Aventura Celestial

26 Pancadaria no deserto.


Notas iniciais
No capítulo anterior, Hankaruko e Richter saíram de viajem para o Egito, onde realizaram uma missão Rank A, na qual descobririam o significado dos cristais que o detetive e a Diddy carregam consigo. Porém, terminando a investigação, eles se encontram com Thiago, cujo ser já interveio várias vezes no decorrer de suas aventuras, este revela ser o portador do cristal da coragem. E aqui vamos nós...
Aventura Celestial. — Capítulo 26. — Pancadaria no deserto.

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– Richter! — O elementalista das trevas apontou diretamente para o jovem misterioso à frente e disse. – Esse é o desgraçado que apagou as memórias do Miruki e mandou aquela tal Mary nos incomodar!

– O que? — O mais velho se surpreendeu.

– Isso mesmo. — O inimigo deu um leve sorriso, e com os braços cruzados, passou a andar ao redor dos nossos heróis. – Sabe Hankaruko, no começo eu achei que você tinha jeito para a coisa, mas eu estava enganado. Você já não é mais uma ferramenta útil para mim.

– Como é que é? — O ceifador rangeu os dentes irritado. – Do que é que você está falando?

– Eu sempre estive observando você. — Parou olhando fundo nos olhos do menor. – Sei que trabalharia melhor que a Mary.

– Há! Como é que eu poderia ser subordinado de alguém mais fraco do que eu? — Hankaruko retrucou em tom de deboche.

– Você devia parar de me subestimar. — Thiago deu de braços e continuou. – Eu sei tudo sobre você. Acredite, eu modelei o seu destino. Só não esperava que aquela Diddy atrapalhasse com o seu cristal do amor, mas bem... Tanto faz. O resultado será o mesmo.

– Maldito de papo estranho! — O ceifador prepara-se para lutar. – Você não sabe nada sobre mim!

– Eu sei sim. — Afirmou prontamente. – Eu planejei tudo em sua vida, acredite. Desde o momento em que você nasceu.

Hankaruko arregalou os olhos e desviou o olhar por um momento. – Isso foi um blefe e tanto. — Riu. – Você só tem 21 anos.

– Tudo bem então. — Thiago descruzou os braços e disse apenas algumas palavras. – Você se lembra do que aconteceu aquela noite, Hankaruko? Com você, e os seus parceiros, na torre dos pesadelos? — Ao perguntar isso, o ceifeiro desacredita no que ouve, e furioso, parte para cima do maior.

– Espere Hankaruko! — O elementalista da Terra interveio segurando seu companheiro. – Ele está apenas te provocando! Não caia na dele!

– Me solta Richter! — Gritou o menor emanando sua densa energia negra por todo o sarcófago. – Não sei como você sabe disso, mas eu vou acabar com você!

– Eu estava lá Hankaruko. — Afirma Thiago sorrindo. – Foi tudo obra minha. Acredite, e agora que você não tem mais valia para mim, já é hora de descartá-lo.

– O que foi que aconteceu cara? — Perguntou Richter confuso. – Torre dos pesadelos? Você nunca me contou seu passado Hankaruko!

– Chega de conversa! — O taichou dobrou a sua força e empurrou seu companheiro e partiu com tudo para cima do inimigo, que continuava parado, fitando-o calmamente. – Obscure no reiki! — Ele juntou a sua foice com o seu braço esquerdo, formando um tipo de cajado envolto de vísceras podres e braços das trevas. Em seguida apontou para Thiago e disparou uma esfera verde esmeralda, que corrói tudo o que toca.

– Acho melhor você tomar cuidado com o que faz e o que fala Hankaruko. — Disse o jovem misterioso ainda parado, observando aquela esfera se aproximar. – Principalmente quando você fala com o futuro rei deste mundo... — O corpo do maior passou a brilhar rapidamente.

– Merda! — O detetive pôs sua mão à frente de seus olhos com o forte clarão que saia de Thiago.

E então... A pirâmide explode! A energia negra se espalha por todos os lados. Richter capota para fora, e Hankaruko é atirado longe. A pirâmide só está em pedregulhos e tijolos.

– O que aconteceu? — Perguntou Richter olhando a volta. – Hankaruko! Onde você está?

– Aqui! — O rapaz saiu de um cúmulo de areia. – Aquele bastardo! Não consegui vê-lo fazer nada!

– É claro que não conseguiram ver. — Thiago aparece em frente aos dois heróis, parado no meio do deserto. – Vocês não têm capacidade para entender o meu poder. — O inimigo tirou uma espada enorme que estava presa em suas costas. – Acham mesmo que duas formiguinhas podem lutar com um dinossauro?

– Tome cuidado! — Avisou o detetive preparando-se para a batalha. – Esse inimigo não é como os outros!

