Aventura Em Alto Mar - O Colar Perdido
13 Capítulo 12 - Se importe com sua mulher
Notas iniciais
— Lucy!
Ouviu a voz do capitão chamando-a. Fazia mais ou menos uma semana e dois dias em que estava naquele navio. Agradecia muito por ter encontrado “pessoas” muito legais. Bem, o Happy era um gato legal. Ele sabia animá-la, pois nos primeiros dias não se sentiam segura naquele local. Primeiramente, achou estranha a cor do animal; azul? Se bem que nunca tinha saído dos navios, então quem sabe não existiria um gato de cor vermelha ou roxa também?
Havia outro tripulante, o capitão. Era um cara também estranho, pois também nunca tinha visto alguém de cabelos rosa. Musculoso, olhos verdes, alegre, sorridente... Até agora só lembrava-se disso. O homem prometeu que iria ajudar em achar seu colar, o colar que sua mãe lhe deu.
Subiu e fechou os olhos. A luz do sol estava muito forte naquela manhã. Abriu vagarosamente e viu uma paisagem linda.

— Isso é... – Não conseguiu falar, tudo aquilo era demais para a mesma. Natsu sorriu e continuou para ela:
— Isso é Magnólia, minha cidade!
Magnólia era considerada uma das cidades mais belas de Fiore. Onde é encontrada a flor mais bela do país, uma linda flor rosa ou branca, na maioria das vezes rosa. Lá também era considerada a cidade de mais habitantes, ou seja, era um bom lugar para viver. Onde as pessoas viviam em harmonia, respeito, carinho, amor e alegria – a maioria da população.
— Mas ela é enorme, como vamos encontrar meu colar? – A loira tentou se sustentar na borda do barco,(pois a visão era bela demais) mas acabou escorregando e quase caía para o mar se braços fortes não tivessem segurado sua cintura. O empurrou rápido não agradecendo por tê-la salvado.
— Educação vinha a calhar! – Brincou. – Talvez um “obrigado por ter me salvado senhor capitão”? – A moça fez cara feia e olhou para a cidade novamente.
Estavam perto. Só mais um pouco e suas esperanças de achar seu pertence aumentarão. Cinco metros e... Pronto! Happy ancorou o navio no porto e pulou para fora. Cheirou o ar de Magnólia e começou a correr pelo porto.
— Aquele dali estava com saudades! – Riu e ajudou Lucy a descer que estava cada vez mais encantada com aquilo tudo. – Você com certeza irá adorar minha irmã! – Ela fez cara de desentendida. – Ela é muito mal educada. – A loira ficou com raiva e já ia partir para bater nele quando uma voz a interrompeu:
— Natsu! – Ele virou-se para o porto e viu sua irmã juntou com sua a namorada que abraçava Happy.
♥
Depois de trazer todas as malas para dentro de casa, – o que não foi uma tarefa fácil, pois eles moravam longe do porto – Erza quis logo saber quem era aquela mulher loira, magra, bonita e que estava vestindo o vestido de sua cunhada.
— Natsu Dragneel, quem é essa linda garota que temos aqui? – Lucy sorriu sem jeito enquanto Lisanna esperava uma resposta boa para aquela pergunta.
— Ah, ela é uma garota que eu achei no mar. Estava precisando de ajuda e... Você sabe como eu sou Erza, não vou deixar pessoas morrer por aí.
A ruiva cansava de ouvir que seu irmão era um jovem de coração bom. Quando saiu pela primeira vez de casa, ele viu aquelas pessoas na rua sem lar e comida e perguntou a mais velha se poderia dar pelo menos um pedaço de pão para as cinco que estavam ali. Ela não conseguiu resistir à cara inocente do seu irmão e deixou-o ajudar os cidadãos. Lembrou-se de que não estava sendo uma pessoa boa para seu namorado, ignorava todas as mensagens e ligações dele.
Esquecendo isso um pouco, olhou para cara de Lisanna.
— O que foi Lis? Está com ciúmes é? – Desafiou a albina que respondeu rápido:
— Sabe que não tenho ciúmes do meu namorado. – Sorriu falso. Aquelas duas nunca iam se dar bem.
— Está bem! – Virou-se para Lucy. – Seja bem-vinda... – Natsu disse seu nome. – Lucy!
Foram para a cozinha e conversaram sobre várias coisas que aconteceram – comendo bolo de morango, claro. A loira ficou sem jeito naquela família feliz. Estava para sair daquele local quando a companhia tocou. A albina foi atender e convidou o homem de cabelos azuis para entrar.
— Olha quem chegou! – Lisanna disse animada e Natsu deixou o prato em cima da mesa.
— Jellal! – Levantou-se da cadeira e abraçou o outro. – Bom, voltei! – Riram. – Agora você vai comer um pedaço de bolo. Erza! – Depois de um tempo a irmã saiu do transe e pegou um prato com o doce.
Virou uma verdadeira baderna ali, as únicas quietas eram Lucy e a ruiva. A loira não parava de olhar para Jellal, não sabia exatamente o que tinha visto naquele homem. De vez enquanto, ele também a olhava e a jovem desviava. Os olhos de Erza estavam vermelhos, queria chorar a qualquer momento, mas segurou.
— Quer mais um pedaço de bolo? – Perguntou a cavaleira para Lucy que negou. – Você pode ficar no meu quarto tá? – A loira sorriu tímida e assentiu, mas sentiu um aperto no coração quando viu Natsu e Lisanna se beijando.
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Em um dos locais mais perigosos de Magnólia, estava ali Gray Fullbuster. Tinha que resolver aquele problema imediatamente. Aquele lugar era imundo; havia pessoas pedindo esmola, ratos passando rapidamente, homens vendendo drogas e etc.
Viu a casa que estava procurando e subiu os três degraus. Respirou fundo e bateu na porta. Escutou o homem dizendo “entre” e assim fez. A casa estava pior do que as ruas; mal cheirosa e comidas espalhadas.
— Ah, você? O que quer? – Um homem de cabelos pretos apareceu na sala, mas seu rosto estava coberto por uma capa escura.
— Acho melhor você parar com essa brincadeirinha. Irá matar uma pessoa! Tem noção do que é isso?
— Já matei várias pessoas, Fullbuster. Essa é só mais uma! – O moreno negou e disse:
— Vai destruir uma família. Não faça isso! Ele é um homem bom. – Falou quase chorando.
— Acho melhor você se importar com sua família, ou melhor, com sua mulher, porque se não – aproximou-se de Gray. – a próxima é ela!
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