Avalanches
4 Aquelas Vezes - A Primeira de Todas
Notas iniciais
–Eu arrumei um encontro pra você! – cantarolou Hanji no nosso horário de almoço.
Finjo não ouvir. Das últimas vezes que Hanj me “arrumou um encontro” só me encontrei com gente estranha. Mais estranha que ela.
–Vai ser na próxima sexta-feira, no bar onde Moblit trabalhava. – prosseguiu abrindo um saco de batata frita – Eu disse que você iria de preto.
–O que te faz pensar que vou a mais um desses seus encontros? Você nem pede minha permissão pra isso.
–Erwin, — ela esticou o dedo, apontando para mim – não sou eu que não transa há cinco anos. Como você aguenta cara? – abri a boca para responder, mas ela tinha razão. – Agarrar os enfermeiros no terraço não conta. Um oral é diferente. Eu tô falando de corpo com corpo, Erwin! – ela bateu as mãos na mesa, chamando a atenção das pessoas ao redor – Relacionamento, não sexo casual.
–Hanji, eu não vou.
–Ah, qual é?! Você é jovem, bonito, inteligente e liga no dia seguinte.
–Como é?
–Se eu não tivesse namorando, juro que te pegava.
–Mesmo?
–É, por que não?
–Mas a questão não é essa. – falei – Eu não vou, e pronto.
–Só dessa vez! – implorou – Ele não é um cara esquisito com tatuagens bizarras ou uma vadia louca. Ele é um amigo meu. Se serve de consolo ele está na mesma situação que você.
–Situação?
–Na seca.
–Hanji... – por quanto tempo ela pretendia continuar com isso? – Eu não vou.
–Por favor! Rivaille é um cara legal, tem as manias dele mas quem liga? Ele passou por uma fase, precisa de amigos novos.
–Rivaille? – repeti. Isso era francês?
–Ele acabou de voltar da França, problemas com a família.
–Sei.
–Mas olha, — Hanji juntou os cotovelos sobre a mesa e, como se fosse me contar um segredo inclinou a cabeça para frente – você é alto, ele é baixo. Você é classe alta, ele é média. Você é médico, e ele... – ela pareceu confusa – Bom eu não sei ao certo que ele faz. Você é loiro, ele é moreno; você é gay e ele também. São perfeitos!
–O quê? – o que ela anda fumando?
–Ele é louco por sexo! – seus olhos ficaram maiores sob as lentes grossas de seus óculos.
–Hanji!
–O quê? Ah, Erwin para de ser chato! Quer acabar com 45 gatos na sua casa? – rolei os olhos, quase desistindo. – Você vai, vê e se não gostar pode ir embora. Ok?
Hanji estendeu a mão para mim, querendo firmar um acordo.
Eu a aperto, quase me arrependendo de faze-lo.
–Ok.
Sexta-feira, 20h30
–Está cheio hoje. – falou Moblit na portaria do bar – E frio.
–Tem razão. – Hanji se encolheu nos braços dele, buscando algo a mais para se aquecer – A previsão não disse que iria nevar.
Olho ao redor, sem sinal de um cara baixinho e pálido, usando um cachecol vermelho com um gorro combinando. Ótimo, de um esquisito com tatuagens na cara á uma vadia que só sabia falar do quanto seu seios ficaram duros depois do silicone, vim parar aqui. Em frente a um bar cujo nome era “A Tropa”, esperando um baixinho.
Qual era a altura desse cara?
–O que tanto olha Erwin? – perguntou Moblit.
–Procurando o Rivaille. – respondeu Hanji. – Ele até veio de preto.
–É um daqueles encontros as cegas? – riu ele. – Esperava mais de você, doutor Smith.
–Não é o único. – falei esfregando as mãos, tentando aquece-las.
–Convidou mais alguém, querida? – Hanji alisava o próprio cabelo e sorriu, enigmática.
–Talvez.
Ah Deus, só me faltava essa.
–Quem? – quis saber Moblit.
–Estou brincando, não chamei ninguém.
Não sei se isso era bom ou ruim.
Ficamos algum tempo conversando sobre qualquer coisa. Fumei um ou dois cigarros, e observei o bairro. Era calmo, e haviam poucas pessoas na rua; a vida noturno aqui não era muito movimentada pelo visto. Exceto é claro pelos bares, as filas dobravam as esquinas e se estendiam. Foi quando me perdi nos próprios pensamentos, fantasiando em como ele seria. Até agora eu só sabia duas coisas sobre Rivaille: era baixo – mas quanto? – e pálido. Fiquei imaginando qual seria a cor de seus olhos, o formato de seus lábios, de seus nariz, o tamanho se suas orelhas, corte de seus cabelo. Seu cheiro... Eu estava ficando louco! Não sabia o que estava acontecendo comigo hoje. Normalmente, quando Hanji me arruma um desses encontros as cegas, fico desanimado e reclamando de tudo. Mas hoje... Hoje estava sendo diferente. Eu realmente queria estar ali, esperando por alguém que nunca vi.
