Aventura Celestial

9 O poder da espada mágica!


Notas iniciais
No capítulo anterior, nossos heróis se transformaram em alienígenas e juntos com Cax o famoso construtor, eles se separam no caminho do teleporte da privada pintada de ouro, fazendo com que assim fique: Gabriel e Cax no labirinto do fauno, Alex e Diddy vão para o campo de batalha. Vejamos primeiramente como o músico e o construtor estão.

Aventura Celestial. — Capítulo 09. — O poder da espada mágica!

– Nossa! — Exclamou o guitarrista boquiaberto ao ver o que eles teriam que enfrentar. Um enorme labirinto feito de folhagens à frente, tão imenso, que nem conseguem enxergar o fim. – Como seria bom se tivéssemos alguém que pudesse usar o elemento ar... Poderíamos passar isso rapidinho.

– Minha irmã mais velha usa o elemento ar. — Disse o moreno sorrindo para o menor.

– Sério? Que legal! Quando a equipe das feras e a nossa se encontrarem, com certeza trarão sua irmã com eles!

– Eu nem sei se gostaria de vê-la na verdade... — Sorriu sem graça ao lembrar-se das bordoadas que levava de sua irmã. – Por isso dei uma pausa na minha viajem para ficar lá na chácara da tia Petúcia... — Retrucou em um tom inaudível.

– O que você disse Cax?

– Nada não! — Estendeu um leve sorriso e adentrou no labirinto. – Vamos lá! Se ficarmos parados aqui, não chegaremos a lugar algum!

– Está falando sério? — O jovem arregalou os olhos. – Como passaremos esse imenso labirinto?!

– Confie em mim. — O construtor ergueu a mão para o alto sinalizando a vitória. – Eu tenho o elemento místico. Poderei encontrar o caminho até a saída bem rápido! — O rapaz apontou para os quatro caminhos à frente e então uma seta mística saiu da ponta de seu dedo, direcionando o caminho que deviam ir. – Chegaremos ao fim em apenas alguns minutinhos! Vamos lá!

– Excelente Cax! — Riu Gabriel seguindo-o. – Vamos lá!

Agora pulemos nossa aventura para o trio: Alex, Raccoon e Diddy. Ambos caminhavam pelo vasto campo de batalha. Parecia mais um pântano, cheio de poças de água e terra cheia de galhos e folhas. Eles tinham que ser muito cuidadosos, porque havia direto tiros e explosões. Também os extraterrestres enfrentavam uns aos outros sem fim.

– Que lugar medonho Diddy. — Disse o mais velho se escondendo atrás da jovem. – Tem certeza que uma dessas partes místicas está por aqui?

– Precisa ser corajoso Alex. — Respondeu a menor na frente. – Esse radar parece estar quebrado. — Disse a felina ao notar que o objeto não revelava nenhum sinal. – Mas deixe comigo, vou encontrar a parte mística pelo faro mesmo!

– Cuidado! — O alienígena colorido disparou um arco-íris na frente, protegendo-os como uma barreira, de um dos ataques dos inimigos.

– Essa foi por pouco. — Bufou a moça. – Precisamos estar atentos a tudo. — A jovem checou novamente o radar e se assustou com o que vira. – Alex! Parece que a peça mística está se aproximando de nós!

– Sério? — Perguntou o alienígena colorido revirando os olhos procurando pelo objeto. – Onde será que está?

– Está cada vez mais perto... Parece até que está andando. — Respondeu a jovem sem tirar a atenção do radar.

O sinal que revelava no radar era na verdade um monstro que se aproximava dos nossos heróis cautelosamente. Ele é enorme, todo escuro e sua pele é tão grossa que parece uma casca de tartaruga. Raccoon estava inquieto no colo de Alex.

– Por que eu tenho que estar aqui? — Reclamou o guaxinim pensando consigo mesmo. – Eu tenho uma missão para cumprir, não tenho tempo para perder com esses idiotas. — Bufou e virou-se para trás, onde vira a criatura gigante ameaçando devorá-los. – Essa não! — Devido ao susto, o animalzinho arranhou seu dono, deixando-o cair e fugir para longe da vista deste.

– Raccoon! O que foi isso? — E ao virar-se para trás, o pintor arregalou os olhos e pediu ajuda para sua companheira. – Diddy! Diddy!

– Não enche o saco Alex, estou tentando me concentrar aqui. — Retrucou à felina analisando o radar. – Está cada vez mais próximo...

– Socorro! — O monstro abocanhou o extraterrestre colorido de uma vez e assim mergulhou no pântano sombrio e denso.

– Caramba! O que há? — Perguntou irritada.

Ao virar-se para trás, vê apenas a cauda da criatura que levou seu amigo embora no estômago.

