Notas iniciais
Hey, hey! Muito tempo sem postar aqui, me perdoem! Mas, esse cap é incrível. Espero que gostem.

Narradora On

Em uma cela rodeada de soldados a vigiando estava uma garota sentada no chão, seu rosto estava tranquilo, apesar da sua situação ela não estava preocupada. Mas assim que as portas se abriram tão bruscamente, e de lá entrou como um raio a general Sallow com seu olhar tão temeroso e cauteloso, a garota ergueu as costas prestando atenção em cada detalhe de Emma. Ao lado da general estava um rapaz pouco mais alto que ela, pele clara e cabelos escuros, ele abriu a grade da cela dando passagem para Emma entrar e logo o mesmo também, ambos com vestes de soldados porem com um certo brilho a mais. Emma parou em sua frente com os braços cruzados e a olhou atentamente, a garota tremeu, mas se perguntava se tinha sido por medo, nervosismo ou animação.

— Quem é ela? — Emma pergunta não tirando o olhar da garota mas direcionando um pouco a cabeça para o guarda de cavanhaque que os tinha chamado.

— Não sabemos, ela não quis falar. A única coisa que ela disse foi para que chamássemos por você, general. — o guarda respondeu.

Emma ainda de braços cruzados começou a andar na volta de garota, avaliando suas vestes, físico e qualquer coisa que visse. A garota talvez fosse pouca coisa mais nova que ela, tinha cabelos castanhos encaracolados que se escondiam na capa azul, pele morena que com o contado da luz da lua ficava com traços dourados. Do lado de fora da cela ela tinha visto uma mochila com uma espada e facas diferentes que os soldados de Nárnia usam, ou de qualquer outro reino, porém, tinha uma leve semelhança com o estilo de espada da Calormânia, o que fez Emma suspeitar.

— O que fazia na ala dos soldados? — Emma pergunta e para na frente da garota novamente.

— Não quer saber meu nome primeiro? — ela questiona franzindo o cenho.

— Responda a pergunta. — Emma diz ainda mais séria.

— Eu não sei ao certo. — ela responde e suspira baixando o olhar e Emma estreitou o olhos desconfiada.

— O que quer dizer? — Floy pergunta com sua voz grave, mas por algum motivo não tinha tanta influencia de temor quanto a voz de Emma.

— Estava procurando pela Aurora, eu não conheço o castelo de Cair Paravel tão bem mas...

— Mas descobriu uma forma de entrar sem ser vista pelos guardas e invadindo uma ala proibida para qualquer um que esteja fora do Exército de Aslam em pleno um baile. — interveio Emma. — De onde você é?

A garota engoliu em seco, estava nervosa e a presença da lendária Aurora em sua frente não ajudava tanto para se acalmar.

— Sou nárniana se é isso que quer saber. — respondeu. — Mas, nos últimos anos estive nos arredores de Calormânia e Arquelândia, me mantendo longe da Feiticeira Branca o quanto fosse possível.

— Os Calormanos tem algum tipo de influencia sobre você? — a general pergunta.

— De forma alguma! — respondeu a garota com vestígios de nojo na voz. — Tive contato com alguns por conta de comércio para me sustentar. Eu preferia me matar ao ceder a servir o rei medíocre deles. Eu honrarei Aslam por toda minha vida como meus pais e seus antepassados.

— Muito bem. — Emma desfez os braços cruzados. — Porque está procurando por mim?

— Quando chegou aos meus ouvidos que as profecias haviam se cumprido, e uma Aurora realmente estava em Nárnia, eu tracei meu caminho para realizar um grande sonho de infância.

— E o que esse sonho tem a ver comigo? — Emma pergunta, ela percebeu que a garota gostava de falar bastante.

— Meu sonho de infância era ser treinada por você! — respondeu a garota e Emma arqueou a sobrancelha e Floy levou a mão para a boca escondendo o sorriso. — Quero entrar no exército de Aslam, e aprender tudo com você para proteger Nárnia.

— Tudo bem, eu já entendi. — Emma suspirou e olhou para a porta aberta que dava ao corredor que tinha passado para entrar, uma pequena sombra se movimentou. — Levante do chão e pegue suas coisas. Soldado Rawdart, leve a...

