Aventura Celestial

10 Bom apetite! Uma aventura de dar água na boca!


Notas iniciais
No capítulo anterior, nossos heróis concluíram suas missões. Restando apenas o último grupo: Quarteto Hankaruko, constituídos pelos membros da classe VIP: Orange, o cientista do grupo. Mr. L, o carpinteiro, Cobal o guerreiro guloso e Hankaruko, o ceifador das trevas.

Aventura Celestial. — Capítulo 10. — Bom apetite: Uma aventura de dar água na boca!

Iniciemos a aventura no país das maravilhas onde a carne dos animais é tão suculenta que derrete de apenas tocar na língua. Rios de sucos variados com uma excelente fonte de vitaminas transbordam em um mar cheio de fluidos maravilhosos e bebidas refrescantes.

– Ah que maravilha! — Exclamou Cobal todo contente.

– Que empolgação toda é essa Cobal? — Perguntou o menor a frente.

– Só de imaginar como será essa aventura que faremos já me da água na boca!

– Cuidado hein, o Cobal vai devorar tudo o que ver pela frente. — Brincou Mr. L cutucando seu parceiro.

– Não encha o saco Mr. L. — Bufou Orange irritado.

– Nossa, por que esse mau humor todo? — Perguntou seu irmão.

– Nós dois não conseguimos completar nossa missão de atrapalhar aqueles babacas da nossa equipe. — Respondeu o cientista fechando os punhos. – Eles conseguiram uma atiradora para a equipe, e um construtor! Dessa vez eles progrediram!

– Depois que aquela Diddy entrou para a equipe... — Completou o Black Power relembrando. – Tudo começou a desabar.

– Não diga coisas desnecessárias amigos. — Disse o mais velho fitando-os apreensivo. – Vocês quiseram atrapalhar eles por vontade própria, eu avisei que não era para se intrometerem.

– Você está do lado deles Hankaruko, só pode! — Retrucou o cientista.

– Não estou do lado de ninguém. — O ceifador disse lembrando-se do momento que Diddy o salvou de ser envolto pela energia negra que Mary emanava. – E concentrem-se na nossa missão, devemos trazer um médico dessa missão.

– Olha que super! — Cobal arregalou os olhos surpreso com o que vira. Ao passo que se aproximavam cada vez mais da cidade saborosa, eles encontravam todos os tipos de árvores frutíferas e animais diferentes pelo caminho. As árvores eram feitas de pães de ló, que possui um excelente cheiro de leite coalhado, transbordando com xarope da cor de caramelo. Suas frutas eram como panquecas deliciosas coberto por aquele caldo cremoso e amarelado.

– Segure o Cobal hein Hankaruko! — Brincou Orange, cujo mau humor já estava diminuindo. – Senão ele é capaz de comer a cidade toda.

– Eu não duvido nada! — Riu o moreno.

Enquanto isso, em um local não muito distante dali... Encontramos novamente aquele rapaz misterioso, que era chamado de “mestre”, pela pequena Mary. Ele fitava um rio de chocolate cremoso que desaguava em morangos enormes, que eram como se fosse às pedras. E junto dele, estava outro jovem, loiro de olhos azuis, usava uma jaqueta laranjada com detalhes pretos. Também tinha uma capa vermelha.

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– Por que você me chamou mestre? — Perguntou o menor sem desviar o olhar do chão, aparentava ser uma pessoa triste e solitária.

– Tenho um trabalho para você. — O maior acariciou o cabelo do menor fitando-o.

– Sério? Um trabalho para mim? — Imediatamente, o loiro estendeu um sorriso enorme, todo empolgado. – Qualquer coisa que quiseres mestre! Fico muito contente em saber que posso lhe ser útil!

– Que bom. Você quer me deixar orgulhoso não quer? — O mais velho entregou-lhe uma espada. – Vou te contar o meu plano... Faça exatamente como eu ordenar... — Sorriu maleficamente.

– Sim mestre! — Retrucou da mesma maneira pegando a espada.

Voltemos nossa atenção para os nossos heróis. Eles haviam chegado à cidade. Os paralelepípedos das calçadas eram feitos de uma massa açucarada, coberta de flocos crocantes de diversas cores. A fonte que embelezava o local era feita do mais delicioso e nutritivo curry, um tempero especial feito com queijo derretido e ervas que podia despejar por cima do arroz, tornando sua comida ainda mais apetitosa.

– Que demais! — Exclamou o cientista analisando cada detalhe da cidade. – Tudo aqui é feito de comida!

