Notas iniciais
Oi amores! Desculpem pela demora em postar vcs sabem que não é usual de minha parte...Enfim um capitulo beeeem longo para compensar! Bjos e obrigada pelos Reviews!!

Aurora Boreal cap 5

POV Bella

Finalmente o dia da Vigília tinha chegado. Acordei e fui tomar o meu banho antes do café. Hoje queria começar cedo a minha ronda de inspeção, pelas Estações.

Entrei nua no Box e comecei a prender os cabelos num coque apertado, antes de ligar o chuveiro. Foi só quando ouvi a porta abrir e o som de Edward arfando surpreso que percebi que não tinha trancado a porta. Tudo aconteceu como em câmera lenta. Me virei para ele completamente nua a voz presa na garganta vi seus olhos percorrerem o meu corpo, ele engolindo seco antes que a minha voz saísse num grito e ele fechasse a porta num incompreensível pedido de desculpas.

- Deus! – hiperventilei o rosto ardendo de vergonha. Isso nunca aconteceu antes... De eu esquecer de fechar a porta.Tudo bem Bella! Pensei tentando acalmar minha pulsação. Poderia ser pior... Tipo, eu estar usando o vaso, por exemplo. Não sei por que, esta possibilidade não me fez sentir melhor...

Quando cheguei ao refeitório Edward estava lá. Parecia ter acabado de sair do banho porque os seus cabelos estavam molhados e penteados, dando-lhe uma aparência de menino. Deve ter tomado banho no banheiro dos rapazes. Ele não me viu entrar e parecia estar perdido em pensamentos. Não sei como ele conseguia ficar ainda mais lindo! Suspirei alto e ele levantou a vista surpreso.

- Bom dia – disse timidamente. Ele levantou e puxou a cadeira para mim enquanto respondia ao meu cumprimento.

- Me desculpe....- dissemos ao mesmo tempo e sorrimos desconfortáveis.

- Eu deveria ter fechado a porta. Isso nunca aconteceu... — disse sem jeito

- Não... A culpa foi minha de não ter batido na porta antes de entrar. – ele assumiu. Ficamos uns segundos num silêncio constrangedor.

- Então, é hoje o evento que combinou com a Alice e o Jasper? – ele perguntou puxando conversa.

- Sim. Iremos depois do jantar para a vigília. — confirmei

- Você sabia que este é um espetáculo que atrai gente de todo mundo? Existem excursões para ver a Aurora Boreal. É como fogos de artifícios sem o barulho, só que infinitamente mais bonito e com nuances de cores que o homem não consegue imitar. – ele me surpreendeu com o seu entusiasmo.

- Você já presenciou? –perguntei curiosa.

- Algumas vezes, mas, sempre me encanto como se fosse a primeira vez. Nunca é exatamente igual.

- Confesso que estou um pouquinho ansiosa. – disse com um sorriso. Terminei de tomar meu café e levantei. – Vou fazer a inspeção agora.

- Bella. Espere um minuto, por favor... Gostaria de falar com você sobre um assunto. – pediu Edward. Fiquei parada esperando para saber o que ele queria dizer.

- Estava pensando que está na hora de você revesar com o Emmet e ficar no Centro enquanto ele faz as inspeções. – disse estudando minha reação que foi de total surpresa.

- Porque isso agora, Edward? – eu gostava da liberdade de estar externo e inspecionar as estações e não recebi a noticia com agrado.

- Pelo simples fato Bella de que preciso de sua participação nas pesquisas que estamos desenvolvendo aqui no laboratório. Você está muito mais preparada do que o Emmet para me ajudar neste trabalho e, em contrapartida, o inverno está ficando mais rigoroso o que torna o trabalho externo mais pesado, conseqüentemente, mais apropriado para o Emmet fazer do que você. – disse tranqüilo, mas sem deixar espaço para que eu retrucasse. Se havia algo que me irritava nele, era isso.

