Avenida Limoeiro
13 Fuga do galpão
Notas iniciais
Anteriormente em Avenida Limoeiro...
Penha: Decidi que seu salário será de R$ 2.500.
Rita: Nossa, é muito mais do que eu queria e precisava!
Penha: Sei... e sobe para R$ 3.000 se você além de cozinhar fazer faxina aqui na mansão de 2 em 2 dias, está interessada?
Rita: Ai, dona Penha! Confesso que fico até feliz com uma proposta dessas! Aceito sim!
Penha: Ótimo. Mas vem cá, me dá um conselho: o que você faria se não tivesse o controle de alguma coisa importante?
Rita: Como o quê?
Penha: Vou dar um exemplo: digamos que alguém deixe 1 menina presa em cativeiro, aí essa mesma pessoa não suporta mais a pressão e não tem ideia do que fazer com a menina. O que você faria?
Rita: Bom, se eu fosse uma pessoa de má coração, eu certamente iria diminuir cada vez mais essa menina para ela se sentir incapaz de fazer qualquer coisa: de fugir, de me desafiar, de tentar algo contra mim e coisas do tipo.
Penha: Tá aí, gostei do seu conselho!
Rita: Ah, que isso! Algumas pessoas dizem que eu pareço uma psicóloga por causa dos meus conselhos, mas não sei não...
Penha: Quer ser minha psicóloga?
Rita: Negócio fechado! Haha!
Penha: Sabe que praticamente toda a minha família já morreu ou mora longe?
Rita: Mas por quê?
Penha: Eu sempre fui uma pessoa que parecesse antipática de primeira vista, aí sempre fui rejeitada por algumas pessoas. Da minha família mesmo, só restam os meus pais e uma avó que mora em Nova York, só que ela não me suporta devido a esse comportamento.
Rita: Ah, dona Penha! A senhora é uma pessoa que reluz felicidade! Eu olho pra você e vejo uma pessoa alegre, sensata, magnânima... e muito linda, tanto por dentro como por fora!
Penha (sem graça): Desse jeito você me deixa constrangida, Nina! Gosto de ser elogiada.
Rita: Gosto de conversar com a senhora, dona Penha.
Penha (sorridente): E eu de conversar com você, mas não me chame de senhora.
Rita: Bom, falando de culinária: o que você quer comer hoje no jantar?
Penha: Hum... quero comer um rocambole de abobrinha italiana!
Rita: E pra sobremesa?
Penha: A minha sobremesa preferida: cheesecake de frutas vermelhas.
Rita (indo descer as escadas): Com licença, irei preparar tudo.
Penha (no pensamento): Ela já está conquistando minha confiança...
No galpão...
Cebola: Ai, que chatice...
Do Contra: Seria mais legal se a Penha nos mandasse fazer mais serviços...
Mônica: Do Contra, não dê ideias!
Magali (sussurrando para a Mônica): Eu fico me perguntando de como vamos sair daqui!
Mônica (sussurrando): Aqui nem Wifi tem, então sem chances de enviar mensagens de ajuda. A operadora não funciona nesse chip, então também não tem como ligar pra ninguém...
Magali (sussurrando): Temos que pensar em um plano!
Jorginho: Vão realmente ficar sussurrando?
Lúcio: Bom, estou exausto! Será que a chefia liga se eu ir dormir um pouco?
Jorginho: Sei lá... mas vai lá, eu vigio eles.
Lúcio: Valeu, cara!
Na mansão...
Rita: Estava bom, dona Penha?
Penha: Maravilhoso, ótima comida! Uma pena que não levo jeito pra cozinhar, porque se não iria pedir seus segredos pra uma comida tão saborosa como essa.
Rita: Ah, o segredo é o amor. Faço tudo com muito prazer pra senhora.
Penha: Merece cada centavo do salário. Mas enfim, posso desabafar um pouco com você, Nina? Falar um pouquinho da minha vida? É que eu quero me abrir para uma pessoa de confiança.
Rita: Claro que pode dona Penha.
Penha: Eu tive uma infância boa e ao mesmo tempo ruim. Eu morava lá em São Paulo no Brasil e vivia com meus pais e uma intrusa: uma menina adotada que eu odiava. E depois de alguns dias de convivência com ela, eu comecei a tratá-la muito mal...
Rita: Entendo perfeitamente, que filho que gostaria de ter seu lugar substituído por um outro filho adotivo?
Penha: Pois é, eu pensava assim. Até que um dia armei para aquela menina e meus pais expulsaram ela de casa. Glorifiquei de pé depois daquele dia!
Rita: Não queria me intrometer mas... eu se estivesse no seu lugar, faria a mesma coisa!
Penha: Aquela menina, a Rita, era um atraso na minha vida. Aquele traste não servia pra nada, imagina que nem um chão ela varria?
Rita: Gente assim tem mais é que aprender com a vida mesmo.
Penha: E uma frase importante que eu sempre falo: a gente precisa comer um saco de sal com a pessoa pra saber quem ela é!
Rita: Concordo plenamente, dona Penha. Você foi só uma vítima, não fez nada de mal.
Penha: Ah, mas não te contei a pior parte: mandei alguns amigos meus levarem ela para trabalhar obrigada num lixão com os velhinhos. Fico tentando imaginar a cara dela quando ela chegou lá! Haha!
Rita: Ah, dona Penha! A senhora é uma comédia! Bom, precisa de mais alguma coisa?
Penha: Não, pode ir descansar.
Rita: Com licença.
Penha (no pensamento): Me simpatizei com ela!
No galpão, depois de algumas horas...
Jorginho (roncando): Rooooonc!
Mônica (falando baixo): Aquele capanga pegou no sono, Magali! É o momento certo de pensarmos num plano pra fugir daqui! Vamos tentar desatar os nós da corda!
Magali (tentando desatar os nós): Ai... não tô conseguindo!
Mônica (falando baixo): Consegui!!
Denise (falando baixo): Agora me solte que eu tenho prioridades.
Mônica (falando baixo): Folgada!
Depois de todos estarem soltos...
Cebola (falando baixo): Vamos raciocinar: se alguém consegue fechar o galpão por dentro, é porque há uma chave!
Denise (falando baixo): Nossa, grande raciocínio!
Mônica (falando baixo): Gente! A chave está em cima daquela mesa!
Do Contra (indo pegar): Vou lá pegar e abrir a porta!
Cascão (falando baixo): Ainda bem que vamos conseguir sair daqui, não estava aguentando mais!
Clanc! (Do Contra abrindo a porta do galpão)
Do Contra (falando baixo): Venham!
Continua no capítulo 14...
Roteiro e finalização: Eryan Raphael
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