Notas iniciais
Feliz ano novooo! Eu amo muito esse capítulo, é o que eu mais amei escrever até agora, então estou esperando muito pelos comentários de vocês, a opinião e tudo mais... Boa leitura!

— Tudo bem, chegou a hora. — Emma estrala o pescoço e pega um bastão que estava preso na parede da sala de treinos.

— Esperei bastante por isso. — Pedro sorriu de lado pegando um bastão também.

Os dois um de frente pro outro em uma distância de dois metros, Pedro estava preparado para se defender, já que conhecia Emma o suficiente para saber que ela seria a primeira a atacar. A aurora se aproximou com rapidez e ameaçou atacar com a ponta do topo e Pedro fez um movimento para bloquear, mas aquilo foi só para enganá-lo. Emma usou a ponta de baixo do bastão para atacar o queixo do loiro que foi pra trás, Emma atacou novamente mas Pedro bloqueou. Ela girou os calcanhares o atacando mais duas vezes e ele bloqueou, mas chegou o momento que ele cansou de apenas bloquear e começou a reagir, chutou Emma e a atacou na lateral direita mas ela bloqueia e gira o bastão o fazendo baixar ao chão.

Pedro a olhou por segundos e viu ela com um sorrisinho de lado, provocativo. Cass, Floy, Edmundo e Susana entram na sala começando a assisti-los lutar. O loiro girou o bastão com tanta rapidez e agilidade que Emma mal percebeu, e ele acerta seu abdômen do lado esquerdo e ela se afasta. Ele tenta derruba-la girando o bastão nos pés dela mas Emma pula e acerta um chute em Pedro, depois com muita força ela acerta o bastão dele, escorregando de suas mãos e ela aproveitou para girar o bastão nos pés dele, e Pedro cai de costas no chão.

Emma o olha de cima e ele sorriu pra ela, Emma estende a mão e ele agarra mas puxa para baixo, ela caiu ao seu lado e o loiro sobe por cima e coloca o bastão de madeira sobre o pescoço dela, mas sem fazer força demais.

— Uau, esse final foi inesperado. — Cass diz intrigado.

Ed estava de queixo caído, Floy com o cenho franzido e braços cruzados olhando os dois, e Susana com um sorrisinho e olhar divertido. Emma olhava Pedro com um sorriso bem aberto, o loiro estava ofegante mas exalava felicidade enquanto olhava a morena.

— Esperto. — Emma diz arqueando a sobrancelha.

— Numa luta contra você se precisa mais de um cérebro do que músculos. — Pedro responde e tira o bastão do pescoço dela e sai de cima.

— Gostei da resposta. — Emma diz e se levanta do chão.

— Bela luta, me senti superado agora. — Cass fala e se aproximam.

— Só agora? — Floy pergunta com ironia.

— O próximo sou eu! — Ed levanta a mão e olha para Emma que assentiu.

Pedro solta um gemido de dor e leva a mão para a nuca, uma pedrinha caiu ao lado e todos olham para trás vendo alguém se esconder atrás de alguns escudos de treino. Emma arqueia a sobrancelha e suspira.

— Folkie, eu vi você ai desde que entrei aqui. — Emma diz, e uma cabeleira escura saiu de trás dos escudos.

— Só porque é uma Aurora... — o garoto resmunga e dá alguns passos para se aproximar. — Desculpe pela pedra vossa alteza, era para acertar a Emma.

— Você tem um bracinho forte pro seu tamanho. — Pedro diz.

— Ei, não era ele que você ia dar uns cascudos quando visse? — Edmundo pergunta, olhando para Cass que encarava o garotinho.

— Eu vou. — Cass responde e começa a correr atrás de Folkie. — Volta aqui seu pestinha, você me paga!

— O que ele fez? — Susana pergunta.

— Colocou aranhas no sapato dele. — Floy diz.

Reino de Arquelândia, Castelo de Anvard

— Está ficando linda, Princesa Mayla! — diz a dama.

— Essa é minha cor favorita. — sorriu Mayla enquanto se olhava no espelho. — Falta só um toque.

A princesa pega um colar de diamantes de cima da mesa e coloca no pescoço com ajuda da dama de companhia.

— Perfeito. Com certeza vai receber a atenção de um dos reis nessa festa.

— Você sabe como eles são? — pergunta Mayla com os olhos brilhando. — Como é O grande Rei Pedro?

— Ele é bem respeitado, mas eu não sei muito sobre eles.

— Papai disse que essa festa é muito importante, mas eu acho que existem razões por trás disso. — Mayla diz com o cenho franzido.

— Não pense nisso princesa, vai dar rugas.

— Você sabe de alguma coisa? — se virou para encarar a pobre dama de companhia.

— N-Não tenho permissão para falar, princesa.

— Diga, será nosso segredo. — se aproximou.

— O Rei Lune ficará uma fera se souber que eu contei...

— Diga!

— É por causa dos Calormanos. — diz com rapidez. — O Rei Lune tem medo que eles voltem a nos atacar, ainda mais agora que a Feiticeira Branca se foi e existem Ogres procurando alguém para servir.