Eu queria vê-lo com meus próprios olhos.
–Ele chegou! – disse Hanji.
Olhei na direção que seus braços balançavam, as mãos chamando a pequena figura usando uma jaqueta preta, jeans escuro e botas de neve. O cachecol estava preso por um nó sofisticado. Era mais jovem do que pensei que fosse. Quando chegou mais perto pude comprovar tudo o que tinha fantasiado.
Ele realmente era baixo. Tinha 1,55 no máximo, o corpo, apesar de ser pequeno escondia alguns músculos. O cabelo preto tinha um corte interessante – era mais baixo na altura da nuca -, muito pálido seus olhos foram a primeira coisa que vi. Levemente amendoados, aqueles olhos acinzentados eram lindos, profundos, intensos. Um brilho violento. Os lábios eram pequenos, porém carnudos.
–Erwin, esse é Rivaille. – disse Hanji me empurrando levemente para frente, até onde ele estava. – Rivaille, esse é Erwin.
–Oi. – disse ele.
A voz soou baixa, suave.
–Oi. – eu parecia um babaca.
–Acho que se lembra de Moblit. – voltou a dizer Hanji, que quando ele não estava olhando fechou minha boca.
–Claro, você ainda trabalha aqui? – perguntou.
–Não.
–Ah.
Silêncio.
–Vamos entrar? – falei – Estou congelando aqui.
O interior da “Tropa” era melhor que o exterior. Quente a aconchegante, Hanji foi com Moblit pedir alguma coisa para bebermos. Ficar sozinho com Rivaille foi... Extremamente tenso. Quer dizer, ambos sabíamos qual era o real motivo de estarmos aqui então... Eu não sabia o que fazer! Os olhos dele eram intensos demais, e fingi não ver enquanto ele me avaliava de cima a baixo.
Cacete, por que diabos eu estava me exitando com isso?
–Então, você é médico? – falou se aproximando levemente de mim.
–Pediatra.
–Que legal.
Mais silêncio.
–Mora aqui a quanto tempo? – perguntou.
–Três meses. E você?
–Três semanas. – riu. – Estou completamente perdido.
–A cidade é pequena, qualquer rua leva para o centro.
–Sério? Então sou o único habitante que já se perdeu aqui.
Eu sorri, e ele me acompanhou. Isso quebrou a tensão.
Hanji nos olhava as vezes e sorria, cochichava algo para Moblit que olhava em nossa direção e erguia seu copo, um brinde silencioso.
Rivaille era divertido, me contou sobre sua família perturbada e a razão de ter se mudado. Eu contei sobre a minha e uma parte do meu passado. Não contei sobre Mary ou qualquer coisa do tipo. Primeiras impressões contam muito nessas horas.
Mas foi quando o álcool já falava mais alto que as coisas ficaram mais quentes.
Riamos de qualquer coisa e sobre qualquer coisa. Os ombros dele tremiam de rir e o ar faltava em meus pulmões. Tinha perdido Hanji de vista há tempos e Moblit dançava no meio da pista como um gambá drogado. A única coisa que me importava agora era estar ao lado de Rivaille. Foi então que aconteceu.
Ele pousou a cabeça em meu ombro e sussurrou em meu ouvido:
–Hanji te disse por que estamos aqui, não é?
–Disse.
–Então vamos fazer.
Me endireito no pequeno sofá que ocupávamos e ele suspira, as bochechas estavam vermelhas devido ao álcool e o cabelo estava despenteado. Pego sua mão e o arrasto pelo meio das pessoas, buscando um lugar menos barulhento para enfim, tirar o atraso.
Encontramos o lugar perfeito no mezanino do lugar, não tinha ninguém lá. Rivaille vai na frente e escolhe um sofá vermelho, sorrindo para mim. Caminho lento até ele, querendo capturar cada movimento dele.
Me sento ao seu lado, colando nossos joelhos e ele pega minha mão, juntando nossos dedos. Sua pele era macia e tinha um cheiro doce, embriagava facilmente. Com a mão livre, seguro-o pela cintura enquanto ele passava a mão por meu peito.
