Aventura Inesperada

1 Monstros querendo invadir o acampamento.


Acordei com Clarisse chamando todos na hora do café da manhã. Levantei ainda meio sonolenta, coloquei uma roupa qualquer: a blusa do acampamento e short, passei a mão no meu cabelo. Depois arrumei — mais ou menos — a minha cama e esperei os outros para ir ao refeitório.

Depois do café da manhã, fiquei andando nas fronteiras do acampamento e de repente, vi dois homens. O da direita era alto e magro, usava camisa e calça rasgada e suja, alguns cortes e barba comprida no rosto. O da esquerda era mais baixo e gordinho, também com calça e camisa rasgada. Tinham a aparência de mendigos, mas na verdade eram monstros.

Me escondi atrás de uma árvore e fiquei de olho neles, prestando atenção no que diziam.

– Precisamos dar um jeito de entrar nesse acampamento e colocar essas bombas em cada chalé para acabar com os semideuses e começar o plano. — Disse o monstro mais alto, pegando uma mochila com bombas dentro. — Por Cronos!

'Cronos'... Esse nome me deu um arrepio na espinha, sabia o que isso queria dizer: O titã Cronos está se reerguendo como no ano retrasado para destruir o Olimpo.

Não sabia o que fazer. Corri até onde uns campistas treinavam arco e flecha e puxei Sarah, a filha de Zeus pro lado, desviando das fechas que quase me acertavam.

– Qual é?! Você sabe que eu não gosto que me interrompem quando estou treinando arco e fecha! — Gritou ela.

– Eu sei! Mas é importante! — Eu disse, enquanto levava Sarah até onde os monstros estavam.

Contei tudo pra ela no caminho. Ela arregalou os olhos e disse:

– O que estamos esperando? Vamos contar pro Quíron!

Os monstros foram embora e corremos até Quíron.

– Quíron! Há monstros querendo invadir o acampamento novamente, por Cronos! — Dissemos juntas.

Quando ouviu o nome do titã, os olhos do centauro se estreitaram.

– Calma, contem direito essa história. — Disse ele.

Contamos tudo, calmamente.

– Tudo bem, não vão conseguir entrar. — Disse o centauro, tentando parecer calmo, o que não deu muito certo pois sua expressão era de pânico.

* * *

Passaram três dias, os monstros ficavam rondando o acampamento. Eu ficava nas fronteiras do acampamento, prestando atenção nas conversas dos monstros.

Depois do treinamento com lanças, fui pra fronteira novamente. Os monstros estavam lá, me escondi atrás de uma árvore.

- Conseguimos! — Gritou o monstro mais baixo.

De repente, a Sra. O'Leary chegou correndo em minha direção. Ela gostava de mim, brincamos sempre. Eu jogava o osso de brinquedo e ela ia buscar. Eu adoro ela, mas esse não era um bom momento.

Os monstros perceberam que eu estava lá escondida e ouvindo a conversa deles. Eu ainda estava atrás da árvore, Sra. O'Leary ao meu lado querendo brincar, mas como não notar um cão infernal?

- Quem está aí? Saia de trás da árvore e lute! Semideus inútil. — Disse um dos monstros.

Estendi a mão e minha lança elétrica apareceu, eu estava sem armadura ou escudo, mas não liguei, pra mim escudos atrapalham. Orei para meu pai na mente.

"Pai, se você pode me ouvir, por favor me ajude." Respirei fundo, pelo menos sabia que meu pai poderia estar me vendo naquele momento. Saí de trás da árvore, Sra. O'Leary correu para o topo da colina, o que me deixou com raiva porque ela poderia ser bem útil ajudando a matar aqueles monstros-mendigos.

- Uma filha de Ares. Bom, muito bom... — Disse o monstro mais alto, tentando parecer confiante, mas os dois deram um passo para trás.

Avancei e começamos a lutar.

Eles eram bons, mas agi rápido. Com a minha lança, perfurei a barriga do monstro mais alto e ele se desintegrou.

Empurrei o outro contra uma árvore, tentando recuperar o fôlego. Ele estava perdendo até pegar um tipo de controle e apertar um botão azul.

- Por Ares! — Gritei e o monstro ficou paralisado, logo se desintegrando com meu grito de guerra.

Olho em volta, alguns campistas se aproximavam vendo o que acabara de acontecer.

Clarisse e Thalia chegam.