Aventura Celestial
23 Rumo à vitória!
Notas iniciais
– Aquela jovem aprisionada no cristal é a Diva? — Perguntou Cobal curioso.
– Olha só como ela está vestida... — Disse o cozinheiro com os olhos brilhantes.
– Como ela foi parar lá? — Retrucou Mr. L desacreditando.
– Nunca tinha visto ela vestida assim... — O negro se aproximava do cristal. – Não sabia que era tão bela!
A roupa que a jovem estava vestida parecia mais um pijama. É uma saia azul transparente que cobre até os ombros da menor. Ela está inconsciente.
– Lá vai Joel pensando que pode derreter o cristal com suas “chamas da paixão”. — Bufou o elementalista das trevas irritado.
– Mas cara, olha só! — Virou-se babando. – Logo você se chamará Diva Vermilion. — Aproximou-se ainda mais da pobre garota.
– É perigoso deixar o Joel se aproximar dela... — Brincou o médico fazendo os demais rirem.
– Não entendo porque seria perigoso... — O maior colocou as mãos sobre o diamante. – Vamos Diva, abra os seus olhos...
– Espere... O que... — Diddy percebeu que uma aura densa e malévola começou a surgir em volta do cristal. – Joel! Toma cuidado!
– Hã? — Estranhou o cozinheiro, apesar de que nem teve tempo para reagir. Logo foi atingido por um chute dinamite pela nossa querida navegadora: Saya.
– Fique longe da minha irmã! — Grita à morena caindo ao lado do cristal. – E você Diddy? Por que foi avisá-lo? — Completou a jovem irritada. – De que lado você está?
– Como vocês chegaram até aqui tão rápido? — Indagou Hankaruko descruzando os braços.
– Graças ao teletransporte de Cax. — Afirmou o arqueólogo cruzando os braços.
– Vocês são ao contrário é?! — A atiradora ameaçou estapear ambos os líderes Rank A.
– Esperem! — Interrompeu a loira tirando a atenção de todos. – Não é hora para isso! Saya, o que está fazendo ai?
– Vim resgatar minha irmã oras... — Estranhou a pergunta da companheira, sem perceber a energia negra lhe envolvendo.
– Saia daí! Não está vendo essa aura maligna? — Apontou para ao seu redor. Porém, o que Diddy não sabia, é que ela era a única que podia ver este poder. E ela é a única que pode pará-lo. Por quê? Veremos mais para frente.
O cristal se rompeu e partiu em vários pedaços. Estes por sua vez, despedaçaram formando uma neblina azulada. Todavia, a irmã da navegadora era visível no centro do local. Ela estava em pé, e seus olhos estavam vermelhos. Contudo, apenas Diddy podia ver essa sua verdadeira face. Os outros viam Diva normalmente.
– Diva! — A morena abraçou fortemente a pequena que até saiu do chão. – Graças à Deus você está bem! Não sabe o quanto me preocupei!
– Diva...? — Gaguejou a garota sem entender.
– Que bom hein. — Se aproximou os outros heróis. – Nós derrotamos os Anti-Randons e viemos resgatá-la. — Sorriu o músico.
– Vocês os derrotaram? — Perguntou a pequena que não demonstrava sentimentos.
– Abraço grupal! — Sugeriu o construtor envolvendo todos.
– Seja bem vinda de volta, Diva. — Disse Naty tentando confortá-la. – À sua família que tanto te ama.
– Família? — A elementalista da água abaixou a cabeça. –...
– Me escutem droga! Essa não é a Diva que procuramos! — Berrou a líder até os tímpanos dos companheiros estourarem.
– Do que você está falando Diddy? — Questionou a navegadora irritada.
– Era do gelo! — Diva ergueu os braços e emergiu sua nova habilidade. Tudo ao seu redor foi congelado. Alguns conseguiram escapar a tempo, outros não... Foi uma surpresa inesperada para todos.
Os que foram pegos nesse ataque surpresa: Saya, Orange, Mr. L, Cobal e Joel. Os outros conseguiram desviar a tempo.
– O que está acontecendo? — Perguntou o construtor confuso.
– Ela congelou sua própria irmã! — Exclamou o médico.
– Há! Achou que nos pegaria num ataque desses? — Retruca Hankaruko torcendo o nariz.
– Como é que Diddy sabia que Diva faria algo assim? — Questiona Richter com um escudo de areia a sua frente.
– Pare Diva! Você deve estar sendo controlada por essa aura maligna! — A heroína tentava convencer a elementalista da água, porém, sem sucesso.