Pouso minha testa na dele, sentindo seu hálito bater contra minha pele. Meu corpo inclina levemente para frente e então acontece. Seus dedos frios sobrem por minha nuca, pegando meu cabelo enquanto eu o seguro levemente pela nuca, impedindo de fugir.Nossos lábios se tocam devagar, sentindo um ao outro, depois nossas línguas. Sua boca era tão quente e macia que mesmo quando o ar nos faltava, não parávamos. Não era uma batalha para ver quem dominaria o beijo, era simplesmente um beijo. Calmo e, de certa forma, um tanto tímido. Intenso. O melhor que já dei e recebi.
–Isso foi... – balbucio.
–Incrível.
Cinco meses depois.
Assistíamos um filme qualquer em seu apartamento quando, por uma razão desconhecida eu perguntei:
–Onde foi sua primeira vez?
Ele me encarou, curioso.
–Por que quer saber?
–Sei lá.
Rivaille pareceu pensar, até que finalmente me disse.
–Eu tinha 15... – apressadinho – Espera, primeira vez com uma garota ou com um cara?
–Me conte os dois. – dei de ombros.
–Certo. – ele limpou a garganta e passou uma mecha de cabelo atras da orelha – Com uma garota eu tinha 16, foi em um motel barato; e com um cara eu tinha 15. Em cima da mesa da cozinha onde morava em Paris. E você?
Depois dessa eu nem sabia o que dizer.
–O nome dela era Sophia, eu tinha 18.
–Namoro de escola?
–Tipo isso.
–E com um cara? – Rivaille parecia curioso sobre isso, até mesmo com ciumes.
–Acho que tinha 20, 22. Foi na casa dele.
–E ele foi gentil com você?
Corei. Violentamente o sangue coloriu até minhas orelhas.
–Desculpe, não queria te constranger.
–Não, tudo bem. E não.
–Não o que?
–Ele não foi... Gentil. – essa última saiu quase que em um sussurro.
Rivaille sorriu e me abraçou, pedindo desculpas novamente quando passei meus braços por sua cintura e afundei meu rosto na curva de seu pescoço. Depois de um beijo rápido, seguro seu rosto entre meus dedos e subo a mão por suas costas, provocando arrepios. Contorno seus lábios com o polegar; rosados e pequenos, doces e quentes.
–E quando será nossa primeira vez? – sussurro. Seus olhos brilham e as bochechas coram, suas mãos se fecharam em torno do meu pescoço, enfiando os dedos em meu cabelo.
–Hoje. – falou baixo. Me puxando para mais um beijo, dessa vez mais intenso.
Inclino-me sobre ele e percorro lentamente minhas mãos por seu corpo, enfiando-as dentro de suas roupas e fazendo-o gemer baixo. Sinto seu copo tremer, minhas mãos tremiam.
Rivaille passa as pernas por minha cintura e meus dedos alcançam seus mamilos, ele se encolhe sob mim. Rápido de mais. Brinco com ambos até ficarem o mais sensível possível, descendo os lábios por seu pescoço, sugando e lambendo o pele, Riveille ofegava e as curtas unhas arranhavam minha nuca, puxando meu cabelo e movendo o quadril contra o meu. Deixando escapar um gemido, levo minhas mãos até sua cintura e o puxo para mais perto, sentando-o em meu colo. Seguro suas coxas e as aperto com força. Não o suficiente para machucá-lo, apenas o suficiente para fazê-lo me chamar com a voz baixa. Tiro sua camisa e a jogo em algum lugar. Riveille treme, mas sabia que era devido a troca brusca de temperatura.
–Segure-se em mim. – falo.
–O quê?
–Vamos para o quarto. – antes que pudesse sentir suas mãos em torno de mim eu o ergo.
Enquanto o carregava para o quarto, Rivaille deixa as próprias marcas por meu pescoço e ombros, respirava pesado em minha orelha, enfiando a língua nela.
Deus... todos os franceses eram assim?
Aperto sua bunda e mordo os lábios, não queria que ele me ouvisse gemer. Deito Rivaille na cama, me enfiando entre suas pernas ataco seu pescoço, lambendo lascivamente sua clavícula, puxando a pele. Prendo suas mãos acima da cabeça; Rivaille busca por meus lábios e depois de um selinho com língua enfio a mão livre em sua calça. Lambo seu mamilo, puxando.
–Erwin... – gemeu – Não morda.
Então, ao invés de marca-lo com meus dentes, eu o chupo, deixando-o duro sob o toque de minha língua... E de minha mão.