- Você disse que eu não teria privilégios por ser mulher, Edward! Eu espero que isso seja verdade. – rebati sem disfarçar meu aborrecimento

- Bella... — ele fez uma pausa como se estivesse medindo as palavras — Quero que você passe por todos os setores aqui porque, se eu tiver que me ausentar deste Centro por algum motivo me tranqüilizará saber que você poderá cuidar de tudo até a minha volta. – disse em tom conciliatório.

Não sei por que fiquei com impressão de que estava sendo “enrolada” com aquela conversa, mas, tinha decidido não ficar discutindo com Edward por tudo ou por nada e assenti ainda sisuda para deixar claro que não estava sendo enganada por ele.

- Está bem. Se isso é o que você deseja... – disse vencida e ele me deu mais um daqueles sorrisos estonteantes.

Saí meio zonza do refeitório pelo efeito que Edward tinha sobre os meus sentidos. Quando ele me olhava com aqueles olhos azuis e sorria daquela maneira eu tinha vontade de me jogar nos braços dele e encher aquela boca gostosa de beijos até perder o fôlego! Que homem deliciosamente lindo, meu Deus! Dai-me forças!

Passei toda a manhã fazendo as inspeções, conforme a rotina, até que cheguei à última estação. Tudo estava destruído, parecia que tinha passado um vendaval por lá.

- Merda! – resmunguei alto. Após dar a volta de carro para me certificar que não havia nenhum animal selvagem a solta por lá, desci do carro e fui avaliar os estragos. A sonda estava destruída, a porta da estação arrombada, tudo revirado lá dentro e todos os aparelhos danificados! Olhando mais atentamente vi pegadas humanas ao redor da estação e marcas de pneus... Os danos não tinham sido causados por ventos fortes ou por animais... Aquelas pegadas eram provas de que humanos eram responsáveis por aquilo. Mas, por que motivo? Quem teria interesse em destruir uma estação de pesquisa? Peguei o rádio e chamei o Centro.

- Bella para central. Alguém na escuta?

- Bella?! Está tudo bem? – a voz preocupada de Edward soou alguns segundos depois.

- Edward... Aconteceu algo... – Gaguejei sem saber como contar para ele.

- O que aconteceu? Está ferida? Onde está?- ele perguntava aflito

- Edward, calma! Eu estou bem. Estou na estação cinco. Edward, ela está completamente destruída. – ele ficou mudo por uns instantes.

- Destruída... Como? – ele perguntou confuso

- Totalmente devastada. E não foi um dano causado pela natureza... Foi criminoso. Eu encontrei pegadas ao redor da estação e marcas de pneus de neve de triciclos. – disse ainda chocada.

- Bella, saia daí imediatamente. – Edward disse tenso.

- Quero aproveitar e investigar antes que a neve cubra as marcas. – informei a ele.

- Bella, não é momento de ser teimosa... Volte para o Centro! Emmet e eu iremos para aí, investigar. — disse ele nervoso.

- Ed...ard? Est...falhando...ba...ria frac... – sorri enquanto apertava o botão do rádio diversas vezes para dar a impressão que estava falhando.

- Bella! Saia daí agora e isso é uma ordem! – a voz de Edward se perdeu quando desliguei o rádio. Ele não ia me deixar de fora dessa investigação!

Entrei na central e fui buscando com o olhar qualquer pista que pudesse me responder duas perguntas que martelavam em minha cabeça: Quem fez isso e... Por quê?

Depois de uma rápida avaliação percebi que nada havia sido roubado, só revirado e danificado propositalmente. Contive a minha vontade de colocar as coisas no lugar. Nada deveria ser mexido até que uma investigação mais profunda fosse feita.

Já estava saindo quando os meus olhos foram atraídos por um objeto de metal brilhante, que estava próximo da mesa virada. Agachei-me e peguei a peça para observar melhor... Parecia um broche e tinha um símbolo estranho de um cone de onde saiam círculos... Como se fosse uma torre recebendo ou emitindo sinais. Estava tão distraída que não percebi uma figura vestida de todo de branco que se aproximara silenciosamente por trás. Senti uma forte pancada na cabeça... Depois veio a dor e a escuridão enquanto perdia os sentidos.

