Aventura Celestial

3 Divisão de sentimentos.


Notas iniciais
No capítulo anterior, Hankaruko lutou contra Gabriel, cujo ser perdeu facilmente sem poder sequer relar no espadachim. Depois de reflexões e discussões, Diddy consegue convencer o guitarrista a não abandonar a equipe e estes regressam de volta para a casa. Chegando lá...

Aventura Celestial — Capítulo 03 . — Divisão de sentimentos.

– Ué! Mas não estava decidido em partir? — Debochou o guerreiro da escuridão, sentado com os pés sobre a mesa, enquanto lanchava uma pizza. – Voltou cedo Gabriel.

–... — O músico fechou os punhos fuzilando o maior com o olhar.

– Pare Gabriel. — A menor olhou-o apreensiva. – Faz o seguinte, apenas ignore-o, ele quer te ver furioso.

– Você tem razão. — O guitarrista desistiu de retrucar, apenas desviou o seu caminho e deixou o líder no breu.

– Ei, que atitude é essa? — O mais velho se levantou fitando os dois jovens. – Você está aqui só faz um dia e já está se achando não é? — Olhou apreensivo para a menor.

– Você como líder deveria agir como um! Não ficar ofendendo e atrapalhando os outros! Você deveria ser um exemplo! — Respondeu a loira prontamente.

– Ora, ora. Vejo que tem coragem em me desafiar assim. — Sorriu. – Quer dizer que você trouxe o Gabriel de volta? — Encarou a jovem frente a frente. – Esse lugar já tem lixo demais e quando eu mando um embora você o trás de volta. — O maior bateu na mesa e olhou fundo nos olhos da menor. – Tudo bem, você pode ficar aqui. Lixo a mais ou lixo a menos não fará diferença, só não se misture com nós, os VIP. — Nisso, retirou-se gargalhando.

– Você está bem? — Perguntou Saya se aproximando.

– Sim, não foi nada. — Desviou o olhar. – O que ele quis dizer com VIP?

– Ele nos considera a "ralé" da equipe... — A morena sentou com as pernas cruzadas. – A área VIP é lá em cima, apenas ele e os seus amigos podem ter acesso.

– Isso não está certo! Não sabia que a equipe ACD era tão dividida assim. — Bufou impaciente.

– Você ajudou o Gabriel a voltar para a equipe não é? — Sorriu fitando-a. – Obrigada, você é uma pessoa de bom coração.

– Pelo menos ele aprovou a sua estadia aqui. — Disse Diva se aproximando.

– Sim, é verdade. — Chegou o outro mascarado. – Nós devíamos fazer uma festa de boas vindas!

– Isso! Joel bota a mão na massa! — Comemorou Cobal com os braços para o alto. – Vamos comemorar a vinda da Diddy para a nossa equipe!

– Mas que! Você acabou de comer! — Reclamou o cozinheiro.

– E você se comporte Cobal, nada de porquisse. — Repreendeu a morena.

– Tudo bem, eu sei me comportar bem diante de uma dama. — Ajeitou a gravata sentando-se ao lado das heroínas. – Comida! Comida! Comida! — Começou a cantar boquiaberto enquanto deixava sua saliva cair sobre a mesa.

– O que foi que eu acabei de dizer?! — Saya afundou a cabeça do companheiro no chão.

– Calma Saya-chan! — Clamou o maior quase chorando.

Logo chegou Joel servindo a equipe com os mais variados pratos e sobremesas. Gabriel também compareceu e este passou a tocar sua guitarra, trazendo música para todos. Diddy sentiu-se feliz, apesar das discussões e problemas que tiveram mais cedo, agora estavam se divertindo.

– Vamos dar as boas vindas para a nossa nova companheira na equipe ACD! — Exclamou Alex sorridente levantando um copo de suco na mão.

– Diddy-swan! — O homem de pele escura aproximou-se da menor todo encantado com o perfume da paixão. – Esse bolo é especialmente para você! — Joel entregou um bolo de chocolate recheado de morangos em formato de corações. – Minha receita especial!