– Eu não sou Diva! Meu nome é Kalis! — De repente, o inimigo dispara uma onda de neve em direção aos heróis. – Avalanche!
– Se é assim não nos resta outra opção... — Diz Naty fitando seu irmão. – Vamos preparar o canhão sonoro!
– Que da hora! — Bradou Jack com os olhos brilhando. – O que os irmãos Xavier farão?
– É pra já maninha! — O moreno mostrou-se estar bastante empolgado, do nada tira uma marreta e algumas peças de construção. Imediatamente, ele constrói um canhão deixando para a garota ninja completar o próximo passo.
– Agora, avante bala humana! — A atiradora amarra Gabriel junto com sua guitarra e coloca-o dentro do canhão, então ela ativa a máquina e mira contra a avalanche da inimiga. – Apontar, preparar, fogo!
Eis que uma explosão de energia negra é disparada e a fonte desse poder é a bala humana: Gabriel, segurando sua guitarra toca um novo som: Tempestade de ossos, expandindo a avalanche para todos os lados e indo em direção à Kalis.
– Não adianta nem tentar! — A princesa do gelo faz alguns sinais com as mãos e transforma aqueles flocos de neve que foram espalhados em cascatas, e controlando-os, contra-ataca Naty, Cax e Gabriel. – Agora irão experimentar o meu canhão de gelo! — Ambos os braços da garota se transformam em dois potes de gelo, que ameaçam disparar uma onda congeladora nas vítimas que foram esmagadas pela cascata.
– Arranhão sobrenatural! — Todavia, a elementalista da água baixou sua guarda e recebe um corte diretamente no peito. Quem realizou essa obra foi o ceifador, analisando todos os movimentos da menor, em seguida daria-lhe o golpe de misericórdia perfurando o seu coração, contudo Richter o impede, endurecendo sua foice com a areia dele.
– Aaah! — Grita à inimiga se afastando, tentando se recuperar do dano ferido.
– Qual é a sua Richter? — O elementalista das trevas fuzila o mais velho com o olhar. – Não tenha pressa! Se quer tanto lutar, depois dela, será a sua vez!
– Deixa disso Hankaruko! — O arqueólogo para frente a frente do menor. – Não se esqueça que é a Diva ali! Se matar Kalis, matará também a Diva!
– Você não me diz o que fazer. — Irritado, o jovem empurrou o maior. – E o que propõe que façamos então?
– Temos que pará-la de alguma forma. — Desvia o olhar para a companheira, que coagulava o seu sangue usando o seu elemento.
– Maldito... Novamente vocês vêm com esses papos estranhos... — Logo a garota já estava pronta para o que der e vier.
– Espere Diva! Nós não somos seus inimigos! — O cristal da loira começa a brilhar, o que também ajuda a descongelar o cristal que prendia Saya. – Você tem que se lembrar de nós!
– Pare com isso! — A princesa coloca as mãos sobre a cabeça, fazendo expressões de dor. – Chega de mentiras! Gotas de gelo! — A inimiga faz com que todo o líquido encontrado no subterrâneo tornem-se gelo e os mira contra os nossos heróis.
Entretanto, algo inesperado acontece. O cristal onde sua irmã estava aprisionada se quebra e labaredas de fogo surgem à volta das duas irmãs, derretendo todos os pedaços de gelo que se formavam a volta dos heróis.
– Saya! — Grita Jack tentando tirar Joel do cristal.
– Já chega disso Diva! — A elementalista do fogo bate o pé fitando-a.
– Como você conseguiu escapar? — Perguntou Richter.
– Eu escutei a voz de Diddy e senti um imenso calor fortalecer os meus poderes e então aquecendo o gelo, consegui me livrar. — Afirmou à morena. – Pessoal, afastam-se. Diva é minha irmã, deixem isso comigo.
– O que está dizendo Saya? — Gabriel interveio. – Ela usa tanto os poderes da água como de gelo e também está dominada pela força das trevas, você não pode fazer isso sozinha.
– Confiem em mim! Sei o que estou fazendo. — A navegadora passou a se aproximar da princesa. – Diva, veja essa foto... — E mostrou-lhe uma foto onde todos tiraram juntos na mansão ACD.
– Foto? — A menor observou a foto de longe por alguns instantes. – Isso é...
– Nós não somos os seus inimigos... Você tem que se lembrar de nós, sei que há bondade dentro do seu coração, só está envolvido destas chamas negras, mas eu a ajudarei a libertá-la. — Afirma à morena já bem próxima de sua irmã. – Nós somos sua família, Diva.
– Saya... — Diddy segurou o seu cristal que começou a emergir uma luz ainda mais poderosa.