– Seria bom se o Joel estivesse aqui conosco. — Afirmou o ceifador.

– Por quê? — Perguntaram em coro.

– Ele tem um paladar super aguçado e é excelente no quesito da alimentação, ele poderia aprender como fazer esses tipos de ingredientes. — Disse Hankaruko. – Poderíamos comer do bom e do melhor todos os dias!

– Incrível! — Os olhos de Cobal brilhavam e sua saliva transbordava de sua boca.

– Vocês são a equipe ACD? — Um estranho ser os interrompe. Um jovem de roupas brancas enfeitadas com caramelo, cabelo curto e aparentava ser uma pessoa muito simples. – Meu nome é Piros, sou o médico que lhes chamaram para cumprir a missão.

– Viva! — O rapaz guloso pulou no homem e começou a morder-lhe. – O Joel realmente não sabe o que está perdendo!

– Socorro! Ele vai me comer! — Gritava o pobre homem correndo de um lado para o outro, até separarem Cobal deste.

– É muita maldade tirar o doce da boca de uma criança... — Disse o elementalista da luz com os olhos lacrimejando, sendo segurado por Orange e Mr. L.

– Desculpe-nos por isso. — O ceifador sorriu sem graça e foi direto ao assunto. – Bem, onde é essa torre dos sonhos e o que querem que nós façamos?

– Ah sim... — O médico abotoou sua jaqueta com aqueles botões de caramelo crocante novamente e guiou-os até uma enorme montanha feita de sorvete. Eram de cores e sabores variados, baunilha, menta, chocolate, morango e creme. Eles eram preparados pela própria natureza, deixando-os suculentos e cremosos, que derretem em sua boca fazendo-o se sentir satisfeito.

– Nossa! Mas que frio intenso faz aqui! — O Black Power se esfregava, quase congelando. – Parece que estou dentro de uma geladeira!

– Também olhem a roupa que vocês estão vestindo... — O jovem deu de braços. – Aquela é a torre dos sonhos, na qual o monstro que andou aterrorizando nossa cidade habita. — Afirmou o médico preocupado. – Ele fica nas profundezas da torre, como se fosse um subterrâneo. Todo cuidado é pouco, eu os ajudarei caso necessitem da ajuda de um médico.

– Espere! — Interveio Cobal erguendo o braço para o alto, parando a todos. – Primeiro, precisamos nos aquecer! Para estarmos prontos para a possível batalha!

– Boa idéia! — Completa o ceifador entrando no meio de seus companheiros fazendo uma pose.

– Vamos realizar a Hankaruko Dance! — Ambos os irmãos ergueram os braços para o alto e remexiam o corpo preparando-se para os seguintes passos.

– Ah... Isso é realmente necessário? — O médico se sentiu um pouco envergonhado e deslocado.

– Está brincando conosco? — O rapaz esfomeado fuzilou-o com os olhos em chamas. – Nunca subestime a Hankaruko Dance!

– Vamos lá galera! — Imediatamente a feição séria que estava sempre no rosto do menor mudou, ele estendeu um sorriso enorme, e levantou as mãos para o alto. – Os braços para a direita! E o quadril para a esquerda!

– Coloca o som ai DJ! — Orange estralou os dedos e então uma música começou a tocar e luzes coloridas saiam do céu, como se aquilo se tornasse um espetáculo.

– Direita... E esquerda! — Ao dizer isso, ambos os quatro companheiros remexiam-se girando para a esquerda e a direita, juntavam as mãos e rebolavam até o esqueleto desabar. – Direita e esquerda! Direita, esquerda! Direita, esquerda! Vamos lá, um, dois! Um, dois! Um, dois!

O médico sorriu sem graça, apenas assistindo a dança dos jovens.

– Vamos lá pessoal! Hora da combinação entre os nossos poderes! — Gritou Hankaruko com ambas as mãos erguidas para o alto.

Os seus três parceiros juntaram as mãos formando um triângulo com o elementalista das trevas abaixado no meio. De repente, todos se abaixaram e o menor se levantou com tudo, disparando ondas de poderes para todos os lados.

– Super! — Bradou o ceifador alegremente.

– Será que eles realmente são a equipe ACD? — O médico arregalou os olhos e pensou consigo mesmo.

– Que droga! — O Black Power assoou o nariz. – Ainda está frio!

– Nossa Hankaruko Dance não funcionou! — Espirrou Orange tentando se aquecer. – Esse frio realmente é de arrebentar!

– Vamos sair logo daqui, estou congelando! — Clamou Cobal se esfregando.

