abro a porta com cuidado e olho para os lados. Tudo calmo. Saio, vou até o corredor vizinho e chamo o guarda e fazendo gesto de como se eu estivesse com alguma dor. Quando ele chega perto, puxo e Kakashi pare a cabeça dele contra a parede e desmaia. Pego a pistola em sua cintura e uma AK-47 em suas costas. Olho para eles uma ultima vez querendo dizer algo, mas nunca soube o que dizer. Acho que nessas horas apenas o olhar pode expressar as coisas. Atiro na vidraça no fim do corredor. Eles correm até lá. Estávamos no segundo andar. Com cuidado pularam. A sirene começou a tocar. Guardas subiram as escadas e comecei a atirar contra eles, pegando cobertura na parede. Os três entram em um carro e derrubam a cerca. Atiradores nas torres atiram contra o carro e explode as rodas. Os três saem correndo. Kakashi leva um dito no ombro, mas continua a correr. Eles somem no meio da floresta. Continuo a troca de tiros contra eles. Olho para o corpo do soldado novamente e vejo uma granada em seu cinto. Dou mais alguns tiros, pego a granada, entro no quarto e fecho a porta. A porta é cercada. Quando abrem se deparam comigo sentado em uma cadeira olhando pra eles com a granada em uma mão e o pino na outra.

Status Final:

Número de sobreviventes encontrados: — inválido-

Número de baixas: 1

Armas: 0

Grupo: Kakashi.Carô.Stark.