— Kaia. — respondeu abrindo um sorriso.

— Senhorita Kaia para seu novo quarto na quarta divisão. — Emma se virou saindo da cela e Floy a seguia com o olhar e o cenho franzido. — Esteja preparada amanhã bem cedo.

— Obrigada, general Sallow! — diz animada se levantando do chão, Emma passa pela porta já longe de sua visão. — É uma honra!

— Tem certeza que quer a Emma como treinadora? — Floy pergunta olhando a garota com o cenho franzido. — Ela pega pesado, de verdade.

— É disso que eu preciso, alguém que pegue pesado. — Kaia responde alegre.

— Não diga que eu não avisei. — Floy riu e saiu da cela.

Assim que Emma saiu da cela viu a sombra passar rapidamente para a esquerda, um corredor que se você fosse até o final conseguia encontrar uma passagem para uma área do jardim que levava a cozinha, poucas pessoas sabiam sobre essa passagem, isso só fez Emma caminhar mais rápido e pegou um atalho para chegar a passagem mais rápido que o dono da sombra.

— Te peguei! — Emma diz cruzando os braços e olhando para baixo. — Você não aprende mesmo.

— Por favor não me entrega pra minha mãe! — implorou Folkie, juntando as mãos.

— Vamos logo, tenho que te escoltar até a cozinha. — Emma colocou a mão no ombro do menino o guiando.

O menino reclamou o caminho todo e a Aurora ria e fazia piadas, ao chegarem na cozinha que tinha um alto movimento dos cozinheiros e principalmente da chefe deles, Sigrid, a mãe do pequeno encrenqueiro do castelo.

— Emma? — Sigrid pergunta e logo baixa o olhar para o filho. — Folkie? — suspirou. — O que ele fez dessa vez?

— Eu não fiz nada de mais, eu juro! — Folkie diz erguendo as mãos.

— Estava espionando um interrogatório, sorte que não foi nada de mais. — Emma responde bagunçando a cabeleira escura do menino que fez uma careta.

— Se prepare garoto, dessa fez seu castigo será fazer as tarefas com seu irmão no transporte! — Sigrid diz autoritária.

Emma segurou o riso e se despediu de Sigrid, recebendo mais caretas de Folkie que levou petelecos da mãe. Emma voltou para o salão de festa, mas ficou afastada, vendo aos poucos o salão ficar vazio, depois se isolou na grande sacada descoberta onde tinha a vista para a foz do Grande Rio onde o céu estava escuro e as estelas brilhavam tão forte que pareciam fogos de artifício no céu e a lua estava minguante.

— Tudo bem? — Susana pergunta, entrando na grande sacada com Lúcia ao seu lado.

— Sim. — Emma responde dando um sorriso. — Como foi o baile?

— Animado, meus pés estão doloridos! — Lúcia responde rindo.

— Aconteceu alguma coisa, Emma? — Susana pergunta preocupada com o olhar meio distante de Emma.

— Sim, nada de mais. — responde dando de ombros.

— É porque você não dançou com ninguém? — Lúcia pergunta e Emma negou.

— Não, Lúcia. — riu. — Só estou cansada.

— Ai estão vocês! — Edmundo exclama entrando com Pedro na sacada. — Lúcia precisa se despedir do Sr. Tumnus.

Emma desvia o olhar de Pedro, se encostando no para-corpo de pedra branca da sacada, o loiro trava o maxilar e deu alguns passos para se aproximar, Susana notando o clima, colocou as mãos sobre os ombros de Edmundo e Lúcia.

— Vamos nos despedir do Sr. Tumnus juntos! — Susana diz os guiando para fora.

— Mas, Susana, eu quero falar com a Emma sobre... — Edmundo tenta se desfazer do apertão da irmã.

— Edmundo, vamos! — Susana revira os olhos e o puxa.

— O que achou da garota? — Pedro pergunta, apoiando seus cotovelos no para-corpo e olhando o céu.

— Kaia? — pergunta confusa.

— Sim. Floy me contou sobre ela, você pareceu aceitá-la rápido. — Pedro diz dando de ombros.

