Notas iniciais
FINALMENTE DPS DE ANOS GOSTARIA DE DIZER QUE TERÃO CENAS BASEADAS EM SERIES E LIVROS

12 de Agosto, 22h

Casa de Esther Ferreira

– Quando você me disse que ia ser uma festinha privada eu estava esperando algumas pessoas e umas pizzas E NÃO ESSA FUCKING COPIAÇÃO DE PROJETO X – Gritou Cristye para Esther quando finalmente a encontrou, guardando algumas bebidas na geladeira.

Cris tivera que se espremer entre uma multidão de adolescentes dançando na sala para chegar até a cozinha, e jurava ter visto Claudio pendurado no teto girando no ventilador. Mas deveria ser apenas impressão dela. A festa mal havia começado, mas boa parte da escola já havia chego. E mesmo assim ela sentia a falta de alguns rostos conhecidos na multidão.

Esther havia colocado luz negra na casa inteira, e distribuído potes de tintas neon para as pessoas na entrada. Todos estavam brilhando com diferentes desenhos espalhados pelo corpo, e um garoto completamente pelado passara por Cris correndo. Ela tivera que segurar Thaisa para que não fosse atrás dele, lembrando a garota o que as duas REALMENTE vieram fazer ali.

– Pfffff, nem é tudo isso. – Esther balançou a mão no ar, e os olhos brilhando mostravam que ela já estava um pouco bêbada. Quer dizer, quando ela não estava? Cris nunca conseguia diferenciar, e já se acostumara com as festeiras amigas de Thaisa. – Eu só quis receber bem os novatos. Mostrar com as festas dos Ferreira são. – Sorriu Esther, pegando mais uma caixa de cerveja que sua melhor amiga, Drapella, acabava de trazer do carro do namorado.

Esther estava com o lábio totalmente laranja neon, e havia jogado tinta no cabelo fazendo um efeito fantástico. Drapella havia desenhado marcas de onça no corpo inteiro e facilmente se destacaria, mesmo naquela multidão colorida.

– E aí garotas – Drapella sorriu para Cris e Thaisa – se vão ficar paradas aí que nem postes pelo menos dêem uma ajuda, porque a coisa ta tensa.

Porque a Esther quis dar uma festa gigantesca do nada! – Cris balançou a cabeça, não conseguindo entender como alguém podia ser tão impulsiva e nunca se preocupar com o futuro. Ela era tão diferente disso, sempre pensando antes de agir, avaliando todas suas opções e conseqüências. Thaisa era quase como Esther, porém não tanto assim. Cris havia conhecido a atual “melhor amiga” durante as férias, e ela a apresentara para Esther e Drapella. Thaisa era legal, mas Cris se irritava com a vadia que ela costumava ser. Na verdade, na maior parte das vezes, ela era apenas suportável. Mas ei, estava dando certo, não é? O que ela viera planejando desde que voltara àquela droga de cidade iria funcionar, afinal.

– ... E foi por isso que eu trouxe ela. – Thaisa finalizou. No meio dos pensamentos, Cris não havia percebido que a garota começara a falar. – Cris quase nunca sai de casa, ela precisava de uma festa E UMA BOA FESTA.

– Veio ao lugar certo. – Esther fechou a porta da geladeira enquanto ia até o balcão, pegando três caixas de pizza que levaria para o meio da festa. – Sério. Só aproveite. Estamos planejando algumas coisinhas mais pra noite. Você não vai se arrepender de ter vindo – Ela sorriu, deixando as garotas na curiosidade. Como ela iria passar no meio daquelas pessoas com aquelas caixas, Cris não tinha ideia.

– Isso se eu achar a droga da Isabella. – Murmurou Drapella com raiva, se aproximando das duas.

– A Beatriz? – Riu Thaisa. – Desde quando vocês falam com ela? Achei que tínhamos decidido sermos neutras no caso Paula/Isa.

– Desde quando isso ficou mega vantajoso pra gente. – Sorriu Drapella. – Olha, como disse a Esther, aproveitem a festa, e deixem as surpresas com a gente. E pintem logo o corpo, vocês estão muito sem graça pro meu gosto.

– E depois disso, eu tenho algum boy pra pegar – Acrescentou Thaisa, puxando Cris para fora da cozinha.

***

– Claus, Bells, essas três precisam de suas habilidades artísticas urgentemente. – Lara apareceu do nada puxando três garotas pouco pintadas de neon.

Claudio e Faedda haviam quase pirado ao ver as tintas neon, e ficaram encarregados de pintar as pessoas com menos dons desenhísticos que eles, meros mortais. As maiores obras de arte saiam dos dois. Claudio havia pintado um esqueleto no corpo inteiro com a tinta azul, e Faedda havia acompanhado, porém usando um estilo mais Alice zumbi steampunk. Lara estava cheia de flores no corpo.

– Elas são novatas, não são? – Perguntou Bells, que pintava Alice ao lado, embora preferisse totalmente estar pintando o dorso de um garoto. Alice viera com Paula e Laura, e as duas, já pintadas, esperavam-na conversando com Caio e um Bruno que parecia muito desejar sair da conversa. Giulia ria do garoto ao fundo, apoiada perto do som que estava tocando Martin Garrix.

