Aventura Celestial

19 Circuito enigmático.


Notas iniciais
Como vimos no capítulo anterior, nossos heróis finalmente contra atacam a equipe Anti-Random. Primeiramente, vejamos a batalha de Honey contra os dois heróis: Orange e Cobal. O local de batalha estava infestado de insetos de todos os tipos e tamanhos. Enormes formigas saúvas saiam de suas tocas, todavia, sempre que ameaçavam se aproximar eram destruídas sem dó e sem piedade pelos raios que o cientista emitia. Agora Orange possui um medidor, que pode aumentar a quantidade de volts de sua arma o quanto quiser, tendo então, uma vantagem sobre o inimigo.

Aventura Celestial. — Capítulo 19. — Circuito enigmático.

– Ataquem meus filhos e filhas! — Honey apontou para os dois amigos e então inúmeros insetos os atacaram de todos os lados. Todavia, não foram páreas para o menor.


– Razonde! — O elementalista da luz concentrou sua energia nas palmas de suas mãos, então jogou a sua arma para o alto e emitiu a onda de choque que havia emanado em suas mãos. Formando um enorme circulo de raios à sua volta, eletrocutando todos os monstros. Depois dessa ação, sua arma cai de volta em suas mãos.


–... — O mais velho fica sem palavras ao ver suas criações serem derrotadas com tão pouco esforço. Ao perceber isso, Cobal guarda sua excalibur já dizendo que a força de seu amigo já basta para derrotá-lo.


– Desista. — Respondeu Orange fitando o inimigo calmamente. – Seus monstros não podem nem me tocar... Como poderá me derrotar, junto ao meu parceiro?


O maior colocou uma mão sobre a testa e levantou um leve sorriso. Então começou a rir, como se estivesse debochando, ou cantando vitória antes da hora.


– Está tão assustado que começou a rir de sua própria derrota. — Diz o rapaz vitorioso. – Vejamos... O que será de você e de seus insetos com mais de 10 mil volts? — Sua arma começou a brilhar, provavelmente deve sair um canhão de luz pela forma como a energia se reunia em um único ponto.


– Excelente! — Honey levantou os dois braços para o alto, como se estivesse pronto para o ataque. – Sua energia será do nosso Golem!


– O que? — Estranhou o cientista.


– Orange, cuidado! — Avisou seu companheiro olhando para os lados.


Imediatamente, em um andar um pouco acima, há uma sala vazia e enorme, onde há uma criatura imensa e sem forma. Ainda não se sabe o que é, mas possui enormes garras e braços mecânicos. Ela começa a sugar a energia de todos os heróis espalhados pela torre dos inimigos. E suas energias são puxadas drasticamente, esgotando Orange, que estava para disparar algo grande.


– O que é isso? — Bufou o cientista largando sua arma no chão. – De repente fiquei exausto!


– Eu também estou cansado Orange. — Retrucou o guerreiro sem entender o que aconteceu. – Você deve estar pior, por ter usado uma grande fonte de energia de uma só vez.


– Exatamente. — O Anti-Random sorriu satisfeito e juntou os braços novamente como se estivesse vibrado de emoção. – Sua energia serviu de alimento para o nosso Golem. Ele continuará a sugar suas energias levemente, até que vocês morram.


– Não pode ser. — Ambos entreolharam-se assustados. – Ou seja, precisamos acabar com essa coisa antes que ela nos prejudique!


– Mas para isso precisaram passar por mim! — Ao desviarem o olhar, viram Honey montado em um enorme besouro, que ao colidir com o cientista, com a força, jogou-o longe.


– Orange! — Gritou Cobal seguindo seu parceiro com o olhar.


– Desgraçado... — Disse o jovem meio atordoado. Ao tentar pegar a sua arma, percebeu que não podia. Estava preso em uma enorme teia de aranha. – Merda! — E uma enorme aranha caranguejeira se aproximava para devorá-lo. – Não deixarei que se aproxime! — Orange concentrou sua energia em todo o seu corpo, podendo explodir volts para todos os lados, contudo, Honey o impede.