Envolvo seu membro entre meus dedos e o masturbo, lenta e prazerosamente. Sua voz sai ofegante, rápida e cortada; entre os múrmuros de prazer Rivaille gemia meu nome e tentava se soltar me minhas mãos; quando consegue ele se segura em mim, buscando apoio quando quando circulo sua entrada.
Retraía e relaxava.
As roupas atrapalhavam...
Relutante, afasto, tirando minha mão de sua calça. Puxando-a pelo cós me livro dela com a mesma velocidade que tirei sua camisa minutos atras. Deito-me sobre ele, tomando seus lábios, sentindo a suavidade se sua pele e o perfume que exalava dela, o modo com que se agarrava a mim, as pequenas mãos deslizando por minhas costas e se enfiando nos bolsos de minhas calças, apertando com força e me fazendo gemer. Entre o beijo, Rivaille sorri e troca de posição. Seu membro se chocava com o meu, a leve pressão no local fez com que ambos gemessem. Ele ataca meu pescoço e orelha, mordendo de leve meu queixo enquanto suas mãos puxavam minha blusa querendo a todo custo tirá-la. Ele se inclina sobre mim e sussurra algo que não consigo me lembrar, só sei que depois disso sinto suas mão abrirem com maestria minha calça, descendo até meu membro ser visível na cueca. Rivaille a tira antes que eu pudesse piscar.
E lá estava eu, de cueca e uma blusa velha da banda Rammstein.
Ouço-o rir, enquanto suas curtas unhas arranhavam minhas costelas sob o tecido da blusa, descendo até o baixo ventre. Me arrepio por completo quando, se ajoelhando entre minhas pernas, Rivaille tira meu membro.
–Minhas fantasias estavam certas. – sussurra ele com um brilho nos olhos. Ainda bem que aparei os pelos daquela região.
Me apoio nos cotovelos para vê-lo melhor, Rivaille havia se inclinado ao ponto de sentir sua respiração em minha glande. Estava ficando duro apenas com aquilo.
Solto a respiração de forma pesada e prazerosa quando Rivaille sobe e língua desde meus testículos até o ponta, repetindo o processo diversas vezes. Mas foi quando ele finalmente iniciou o sexo oral que deixei de segurar minha voz.
–Rivaille... –seu nome soou rouco pelo quarto, e ele consegue enfiar quase tudo na boca.
Rivaille se empenhava em manter um ritmo rápido, o barulho se seus lábios e a saliva em contado com meu falo... Era a melhor sensação que poderia ter sentido em toda minha vida.
Era quente, úmido.
Atrevo-me a segura-lo pelos curtos fios de sua nuca e guia-lo para mais fundo. A principio, Rivaille se engasga, mas depois de alguns segundos e um beliscão no interior de minhas coxas ele consegue. Vejo-o se masturbar, gemendo enquanto me chupava.
Se ficasse mas tempo ali gozaria em sua boca. Não que não quisesse isso, mas não hoje. Ergo sua cabeça, sentindo seus dentes passarem perigosamente pelo local. Mantive contado visual até seu rosto ficar vermelho.
–O que foi? – perguntou, se colocando sobre mim.
Pego seu rosto entre minhas mãos, beijando-o com paixão, desejo, sentindo meu gosto em sua língua. Viro-o devagar na cama, descendo as mãos por seu corpo, braços e coxas.
–Isso é injusto. – diz.
–O quê?
–Sou o único semi nu aqui. Você nem tirou a camisa.
Contra minha vontade me afasto, tirando a camisa e a jogando no chão.
–Melhor?
–Bem melhor.
Nos beijamos novamente, dessa vez o ar era mais do que necessário. Cubro seu peito de beijos e chupões, levando as mão até sua cueca e tirando lentamente, vendo os poucos pelos que ele tinha, salivando com cada pedaço de pele revelado, até que finalmente deixo-o completamente nu.
Nenhumas das vezes que o vi tomar banho se comparava a isso.
Afasto suas pernas, me inclinando sobre ele, beijando desde o pescoço até o baixo ventre, demorando ali, sentindo-o crescer em meu pescoço. Pouso a cabeça em sua coxa esquerda e a abraço, pegando gentilmente seu pênis entre meus dedos com a mão livre. As reações dele eram, em poucas palavras, belas.
Deslizo a pele de seu pênis até a base, voltando e fazendo o mesmo movimento várias vezes. Ele gemia meu nome, mordendo os lábios e afagando meu cabelo. Beijava suas coxas e lambia a vermelhidão causada por meus dentes. Rivaille pingava em meus dedos, gemia e se contorcia na cama. Olhei novamente seu membro entre meus dedos, a cada movimento ficava mas e mas excitado.