— Eu sabia... Os calormanos sempre colocaram medo no papai. — Mayla olha para o próprio reflexo com o queixo erguido. — Precisamos de Nárnia como aliados.

Calormânia, Castelo de Tashbaan

O garoto caucasiano que exalava tranquilidade andava pelos corredores mal iluminados do castelo, até chegar às enormes portas verdes musgo com maçanetas douradas, dois guardas as abriram e o moreno adentra a passos firmes e o olhar frio acerta o Rei Rabadash que estava de costas observando a paisagem da janela. As portas se fecharam e o silêncio prevaleceu por poucos segundos, seguido de um pigarro.

— Mandou me chamar, pai. — o garoto diz observando o velho na janela.

— Sim. — responde e ergue um copo de cristal, ainda sem olhar para trás. — Me sirva de mais rum.

O rei ordenou e o garoto se aproximou, pegando o copo e indo a mesa de bebidas no canto da sala. O Rei Rabadash finalmente se vira e vai até sua mesa, apoiando os braços sobre a madeira escura olhando os papéis.

— Orfeu e outros soldados foram pegos nos bosques proibidos. — o rei diz e o filho sorriu de costas ao pai, serviu o rum e colocou gelo.

— E porque está me dizendo isso? — o garoto questiona, retirando um frasco de dentro do bolso e depositando o pó no rum.

— Porque não foi eu que os mandei ao bosque. Foi você, Rowan! — o rei fala mais alto e finalmente olha em direção ao mais novo.

— Eu mando e eles vão. Qual o problema nisso? — Rowan se vira sem reação nenhuma e caminha até o pai, colocando o copo de rum sobre a mesa.

— São os meus soldados, e não podemos mandá-los ao bosque proibido quando mal temos guardas o suficiente para proteger o castelo. — O Rei Rabadash fala com a voz autoritária e pega com raiva o copo de rum.

— São meus soldados também. — Rowan protesta e o pai o encara severo.

— Você ainda não é Rei, Rowan! — diz com o olhar frio. — É apenas um príncipe mimado usando uma coroa maior que sua clemência. Culpa da sua mãe, mimando você até chegar ao leito de morte.

— Não fale dela! — o garoto ruge e o rei revira os olhos bebendo o rum de uma vez só.

— De qualquer jeito... Nunca mais ouse mandar em um dos meus soldados. Preciso deles para saquear Arquelândia o quanto antes.

— É só isso que pretende fazer? — o príncipe olha com o cenho franzido. — Arquelândia tem que ser tomada, fazer do rei nosso escravo e usar toda a plantação deles.

— Não podemos começar uma guerra com eles agora! — o rei diz alto mas sente uma leve tontura e respira fundo. — Arquelândia está protegida por Nárnia, que tem um exército liderado por uma Aurora, aquela que matou a Feiticeira Branca. E Reis e Rainhas que foram coroados por Aslam! Perderemos tudo se formos contra eles.

— Isso porque você não sabe como fazer. Eles não estão esperando nenhum ataque, pegamos de surpresa e nem viriam como aconteceu até estarem em uma masmorra. — Rowan diz com o olhar cruel.

— Não temos soldados... — o rei tossiu e se sentou na cadeira. — Você não sabe o que está falando, Rowan. Volte para seu quarto, crie suas fantasias bem longe de mim.

Rabadash tossiu mais e mais, levando a mão a boca, quando olhou se apavorou com a quantidade de sangue na palma da mão. Rowan deu a volta na mesa e se aproximou do pai, o olhando de cima com desdém.

— Eu vou criar mais soldados, lidera-los até Cair Paravel e Anvard e destruir os tronos de todos reizinhos. Nárnia será totalmente governada por mim, o novo Rei de Calormânia, Rei Rowan Branko, O Tirano!

— O que você fez... Rowan? — Rabadash sentia a garganta fechar e o peito doer tanto como se uma rocha estivesse sobre ele.

— Eu espero que você queime no inferno, pai. — Rowan diz abrindo um sorriso malicioso.

— Não... — Rabadash tenta falar mas a dor aumenta e se espalha em si, escurecendo sua vista e o levando a morte.

Rowan olhou a vida se apagando dos olhos do pai, e se ergueu para ficar reto, deu a volta na mesa e olhou pela janela todo o reino de Calormânia, trabalhadores, escravos e soldados passando com suas vidas como de costume, depois olhou o deserto no horizonte. Rowan se voltou para aporta e fechou os olhos, respirou fundo duas ou três vezes e quando abriu os olhos novamente, lágrimas solitárias rolaram.

— Guardas! Socorro! — Rowan gritou, atuando.

Foi apressado até o pai morto na cadeira e segurando a mão dele, os guardas entraram a toda olhando a cena chocados.

— Majestade o que houve?

— Ajudem, chamem um médico, agora! — ordenou.

Os guardas correram para fora da sala e Rowan riu abafado, ficando ereto novamente e soltando a mão do pai morto.

— Agora eu sou o Rei.

Notas finais
Até o próximo!