– Opa! Já é tarde! — Nisso Cobal pega o bolo que era para Diddy e se delicia do mesmo. – Maravilhoso como sempre!

– Não! — Gritou o homem. – Devolva o bolo! — Furioso, o rapaz enfia as mãos na goela do jovem e retira o bolo. – Isso é para a Diddy! — Encarou o menor.

– Obrigada Joel. — A loira agradeceu com um sorriso.

– Yes! Amor correspondido! — O maior juntou as mãos e olhou para o céu emocionado.

– Vocês são um bando de loucos! — Gargalhou Diva preparando os sucos.

– Ei Joel! Vem dar um jeito nesse cachorro tarado! — Disse o guitarrista irritado com um pequeno pastor alemão que estava agarrando a sua perna.

– O Doggão é a cara do Joel. Um focinho do outro. — A morena deu de braços e bufou. – Igualzinho o dono!

– Doggão vem cá minha pitchuquinha fofa. — O homem abraçou seu cachorro e o levantou no colo. – Coitado, pegando em sujeira. — Desanimou fitando o animalzinho. – Depois dessa, vou ter que dar-lhe um bom banho!

– Quem você pensa que está chamando de sujo seu larápio sem vergonha! — Exclamou o músico fuzilando o negro com o olhar.

– Vamos enfeitar esse mundo com alegria! — Animou o pintor atirando uma onda de arco-íris na sala.

– Com certeza são uns loucos! — Agora a elementalista da água estava se contorcendo de dor no chão de tanto rir.

– Muito bom! — Diddy estendeu um leve sorriso e fitou o primeiro andar por alguns minutos.

Ela não se sentia nada bem em relação ao líder do time, achava que ele era solitário e que por mais que ofendesse todos ali, Hankaruko também é um membro da equipe e deveria se juntar a eles.

Quanto ao espadachim, vejamos como ele está. O primeiro andar da casa era apenas para quem era considerado VIP, ou seja, os mais poderosos da equipe. O local é amplo e espaçoso, há pilares e o chão e as paredes são feitas de um azulejo cristalino, e os móveis do lugar também são de primeira. Há uma sala grande com uma TV de plasma, sofás e aparelhos de som. O cômodo tem três quartos e três banheiros.

– Então Hankaruko-Taichou. — Aproximou-se um jovem de cabelos lisos e claros, usava um, sobretudo parecido com o do líder, contudo, ao invés dos detalhes da roupa serem de cor púrpura, era de cor branca. – Parece que eles não têm mais respeito por você.

– Orange. — O guerreiro fitou seu companheiro e acomodou-se no sofá. – Sim, estou cansado dessas indiretas desse povo! — Bufou revirando os olhos. – Deveríamos ensinar-lhes uma lição.

– Esse lugar é pequeno demais para todos nós. — Comentou outro rapaz se aproximando. Era um homem de pele escura, usava um Black Power, vestia-se com uma capa preta e detalhes de cor laranja. – Nós poderíamos banir todos eles daqui, e ficar com o lugar apenas para nós.

– Mr.L... — O líder desviou o olhar para o maior indignado. – Eu pensei em fazer algo apenas para que sentissem medo ou algo do tipo...

– Não. O pequeno irmão tem razão. — O cientista ficou lado a lado com o maior. – Enquanto eles estiverem aqui, sempre vão estar nos atrapalhando. — Estranho a forma como um tratava o outro. O maior chamava Orange de grande irmão, agora o menor chamava o Mr.L de pequeno irmão, sendo que os tamanhos eram completamente invertidos.

– Você mesmo disse, o lugar está cheio de lixo. — Complementou o moreno. – Veja só o Cobal, ele é um de nós, e está fazendo amizade com eles...

– Sim, mas eu não sei... — Parecia haver algo que fazia com que o espadachim recuasse. Seria alguma luz em seu coração frio? – Nunca havia pensado em despejar todos daqui.

