Avalanches

2 Aquelas Vezes - A Primeira


Notas iniciais
antes que me matem, minha mae tirou o note de mim por ter descoberto o que é yaoi. essa foi a causa da demora. mas hoje foi um dia santo e eu pedi com cara de mendigo se podia postar umas coisas no meu blog - coisa que não tenho. ela deixou e minha irmã da controlando a hora ç.ç vou dividir esse cap, tanto por que ainda não o terminei

Tinha gosto de whisky e cigarro. A língua levemente áspera se chocava contra a minha com velocidade, agilidade.

Faminta.

Rivaille costumava a dominar os beijos, e eu o seu corpo. Mas hoje não era o caso. Nem tínhamos nada a sério, só ficávamos nos apalpando e levando os beijos a outro nível.

Se ele beijava assim, imagina o sexo?

Meus dentes puxavam de leve seus lábios enquanto sentia meus cabelos serem puxados pela nuca, as mãos frias entraram em minha jaqueta pelos ombros, descendo-a e lambendo meu queixo antes de continuar a me puxar pelo cinto da calça. Pego Rivaille pela cintura e o sento na mesa da cozinha, a pequena cesta de frutas rola até o chão; ele sorri pra mim na penumbra de um jeito safado, mordendo os lábios e abrindo o botão de minha calça.

Será que era hoje?

Voltamos ao beijo, e dessa vez as mãos ficaram mais ousadas, percorrendo caminhos antes apenas desejados pelos olhos, eu não queria ficar pra trás, então deixei Rivaille brincar com o elástico de minha cueca e me lembrei que Hanji me disse que ele tinha arrepio se tocassem em sua clavícula. Passei a língua lentamente por ela, chupando e subindo até seu pescoço. Ele gemeu baixo, e Deus, que voz sexy!

–Vamos para o seu quarto. — falou baixo, a voz rouca.

Prendo suas pernas em minha cintura e o ergo da mesa, sem tirar os lábios de sua pele eu o levo até o quarto, mas no meio do corredor, tropeço em alguma coisa; sem querer acabei por bater as costas dele na parede.

–Desculpe.

–Não foi nada.

–Certeza?

–Hum. — ele assentiu, mas vi suas sobrancelhas se franzirem de desconforto.

–Rivaille, não precisa se não quiser.

–Não, — ele me beijou rápido — eu quero.

Me apressei em leva-lo para o quarto, sem tropeçar ou bater em nada deito-o na cama em segurança, me enfiando entre suas pernas e massageando seu membro semi-desperto sob o jeans escuro; Rivaille suspira e morde os dedos. Começo a desabotoar sua calça, me perdendo nos diversos botões. Um deles em especial.

–É de pressão. — disse ele se apoiando nos cotovelos.

Me senti um idiota. Um idiota virgem que não conseguia soltar a porcaria do botão da calça. Corei com minha própria estupidez fazendo Rivaille sorrir. Ele deveria ser mais experiente do que eu nisso.

–Desculpe.

–Não precisa de desculpar. — ele pegou meu rosto entre as pequenas e cálidas mãos, as sobrancelhas se franzindo de novo.

–Tem certeza que esta bem?

–Tenho. — e engoliu em seco.

Quando dei por mim era Rivaille quem estava por cima, rebolando contra minha ereção contida pela cueca , me beijava com luxuria e mordia minha orelha.

–Onde tem um banheiro? — como?

–Por que?

–Tenho que fazer uma coisa antes de continuarmos.

Apoio-me nos cotovelos e o avalio. Lá estavam as sobrancelhas se franzindo de novo. Aponto a porta do banheiro, ele se levanta devagar e caminha até ela, sorrindo pra mim antes de fecha-la. Meu cérebro demorou três segundos para perceber que ele estava vomitando. Corro até a porta tropeçando nos meus próprios pés, ouvindo aquela tosse seca e pesada.

–Rivaille? Abra a porta!

Ouço a descarga e, segundos depois ele deixou uma fresta de luz passar pela porta, me olhando envergonhado e enjoado.

–Não me sinto muito bem.

Jura?

–Você não costuma beber, não é?

–Na verdade... — ele respira fundo, controlando algo que tenta sair a todo custo. A porta bate antes que eu pudesse pensar em algo.

É hoje...

Abro a porta lentamente e, confesso que até vomitando ele ficava bonito. Rivaille estava ajoelhado em frente ao vaso sanitário, segurando-o com uma das mãos e afastando o cabelo com a outra. Suspiro frustrado e me sento ao seu lado, ele me encara com o rosto vermelho. Essas sobrancelhas... Rivaille vomitou umas três vezes antes de trocarmos algumas palavras:

–Sua casa é bonita. — disse ele.

–Obrigado. — puxo um pedaço de papel higiênico e entrego a ele. -Tome.

Ele assoou o nariz enquanto esticava o braço para deixar a descarga levar a mistura de tequila, vodka, mojito, whisky e amendoim embora. Por último, Rivaille cuspiu a bile e fez uma carranca enjoada. Agora ele estava bem.

–Desculpe por estragar a noite. — falou erguendo a cabeça do vaso sanitário.

–Não tem problema, Rivaille.- entrego outro pedaço de papel higiênico a ele, que o pega bufando.

–Não, têm problema! Eu até me depilei pra hoje, mas não! Eu que encher a cara e ficar fantasiando sobre o tamanho do seu pênis!

Fantasiou sobre o tamanho do meu pênis.


Se depilou... pra mim.

–Hanji aquela filha de uma p... — eu o calo com um beijo.

Ignorando o amargo de sua boca eu o abraço, juntando seu corpo ao meu. A principio ele tenta se afastar, mas acaba aceitando minha investida quando aperto juntando seu corpo no meu.

–Erwin? — chamou quando o ar já lhe faltava, mas nem por isso eu deixei de beija-lo.

–Sim?

–Posso dormir aqui hoje?

Afasto o suficiente para vê-lo melhor: estava mais pálido, o cabelo despenteado, marcas de chupões pelo pescoço, os olhos acinzentados estavam cansados. Sem falar da calça aberta.

Eu queria acordar ao lado dele.

–Claro que pode.

Então assim foi feito. Separei umas roupas minhas para ele enquanto fui até a cozinha preparar um chá, e quando voltei eu o encontrei encolhido na cama, dormindo tranquilamente usando minhas roupas.

Era, em poucas palavras, uma coisa fofa.

Se não seria a primeira noite de sexo, então que fosse a primeira noite dormindo um ao lado do outro na mesma cama.

Quando me deitei ao seu lado, ele se alinhou em meu peito. Sorri com a cena e com o modo que suas narinas se moviam quando ele respirava.

–Posso me acostumar com isso. — falei beijando sua testa.



Notas finais
desculpem pelo final, minha irmão ficou me apressando comentem (o( a edição ficou estranha, mas ta valendo.