– Yep. – Concordou Lara. – Beatriz Castro, Laís e Isabella Noal.

Beatriz encarou Claudio com um sorriso simático, fazendo o garoto corar por alguma razão, que preferiu desviar o olhar para as outras duas garotas. Elas estavam com as mãos dadas, e ele imaginou se seriam um casal.

– Tudo bem. O que vocês quiserem. Quem vai ser a primeira? – Ele perguntou, girando um dos pincéis ao se aproximar das três.

Beatriz deu um passo para frente, abaixando a blusa canoa para mostrar o ombro.

– Sabe, eu não quero algo muito chamativo. Pode fazer alguma coisa no rosto e descendo pelo pescoço e ombro. Confio no que achar melhor. – Ela sorriu novamente, e Claudio agradeceu a pouca iluminação do lugar não deixasse ver seu rosto vermelho.

Do outro lado da sala, perto das escadas que levavam para o segundo andar, estava Italo, apoiado na parede um tanto emburrado. Havia discutido com Paula no caminho dali por alguma razão tremendamente estúpida, e agora imaginava se teria estragado o clima da noite inteira para ele. Não sentia vontade de dançar, e segurava apenas uma garrafa de alguma bebida alcoólica que Esther lhe oferecera. "Eu já deveria saber que não seria dessa vez".

– Nunca pensei que veria Italo Bianchini tão parado em uma festa. – Uma voz feminina despertou seus pensamentos. Apoiada do seu lado estava Isabella Beatriz, sem alguma cor neon ainda, como ele.

– Ah, então eu sou visto como um cara festeiro por aí?

– É o que parece. Se há uma festa você sempre está nela. Se bem que você sempre some das multidões. – Geralmente com alguma garota, completou Isa no pensamento.

Italo respirou fundo, soltando o ar com força.

– Razões. Odeio DRs. Você sabe, a Paula e – Então ele parou, percebendo o que estava prestes a contar.

Isabella apenas concordou com a cabeça, arqueando as sobrancelhas.

– Você parece estar muito puto, sério. – Ela riu.

– Não estou puto... – ele falou meio rispidamente.

– Tudo bem, okay. – Ela levantou as mãos em forma de rendimento.

– ... Estou só... Frustrado.

Um leve silêncio de talvez dois segundos enquanto Isabella sorria consigo mesma, então se virava para ele.

– Sexualmente?

Italo encarou ela, então um sorriso surgiu pelo seu rosto enquanto ele soltava uma leve risada. Isabella apenas fez uma cara de “eu não sei de nada”, antes de dar uma leve olhada significativa para o garoto e então se afastar em direção da multidão.

Italo foi atrás.

Ela havia se aproximado de um canto com tintas vazio, e segurava um pincel pela boca enquanto tirava a blusa xadrez que viera vestida. Revelou um sutiã meio top rosa fosforescente, o que dava um belo efeito na luz negra. Entregou o pincel para o garoto sorrindo.

– Você quer ficar parado lá no canto pensando em quão bosta sua vida está ou quer pintar o meu corpo?

Italo piscou por alguns segundos, levemente aturdido.

– Eu... quero pintar seu corpo.

Isabella sorriu.

***

Algumas casas dali, Beatriz Custódio tentava puxar uma Maria Clara muito irritada do sofá.

– EU SÓ QUERO VER NARUTOOOOOOoOoOo

– Nem a pau que você vai perder essa festa. Sorry. – Disse Beatriz, finalmente puxando ela com tudo com ajuda de Julia Rabelo.

– Mas eu nem estou arrumada. – Gemeu Maria. – E esse é o episódio que o OTP morreeeeeeeeee.

– Claro que ta, tu ta ótima. – Soltou Agnes com raiva, sentada na cadeira e mandando mensagens furiosamente para Giulia. Não acreditava que havia perdido uma hora e pouco de festa já. – A Giu foi com os amigos dela da outra escola, o tal do Bruno, e o Godinho, e ela disse que é uma festa neon, então mal vai dar pra te ver lá. Combina com a altura e pronto, você tá invisível. E qualquer coisa é só pintar um coelho na sua cara e está pronta pra festa.

– Boatos que a Rapp já escolheu pintar o coelho. – Acrescentou Julia, o que não pareceu ajudar muita coisa

Agnes soltou o ar com raiva.

– Olha, Maria, eu arranjo alguém pra pintar a droga do Minato na sua cara, mas a gente tem que ir. – Agnes se levantou, guardando o celular e indo em direção a porta. – Se você não quer, não vou mais tentar te convencer. – E saiu do quarto.

– Ugh. Vocês vão ter que aguentar uma maratona depois comigo. Eu estou avisando. Eu. vou. cobrar.

– Tá ta ta – Murmurou Beatriz, empurrando a garota porta a fora.

– Boatos também que o James está lá na festa. – Cutucou Julia, arqueando a sobrancelha de forma sugestiva com um sorriso irônico.

– Vai se foder, Julia, eu odeio aquele babaca.

– Ahã, ahã.

– Agora você só está soando como o novato.

– Vamos logo vocês três! – Gritou Agnes do andar de baixo, já esperando para trancar a casa.

As três garotas desceram.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.