– Seu coração ainda não está 100% corrompido. — Disse uma garotinha escondida atrás dos dois companheiros de Hankaruko.

– O que? — O mais velho se levantou irritado. – Quem é essa garota? Não sabe que esse lugar é apenas para a classe VIP?

Orange e Mr.L não disseram nada, enquanto a menor começou a proferir algumas palavras em tom inaudível.

– Espera ai... — O guerreiro virou sua foice para trás e mirou na menor com o braço falso, nisso, os seus dois amigos foram na frente do ataque. – O que vocês estão fazendo?

– Junte-se a nós Hankaruko. — Aproximou-se o maior. – Você se sentirá melhor.

– Você é do tipo escuridão. — A jovem fez um sorriso maléfico. – Meu tipo favorito! Mas ainda lhe resta uma gota de luz em seu coração... — A menor criou uma esfera visando todos os movimentos do guerreiro. – É hora de remover toda essa bondade!

– Desgraçada! — Sem entender, o líder se solta dos dois companheiros e parte para cima da rapariga, nisso, há uma explosão de escuridão dentro da sala VIP, fazendo toda a casa toda estremecer. Uma fumaça negra sai do primeiro andar descendo até as escadas.

– O que foi isso? — Todos ali desviaram suas atenções para o primeiro andar.

– Deve ter acontecido alguma coisa. — Joel começou a subir para checar, porém pára no caminho.

– O que foi Joel? O que aconteceu? — Perguntaram em coro.

–Hankaruko... — O cozinheiro estranhou o amigo que estava se aproximando como se nada tivesse acontecido.

O guerreiro da escuridão aparece, junto com os seus dois ajudantes e estende os braços para o alto e diz para todos escutarem.

– Chega! — O mais velho estava com uma face sombria, diferente da maior parte do tempo, seu corpo exalava uma escuridão densa por todo o local, deixando os membros com frio e sentimentos negativos. – Acabou a festa! Parou tudo!

– O que está acontecendo? — A loira cochichou com o guerreiro colorido.

– Não sei. — Cruzou os braços fitando-os. – Aquele de cabelos lisos e com várias correntes de cor laranja no sobretudo é o Orange, o cientista da classe VIP. O outro de Black Power se chama Mr. L. O jardineiro da equipe... Ambos são companheiros do Hankaruko.

– Entendi. — Desviou o olhar para ambos.

– Eu e meus parceiros decidimos impor uma nova regra. — Apontou para a porta. – Todos vocês da classe ralé! Fora daqui agora!

– O que? — O cozinheiro arregalou os olhos.

– Eu entendi errado? — Gabriel questionou. – Ele nos mandou embora?

– É isso mesmo que vocês ouviram! Nós não precisamos de gente fraca na equipe! — Gargalhou o espadachim malevolamente. – Por isso, decidimos por ordem e mandar todo o lixo para fora!

Todos se entreolharam por alguns segundos em silêncio, até começarem a protestar.

– Por que isso de repente? — Alex descruzou os braços e fuzilou os três com o olhar. – Por que você está fazendo isso?!

– Você não pode nos mandar embora! — Respondeu a morena prontamente. – Foi o Gabriel que fundou a equipe e nos acolheu!

– E daí? — O cientista disse. – Ele está desaparecido. Não vamos ficar remoendo essas coisas. É passado!

– Pare com isso Hankaruko! — Gritou Diva ao lado de sua irmã. – Você não pode fazer isso! Se o Ritcher souber...

– O Ritcher não pode fazer nada! — Riu o outro jovem de pele escura enquanto penteava seu Black Power. – Ele está sempre viajando, e mesmo que estivesse aqui, não poderia fazer nada contra nós.

– Estranho. Muito estranho. — Comenta o músico estranhando. – Ambos parecem muito diferentes, estão muito frios, eles podiam ser uns chatos, mas dessa vez... — O menor colocou as mãos sobre o peito estremecendo. – Está muito frio...