Decididos então, finalmente entraram na torre dos sonhos. Apesar do frio que fazia lá fora, até que por dentro não era tão gelado assim. O caminho até o subterrâneo é como uma caverna feita daquela casca onde colocam o sorvete. Leites extremamente ricos pingavam das pontas de estalactites e se acumulavam em um poço fundo criando uma manteiga cremosa e deliciosa, que podia ser despejada em cima de uma carne em brasa, deixando-a muito mais saborosa e nutritiva. Esta era uma verdadeira caverna de leite, até iogurte se formava nas extremidades dela.

– No interior da torre dos sonhos há a fruta do arco-íris. — Piros contou-lhes a história no caminho. – É uma excelente sobremesa, uma das melhores. Ela é chamada assim devido as suas cores serem as mesmas do arco-íris, cada uma com um sabor diferente, quando você a experimenta, parece que sua cabeça vai explodir. Todas as células do seu corpo bradam em jubilo, você se sente realizado, ela é muito saborosa e derrete na língua apenas de tocar.

– Estou engordando só de imaginar. — Os olhos do elementalista da luz brilhavam tanto que servia até de iluminação para o caminho deles.

– Chegamos. — Afirmou o médico. Eles estavam em frente a uma enorme cratera de macarrão. Apesar de que por fora da torre era frio, o interior dela era completamente o oposto. Está muito quente devido a fontes termais feitas de molho de tomate que saiam de vulcões como lavaredas. Existe um doce tempero, com um aroma delicioso, deixando aquele macarrão dourado, sadio e suculento, era a cratera de yakissoba! – A fruta do arco-íris está lá no fundo.

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– Então o que estamos esperando? Atacar! — Gritou Cobal pulando para baixo.

– Espere! Você não pode... — Ao tentar impedi-lo, um forte tremor ocorre na cratera, derrubando o médico junto com os outros três companheiros a baixo.

– Nossa que barulho foi esse? — Reclamou Orange com a mão sobre a cabeça. – Mr. L! — E gritou ao ver que a cabeça de seu irmão estava enfiada no meio do macarrão.

– Essa não! — Piros se afastou com as mãos sobre a cabeça. – Esse barulho deve ser do estômago da criatura que nos aterroriza!

– Como assim Piros? — Perguntou o ceifeiro sem entender.

– Desde que ela surgiu, nunca mais pudemos apreciar a sobremesa da fruta do arco-íris! Ela devora tudo! Aqueles que foram para cá derrotá-la, nunca mais voltaram! Por isso precisamos acabar com ela o quanto antes! — O médico tirou um aparelho que capta sons e o pôs no chão. – Vou tentar descobrir o quão distante o nosso inimigo está.

– Como não suspeitamos antes que esse é o real motivo para chamaram aqui... — Bufou o menor dando de braços.

– Pela minha experiência, posso afirmar que o monstro está à milhas de distância. — Disse o médico analisando o aparelho. – Acho que ele não nos percebeu ainda.

Engano dele se achou que o inimigo estava tão distante assim. Quatro tentáculos gigantes surgiram de debaixo do chão. A criatura aparenta ser incrivelmente forte e grande. Nossos heróis não eram nada perto do tamanho daquele monstro grotesco. O monstro abocanhou Piros e engoliu-o vivo, junto com seu aparelho de captar sons.

– E lá se vai o nosso médico! — Gritou o moreno fazendo suas mãos se transformarem em dois martelos de rochas enormes.

– Pessoal! Modo Hankaruko Robot! — O elementalista das trevas avisou. – Para enfrentar esse daí, só unindo nossas forças!

Depois disso o monstro se revelou, é uma espécie de dinossauro cheio de tentáculos. Seu ponto fraco são cristais feitos de açúcar, localizado em diversas partes de seu corpo. Entretanto, não é o bastante para intimidar os nossos heróis. Hankaruko realiza sua primeira invocação: Outro monstro enorme aparece, ele tem seus lombos cingidos com uma armadura negra, envolta de uma esfera púrpura. Usa um capacete, luvas e botas, porém não tem arma alguma.

– Eu irei manuseá-lo com a minha energia das trevas. — O menor entrou no samurai e passou a controlá-lo usando a energia que seu braço esquerdo emanava.

Mr. L entrou por debaixo da invocação do mais velho e usou seu poder para movê-lo entre a terra, criando assim pernas para a criatura. Já Orange se agarrou à mão direita do gigante, e Cobal à mão esquerda, formando então suas armas do elemento luz.