– Oh, não! Alex! — Desesperada caiu de joelhos e começou a clamar em alta voz. – Não acredito que te levaram! Até um minuto atrás estava aqui! Como pude ser tão descuidada! — Chorava a menor. – Bem... Mas fazer o quê... A vida é assim mesmo não é Raccoon? As pessoas vêm e vão... — Desviou o olhar para o guaxinim e enxugou as lágrimas se recompondo. – Onde estávamos mesmo? Ah! De volta à missão!

E assim, Diddy tomou partida e voltou a sua jornada. Voltemos agora para Gabriel e Cax... Ambos ainda estavam perdidos no labirinto e cerca de três horas já havia se passado.

– Ah há! — Exclamou o construtor levantando um enorme sorriso. – Finalmente encontrei a saída! É virando essa esquina! — A seta mística apontava para um caminho à direita.

– Tem certeza disso Cax? — Perguntou o músico, dava para notar que este já estava exausto.

– Claro! Confie em mim e... — E ao virar o caminho, depara-se com um muro alto, cheio de trepadeiras. – Puxa! Me enganei de novo! — Gargalhou o moreno sem graça.

– Já perdi a conta de quantas vezes você disse isso! — Gritou o guitarrista irritado. – Já faz horas que estamos aqui e nada... Estamos completamente perdidos! — Colocou as mãos sobre a cabeça desesperado.

– Acalme-se Gabriel! Não criemos pânico... — Consolou o humanóide. – Mas que barulho é esse? – E desviou o olhar para outro caminho.

– O que? — O jovem colocou uma mão sobre o ouvido tentando escutar. – Parece que vem vindo uma moto, ou um carro, em alta velocidade.

Não mais que de repente, alguma coisa extremamente veloz passou por eles, deixando-os quase que sem ar, e estes também quase voaram longe com a velocidade da coisa. Esta parou e deu uma ré, voltando a ficar frente a frente com os nossos heróis.

– Olá meus velhos jovens! — Era um caracol enorme, parecia extremamente enérgico, não parava de se mover um minuto. – Como estão? O que fazem por aqui? Estão perdidos? Querem minha ajuda?

– Velhos jovens? — Cax coçou a cabeça confuso.

– Você pode nos levar até a saída? Estamos perdidos sim. — Afirmou o outro.

– Muito bem crianças idosas, subam nas minhas costas e segurem-se firme que eu os levarei até a saída! Vamos, vamos, se apressem! Rápido, rápido! Não temos tempo a perder! — Disse o caracol preparando-se para a corrida.

– Certo. — Ambos subiram no alienígena e este deu apenas mais uns breves e rápidos avisos.

– Isso, isso! Ok senhores meninos, apertem os cintos porque a gente vai... Que vai na velocidade da luz! Go! Go! Go! — Bem preparados para a viajem, o caracol disparou com todas as suas forças e... E começou a andar bem lentamente, como todos os moluscos. A viajem foi muito tranqüila e calma... Tiveram tempo para conversar, admirar a paisagem, (que eram os muros com trepadeiras) até dormiram em cima do caracol. E assim continuaram até chegarem ao seu destino.

Enquanto isso, Diddy procurava junto com Raccoon por todas as partes a peça mística, todavia, a única coisa que encontrava era alienígenas um batalhando contra o outro, até notar um sinal diferente que o radar revelou, ele vinha de uma casinha pequena e simples, em meio aos destroços do campo de batalha.

– Suspeito... — A felina colocou a mão sobre o queixo apoiando. – Será que a peça mística está ai dentro? Intrigante, vou revistá-la e nada vai me impedir! — Sem mais, a jovem adentra na cabana misteriosa e imediatamente sai com as mãos sobre o nariz. – Que horror! Nunca mais entro nesse lugar! — Estava até passando mal. – Como é ruim ter um olfato aguçado. — Soou o nariz e fitou novamente a casa. – Mas parece que não tenho opção...

Incrível ver como os extraterrestres admiram tanto privadas e os excrementos nelas encontrados. A casa era apropriadamente para isso... Esculturas de fezes embelezando o local, privadas por todos os lados. Contudo, também tinha um folheto sobre a parede indicando a construção de um objeto, parecia uma espada.

– Acho que vou levar isso comigo. — Disse a menor guardando o cartaz consigo. – Mas onde será que está a peça mística? – Ao verificar o radar, viu que este apontava para as privadas. – Que nojo! De novo não! — Clamou a jovem irritada entrando novamente em outro daqueles “teletransportes” e dando a descarga. – Você fica aqui Raccoon. — Avisou a elementalista do fogo antes de descer pelo cano.

