Aventura Em Alto Mar - O Colar Perdido
4 Capítulo 3 - Corrida e Saudades
Notas iniciais
Erza tinha acordado como um anjo. Sua calma era rara. O motivo era: iria encontrar novamente Jellal naquela manhã com a típica corrida de cavalos. Tomou um banho ainda com um sorriso nos lábios. Foi para a cozinha de pijama mesmo já que sabia que não tinha ninguém em casa. Comeu um bolo – de morango – e assistiu um pouco, mas não se interessou muito no noticiário. Já estava até com sono quando a campainha tocou. Quem é o demônio de vir aqui às 8 horas da manhã hein? Pensou enquanto ia abrir a porta. No mesmo instante viu uma cabeleira azul espetada de olhos verdes. Retirou o que disse.
— Oi meu amor. – E riu sem graça. – Você veio me buscar? – Até o momento Jellal não falava nada. Estava admirado com a paisagem a sua frente. – Amor?
— Ah, sim, sim. – Falou nervoso. – Eu vim te buscar. – Erza percebeu o rubor no rosto do namorado e olhou para si, percebendo a “roupa” que estava usando.
— Então me espera que vou trocar de roupa. – Agora os dois estavam envergonhados. – Já estou indo! – Gritou dentro do quarto.
Vestiu uma roupa simples; uma calça jeans, uma blusa de manga preta e uma jaqueta de cor vinho, mas essa peça amarrou na cintura. Correu para a sala e desligou a TV. Então, finalmente pôde ir.
O caminho foi silencioso, ainda estavam sem jeito para se falarem com o acontecimento anterior, mas chegaram rapidamente. Quando chegaram viram seus amigos; Levy e Gajeel. Aqueles dois! Pensavam que ninguém os via se beijando nos escurinhos.
— Oi! Chegamos! – Gritou Erza do outro lado da cerca.
O campo estava bem verde naquele dia, a chuva dos últimos dias também estava ajudando. Era bem espaçoso e limpo. Tinha um cheiro agradável e uma brisa suave ótima. A ruiva adorava aquele lugar, principalmente quando podia se sentar em uma das mesas da casa pequena e, comer seus bolos. Apenas uma árvore e uma casa residiam naquele lugar muito bonito. Os cavalos ficavam fora da cerca, mas tinham um estábulo enorme para eles.
— Oi Er-chan! – Levy pulou a cerca, que separava os separavam, e deu um abraço forte nela. – Estava morrendo de saudade! Finalmente cheguei de viagem. Já observei os cavalos e eles estão em ótimo estado. – Sorriu docilmente e logo em seguida deu um abraço em Jellal. – Não me esqueci de você não Jellal.
— Que bom que chegou! Mas não foi cansativa a viagem? – Perguntou a ruiva.
— Que nada!
Levy era umas das pessoas que ficavam para cuidar dos cavalos como; banho, alimentação e etc., junto com Gajeel. Adorava o seu trabalho e não reclamava, se bem que seu sonho mesmo era ser bibliotecária.
— Então vamos ver como estão esses bichinhos? – Brincou Jellal com Erza.
Sabia que a namorada não aguentava o ver dizendo que Strawberry não era um dos melhores. E sim seu cavalo Tatto que era.
— Claro! – Sorriu com raiva.
Andaram até o estábulo e logo acharam seus preciosos animais que estavam mesmo em um bom estado, principalmente cheirosos. A ruiva colocou a sela e o azulado também. Os cavalos se animaram logo quando perceberam que mais uma corrida iria começar. Correram para fora, pularam a cerca e se preparam, mas recebendo um carinho no pescoço de Levy.
— Eles adoraram quando eu faço isso! – Riu percebendo que eles estavam já dormindo com o carinho. – Bem, mas agora é hora de testá-los para a corrida que vem aí.
Agora os donos tinham se lembrando da grande corrida que iria acontecer. E era muito importante. Ganhavam prémios como; joias, roupas elegantes, viagens e comida de graça por três meses.
Prepararam-se na sela e depois de cinco segundos só sobrou poeira na cara de Gajeel e a pequena, que tossiram desesperados. Odeio quando isso acontece! A azulada pensou irritada.
Por enquanto, os cavalos estavam no mesmo ritmo, empatados. Erza e Jellal se divertiam quando isso acontecia; se olhavam, mandavam caras e bocas e várias outras coisas. Até que o cavalo de Erza empinou e a deixou cair no chão, o que não foi nada legal para a mesma. Enquanto isso, seu namorado já tinha chegado ao ponto de chegada. A ruiva correu muito para chegar onde os outros estavam.
— Foi muito engraçado você caindo! – Levy ria descontroladamente, mas não sabia o que estava por vim depois disso; um belo soco na sua cara. – Você não é nada legal Er-chan!!! – O moreno, que escondia a risada, consolou a baixinha.
— Acho que tem alguém querendo falar com você. – O azulado apontou para uma albina que estava do outro lado da cerca. – O que aconteceu entre vocês duas? – Ficou confuso.
— Nada não, deixa que eu ir falar com ela. – Pulou a cerca e viu a cara da mulher, pelo jeito não seria uma conversa muito boa de cunhadas. – Oi Lisanna! Como vai? – Tentou ser o mais gentil possível com a moça.
— Sabe que eu não estou nada bem Erza. – O sorriso da ruiva sumiu na mesmo instante. – Como pôde deixar seu irmão ir nessa missão? Sabe que o Natsu teria que atravessar as partes mais perigosas do mar e ainda assim deixou? – Seus olhos azuis já estavam cheios de lágrimas enquanto a outra apenas escutava de braços cruzados. – Eu sabia que você não amava seu irmão! – O grito ecoou pelo campo todo, assustando os outros.
Lisanna correu direto para o porto, não queria mais olhar na cara de ninguém ou de um conhecido. Erza sempre achou a albina uma cunhada muito possessiva, mas isso guardava em segredo, nunca tinha contado para ninguém. Suspirou enquanto via a jovem de dezessete anos desaparecer da sua vista.
Lisanna chegou rapidamente no porto. Olhou para o mar e desabou em lágrimas, caindo de joelhos. Acreditava que Natsu nunca mais voltaria depois que ele passasse por aquelas áreas perigosas. Pensou em ter visto uma ponta do navio do namorado voltando para Magnólia, mas só pensou. Lembrou-se dos momentos com ele e Happy. O que essa não sabia, era que Natsu estava muito bem, muito bem mesmo com a companhia de uma pessoa.
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