– Tudo certo pessoal! — Gritou Hankaruko fitando o que estava embaixo. – Mr. L, mova o Hankaruko Robot! Com a nossa união dos poderes, somos invencíveis!

E assim foi feito. O samurai gigante contra aquele dinossauro que mais parecia uma lula gigante. Hankaruko Robot avança para cima do inimigo, desviando dos seus ataques e fura-o com sua espada de luz e com a outra mão, eletrocuta o monstro. Irritado a criatura gira seus tentáculos para a direita e a esquerda, fazendo com que o chão se torne uma areia movediça, ou melhor, um yakissoba movediço!

– Essa não! — Gritou o cientista com os olhos arregalados. – Ele está apelando!

– Mantenham a calma! — Avisou o Black Power fazendo inúmeros gestos com as mãos. – Ele pode controlar a terra, eu também posso!

– Mas isso é um macarrão, não terra! — Completa Cobal, com ambas as mãos erguidas para o alto, fazendo aquela “espada” brilhante.

– Tudo bem pessoal, confiem no Mr. L. — Respondeu o taichou calmamente.

– Pode não ser terra... — O moreno concentrou toda sua força nos punhos que se transformam em rochas, e socando o yakissoba então, fez com que aquele chão de macarrão se abrisse no meio, revelando o dinossauro no centro, que mexia os seus tentáculos.

– Lá está ele! — Apontou Orange.

– Certo. — O samurai gigante juntou ambas as mãos, formando uma esfera de energia branca. – Essa é a junção de ambos os elementos luz! — Gritou o ceifador controlando aquela espécie de robô. – Mr. L! — Apenas de falar no nome do companheiro, este já entendeu o que devia fazer.

O elementalista da terra saltou para o alto segurando seus companheiros, estes miravam seu ataque no inimigo que uivava ao vê-los.

– Agora nós iremos acabar com você! — Hankaruko gritou empolgado. O samurai ameaçou atingir a criatura com a esfera branca, entretanto, alguém os atrapalha.

– Flash cortante! — De repente... Um jovem que segurava uma espada aparece em frente ao samurai, e dá-lhe um corte direto no corpo da vítima, destruindo a sala de controle onde o taichou que controlava a criatura estava jogando-o longe.

– O que é isso? — Disse o elementalista das trevas assustado. – Quem é você?

– Meidei! Meidei! — Exclamou Orange notando tamanho dano causado no robô. – O centro que controlava esse samurai foi danificado! Alguém precisa assumir o controle!

Devido a esse imprevisto, o samurai perde o controle e ambos os três parceiros erram o ataque. Ao notar isso, o dinossauro aproveita da situação para esmagá-los.

– Maldito! — Gritou o ceifador irritado, fuzilando-o o espadachim a sua frente com o olhar. – Você me atrapalhou!

–... — O maior nada disse, apenas levantou um leve sorriso fitando-o.

– Não me subestime! — Hankaruko aumentou grandemente a energia negra de seu braço criando inúmeros outros. – Não sei quem você é, nem de onde surgiu! Mas vou acabar com você rapidinho e ajudar os meus amigos! — Este esticou seu braço esquerdo, que era constituído totalmente de energia negra, mirando em direção ao inimigo. O braço se esticava e se expandia em milhares de outros braços, ligados ao braço principal, e ia disparado em direção a pontos estratégicos, próximos ao jovem.

– Há! — Com apenas um grito, o espadachim expandiu uma energia a sua volta, criando uma espécie de barreira, fazendo com que aqueles milhares de braços pudessem atingi-lo. – Brilhe Omega! — Ao proferir essas palavras, a espada se tornou triangular e brilhava fortemente.

– Parece que finalmente apareceu alguém interessante. — O menor sorriu de canto, fitando o inimigo que avançava para cima deste. – Não é qualquer um que pode se livrar do meu yami no te*. Tudo bem, o azar é o seu de não saber com quem está lutando. Eu sou Hankaruko, grave bem esse nome.

– Miruki. — O loiro se apresentou girando sua espada no ar.

– Agora resolveu falar hein? — O elementalista das trevas fez uma pose de luta. – Venha! — Riu sarcasticamente chamando o inimigo com as mãos.

O espadachim e o ceifador estavam prestes a se chocar. Quem será Miruki? E por que ele surgiu assim do nada, atacando os nossos heróis? E quanto à Orange, Mr. L e Cobal? Conseguirão derrotar o dinossauro e completar a missão? Continua...

Notas finais
Nota*: Yami no te, significa mãos da escuridão. Mandem reviews senão quiserem passar fome! ù_ú *apanha*