Diddy foi teleportada para vários locais diferentes, sempre em alguma privada, quase que foi pega por um extraterrestre indo fazer o número dois na mesma. Até que finalmente, ela encontrou algo de valor. O que será? Revelaremos em alguns instantes, vejamos agora o que houve com Gabriel e Cax que estavam dormindo em cima do caracol... Horas se passaram e eles finalmente chegaram ao seu destino.

– Acorde moçada velha! Estão pensando que isso aqui é a casa da sogra? — Gritava o caracol chacoalhando sua casca. – Já chegamos! Desçam daí já! Eu disse já! E repito: Já de novo!

– Oh! Finalmente! — O guitarrista se espreguiçou. – Minhas costas doem!

– Puxa, realmente chegamos ao fim... — Disse o moreno observando a saída do labirinto. – Muito obrigado Mr. Caracol!

– Não há de quê amigos! Sempre que precisarem é só chamar! Agora eu vou que vou! Adeus amigos! Espero que encontrem o que precisam! Rápido, muito rápido! — E imediatamente, o caracol tomou partida e zarpou na velocidade da luz desaparecendo da vista dos dois companheiros em menos de segundos.

– Não acredito nisso. — Disse o alienígena verde boquiaberto.

– Você está muito gordo Gabriel, por culpa sua que o caracol não deve ter conseguido nos levar assim tão rápido. — O maior deu de braços.

– Olha quem fala! — O menor atirou sua guitarra no moreno que riu satisfeito.

Sem mais demoras, os dois jovens chegam até a peça mística que está em um altar, no final do labirinto. Depois de conseguirem o objeto, eles teleportam de volta por outra privada ali perto. Quanto à Diddy, esta encontrou a outra peça mística que faltava pelos canos do esgoto que a levava às outras privadas. Assim, a jovem voltou ao local inicial, onde regressaria de volta para completar sua missão. Nisso, novamente aquele monstro enorme aparece e cospe o pintor fora.

– Alex! — A felina o abraçou contente. – Pensei que estivesse morto!

– Ah, mas foi por pouco! — Bufou o mais velho tirando a saliva de seu corpo. – Estava para ser digerido no estômago daquela criatura...

– Ela viu que iria passar mal, então resolveu te jogar fora logo. — Debochou a menor.

– Ah é assim não é? — Este virou o rosto irritado.

– Mas bem... Já consegui a outra peça mística, vamos voltar depressa para completar a missão. — A loira puxou o extraterrestre colorido de volta para a privada e então todos os jovens foram teletransportados para o espaço dessa vez. Diddy, Alex, Gabriel, Cax e Mr. L estavam juntos, em cima de uma nave, e a frente estava à outra nave alienígena com toda a raça inimiga, ameaçando atacá-los.

– O que está acontecendo? — Perguntou o pintor assustado.

– Todos aqueles que conseguissem as peças místicas para formar a espada mágica foram trazidos para cá. — Afirmou o ciclope atrás de ambos. – Vocês devem construí-la e acabar com os nossos inimigos de uma vez por todas! — E novamente, ele estava com Raccoon.

– Como faremos isso? — Perguntou o guitarrista.

– Eu consegui um mapa, vejam! — A felina tirou o cartaz que estava desenhado como juntar as peças místicas e formar a espada mágica.

– Certo, deixem comigo! — Cax pegou os dois objetos místicos e começou a martelá-los, no formato de uma espada. – Me dêem cobertura, os ataques dos alienígenas podem me atrapalhar.

Novamente em um campo de batalha, nossos heróis agora têm de proteger o construtor, que montava a espada mágica com as peças místicas. Mr. L era o mais distante deles, e não queria entregar a sua peça mística. Enquanto isso, Diddy, Alex e Gabriel defendiam a nave e seu amigo dos ataques dos extraterrestres, visto que toda hora vinha naves e monstros os atacarem.

– Tiros atômicos! — A felina fazia uma manobra com as armas girando-as entre a ponta dos dedos e atirava nos inimigos, explodindo-os como se fossem bombas.

– Vulto noturno! — Disse o extraterreste verde, fazendo um sinal rápido com as mãos e mirando na nave inimiga, criando uma onda negra que sufocava as criaturas.

– Escudo arco-íris! — E o ET colorido os protegia usando uma barreira com as cores do arco-íris.

– Está quase pronta... — Afirmou o moreno fitando sua espada. – Mas ainda falta uma peça... Onde ela está? — Revirou os olhos procurando-a.

– Está com o Mr. L! — Respondeu Gabriel remexendo os dedos rapidamente em sua guitarra, fazendo sons agudos arrebentando com os tímpanos dos inimigos.

– Eu não vou entregá-la para você! — Retrucou o elementalista da terra irritado.

– Por que não? — Cax arregalou os olhos. – Sem isso, não poderei terminar a espada mágica!