– É... Eu já vi. — Concordou o ceifador. – Finalmente alguém digno para lutar comigo... Esperei tanto por este momento. — Gargalhou. – Vamos ver o quanto pode me divertir!

– Droga, você continua subestimando ele... — O arqueólogo bufou revirando os olhos. – E não se esqueça que eu também estou aqui!

– Antes de mais nada, devo conscientizá-los que não estarão nunca aos pés de me divertir em uma batalha. — Desafiou o maior girando sua espada no ar. – Para tornar essa luta justa e que dê para o gasto... Vou utilizar apenas 20% do meu poder total. Que tal? Com uns 10% a mais, é o suficiente para transformá-los em poeira cósmica.

– He... Isso sim foi um blefe. — Riu o elementalista da Terra. – Você é forte, reconheço, mas não exagera.

– Não é exagero. Vocês acham que receberam uma missão Rank A, não é? — O cara realmente sabe de tudo. Não me pergunte, que nem eu sei como! – Na verdade, essa é uma missão de alto nível, superior a todas as outras. Não é pra me gabar não, mas vocês estão frente a frente com o primeiro e único mestre de Rank S da história. — Completou. – Essa missão, seria um Rank S. Coisa que vocês nunca sonharam em ver.

– Como é? — Ambos os heróis se surpreendem.

– Agora é tarde para se arrependerem. — Bradou o mais forte fitando-os seriamente. – Hora do show!

Hankaruko realiza uma invocação e tira um enorme cavalo negro do portão das trevas. Montado em cima do mesmo, aproveita para sugar toda a energia maligna do portal, deixando-o mais poderoso. Richter também não está atrás. Como um elementalista da Terra, ele tem vantagem no deserto. Pode usar toda a areia do local a seu favor. E com o martelo megaton, ele desperta seu verdadeiro poder. E assim começa a batalha.

O ceifador pega sua foice e parte com tudo para cima do inimigo. Este por sua vez, apenas se defende com a sua espada. O taichou está irritado, cansado de ser subestimado, ataca com toda a sua força e em uma velocidade incrível, sem dar chance para Thiago contra-atacar. Apesar de que... Não consegue acertá-lo. Ele se defende de todos os ataques com sua enorme espada.

– Que decepção, esperava mais de você. — Respondeu o mais velho fitando calmamente o ser a sua frente tentar mutilá-lo. – Por que mesmo que eu queria que você fosse meu subordinado? — Colocou uma mão sobre o queixo, enquanto que com a outra, segurava a espada. – Não consigo me lembrar! Você está cada vez mais fraco cara!

– Filho da...! — O elementalista das trevas passou a emanar uma densa névoa negra a sua volta, cobrindo os dois no local de batalha. – É só eu te acertar que você vai ver!

– Ah é? — Thiago contra-atacou batendo sua espada contra a foice de Hankaruko jogando-o longe. – Essa eu quero ver! — E enfiou a espada no chão. – Tente me acertar! — Fez um gesto chamando-o.

– Mas que cara... — Richter observava tudo de longe. – Isso é suicídio! Ele subestima Hankaruko tanto assim?

– Você vai se arrepender disso! — Uivou o menor furioso e então, fazendo um corte no ar, uma energia cortante sai de sua foice batendo de frente contra Thiago.

– Conseguiu! — Bradou o arqueólogo torcendo por sua vitória. Porém, logo foi fechando o sorriso com o que vira.

Thiago estava em pé. Ele recebeu o ataque em cheio, diretamente no peito. Mas nem sequer se afastou, estava inteiro, sem nenhum arranhão.

– Droga! — Disse o mesmo analisando sua vestimenta. – Você fez um rasgo na minha camisa! E agora? Vou precisar de uma nova! — Brincou.

– Não pode ser... — Gaguejou o ceifeiro se afastando.

– Garras de areia! — E surpresa! Richter aproveita que o inimigo abaixou a guarda e cria quatro enormes braços feitos de terra, que seguram o inimigo. – Agora! Quebre martelo megaton! — E mirando a sua poderosa arma no inimigo, Richter bate o martelo diretamente no peito de Thiago, causando uma quebradiça no ar, que até racha o chão em dois. – Te peguei!

–... — O inimigo nada diz, apenas fita o jovem herói a sua frente. – E aí?

– O que... — O arqueólogo deixou sua arma cair no chão. – O que é você afinal? — Perguntou ríspido, indignado com a resistência do inimigo.

– Qual é. Isso nem me fez cócegas. — Thiago deu de braços. – Deixe-me mostrar como é que se faz. — E milagrosamente, as garras de areia que o prendiam desmancharam-se como se não fosse nada. – Tufão! — E este dispara uma enorme onda de ar que joga os dois heróis para longe. Todavia, logo já estavam de volta ao campo de batalha. Richter à direita e Hankaruko à esquerda. Ambos concentravam seus melhores ataques para contra atacar o inimigo.

