Aurora Boreal
1 Prólogo
Notas iniciais
Prólogo
Enquanto eu andava com passos leves por entre os corredores mal iluminados eu imaginava como estaria o sol lá fora. Será que estaria brilhante ou encoberto por nuvens? Há tanto tempo eu não vejo o sol, o céu...
Meus passos ecoam pelas paredes e me fazem achar que estou sendo seguida, olho em volta, mas estou sozinha. Eles não têm motivos para me seguir, para onde eu iria? Para onde eu iria se é aqui que eu quero estar?
Querer... Há algum tempo esse verbo deixou de ter o mesmo significado para mim que tem para o resto das pessoas. Poder... eu posso, mas não quer dizer que eu quero. Ou será o contrario: será que eu quero, mas não posso?
Isso não importa de fato.
Eu estou livre, mas a liberdade é uma coisa subjetiva. Eu posso sair desses corredores mal iluminados e ver a luz do sol a qualquer hora, mas eu não me sentiria aquecida. É aqui que esta o meu sol. É aqui que esta minha vida.
E como eu posso ir embora e deixar minha vida presa por eles?
Não é uma solução cabível.
Quando chego à porta do quarto, escuto o som do seu coração. Não me mexo, querendo escutar para sempre esse som. O som que me diz que ele esta vivo. Que eu estou viva. Mas então seu grito abafado me açoita e eu percebo que ele não esta sozinho no quarto.
Torturado... mais uma vez estou sendo torturada.
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