– Enxame perfeito! — O assassino manda um enxame de abelhas atacarem o corpo do pobre rapaz. – Formação aviária! — Conforme o inimigo mandava, as abelhas o obedeciam, e juntas, formavam um ataque desenhando um avião.


– Aaaah! — Gritou o menor gorfando sangue.


– Essas abelhas são especiais. — Respondeu o estrategista empolgado. – Elas têm partículas do Golem em seus corpos, podendo absorver sua energia.


Irritado, Cobal pega sua excalibur e ameaça partir ajudar seu companheiro.
– Opa! Pó cintilante! — Então enormes mariposas surgiram no caminho do guerreiro, e batendo suas asas em direção ao elementalista da luz, elas soltam um pó alaranjado de suas asas, que ao tocar os olhos do oponente, o cegam temporariamente. – É agora! — Uma aranha, desta vez uma viúva negra, enlaça a espada de Cobal e puxa, deixando-o além de cego, desarmado. Ou seja, completamente vulnerável.


– Essa não! — Clamou o guerreiro desesperado com as mãos sobre os olhos.


– Vocês entraram no meu ninho por vontade própria. Meus filhos e filhas estão famintos, já tem um tempo que não se alimentam de carne humana. — Gargalhou tirando o manto de seu corpo, revelando seu corpo metade de escorpião. – Acham que deixarei carne fresca passar? Bom apetite! — E partiu para cima dos jovens que não tinham como se defender.


Então vejamos agora o que houve com o construtor e o cozinheiro no subsolo. Ora, a sala estava bem animada, com uma estranha fumaça pelo lugar e luzes por todos os lados. O que estava havendo? Simples: Competição de rap. Joel estava lá, vestido com um sobretudo deslumbrante, óculos escuros e remexendo em um aparelho de DJ. Apesar de que o desafiante não se deixou ser intimidado e retrucou da mesma maneira, sobrando para Cax ser o juiz dessa batalha de músicas.


– Pode dizer Cax! As batidas da minha caixa de som são mais potentes! Visto que são tocadas com amor. — Estava com os olhos brilhando, ao lembrar-se das suas companheiras. – O amor é o que me deixa mais forte! — Disse envolto de corações.


– Não sei... — O moreno parecia estar indeciso. – Seria bom se o Gabriel estivesse aqui...


– Seja sincero meu amigo. — Completa o grupo de cinco Panzers tocando instrumentos musicais. – Entenderei se eu não for escolhido... — Deixou lágrimas caírem. – Mas saiba de uma coisa... Minha música reflete nossa amizade e forças de um construtor! Todo o nosso esforço, de construir e reconstruir! De melhorar nossos laços de amizade por realizar tais ações sensacionais!


– Ai droga! — Com as mãos sobre a cabeça e sem saber o que dizer, Cax resolve dar uma resposta definitiva. – Empate!


– Está tirando uma com a minha cara?! — Gritou o homem de pele escura fitando-o com seus olhos vermelhos de raiva e os corações sendo destruídos. – Você não sabe o que é amor?!


– Como assim empate? — Exclamou o outro negro irritado. – Você não liga para os sentimentos de um verdadeiro construtor? Esperava mais de você! — Enforcava o menor.

– Mas você disse que entenderia a minha escolha! — Clamou Cax tentando se defender.


– Há! — O cozinheiro largou seu equipamento de som. – Quer saber! O jeito de resolver essa parada é na porrada mesmo!


– Agora você disse minha língua. — Concorda Panzer se afastando.


– Vou mostrar o resultado do meu treinamento. — Joel juntou as mãos e concentrou sua energia mística. – Amigos! Não importa o quão longe estão... Recebam meus poderes! Shifta! Deband!


Ao proferir essas palavras, instantaneamente seu corpo aumentou de tamanho, assim como das outras vezes. Aumentando sua força e sua defesa, além disso, ajudou também seus companheiros, que “cresceram” da mesma forma.


– Super! — Vibrou o moreno pegando nos músculos de seu próprio corpo. – Agora poderei me tornar um personal trainer!