O ceifador utiliza o seu golpe favorito: Braços da escuridão. Criando vários braços apodrecidos cheios de garras que iam em direção ao alvo. E por outro lado, o arqueólogo também contra-atacava socando e chutando de longe, formando socos e chutes gigantes com a areia do deserto, e assim se ia. Entretanto, o inimigo continua parado, fitando calmamente os poderes de Hankaruko e Richter que o cercavam.

O rapaz riu no meio do ataque. – Nossa! Como vocês me subestimam! — O jovem levantou suas mãos para a direita e para a esquerda e disse. – Extrato de gelo! Parede de magma!

Um enorme iceberg surge como um escudo à sua esquerda. E os braços e chutes de areia bateram contra a parede de gelo. À direita foi diferente, uma parede de magma surge, dizimando os braços da morte que o outro emitia. Então, ambos os heróis recuaram assustados.

– O que é isso? — Disse Richter boquiaberto. – Ele se defendeu com dois poderes diferentes?

– É a primeira vez que vejo isso. — Concordou Hankaruko olhando para seu companheiro. – Como é que pode? Ele tem dois poderes?

– Como quebram a cabeça por nada... — O jovem deu de braços. – Qualquer um que carrega um dos cristais pode ter mais que um elemento. E isso não é tudo, eu passei por um treinamento especial.

– Eu não sabia disso. — O detetive balança a cabeça negativamente olhando seu cristal.

– Mas aqueles tufões de ar que ele atirou... — O ceifador olha para seu companheiro e raciona. – Não era do elemento ar?

– Desvendando os mistérios hein? — Thiago deu um soco na parede de gelo e um chute na parede de magma e assim ambas as paredes se quebraram. Disparando cacos de gelo e esferas de fogo para o lado de seus opositores. – Não vamos parar por aqui!

– Gigante de ouro! — Richter invocou um homem feito de ouro que o protegia dos cacos de gelo.

– Defesa absoluta! — Por outro lado, Hankaruko também tinha sua maneira de se defender. Ele revela seu ataque secreto. Seu braço direito também se transforma, agora ele é inteiramente branco e tem símbolos estranhos desenhados no mesmo, parecendo uma tatuagem. Enquanto o braço esquerdo possui um excelente ataque a distância, o braço direito dá-lhe o poder da defesa absoluta. – Escudo! — E concentrando sua energia no mesmo, cria uma barreira que o protege das labaredas de magma.

– Interessante! — O usuário dos dois elementos destrói os cacos de gelo que havia disparado em direção a Richter, formando inúmeras partículas de água por todo o local. E então, este usa toda a umidade que pairou no ar para penetrar no gigante de ouro e paralisando-o logo em seguida. E imediatamente, o rapaz desaparece e em uma velocidade da luz, ele surge atrás de Hankaruko que estava distraído se defendendo dos meteoros. – Um tipo mutante não é? — Gargalhou o inimigo. – Você foi outra obra prima minha. — Apontou para os dois braços do taichou.

– Do que é que você está falando? — Disse o ceifador mirando seu braço esquerdo em Thiago e atacando-o enquanto se defendia.

– Fui eu quem transmutou esse poder em você! — Riu malevolamente, deixando o menor ainda mais assustado e confuso. – Não use os poderes que te dei contra o próprio criador! — O jovem parou o braço esquerdo do ceifeiro segurando-o, apenas. Em seguida, desferiu um contra-ataque com sua espada, arrancando fora os dois braços de Hankaruko.

– Aaaah! — Gritou o elementalista das trevas sem os dois braços.

– E ao outro... — Thiago não se esqueceu que Richter corria tentando ajudar seu companheiro e rapidamente guardou a sua espada e pegou duas armas de fogo. Duas magnuns. E disparou contra o herói que se aproximava. Este por sua vez, conseguiu desviar, apesar de ter sido um ataque surpresa. O arqueólogo aproximou-se do inimigo e invocou as Twinrolwa na sua frente, mandando-as atacarem o rapaz.

– Hankaruko! — O detetive ajuda o seu parceiro.

– Eu estou bem. — Retrucou fazendo força e assim os dois braços foram restaurados. – Posso me regenerar.

– Esse cara é hiper poderoso! — Exclamou o mais velho surpreso. – Eu vou distraí-lo com a minha invocação, enquanto isso vamos fugir.

– Fugir? Nunca! — Bufou o menor se levantando. – Nunca fugi em uma batalha! Não importa como, vou derrotar esse cara!

– Às vezes fugir é a melhor opção. — Retrucou olhando-o apreensivo. – E essa é a única que temos no momento.

