Autoextermínio

15 15 — Luíza


Notas iniciais
Bem, olá, gente! o/ Hoje é o último dia (snif snif) e, bem, ter que me despedir de Autoextermínio é doloroso, principalmente do pessoal que acompanhou a história até aqui. Sou mais que grata a vocês, por tudo! ❤ Esse capítulo vai ser um pouquiiinho diferente. Eu já planejava fazer a drabble do dia 31 com algo que se "destaque" (vocês podem interpretar isso como uma daquelas tentativas de finais super surpreendentes, hahaha). Então, bem, esse está à visão de vocês. :) Obrigada, de verdade, a todos que chegaram até aqui. Vocês me fizeram melhor. ♥ Palavra-chave: justapor

O bailado sinuoso que Luíza tentava acompanhar a fragmentava em pedaços, lento e constante.

Encarava o cenário nevado com olhos brilhantes. Até que encolheu-se, covarde, na parede gélida que era sua vagueza. Observou, pelo canto dos olhos, as disfunções bradarem entre si.

"Só eu sei como estás inquieta. Levante-se!" ordenou a Ansiedade.

Luíza estava cansada. Não só da mesmice da tristeza, não só da agitação ansiando extravasar, mas de ser uma marionete. A Depressão a encarou, de longe, ameaçando se justapor com mais afinidade dentro dela.

Gritou com voracidade. Ninguém a ouviu.

Àquela situação, Luíza não conseguiria estabilizar seu fio. Com pesar, encarou-o, açoitado pelos distúrbios enquanto ela, simplória, continuava estendida na parede branca.

Foi erguida à força, mais uma vez maltratada pelo verbal ácido da Depressão. Clamou que era estúpida. Assegurou que não iria melhorar. A Ansiedade sussurrava:

"Vai ficar tudo bem. Tudo está bem."

Luíza enraiveceu-se de jeito espontâneo. Até achou que tinha visto uma Bipolaridade minúscula se esconder atrás da Ansiedade, mas pensou ter delirado. Ouvia o desalento da Depressão, corrompida pela angústia. Luíza chorava em descontrole.

Olhou para seu fio novamente. Rompendo.

Luíza condenou os transtornos pela última vez.

Então, arrebentou. E a mente morreu.

Notas finais
De coração, muito obrigada! ❤ Claudia Feltrin