– Cax já usei a minha Shifta e Deband para fortalecer todo mundo. — Desviou sua atenção para o menor. – Preciso da sua ajuda aqui também.


– Ok! Vou mostrar minha nova técnica mística! — O construtor silenciou-se por alguns minutos. Joel e Panzer só na pipoca, esperando a ação do jovem. Até que este fez com as mãos como se fizesse um corte no ar, então a força e a defesa de todos os Anti-Randons caiu. Enfraquecendo-os.

– Tomem meu poder! Jellen e Zalure!


– Incrível... — Retrucou Panzer com os olhos brilhando. – Mas você me traiu! — Clamou o jovem cheio de lágrimas. – Por quê?

– Desculpe é que eu... — Respondeu o moreno sorrindo sem graça.


– Chega de lamentar! — Rangeu os dentes e criou inúmeras cópias, cobrindo todo o local de Panzer’s. – Vou lhes mostrar a fúria de um construtor! Golem! Reversão!


– Quem você está chamando? — Perguntou o cozinheiro coçando a cabeça.
E novamente, aquele estranho ser que sugou a energia de todos os heróis àquela hora age. Ele tira um espelho de sua carapaça e mira em outro espelho. Então as forças que Cax e Joel ganharam, é trocada pelo poder que usaram no inimigo multiplicador! Ou seja, ambos estão agora com Jellen e Zalure, quanto à Panzer, este está com Shifta e Deband.


– O que está acontecendo? — Disseram ambos os elementalista místicos confusos. – Nossa força se foi!


– Experimentem agora a revanche multiplicada por cem! — Multiplicando-se até ficarem cem Panzer’s, o inimigo golpeia ambos os jovens que estão no centro do ataque.


– Socorro! — Gritou Cax, levando uns socos diretamente no estômago ficando atordoado e em seguida, vários Panzer’s o derrubam e enchem-lhe de chutes.


– Não pode ser... — Joel tentava se defender dos ataques, porém, por estar mais fraco, era facilmente atingido.


– Agora será o seu fim! — Gargalhou o primeiro Panzer.


Paremos por aqui. Isso mesmo caros leitores, fiquem curiosos por um breve momento. Veremos como anda as duas elementalistas do fogo: Diddy e Saya, que enfrentam Devaneio, a jovem com poderes elásticos. Ambas as três estavam na cozinha, o primeiro andar.


– Soco dinamite! — Disse Saya desferindo um golpe certeiro na barriga da elfa.


– Forma balão! — A jovem inchou-se feito um balão, assim o soco da menor não a atingiu.


– Vai ficar maior do que já é? — Zombou a navegadora.


– Bazuca de borracha! — A maior voltou ao normal e juntou ambos os braços para trás e bateu-os diretamente contra Saya, que se defendeu com um escudo de cristal. – Que arma é essa?


– Gostou? — Sorriu a morena ao ser empurrada para trás, ao defender o golpe. – Esta é a minha nova arma, com ela eu posso saber onde estão meus amigos e inimigos. — A moça recolheu seu cristal e atirou-o contra a parede. Este então começou a quicar por todos os lados, confundindo Devaneio que não sabia por onde viria o ataque.


– Droga! Que golpe mais apelativo! — A elfa tentava acompanhar o cristal que batia por todos os lados com os olhos.


– Ponta martelo! — Por estar distraída, Devaneio leva um poderoso chute da navegadora, jogando-a para trás. Nisso... – Enrole pendulum! — Aproveitando este momento, a menor trouxe o cristal até a Anti-Random, enrolando na inimiga, prendendo-a. – Ótimo! Agora você é incapaz de se mover. Você já perdeu.


– E no fim nem precisou da minha ajuda. — Respondeu a loira sorrindo sem graça.


– Pois é. — A morena colocou uma mão sobre a cabeça, mostrando a língua. – Foi mal não te deixar nenhum pedacinho dela. – Gargalhou. — Eu estava irritada já com essa elfa.

– Parem de se vangloriar suas velhas! — Gritou à jovem debatendo-se. – Isso não acabou ainda. Primeira marcha! — Devaneio esquentou seu próprio sangue, fazendo-o sair em forma de vapor de seu corpo, adquirindo uma nova forma e força. – Não posso perder aqui!