– Desapareça! — Ao virarem-se para trás, viram o inimigo dizimando as duas minhocas gigantes que Richter havia invocado, usando um canhão de fogo.

– Merda! Ele matou as Twinrolwa! — O elementalista da terra ficou boquiaberto.

– Não importa o quanto tentem, jamais conseguirão me derrotar! — Thiago gargalhou sarcasticamente. – Eu sou o Element_Five! — Disse fazendo uns gestos estranhos e mirando nos dois heróis no deserto.

– O que ele disse? — Hankaruko ficou pasmo.

– Mestre dos cinco elementos? — O arqueólogo suava frio.

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– Tempestade de areia! — Juntando os dois braços, o inimigo fundiu dois poderes: Ar e terra. Causando uma enorme tempestade de areia, cheia de furacões no deserto. Rochas também vinham no caminho dos heróis.

– Não consigo parar essa tempestade! Está muito além do meu poder! — Falou o mais velho desesperado.

– Defesa absoluta! — Gritou o ceifeiro tentando protegê-los da tempestade de areia. Porém, seu poder já estava bem enfraquecido, visto que estava desgastado.

– É assim que eu gosto! Ver o pavor e o desespero na cara das minhas vítimas. — Element_Five só estava brincando com os nossos heróis. Revelou que ainda não lutara a sério. Ele realmente estava usando só 20% do seu poder. Será que nossos heróis terão alguma chance? – Morram! — De repente, um clone de areia de Richter surge atrás de Thiago e o ataca, contudo, ele desaparece no ar.

– O que? — Estranhou o clone de areia.

– Eu conheço essa técnica. — Respondeu o inimigo atrás. – Clonagem artificial. Não me subestime. — E cortou o falso Richter no meio.

– Hankaruko! Vamos unir os nossos poderes! — O verdadeiro Richter deu uma idéia, junto ao seu companheiro que defendia da tempestade de areia. – Pelo menos para ganhar um tempo!

– O que você tem em mente Richter? — Perguntou o ceifeiro.

– Eleve a sua energia ao máximo! Eu também o farei! E juntos, vamos contra-atacar com os nossos melhores poderes! — Afirmou o mais velho confiante.

– Droga! Vou usar o meu melhor poder com esse lixo para derrotar aquele merda? — Reclamou o taichou irritado.

– Nós não temos opção! — De repente, a tempestade de areia parou.

– Eu escutei isso. — Disse Thiago fitando-os com um sorriso no rosto. – Acham que terão alguma chance? Essa eu pago para ver!

– Vou fazê-lo engolir essas palavras! — Hankaruko trouxe o seu cavalo da dimensão dos mortos novamente e montado no animal, juntou as duas mãos criando um extrato esfera da morte gigante.

– Ou vai ou racha! — Richter absorveu grande parte da areia do deserto e junto com o martelo Megaton, prepara-se para o seu melhor golpe.

– Então este será o desfecho? — Sorriu Thiago ainda subestimando-os. – Muito bem, vou lhes dar uma honra. Aumentarei os 10% a mais do meu poder. Assim será mais digno e uma prova que não subestimo vocês.

– Desgraçado! Você devia usar 100% de uma vez! — Desafiou o ceifeiro fuzilando-o com o olhar.

– Sei... O que estão esperando? — Cinco esferas de poder surgiram ao redor do inimigo. Revelava serem os cinco elementos: Fogo, água, ar, terra e místico. – Não usarei Shifta e Deband, não se preocupem. – Venham!

– Foi você quem pediu... Olho da morte! — Hankaruko avança com tudo em frente ao seu inimigo. Uma imagem de um olho sangrento surge em cima do elementalista das trevas.

– Quatro mestres da areia! — Quatro estátuas gigantes saem da areia e correm em direção à Element_Five.

– Flash dos cinco elementos! — Gargalhou Thiago disparando um poderoso canhão de energia contra os dois heróis.

Todas as dunas do deserto sumiram, só estava o chão, solo seco. Richter usou toda a energia que tinha, e Hankaruko idem. Os três poderes se chocaram e uma grande explosão se deu. Será que o elementalista da terra e da escuridão poderão vencer o mestre dos cinco elementos? Qual será o desfecho dessa pancadaria? Continua no próximo capítulo...

Notas finais
Antepenúltimo capítulo postado galera. *-*
Irá acabar daqui dois capítulos se o tópico "homenagem à ACD" na comunidade não ultrapassar dos 1000 posts. *apanha*
Agora se passar... e.e Já sabem. A nova temporada vai vim. Mas, anyway... Aproveitem para mandar um review bem gostoso e suculento. xD
Mandem reviews senão quiserem que a situação fique ainda mais tensa. -Q