POV Edward.

Acordei muito cedo naquela manhã, fui ao banheiro tomar banho. Entrei sem bater porque, normalmente àquela hora Bella ainda estava dormindo e não ouvi nenhum som vindo de dentro do banheiro, mas, quando abri a porta arfei diante da visão do seu corpo nu. Ela tem o corpo de uma deusa. Seus seios pequenos e redondos, a cintura fina os quadris levemente arredondados e uma bunda arrebitada e linda... Engoli seco sentindo o meu amiguinho lá embaixo dar pulos dentro da minha cueca. Bella nesse mesmo instante pareceu sair do seu estupor e gritou assustada. Fechei a porta murmurando uma desculpa desconexa e fui tomar banho no outro banheiro... Precisava urgente de uma ducha gelada!

Depois do banho e fui para o refeitório. A preocupação com os fatos estranhos que estavam ocorrendo nesses dias após a nossa descoberta sobre o avanço do campo magnético do Pólo Norte em direção a Sibéria tiraram o meu sono nesta noite.

Emmet já havia me relatado sobre uma incomum movimentação nos arredores do Centro de um homem todo vestido de branco, confundindo-se com a neve e que só foi avistado por causa do triciclo preto que ele pilotava. Emmet tentou um contato, mas, o individuo afastou-se rapidamente quando percebeu que fora avistado. A nossa Central nos EUA confirmaram numa ligação, que os russos estavam tentando montar uma base aqui para monitorar os avanços do campo magnético.

Talvez fosse o momento de tirar a Bella do externo. Não queria que ela corresse qualquer risco indo sozinha para checar as estações com estranhos rondando por ai. Não sabemos com que tipo de pessoas estamos lidando.

Estava absorto pensando nisso quando ouvi um suspiro próximo de mim e levantando a cabeça notei a presença de Bella. Ela estava muito constrangida o rosto ruborizado. Devo admitir que eu também.

- Bom dia – ela disse timidamente. Levantei-me e puxei a cadeira para ela enquanto respondia ao seu cumprimento.

- Me desculpe... — dissemos ao mesmo tempo e sorrimos desconfortáveis.

- Eu deveria ter fechado a porta. Isso nunca aconteceu... – ela disse sem jeito

- Não... A culpa foi minha de não ter batido na porta antes de entrar. – Admiti. Ficamos uns segundos num silêncio constrangedor.

- Então, é hoje o evento que combinou com a Alice e o Jasper? – sorri iniciando uma conversa leve com ela. Bella estava animada para a vigília da Aurora Boreal, comentei um pouco sobre o assunto com ela tentando descontraí-la e ganhar um pouco mais de tempo antes de comunicar minha decisão e, conhecendo-a como conheço, sabia que não aceitaria sem argumentar.

Fiquei um tanto aliviado porque sua resistência foi pequena. Ela ficou tensa a principio quando disse que era hora dela trocar com o Emmet com a desculpa de que precisava dela mais no centro para me ajudar nas pesquisas. Bella, como eu esperava relutou, mas, apenas o suficiente para deixar claro que desconfiava das minhas justificativas e que aceitou por não querer discutir. Não contive um largo sorriso.

Ela saiu para fazer a sua ultima ronda de inspeção e fui me reunir com o Emmet no laboratório de pesquisa.

- Emmet, eu conversei com a Bella sobre você ficar responsável, a partir de amanhã, pela ronda de inspeção. – disse a ele

- Uau! Eu perdi isso? – disse rindo.

- Cara... Você nunca vai crescer?- perguntei fingindo estar bravo

- Se eu crescer mais do que isso não passo pela porta. – dei um soco no seu braço – Ai, isso doeu, seu bruto! – fez voz de gay e saiu correndo quando eu ameacei dar outro soco nele.

Incrédulo, balancei a cabeça, mas, acabei rindo com ele. Estávamos neste clima quando ouvimos Bella chamando pelo rádio...

- Bella para central. Alguém na escuta?

- Bella?! Está tudo bem? – perguntei preocupado

- Edward... Aconteceu algo... – sua voz estava tremula.