– Pare de mentir! Chega! — A energia negra ameaça sair de Kalis e algumas memórias começaram a voltar. – Afaste-se de mim! — Confusa, a jovem dispara cacos de gelo de dentro de seu corpo, ferindo sua irmã no braço e na testa, porém esta não se recua.
– Tudo bem. — A navegadora parou de se mover e levantou um leve sorriso, apesar de estar bem ensangüentada e segurando-se para não expressar dor. – Se você não se sente bem comigo por perto, eu me afastarei.
– Como assim? — A jovem arregala os olhos fitando a mais velha.
– Eu não quero te fazer sofrer. — Afirma a morena olhando-a com pena. – Não quero te machucar.
– Há! Que comovente... — Debochou o ceifador.
Contudo logo parou ao ver a elementalista do ar fuzilando-o com um olhar ameaçador.
– Mas você é minha inimiga! E eu... Eu... — Agora lágrimas negras saiam de seus olhos. Seu corpo já não aceitava mais aquela energia das trevas e começou a dissipá-la. – Por que estou chorando? Por que?
– Essa não... — Ora, vejam só quem aparece atrás dos heróis. A pequenina Bloody Mary, toda ferida. – Suas memórias estão voltando... O poder do cristal dessa tal Diddy é mais poderoso do que imaginei. Não ajuda só ela mesma, como também os que estão ao seu redor. — Fechou o punho e rangeu os dentes irritada. – Kalis! Não a deixe te convencer! Ela está mentindo! Só quer que você abaixe a guarda para te machucar!
– Kalis? — Perguntou a elementalista da água. – Eu não sou Kalis! Eu sou Diva! Meu nome é Diva!
– Desgraçados... Forçaram as memórias dela a voltarem... — O corpo de Mary começou a inchar novamente até se tornar novamente aquele terrível monstro: Olga Flow.
– Nós não deixaremos você se intrometer! — Os demais se puseram na frente do inimigo para combatê-lo. Orange, Cobal, Mr. L e Joel também já foram libertos do cristal.
– Diva, você... — Saya ajoelhou-se emocionada.
– Ah! — A jovem se levantou e uma luz azulada brilhou a sua volta, então esta se separou em duas. Como se Kalis tivesse se separado de Diva. Contudo, é diferente. Uma usa o elemento da água e a outra a parte que pode fazer gelo. A segunda jovem usa uma blusa preta desenhada uma caveira, calças jeans pretas e decorada com alguns rasgos e um salto alto. Seus cabelos eram longos e com mexas rosa.
– O que aconteceu? — A navegadora tentava acordar sua irmã que estava inconsciente. – Quem é essa outra jovem? Diva? Diva!
– A Diva se separou em duas Divas! — Bradou o negro sangrando pelo nariz. – Mas o que há com a outra? A primeira Diva veste-se com um pijama e a segunda veste-se cobrindo todo o seu belo corpinho! — Clamou com lágrimas nos olhos. – Devem ser uma ao contrário da outra.
Enquanto isso... Voltemos para o outro campo de batalha: Miruki VS Véssel.
– Colosso celeste! — Gritou o loiro jogando um tipo de anel azul a cada movimento que fazia com a sua espada oval contra o inimigo.
– É só isso? — Debochou o Anti-Random fitando aqueles discos vindos em sua direção. – Não me vencerás com isso! — E apontou uma espingarda para os mesmos, estourando-os em inúmeras lacrimas. – Tiro canhão! — Sua mão direita abre disparando uma bola de canhão no espadachim.
Esta se explode ao tocar em sua espada oval, visto que o jovem a usou como escudo. O andróide achou que conseguiria destruí-lo, porém foi pego de surpresa, ao ver que a espada se estendeu cobrindo todo o corpo do herói, impedindo-o de ser pego. E para ajudar mais, as lacrimas que foram despedaçadas, se tornam agulhas, visto que era feita da espada fundida ao sangue de Miruki. E assim, perfura o inimigo.
– Beleza! — Bradou o rapaz. – Acertou em cheio!
– O que você acertou meu querido? — Nem deu-lhe chance de olhar para trás, o andróide atacou-o com uma arma de choque, eletrocutando nosso herói.
– Como? — Reclamou o menor caído no chão tentando se recuperar. – Eu acertei você!
– Você tem seus truques e eu tenho os meus. — Véssel mostrou-lhe um controle que refletia miragens.
– Desgraçado! — Antes que pudesse fazer alguma coisa, o maquinista remove quatro peças de metal de seu corpo, que prendem os braços e as pernas de Miruki, impedindo-o de se mover. – Essa não...