– O que está acontecendo? — Diddy se assusta com o que a elfa faz consigo mesma.


– A cor dela que era roxa... Ficou vermelha! — Exclamou Saya com as mãos sobre a face.


Não se importando com os efeitos colaterais, a cozinheira apela para o seu golpe secreto. O cristal que a prendia acaba se destruindo pelo poder de sua força, então a jovem em uma velocidade da luz, chega até Saya, disparando uma onda de poder que a joga longe.


– Aaaah! — Gritou a menor atordoada. – O que é isso?!


– Ah... Não pode ver o meu golpe não é? — Olhou-a com desdém. – Você me fez passar por péssimos momentos minha cara. Agora serei eu quem a fará passar vergonha!


– Vagalume! — A Anti-Random se esqueceu que havia outra elementalista do fogo na cozinha. Esta espalhou várias bolinhas amarelas por todo o local, parecendo vários vagalumes. – Em chamas! — Ao fechar os punhos, todas aquelas bolinhas explodem, tomando a cozinha pelo fogo.


– Aaaaah! — Clamou a jovem em meio a chamas.


– Consegui! — Bradou Diddy. – O seu ponto fraco, é não ser resistente ao fogo! — Esta sinalizou para sua companheira, que já entendeu o que devia fazer. Mirando na inimiga que se debatia novamente, sem misericórdia, Saya dispara seu novo poder. Da ponta de seus dedos sai um tipo de chicote de lava, que ao bater em Devaneio, causa-lhe um grave dano em suas costas, derrotando-a.


– Beleza! — A navegadora removeu o fogo que estava pela cozinha, deixando apenas os seus destroços. – Ok. Não precisamos tirar a sua vida. Vamos salvar Diva!


– Esperem... — Interveio a Anti-Random com sangue por todo o corpo, devido às queimaduras e com a sua costa. – Golem! Conceda-me a segunda marcha! — Clamou desesperada, parando Saya e Diddy que estavam prestes a sair do local.


– Não pode ser... — Olharam ambas pasmadas pela determinação que Devaneio tomara.


Então a criatura que novamente tomava aquela sala misteriosa, passou a brilhar, dando mais poderes para Devaneio, fazendo-a poder inchar os seus membros, tornando-a gigante. Que o segundo round comece... Contudo, pulemos agora para a cena de Orange e Cobal, que estavam naquela enrascada contra Honey.


– Toma! Toma, toma! — Quanto mais o homem metade escorpião mutilava sua vítima, mais se excitava.


– Pare! — Gritou o cientista desesperado.


– Oh... Está me pedindo para ter compaixão de seu companheiro? — Fitou Orange, com um sorriso no rosto. – Tudo bem, vou parar por aqui e irei me divertir com você. — Para finalizar, com sua cauda o Anti-Random injeta veneno direto no coração de Cobal. – Você não vai morrer, só apliquei no seu coração, porque à medida que ele bate, todo o sangue do seu corpo é jorrado para si não é mesmo? Assim o veneno se espalhará mais rapidamente. Apesar de que seu sofrimento não vai se cessar tão rápido...


– Não pode ser. — Disse o elementalista da luz deixando lágrimas nos olhos e seu corpo todo furado.


– Agora vou me divertir com o outro. — Virou-se para o mais jovem, preso na teia de aranha. – Aracnide! Não precisa mais se segurar. — Apontou para a enorme aranha acima do cientista. – Pode começar o jantar.


– Pode parar por ai. — De repente, poros de cor esverdeada surgiram no local. Alguém além dos três jovens adentrou na sala. Era uma voz grossa, de alguém totalmente desconhecido. – Não deixarei você fazer o que bem desejar com eles.


– Ah não! Na melhor parte! — Honey rangeu os dentes irritado. – Não deixarei que ninguém me interfira. Meus filhos e filhas ataquem-no. — Retrucou sem nem desviar o olhar para quem era.


– Pop greens! — Completa o jovem estendendo as mãos para o alto, atirando sementes no chão. – Devorem-nos!