– Porque não oras! Fui eu quem causou essa guerra! Eu não vim aqui para ajudar vocês e sim para atrapalhar! — Revelou o jovem de Black Power furioso. – Acham que eu e o Orange deixaríamos o que vocês nos fizeram passar assim? — Fuzilando-os com o olhar, jogou todo o seu rancor fora. – Vocês estragaram a minha vida, e agora eu irei retribuir esse favor!

– O que? Você ainda está pensando nisso? — Disse Alex abaixando a guarda, inconformado com o que ouvira.

– Não acredito que você fez isso. — Falou o guitarrista desviando sua atenção para o maior.

– O que vocês estão fazendo? Não baixem as suas guardas! — Avisou Diddy notando que o escudo que os protegia enfraquecera.

Tarde demais, um laser do inimigo atinge o pintor direto no ombro fazendo-o cair no espaço, só é segurado pela plataforma mística que Cax havia criado. Já o músico, também errou em se distrair, sendo jogado para longe por um dos ataques inimigos. Não tiveram nem tempo de gritar.

– Gabriel! — Gritou o construtor. – Alex!

– Isso não importa Mr. L! — A felina fechou os punhos fuzilando-o com o olhar. – Se você não nos ajudar, não poderá voltar ao normal também! Quer ficar como um alienígena de duas cabeças para o resto da vida?

– Ah... Agora que você disse... — O companheiro alienígena colocou uma mão sobre a testa pensativo.

– Aaaah! — Gritou a menor ao ser atingida, também caindo na plataforma.

– Me entregue logo essa peça mística! — Gritou o humanóide já desesperado.

– Aqui vai! — O elementalista da terra atirou o objeto, e finalmente Cax pode formar a espada mágica.

A espada era prateada e sua bainha era feita de ouro. O construtor manejou a espada e fitou seus inimigos. Então e espada se tornou escura, da mesma cor que o espaço, porém com várias estrelas desenhadas sobre ela, e assim Cax realizou seu primeiro contra-ataque, cortando o espaço em um buraco dimensional.

– Corte galáctico! — A dimensão puxou a nave inimiga junto com todos os seus extraterrestres para dentro e em seguida foi fechada com outro corte da espada, fazendo um X no espaço. – Conseguimos! — E pulou contente.

– Finalmente... — Disse a loira vendo todos os seus movimentos.

– Você está acabado hein amigo. — O músico tocou nos ombros do maior.

– Não tanto quanto você. — O moreno gargalhou.

– Você foi incrível Cacto! — Elogiou o extraterrestre colorido com uma mão sobre o ombro.

– É Cax. — Respondeu corado. – Obrigado gente.

–... — Sem nada a dizer, Mr. L fica de canto fitando o nada. – Por que você não vai falar com eles hein? Não tem nada a dizer? Sei o que você está pensando! Vai lá se desculpar vai! — Falava a outra cabeça do seu corpo. – Cale a boca! — E novamente, ambos começaram a discutir no próprio corpo.

– Muito bem meus jovens. — Chegou o ciclope fitando-os. – Como recompensa: poderão ficar com a espada mágica. — Sorriu.

– E você nós fará voltar ao normal! — Completou a felina.

Encerrado a missão; assim foi feito. Diddy, Alex, Gabriel, Cax e Mr. L voltaram ao normal. O construtor vestia-se com um short jeans, camiseta vermelha, chinelo, chapéu de palha e um colar com o nome escrito em japonês. No caminho da volta, eles decidem algumas coisas:

– E o que você pretende fazer agora Cax? — Perguntou à loira olhando fundo em seus olhos.

– Bem... Vocês disseram que outro grupo da sua equipe foi buscar a minha irmã não é? Então eu devo esperar o momento de encontrar com ela, para decidir o que vamos fazer. Voltar para a nossa vila que não iremos... — Respondeu o maior.

– Não gostaria de ficar conosco? — Perguntou o guitarrista com os olhos brilhando. – Sabe... Lembra quando estávamos naquele labirinto, que eu te contei a história de que precisávamos de um construtor...

– Opa! Pensei que não iria me convidar nunca! — O rapaz estendeu o braço para o céu todo empolgado. – Afinal vocês me ajudaram, também devo esse favor a vocês. Eu serei o construtor!

Cax se juntou então ao grupo de nossos heróis como o construtor. Agora só resta o médico para a equipe. Entretanto, Mr. L não estava mais com os quatro companheiros. Ele desapareceu sem falar nada para ninguém... Como eles não estavam muito bem um com o outro, e eles já voltaram ao normal, resolveram ignorar, pois o Mr. L sabia se cuidar. Onde será que ele foi? Quem será o médico para a equipe? Qual será a próxima missão? Continua...

Notas finais
Mandem reviews senão quiserem ficar sem saber a resposta dessas perguntas! ò.ó