- O que aconteceu? Está ferida? Onde está? – entrei em pânico

- Edward, calma! Eu estou bem. Estou na estação cinco. Edward, ela está completamente destruída. – fiquei mudo e troquei um olhar com Emmet que se aproximou, sério.

- Destruída... Como? – perguntei confuso

- Totalmente devastada. E não foi um dano causado pela natureza... Foi criminoso. Eu encontrei pegadas ao redor da estação e marcas de pneus de neve de triciclos. – ela disse chocada.

- Bella, saia daí imediatamente. – falei temeroso por sua segurança.

- Quero aproveitar e investigar antes que a neve cubra as marcas. – quase surtei quando ela me disse isso.

- Bella, não é momento de ser teimosa... Volte para o Centro! Emmet e eu iremos para aí, investigar. — disse nervoso.

- Ed...ard? Est...falhando...ba...ria frac... – não consegui entender direito porque o rádio estava falhando, mas, algo me dizia que isso era obra dela.

- Bella! Saia daí agora e isso é uma ordem! – o rádio ficou mudo. — Emmet, a moto! — disse já vestindo o casaco.

Fomos direto para a estação cinco e de longe pudemos avistar o Jipe estacionado próximo a cabana. Desci da moto correndo em direção à cabana e chamando por ela.

- Meu Deus... Bella! – fiquei transtornado ao avistar seu corpo inerte, caído no chão. — Emmet desvire a cama vou colocá-la nela. – Disse pegando-a no colo. Eu a virei com cuidado e examinei para ver se tinha algum ferimento grave. Notei um pequeno corte e uma saliência na parte de trás da sua cabeça. Bella gemeu quando toquei o local.

- Bella – chamei acariciando sua face delicadamente. Suas pálpebras tremeram e ela abriu os olhos fazendo uma careta de dor ao tentar levantar.

– Não faça movimentos bruscos, você levou uma pancada forte na cabeça.

-Ai! – ela disse levando a mão à cabeça e apesar de preocupado não pude evitar o sorriso.

- O que aconteceu? – perguntei e ela narrou tudo da hora que falamos no rádio até sentir a pancada na cabeça. Procuramos pelo broche, mas, não o encontramos.

- Por que você tem que ser tão teimosa, Bella? Se tivesse seguido a minha ordem não teria esse galo na cabeça. Além de teimosa você é um imã para o perigo!- disse meio exaltado.

- Ainda bem que ela é cabeça dura! Senão não agüentaria a bordoada que levou! – disse Emmet rindo

- Cala a boca, Emmet! – ela resmungou e depois gemeu levando a mão a cabeça.

- Venha... Vamos para o Centro. Vou cuidar desse ferimento e depois chamar as autoridades mais próximas. – disse pegando-a no colo. Bella se deixou levar recostando a cabeça no meu peito. Senti uma onda de ternura ao olhá-la e apertei-a mais contra o meu corpo.

- Quem fez isso pagará caro. Eu prometo! – rosnei sentindo o ódio me invadir.

Coloquei a Bella no banco do passageiro, no jipe e ajeitei o sinto de segurança nela. Depois, fui para trás do volante do jipe e dirigi até o Centro, ora com os olhos no caminho, ora em Bella que mantinha uma expressão de dor no rosto de anjo.

Quando chegamos, Jacob nos esperava ansioso.

- Ela está bem? – perguntou vendo que a carregava no colo.

- Sim. Mas, com um grande galo na cabeça. – respondi enquanto a levava para o seu quarto.

Era a primeira vez que entrava ali e o cheiro de Bella no ambiente era impactante. Coloquei-a na cama delicadamente.

- Vou pegar a caixa de primeiros-socorros. Fique quietinha, aí. — pedi saindo em seguida.

Quando voltei encontrei-a sentada, os olhos abertos me esperando.

- Me desculpe. – ela disse abaixando a cabeça.

- Hey... Não fique assim! O importante é que você está bem. — disse começando a limpar o corte com a mão mais leve possível. Ela se encolheu gemendo quando toquei o local.