Imediatamente, plantas carnívoras enormes surgiram no local de batalha, devorando quase todos os insetos ali presentes. Elas se formaram das sementes que o rapaz jogou no chão.


– Que porra é essa? — Agora o Anti-Random deu total atenção para o misterioso ser. – O que você fez?


– Será que eu lhe dou medo? — Era um homem de manto negro com detalhes verdes, e a usava uma máscara de caveira. Este começou a se aproximar do guerreiro que estava envenenado, sofrendo de dor do outro lado.


– Um esquisito de poderes estranhos. — Bufou Honey irritado. – Golem! — Antes que pudesse proferir alguma coisa, é atacado por um flash de luz por trás.


Não foram apenas as plantas carnívoras que ajudaram a acabar com os insetos. Trepadeiras cheias de espinhos rasgaram a teia de aranha que o cientista estava aprisionado, e ao finalmente ter se livrado, Orange contra-atacou o escorpion-man.


– Poros curativos. — O jovem colocou a mão sobre o coração de Cobal e sugou todo o veneno que estava no menor. – Está curado. Pode se levantar.


– Ah... — O guerreiro levantou aliviado. – Você me salvou... Obrigado. — Agradeceu o menor.


– De nada. — Ao virar-se para Honey, atirou uma gosma roxa sobre o corpo do inimigo. Era o veneno que ele tinha retirado do corpo de Cobal. – Experimente você, o quão gostoso é ser envenenado.


– Quem é você? — Retrucou o homem inseto suando frio. – Que raios de poderes são esses?


– Eu sou Lord Fekêda. — Guardou uma caixa coberta de plantas. – O elementalista da folha. — Virou-se para trás, indo para o próximo andar. – Orange, Cobal, a batalha é de vocês. Já fiz o que tinha que fazer.


– Alguém que usa o elemento folha? — O guerreiro arregalou os olhos.


– É a primeira vez que vejo um. — Afirma o cientista.


– Maldito! — Rugiu o Anti-Random furioso. – Tirar o alimento da boca de alguém é muita maldade!


– Excalibur! — O elementalista da luz pega sua espada novamente. – Chuva dourada! — E contra atacou com três ataques na velocidade da luz o inimigo, explodindo luzes por todos os lados. Derrotando finalmente Honey.


– Vitória! — Bradaram ambos os heróis alegres.


Voltemos agora para Joel e Cax, que enfrentavam os inúmeros Panzer’s. A situação estava crítica. Por todos os lados vinham ataques dos inimigos, e os nossos heróis nem podiam se defender. Foi então que o cozinheiro teve de apelar para seu golpe secreto.


– Cax! — Gritou fitando seu companheiro que tentava se defender dos inimigos. – Preste atenção! Não é sempre que eu revelo esta minha técnica! — O jovem colocou as mãos sobre sua costela e retirou de seu próprio corpo duas espadas pontiagudas. Uma dourada e a outra de cor prata. – Ragna! Sol! Brilhem!


– O que é aquilo? — Perguntaram os Anti-Randons desviando sua atenção para o forte brilho que Joel emanava de suas espadas.


– Glóbulo atômico! — Ao encostar Ragna e Sol uma na outra, uma enorme explosão acontece à sua volta, pegando todos os Panzer’s ao redor. Por fazerem parte do corpo do negro, elas emitiam seus glóbulos vermelhos do seu sangue, que é radioativo e nuclear. – Ragna é a minha espada que contém glóbulos nucleares e a Sol é a espada que contém glóbulos radioativos. — Afirma Joel. – Não conte para ninguém sobre esse meu poder especial. Apenas o Hankaruko e a Saya sabem disso.


– Que da hora! — Bradou o companheiro animado.


– Desgraçado. — Falou o líder dos Panzer’s. – Peguem ele! — Ao apontar para o seu rival, todos os Anti-Randons partem para cima do cozinheiro. Entretanto, número não é o suficiente para lhe intimidar. O homem de pele escura luta contra todos. Ao encostar a espada dourada no corpo do inimigo, ele explode. E ao encostar a Sol, o sangue do Joel que estava nela, entra pelas artérias do Anti-Random, tornando-o uma bomba viva. Logo, metade do batalhão já havia sido derrotado. – Maldito!