– Espera ai! — Cobal usou o seu elemento, fazendo seu corpo desaparecer em flashes de luzes e reaparecer ao lado dos três mais velhos. – Vocês estão de brincadeira! Conheço vocês! — Estendeu um sorriso largo (Apesar de que ainda estava comendo um peixe) abraçando os três parceiros.

– Eu imaginei que não iriam embora por bem mesmo. — O taichou ignorou o amigo e estralou os dedos fazendo com que Orange e Mr. L avançassem para frente. – Então irão por mal!

– Vocês não podem estar falando sério. — Engoliu seco e fechou a cara fitando os movimentos dos amigos.

– Isso é para o bem da comunidade, Cobal. — Respondeu Hankaruko ignorando o cheiro de peixe.

Cobal ficou sem reação ao ver o que seus amigos estavam fazendo. Orange pulou as escadas e caiu em cima de uma mesa, frente a frente com Alex e Diddy. Nisso, o cientista ergueu os braços para o alto e tudo o que emanava energia elétrica parou de funcionar. As luzes são apagadas, deixando apenas com que a claridade da luz do sol ilumine o local. De repente, toda essa energia é formada nas mãos do inimigo, causando curtos circuitos.

– O elemento dele é luz! — Recuou o jovem mascarado. – Tome cuidado Diddy! Sua especialidade é poder usar e controlar tudo que tenha que seja fonte energia elétrica!

– Ah desculpe gente... — A loira disse em tom de desânimo. – Isso tudo está acontecendo porque eu vim aqui não é?

– Não se preocupe Diddy! — Gabriel expôs sua guitarra para todos. – Na verdade, estávamos esperando isso há muito tempo! Precisamos realmente resolver algumas coisas.

– Malditos! Se vocês encostarem um dedo na Saya-san, Diva-chan ou Diddy-swan, vão se ver comigo! — Gritou Joel em meio às chamas do amor. – Ragna e Sol! — Prontamente, Joel remove sua roupa de cozinheiro, revelando sua aparência como lutador. Ele usa um sobretudo cumprido, coturno com spikes, um colar dourado, óculos escuros e uma máscara cobrindo a boca. Também está segurando duas espadas, uma de cor dourada e a outra é avermelhada.

– Carambola Rocambole Joel! — Aplaudiu Cobal todo animado. – Que visual mais rox o seu! Parece até aquele personagem de anime Kakashi! Ou o Tousen, muito da hora manolo!

– Verdade, me lembrou o filme MIB homens de preto. — Ajudou Gabriel caindo no riso. – Muito chique!

– Você não consegue falar uma frase sem ser comida Cobal! — O homem de pele escura ameaça partir para cima do outro que já estava imaginando coisas.

– Vocês três! Não é hora para isso! — A elementalista de água atira três cubos de gelo nos atrapalhados.

Quanto ao Mr. L... Este desviou sua atenção para os outros três: Gabriel, Saya e Diva. O jovem apontou um bastão para fora da casa. Sem dizer nada, apenas estendeu um leve sorriso encarando-os.

– O que ele está fazendo? — Perguntou Saya sem entender.

– O elemento dele é terra caramba! — Avisou Joel nas escadas.

Mr. L pegou as pedras e rochas que estavam do lado de fora da casa e atacou sem piedade as duas garotas junto com o músico da equipe. Ao mesmo tempo, Orange dispersou aquela energia, fazendo com que os raios penetrem por alguns pára-raios que o mesmo instalou na casa, deixando uma onda de energia, impedindo que os membros da equipe fujam. Quanto à Hankaruko, este apenas assiste a luta de braços cruzados, enquanto Cobal está indignado com as ações dos amigos e Joel ameaça atacar o espadachim.

Em meio a destroços e a casa desabando por completo, a batalha se inicia. O que farão os nossos heróis? O que houve com Hankaruko e os seus parceiros? Continua...

Notas finais
Quem não mandar reviews vai apanhar na batalha do próximo capítulo! ò.ó *apanha*