Notas iniciais
O Segundo capítulo será o início da história, este apenas se tratará de uma breve explicação! Agradeço.

Connor batia na porta, porém eu não sabia se mantia silêncio até ele ir embora ou se abria a mesma.

Eu sabia que se ele entrasse eu seria espancada, não seria diferente, nada mudaria, eu não poderia dar outra chance para ele.

Logo a porta se acalmou, o silêncio prosseguiu no apartamento, e os gritos e murmurações que Con dizia com seu sotaque de bêbado sessaram. O medo continuou em mim, mas eu acreditava que ele havia desistido, mamãe poderia ter chegado em casa e ter acalmado a confusão, retirando a garrafa de cerveja já quase vazia de suas mãos.

Fui tão inocente ao ponto de retirar os móveis de frente á porta, abrindo-á suavemente para não emitir nenhum grunhido que viesse do arranhar do chão. Eu era apenas uma garota, tão frágil, oprimida pelo meu padrasto Connor que já havia tentado me molestar e me drogar.

Os peitos do meu pé tocavam no chão levemente, muito antes do calcanhar, pois ele poderia me ouvir saindo. Caso eu não fizesse barulho, poderia apenas sair em direção a escada, pegar meu chinelo e sair em direção á minha mãe que me salvaria do malandro então.

Eu acreditava que ela estaria ali, mas quem estava na verdade era ele, pronto para ir para cima de mim. Reparei seus olhos me encarando por uma minúscula separação entre á porta e o velho portal de madeira.

Ele foi em minha direção, erguendo seu braço contra mim com uma garrafa de cerveja, vi que estava alterado. Eu desviei, fazendo ele acertar a garrafa no chão transformando-a em mil cacos. Ele me encarava mas não dizia nada, e eu desesperada me senti presa, então apenas me encorei na parede sentando sobre minhas pernas usando o braço como proteção para o rosto.

Ele me pegou pelos cabelos e começou a chacoalhar, eu gritava de dor, mas por um momento ele me soltou, pela primeira vez ele parecia que estava com dó de mim, como se o efeito da bebida tivesse passado em dois segundos. Mas a raiva bateu em meu coração, me fiz de corajosa tomando para mim um pedaço da garrafa e cravando em sua garganta e logo outro em seu coração.

Ele apenas ficou lá, por muito tempo, até ela chegar, e quando chegou eu acho que foi o fim para nós duas, mas eu acho que aquilo me ofereceu um novo começo, uma psicopatia.

Notas finais
:) deixe seus comentários, please ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.