– Deixa alguns pra mim Joel! — Clamou o moreno entusiasmado mirando para os Panzer’s restantes. – Chuva de cometas! — Ao erguer os braços para o alto, uma dimensão surgiu no teto da sala visando o espaço. Então uma chuva de meteoros caiu sobre os inimigos que haviam sobrado, dizimando-os completamente.


– Não pode ser- — Bufou o construtor Anti-Random boquiaberto. – Vocês conseguiram me derrotar. — O maior ajoelhou-se com as mãos sobre o rosto. – Foi uma completa derrota. Podem seguir para o próximo andar.


– Sensato da sua parte em desistir. — Retrucou o negro com um sorriso vitorioso. – Viste que não é páreo para o meu poder.


– É a união do nosso poder! — Cax estapeou o maior.


– Como é que é? — O cozinheiro fuzilou seu parceiro com o olhar. – Em momento algum eu pedi a sua ajuda.


– Mal agradecido! — O mais jovem torceu o nariz e completou. – Então por que a gente não resolve isso aqui e agora?


Enquanto ambos discutiam para ver quem era o melhor, Panzer aproveita este momento para agir. Em silêncio, ele se multiplica novamente, todavia ao invés de se espalhar, dessa vez ele junta todos os inimigos, formando um único Panzer... Gigante. O construtor atira seu cetro diretamente contra os dois heróis, Cax consegue desviar, contudo não podemos dizer o mesmo de seu parceiro que foi pego pelo ataque, ficando preso na parede.


– Aaah! — As espadas Ragna e Sol caem de suas mãos.


– É isso o que acontece com quem canta vitória antes da hora. — Gargalhou o rapaz chutando suas espadas para longe. – Agora assista o seu amigo ser morto pelas minhas mãos. – E desviou sua atenção para o outro construtor.


– Espera ai Panzer! — Recuou o moreno sem graça. – Nós não somos amigos? Ambos somos construtores!


– Sim, mas este barco é pequeno demais para nós dois. — Retruca o gigante capturando o menor. – Vocês vermes me fizeram passar mal um bocado... — Sorriu o jovem de armadura apertando Cax. – Espera ai, será que vermes tem ossos? É o que vamos ver...


– P-Pare! — Gaguejou o herói com seus ossos sendo destroçados pelo maior. – Aaaah! Socorro!


– Droga, se eu pudesse me soltar! — O cozinheiro se esforçava para tirar o cetro de cima de si. – Pior que ainda estou sobre efeito do Jellen e Zalure.


– Antes de finalizar, te darei dez segundos para rezar. — O inimigo jogou o moreno perto de seu companheiro. – Quando o tempo acabar esmagarei ambos juntos. — E começou a contar.


– Cax! Você não pode fazer nada? — Perguntou o maior desesperado.


– Eu tenho um plano. — O construtor contou-lhe o que planejava. – Vou disparar um raio místico do meu corpo, que vai lhe tirar imediatamente daí. Então você poderá pegar a Ragna e a Sol e acabar com ele.


– Será que vai funcionar? — Desanimou o negro.


– Dez! — O gigante terminou a contagem. – Preparados para morrer? — Ameaçou dar um pulo.


– Não há nada que não possamos conseguir, senão tentarmos! — Com a força do pensamento, Cax emanou uma onda de raios de seu corpo, que ao tocar o corpo de seu parceiro, fez esse pular desesperado conseguindo se livrar do cetro que lhe prendia. – Você quer me torrar seu maldito?! — Exclamou irritado e usando o poder da levitação, trouxe suas espadas para perto de si novamente.


– Agora já é tarde demais! — Panzer já estava em cima de ambos.


– Não nos subestime! — O cozinheiro saltou para o alto, e dando uma giratória no ar, ele acerta o Anti-Random no peito, jogando-o longe. Finalmente, Panzer caiu derrotado. – Pronto!