– Foi bom enquanto durou. — O homem de cabelos roxos colocou as mãos sobre a cabeça e desviou o olhar. – Você foi o primeiro que me fez me divertir tanto depois de tanto tempo. Mas eu tenho um medidor de energia e sei que você é muito mais poderoso do que imagina. Só que parece que não sabe controlar a sua força. Essa é a vantagem para mim. — E voltou sua atenção para o herói, agora sorrindo levemente.
– Do que você está falando? — O loiro arregalou os olhos.
– Esqueça. — Agora seu peitoral é aberto revelando uma arma secreta, apontando diretamente para a sua vítima. – É melhor acabar com você logo, antes que se torne uma ameaça...
– Você... — O jovem tentava se libertar, mas quanto mais se remexia, mais aquelas algemas o apertavam. – Pare com isso! — Seus olhos começaram a lacrimejar.
– Núcleo da morte! — Os cabelos do mais velho se arrepiaram todo, e seu corpo começou a brilhar. Este usava toda a sua força para aniquilar Miruki. O que fará nosso herói?
– Miruki o que está fazendo? — O espadachim escuta uma voz em sua consciência. O tempo parece ter parado. Véssel está ali, para dar-lhe o golpe final, contudo, ele não atira... Tudo está parado. Será que ele já morreu? – Não me decepcione. Você não pode morrer agora. — Apesar de não se lembrar de quem, a voz parecia familiar.
– Quem está ai? — Perguntou o jovem assustado. – O que você fez?
– Muito bem... Vejo que já está na hora. — Um jovem misterioso aparece em frente ao herói. Este acaricia os cabelos do menor. – Ryukker! — E de repente, um clarão veio à sua mente, e o loiro lembrou-se de tudo. Ele finalmente recuperou a sua memória. O jovem desapareceu e o seu poder veio à tona, destruindo as algemas que o prendiam e contra-atacando o Andróide com uma Berserk. Uma espada enorme, cor negra, com vários símbolos e raízes vermelhas.
– O que...? — O Anti-Random gorfa sangue. – Como você conseguiu? — Nisso, o homem silencia-se. Este vê que a verdadeira força de Miruki despertou, sentindo sua energia. E há outra ainda maior atrás dele, tão grande que fez o andróide parar de se mover. – Ah...
– Destrua-o meu filho. — Respondeu o jovem que tinha aquela energia densa, cem vezes maior que a do espadachim. – Agora ele é todo seu.
– Sim mestre! — Gargalhou sarcasticamente. Podia-se sentir uma energia maligna a sua volta. Miruki pôs-se em uma posição fria, revelando um ar psicopata e assassino. Então, esmiuçou Véssel até não sobrar mais nada.
– Não! — Gritou o Anti-Random ao ver seus membros serem cortados fora. – Pare! Por favor! — As máquinas de seu corpo começaram a dar curto-circuito e eletrocutavam-no. – Misericórdia... — E não era mais possível acalmar a ira do espadachim que estava envolta de uma parte da energia maligna de seu mestre misterioso. Logo, nem era mais possível identificar máquina ou ser humano, que estava ali a sua frente. Visto que ficaram apenas pedaços, irreconhecíveis.
Passado o momento de euforia do herói. Este se acalma, e volta ao normal. Entretanto, extremamente confuso.
– O que está acontecendo comigo...? — Olhou para suas mãos cobertas de sangue.
– Bom trabalho Miruki. — Elogiou o maior atrás do mesmo. – Estou orgulhoso de você.
–... — O loiro não sabe o que dizer e nem como reagir. Por um momento ele foi tomado aquele acesso de ira e fez algo que não imaginou que faria. Não com tamanha brutalidade. Seu coração estava um lado dividido entre o lado de seu mestre e o outro lado, parece ter sido rompido por algo, ou alguém que ele mesmo não podia explicar.
– Eu apaguei a sua memória para você se juntar aquela equipe ACD e me dar às informações que eu precisava. Meu plano foi completado com sucesso. Não há mais porque você perder tempo com esses Anti-Randons. — Explicou o mais velho fazendo sinais com as mãos. – Miruki, sua missão agora é pegar aquele cristal que aquela mocinha tem. Você já conhece os pontos fracos e fortes deles, e eu já te despertei suas memórias e o seu poder oculto. Sem contar que tu és sangue do meu sangue. Mate-os, e traga o cristal para mim. — Fixou o olhar em cada movimento do espadachim.
– Eu... Eu... — O espadachim colocou as mãos sobre a cabeça sem saber o que fazer. – Meu mestre... Ou meus amigos? — Pensou consigo mesmo, totalmente abalado.
Continua...
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