–Incrível... – deixo escapar.
Eu queria provar.
Sem pensar duas vezes ou dar avisos de que iria fazer, pressiono sua glande em meus lábios, engolindo-o por completo em seguida, iniciando o que talvez fosse o primeiro oral de minha vida. Mas isso não importava agora.Só queria senti-lo deslizar por minha língua, ser pressionado contra o céu de minha boca e o sentir pingar em minha garganta. Acelero o ritmo e puxando meu cabelo na tentativa de me afastar, Rivaille tem seu primeiro orgasmo. Atordoado com a sensação, ele busca minhas mãos e ao encontra-las segura meus dedos com força, se deixando levar pelas sensações que percorriam seu corpo. Viro seu corpo – deixando-o de lado – afasto suas nádegas e beijo sua entrada, colocando ali o sêmen que não havia engolido. Rivaille puxa os lençóis com força, tirando os travesseiros do lugar.
–Erwin... por favor...! – geme ele, a voz manhosa. Implorando.
Como não resistir a isso? Os olhos brilhando, bochechas coradas e respiração pesada.
Viro-o de novo, dessa vez ficando cara-a-cara, suas pernas se fecham em minha cintura, e os pés terminando de tirar minha cueca enquanto nos beijávamos.
–Venha. – sussurrou em minha orelha.
Beijando seu pescoço e ombros, guio meu membro até sua entrada, pressionando de leve. Rivaille se encolhe em meus braços. Então, com certa resistência de seu corpo, sussurro ao pé do ouvido para que relaxe, ele deixa os múrmuros de dor e prazer saírem livremente de sua garganta. Minha glande entra lentamente em seu corpo, sentindo aquela sensação esmagadora me envolvendo. Não querendo parecer clichê, mas Rivaille era pequeno, apertado, quente.
Apoio as mãos ao lado se seu corpo e me movo. Rivaille geme alto.
–Está doendo? – pergunto.
–Nhn... não, só não mova.
Ficaria ali o tempo que fosse necessário para ele. Então, enquanto ele se acostumava com o volume o invadindo, eu o masturbei. Faria de tudo para que ele se sentisse confortável.
–Não... não precisa, Erwin. – disse ele afastando minha mão. – Está tudo... – ele fecha os olhos com força, controlando a respiração — Tudo bem.
Rivaille engole em seco, movendo os quadris lenta e profundamente. Ele estava pronto. Inicio movimentos leves, só havia metade de mim nele, mas já era mais do que necessário. Rivaille se segurava em meus braços, cravando as unhas quando – creio eu – fazia força de mais em seu interior.
Os movimentos se aceleram conforme ele fica mais relaxado, suspirando e mordendo meus ombros.
–Devagar... ah! Isso. – disse arranhando meus ombros – Erwin... pode ir mais fundo. Coloque tudo, eu... a-ah... eu aguento.
Eu o penetrei por completo, deixando-o trêmulos e ofegando. Mantínhamos um ritmo gradual, variando entre lento, rápido e muito rápido. Nossos corpos se chocavam com violência, um desejo guardado durando meses. Nunca havia feito sexo com tanta intensidade antes, havia vezes em que, mesmo dentro ele, parávamos para respirar. Foi em uma dessas que o ápice dele chegou.
Eu havia pego um ritmo mais lento quando ele me segurou pela nuca, forçando contado visual.
–Não pare... – pediu – vá mais rápido... – acelero, sentindo meu próprio pré gozo invadindo meu corpo. – Ah, Erwin!
Havia encontrado, e minutos depois de atingir aquele ponto Rivaille se desfaz em seu peito, gemendo alto e respirando pesado. Acompanho segundos depois, gozando dentro enquanto o beijava.
Rivaille me olhava cansado, mas havia um sorriso em seu rosto. Um sorriso torto e satisfeito. Beijo-o novamente, ouvindo um murmuro de reclamação quando saio dele; nossas línguas se tocavam lentas, apreciando o momento.
– Eu te amo. – falou.
Olho fundo em seus olhos, havia algo ali que eu não conhecia. Um sentimento novo, ele me amava. E eu não sabia o que dizer a não ser a verdade.
–Eu te amo, Rivaille. — Ele sorri, contendo as lágrimas. – Não, não chore.
Ele me abraça forte, enterrando a cabeça na curva de meu ombro, dizendo baixo ao pé do ouvido:
–Estou feliz... é por isso.
Cinco meses. Foi o que ele precisou para me amar. E eu me achando o estranho por ter me apaixonado no segundo encontro.
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