– É isso ai. — Sorriu o herói caído no chão.


E assim conseguiram vencer o jovem que se multiplicava. Vejamos agora a tensa batalha que rolava entre Diddy, Saya e Devaneio. A jovem de poderes elásticos clamou para aquele tal Golem lhe conceder a “segunda marcha”. Ao colocar o polegar sobre a boca e assoprar, a moça conseguiu aumentar o tamanho de seus membros, quase como o Panzer, entretanto, esta conseguia apenas aumentar uma parte de seu corpo. Ela dispara um soco gigante sobre ambas as heroínas que estavam para sair do local.


– Como você é teimosa! — A loira desviou do ataque e tirou suas magnuns mirando no braço da inimiga. A menor da alguns pulos e cambalhotas, atirando na Anti-Random. Entretanto, as balas não surtem efeito na jovem de poderes elásticos. Pois não penetram na pele da maior, fazendo as balas voltarem com tudo em direção de Diddy. – Aaaah!


– Circulo de magma! — Saya concentra sua energia na ponta dos pés que emite um plasma de lava, e ao dar uma volta de 360°, ela forma um circulo no ar feito de fogo.


– Nem mesmo o fogo de vocês serão páreos para me parar agora! — O corpo da elfa começa a se escurecer. – Terceira marcha! — E fica tão resistente e duro, que nem o fogo e o magma podem lhe causar algum dano. – Chute imperial! — E assim contra-ataca Saya, esmagando-a no teto do lugar.


– Isso é trapaça... — Desanima a loira com as mãos sobre os braços, ferida pelos tiros de sua própria arma. – Nada que fazemos surte efeito nessa gorda...


– Ainda tem uma coisa que eu não tentei... — Disse a navegadora fazendo sinais com as mãos.


– Vai invocar aquela coisa? — Perguntou a capitã da equipe assustada.


– Aquela o quê? — Devaneio revirou os olhos confusa. – Do que é que vocês estão falando?


– Nem precisa. — Respondeu Saya sinalizando a vitória. – Iríamos gastar energia demais para trazê-lo até aqui. — A mulher mirou a palma de suas mãos para a elfa. – Sen’ei Ta Jashu! — Cobras saem demasiadamente de suas mãos atacando a Anti-Random de diversos ângulos, sem lhe dar uma chance de escapatória. – Elas possuem um veneno fatal, que ao picar-lhe poderá te secar até a morte!


– Que horror! — Clamou a jovem desesperada. – Odeio cobras!


– Impressionante. — Disse a menor sorridente. – Então vou te ajudar! Explosão de marte! — O corpo de Diddy começou a brilhar e esta partiu para cima de Devaneio, que tentava se defender das cobras.

– Kyodaijya! — Ao pronunciar essas palavras, algumas das cobras invocadas a protegem de contra-ataques. Dando-lhe mais oportunidade para estender o seu império de cobras.


– Há! É só eu endurecer o meu corpo com a terceira marcha, que nem suas cobras poderão colocar o seu veneno! — Disse já se preparando.


– Então só precisamos mudar a estratégia. — A loira aproveitou o momento que Devaneio usava a terceira marcha para endurecer o seu corpo e atirou nela, explodindo aquela carapaça que lhe envolvia. Ficando desprotegida então, e revelando novamente sua pele elástica.


– Não pode ser! Você trocou a arma, na hora que eu usei a terceira marcha? — A elfa arregalou os olhos surpresa.


– Veneno letal! — Aproveitando aquela brecha no corpo da Anti-Random, Saya invocou a Manda, uma enorme serpente que aplicou seu veneno naquela parte desprotegida do corpo de Devaneio, derrotando-a de uma vez por todas. – Você não vai morrer, mas seu corpo ficará paralisado por um tempo.

A elfa caiu dura no chão, enquanto as duas elementalistas do fogo comemoravam. E assim, as duplas do elemento místico, fogo e luz completam suas missões com sucesso. E as duplas dos elementos: Ar, terra e escuridão? E o jovem do elemento folha que vaga pela torre dos inimigos? Continua...

Notas finais
Quem quer review, mande review! *¬*