— Tive um bom pressentimento. — respondeu, ela não iria continuar a falar, mas o olhar dócil de Pedro sobre si a fez esquecer que ficou chateada com o mesmo. — Sabe quando você se vê em alguém, como um versão mais nova sua?

— Sei, é raro. — ele concorda ajeitando a postura, ficando mais relaxado ao lado de Emma.

— Kaia se parece comigo quando era mais nova, antes da minha primeira batalha. — suspirou — Ela está sozinha a muito tempo.

— Por isso aceitou treiná-la. — ele diz pensativo, uma música lenta começou a tocar no salão principal e chegava baixinha na varanda. — Acho que agora você não vai ter tempo para lutar comigo.

— Principalmente agora que você está me mandando para outro reino. — Emma diz rapidamente desviando o olhar para as ondas do mar se quebrando na praia.

— Ficou chateada com isso? — Pedro pergunta se virando para Emma, ele não queria a deixar assim.

— Não, Pedro. É meu dever, só... — respirou fundo, Pedro calmamente levou a mão ao queixo da garota e a fez o olhar nos olhos.

— Fui precipitado, devia ter conversado com você sobre isso antes de combinar com o rei Lune. Me perdoe, não era minha intenção te fazer sentir... — Pedro não sabia a palavra que usar.

— Uma mercadoria? — diz erguendo a sobrancelha e Pedro franziu o cenho.

— É assim que se sente?

— Minha vida toda sendo a última Aurora, reis e generais disputavam por mim, já estou acostumada a ser dirigida dessa forma, como uma arma ou coisa do tipo.

Emma virou o rosto e se afastou, não queria se perder nos olhos azuis de Pedro, nem parecer frágil perto dele.

— Você não é uma arma, ou uma mercadoria que usamos quando precisamos. — Pedro diz olhando para Emma que deu as costas. — Emma, você não é apenas a última Aurora, é muito mais que isso!

— Então o que eu sou, Pedro? — Emma se vira e Pedro suspira.

— É a pessoa mais corajosa, teimosa e leal que eu tive a alegria de conhecer. — Pedro se aproxima. — A pessoa que acreditou em mim e me apoiou no calor da batalha. Você é Emma Sallow, e eu acredito em quem você é.

— Acredita tanto assim em mim? — Emma pergunta.

— Já teve o pressentimento que uma pessoa fosse uma parte de você que você sempre sentiu falta, mas nunca notou, até ver que sua vida ficou mais iluminada com ela? — Pedro pergunta, seus olhos tendo uma ligação com os olhos de Emma.

— Já.- concordou. — Como se até o coração dessa pessoa fosse sincronizado com o seu e nada parecesse fazer mais sentido do que ela?

Os dois sorriram juntos, já mergulhados no olhar um do outro, lentamente juntando as mãos sem nem perceberem o toque. A música no fundo ficou mais alta, as notas da arpa e da flauta em harmonia com o som das ondas do mar.

— Exatamente. — Pedro diz. — Acredito em você cegamente, porque você é essa pessoa pra mim.

— Eu sinto isso também. — Emma concorda, sentiu o aroma do perfume de Pedro e respirou mais fundo.

— Emma, quer dançar comigo? — Pedro pergunta, sentindo um alivio tão grande por não ter sido interrompido dessa vez, ele pensou que mataria a pessoa que tentasse apenas com a força de um olhar.

— Eu não sou uma boa dançarina, Pedro. — ela avisa e ele deu de ombros.

— Tudo bem, estamos sincronizados, lembra? — ele sorriu colocando as mãos no quadril de Emma e a mesma riu.

— Tem razão. — responde colocando as mãos nos ombros do loiro.

Os dois começaram a dançar, se balançando de um lado para o outro com tranquilidade, no ritmo da música e perfeitamente sincronizados. Diferente de quando dançou com Floy na coroação, Emma não pisou no pé de ninguém. Pedro guiou a morena, juntos rodavam por toda varanda, ele pegou uma das mãos dela que estava em seu ombro e ergueu para cima, Emma soube o que fazer, girou o corpo e riu quando voltou a posição anterior, mas dessa vez ficaram mais próximos. Sentindo as respirações um do outro, fecharam os olhos para sentir o momento, colaram as testas ainda dançando lentamente. Pedro queria parar no tempo naquele momento para sempre, e Emma estava se sentindo tão segura perto dele, do que como se sentia quando estava armada com espadas e escudo.