- Vamos ao hospital tirar uma radiografia da sua cabeça, Bella. — disse determinado o curativo.

- Não é necessário Edward. Sou mesmo uma cabeça dura. – ela disse e sorri achando graça

- Tenho que concordar, mas, mesmo assim acho que deveria passar no médico só para ter certeza de que está tudo bem.- insisti.

Neste momento Jacob entrou com uma bandeja contendo uma xícara fumegante de chá, um copo com água e o vidro de aspirina.

- Oi! Trouxe um chá e aspirinas para dor de cabeça. — disse sorrindo carinhosamente para ela.

- Ah! Estou precisando mesmo disso. Obrigada, Jake. – ela pegando dois comprimidos e tomando com água. Em seguida começou a tomar o chá sob a nossa supervisão.

- Boa garota. — disse Jacob quando ela terminou e se retirou depois de desejar melhoras.

- Não podemos deixar para ir amanhã? – perguntou retomando o assunto. -Eu realmente queria ver a Autora Boreal.

- Descanse um pouco, vou entrar em contato com as autoridades pelo rádio solicitando uma investigação. Depois se estiver melhor, podemos pensar nisso e deixar para ir ao hospital amanhã para fazer os exames. – garanti saindo em seguida.

POV Bella

O remédio começou a fazer efeito causando sonolência. O período necessário de observação após uma pancada na cabeça é de quarenta minutos e já tinha passado quase duas horas, então resolvi me entregar ao sono. Quando acordei estava escuro e levantei me sentindo muito bem. A cabeça doía só quando tocava onde fui atingida. Saí em busca dos outros e encontrei-os no refeitório jantando. Senti o cheiro de batatas com carne assada.

- Huumm... O cheiro está bom! – disse. Não comia algo sólido desde o café da manhã.

- Bella! Como se sente? – perguntou Edward levantando-se para puxar a cadeira para mim. Eu adorava esse cavalheirismo dele.

- Estou muito bem. Obrigada. Aliás, quero agradecer a todos pela preocupação e cuidados comigo. — disse meio envergonhada do trabalho que dei.

- Não tem que agradecer cabeça-dura! Nós amamos você! – disse Emmet arrancando sorrisos até de Edward.

- Coma, pequena. — Jacob colocou um prato cheio a minha frente.

- E então... Ainda está de pé ir até a vigília? – perguntei começando a comer e Edward suspirou.

- Bella acha mesmo que deve ir? Não seria melhor descansar? Poderá ver a Aurora numa outra noite. – disse ele tentando me fazer mudar de idéia.

- Edward eu já descansei demais. Acho até que terei dificuldade para dormir hoje graças ao meu sono da tarde. – disse com olhos de súplica e ele riu.

- Eu passo. — disse o Emmet

- Eu também. Tenho que acordar cedo amanhã para buscar mantimentos. — disse Jacob.

Senti-me murchar.

- Podemos ir já que quer tanto. — Edward falou fazendo brotar um sorriso na minha cara.

- Obrigada, Edward! Vou tomar um banho e me trocar — disse depois que devorei a minha comida.

Tomei um banho morno quase frio, para não ter choque térmico com o frio da noite, tomando cuidado para não molhar os cabelos. Passei meu hidratante com cheirinho de morango e agasalhei-me com calças de lã pretas, botas e luvas revestidas de lã de carneiro também pretas, gorro e cachecol e um casaco quentinho na cor marfim por cima de um suéter vermelho. Um batom vermelho com hidratante completou a maquiagem simples. Olhei no espelho e gostei do resultado. Estava elegante.

Sai a procura de Edward e encontrei-o também tomado banho e elegantemente vestido numa calça preta, camisa de flanela xadrez azul e um casaco de capuz preto assim como suas luvas egorro. Ele estava com um cobertor grosso numa das mãos.

- Está muito bonita – elogiou com um brilho de admiração no olhar.

- Obrigada. Você também. — disse corando e ele deu um daqueles sorrisos tortos.