Aquela noite finalizou perfeita, os dois finalmente tinham dançado com a pessoa certa. Suas âncoras.

[...]

✠ Calormânia ✠

O mais novo rei de Calormânia estava sentado em seu trono de prata, com a coroa pesada sobre os cabelos escuros olhando pensativo para além da sala, em sua mão ele segurava uma pedra verde água que ele esfregava entre os dedos. As portas escuras se abriram, por elas entraram dois guardas arrastando um homem mais velho de longa barba branca com vestes verde musgo, ao chegarem próximos as escadarias do trono os guardas jogam bruscamente o velho no chão.

— Rowan...? — o velho franziu o cenho ao erguer os olhos e ver o jovem no trono. O moreno olhou o velho com desprezo e guardou a pedra do bolso se endireitando no trono.

— Rei! — o garoto exclama e o velho engoliu em seco ficando de joelhos no chão. — Após a trágica e repentina morte de meu pai, eu tive que assumir a coroa.

— Sinto muito, Vossa Alteza. — respondeu, mas, ele não sentia, assim como sabia que Rowan não se importava com o pai. Porem o velho não culpava o garoto por ser assim, o pai sempre o tratou mal e só piorou depois da morte da mãe, o garoto cresceu em um castelo escuro e venenoso, criando a própria cascavel.

— Me diga, Mago... — o jovem respira fundo e encara o velho. — o que você sabe sobre as Terras Sombrias?

A pergunta fez o velho sentir um arrepio na espinha, engoliu em seco pensando em uma resposta que não o entregasse.

— Nada de mais, Alteza. — respondeu, mas Rowan não acreditou e olhou para um soldado atrás do velho.

O soltado chutou as costas do velho Mago, que caiu novamente no chão e tremeu de medo. Rowan se levantou de seu trono e desceu três degraus.

— O que disse? — Rowan fala erguendo a sobrancelha.

— As Terras Sombrias... — suspirou se erguendo do chão novamente. — foi de lá que a Feiticeira Branca trouxe a maior parte de seu exército de Ogres. Por conta da vasta existência de criaturas, ninguém consegue entrar. Só um feiticeiro poderoso pode abrir um portal capaz de entrar ou sair de lá.

— Você é um Mago, pode abrir um portal? — Rowan pergunta, o velho tentava se manter calmo com o pensamento de que Rowan estava planejando algo grande.

— Não, apenas um Feiticeiro...

— Não temos um Feiticeiro! Está vendo um aqui, por acaso? — exclama Rowan sem paciência.

— Eu poderia abrir se... — o Mago não via outra chance, se não falasse algo útil o novo Rei o mataria ali mesmo. — Se tivesse alguma fonte de poder capaz de manipular e abrir o portal.

Rowan ficou pensativo, ele não era expert em assuntos de magia, mas estudou o suficiente com sua mãe para saber como faria isso funcionar. Levou a mão ao bolso e pegou o objeto, estendeu na frente do velho.

— Isso serve? — pergunta vendo a expressão do Mago se assustar.

— Certamente que sim. — diz — Mas, a pedra Turquesa só funciona com a entrega de uma memória marcante de amor, e para abrir um portal desse tipo tem que ser uma memória muito forte, ou até mesmo muitas memórias e vibrações.

— Então é só arranjar. — Rowan guarda a pedra novamente no bolso. — Partiremos ao amanhecer, se prepare para abrir um portal para As Terras Sombrias, Mago Sonrae.

[...]

✹ De volta a Nárnia ✹

— Tempo, por favor! — implorou ofegante Kaia.

— Mas já? Estamos só aquecendo! — Emma diz sarcástica, erguendo a espada continuando o duelo com a nova aprendiz.

— Achei que aqueles exercícios com o bastão fossem o aquecimento! — Kaia diz assustada se protegendo com um escudo das investidas de Emma.

— Aquele era o pré-aquecimento. — riu.

— Pegue leve, Emma. A garota é nova! — Susana diz, entrando na ala de treinos que ficava ao ar livre, ao seu lado estava Lúcia e Elin.

— Talvez dez minutinhos de descanso. — Emma para, olhando Su de canto de olho e depois olhou Kaia. — Dez minutos!

— Obrigada! — suspirou. — Obrigada majestade! — diz se virando para Susana.

— Não fomos apresentadas ainda, sou...

— Rainha Susana, a gentil. E você é a Rainha Lúcia, a destemida! — Kaia fala empolgada. — É uma honra!

— E você é a Kaia, muito prazer! — Lúcia diz com um sorriso meigo.

— O que fazem aqui? — Emma pergunta, sentando-se em um dos bancos de pedra, as garotas a acompanham.

— Passeando, você sabe... — Susana diz, mas depois lança um sorriso divertido. — Conversávamos sobre o baile de ontem.

— O baile rendeu tanto assunto assim? — Emma pergunta franzindo o cenho.

— Sr. Tumnus se engasgou com uma azeitona! — Lúcia diz — E por sorte o príncipe Cor estava por perto e o ajudou. A azeitona voou na cabeça do Sr. Castor, foi hilário!

As cinco riram com a história de Lúcia.

— Isso eu gostaria de ter visto! — Emma diz.

— Elin estava contando sobre ela e Cass, mas não terminou de contar. — Susana lembra, as quatro se viraram para a ruiva, que ficou vermelha.

— Bom, como eu disse para a Rainha Susana, dançamos umas cinco músicas sem parar. Depois o soldado Chadburn me mostrou as estrelas, contou o nome de cada uma delas. E por fim, me deu uma rosa!

— Que romântico! — Lúcia fala suspirando.

— Que meloso! — diz Kaia fazendo cara de enjoada. — Mas fofo.

— Ele está apaixonado, dá para ver nos olhos. — Susana diz e Emma a olhou concordando.

— Cass gosta mesmo de você, Elin. Apoio muito vocês dois juntos. — falou vendo o sorriso da ruiva de abrir maior que o rosto.

— Obrigada, Emma. Sei que Cass te considera como uma irmã, é importante ter seu apoio.

— É, eu também o considero um irmão, são muitos anos de amizade.

— O que as garotas estão fofocando? — Edmundo pergunta, entrando na área com uma bola pequena na mão e um taco na outra, Floy estava com ele com um taco apoiado no ombro.

— Nada que você precise saber, irmão. — Lúcia responde e Ed deu a língua, um ato infantil que arrancou umas risadas do grupo de meninas.

— O que vão fazer com essas coisas? — Emma pergunta com o cenho franzido.

— Vamos jogar algo que o Rei Edmundo jogava no mundo dele. — Floy responde dando de ombros. — Enquanto estive lá, fiquei entediado, espero que seja um jogo divertido.

— Vou ensinar Croquet, querem se juntar a nós? — Edmundo pergunta, jogando a bola para cima e pegando em seguida.

— Eu quero! — Lúcia se levanta animada.

— Parece interessante. — Elin se levanta também.

— Prefiro apenas assistir. — Susana se levanta.

— Você não vem, Emma? — Floy pergunta, se aproximando.

Emma o olhou, os olhos azuis tinham um brilhinho divertido e esperançoso. A Aurora negou e o brilhinho sumiu um pouco.

— Preciso continuar com a Kaia. — respondeu.

— Você tinha razão... — Kaia fala olhando para Floy. — Ela pega pesado.

— Eu geralmente tenho razão. — ele responde lançando um sorriso irônico para Kaia, a morena rolou os olhos. — Boa sorte com o barril.

— Obrigada! — Kaia sorriu mas logo arregalou os olhos. — Espera... com o que?

— Você sabe, treinamos nosso equilíbrio duelando em cima de um barril deitado. — Floy responde se divertindo com as expressões de desespero de Kaia.

— Não assuste a coitada, Beufloy! — Edmundo diz rindo.

— Por Aslam, haja força para me manter de pé! — Kaia fala olhando para o céu.

Notas finais
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