- Para que o cobertor? – mudei de assunto para disfarçar a vontade de agarrá-lo.

- Por mais que estejamos agasalhados, Bella, será necessário o cobertor para não congelarmos com a temperatura muito abaixo de zero como é o caso hoje. — disse precavido.

- OK! Podemos ir? – sorri e ele assentiu colocando a mão na minha cintura para me guiar até o carro.

O caminho até o Centro de Alice e Jasper foi relativamente curto. Fomos em silêncio, mas, não era um silencio tenso, era muito agradável. Fui observando pela janela o céu e me espantei ao constatar que apesar de um inverno polar rigoroso, ele estava relativamente claro.

Quando nos aproximamos vimos uma área bem iluminada sinalizando o caminho até a entrada do centro.

Alice e Jasper vieram nos receber na porta quando ouviram o motor do jipe.

- Bella! – acenou quicando quando me reconheceu. Saímos do carro e a abracei enquanto Jasper cumprimentava Edward. Após as apresentações fomos convidados a entrar e Alice nos ofereceu um drink para aquecer que recusei por causa dos remédios que estava tomando. Edward aceitou o dele. Contei para Alice o que tinha acontecido e ela abafou um gritinho levando a mão à boca.

- Bella, que risco você correu amiga! Mas, quem faria isso? – perguntou chocada.

- Isso é o que vamos descobrir Alice. – garantiu Edward com a expressão séria ao lembrar.

- Espero mesmo que peguem esse bandido! Imagine ter a coragem de destruir a estação de pesquisa e ainda fazer essa covardia com a Bellinha!- disse revoltada.

- Isso é mesmo muito grave. Se houver algo que possamos ajudar... — dispôs Jasper.

- Obrigado. Acho que precisamos realmente nos unir contra esse tipo de criminoso. Nunca pensei que estaríamos sujeitos a isso aqui, no Pólo Norte. – disse Edward.

- A policia já está sabendo do ocorrido e virá amanhã investigar. Mas, temos uma pista. Antes de ser golpeada, achei um broche que saberei fazer o desenho. – contei para eles.

- Como era esse broche? – Quis saber Alice

- Parecia uma torre ou um cone com três círculos próximos como se tivesse emitindo ou recebendo sinais. – percebi que Alice e Jasper se entreolharam tensos.

- Você tem certeza, Bella?- perguntou Alice.

- Porque pergunta Alice? Vocês conhecem esse símbolo? – quis saber Edward que também havia notado a troca de olhares entre eles.

- Na verdade sim. – Foi Jasper quem respondeu. — Vimos este símbolo nos uniformes dos russos quando eles vieram instalar uma estação flutuante aqui no Pólo Norte a alguns meses atrás.

- Nos já suspeitávamos deles. Só não tínhamos certeza porque não faz sentido eles destruírem a estação e muito menos machucar uma cientista.

- O pior é que o broche sumiu. Não temos como provar nada. – disse

- Tenha cuidado amiga. Melhor que não saia mais desacompanhada. – disse Alice nervosa.

- Espero que isso se resolva logo. Não posso ficar confinada dentro do Centro. Tenho um trabalho a fazer. — suspirei triste.

- O importante é que você está bem! Já chega deste assunto deprê. Venha, vou te fazer um chocolate quente! – disse me pegando pela mão e deixando os dois conversando.

Fiquei a distância conversando com Alice, mas, meus olhos teimavam em buscar Edward, que por sua vez, estava sempre olhando para mim.

- Está rolando um clima caliente no gelo do hemisfério norte? – Alice sussurrou sorrindo — Bella! Pode me contar tudo!Pensa que não estou percebendo os olhares entre vocês dois?

- Ah, amiga. Não é nada disso. Ele só está preocupado. – disse corando

- Preocupado, é? Sei... Acho melhor voltarmos para junto deles antes que ele morra de preocupação. — disse lançando um olhar divertido para Edward que dividia a sua atenção entre Jasper e Bella.

Pouco minutos depois chegaram outros cientistas dos diversos centros que havia pela região e foi gostoso travar conhecimentos com aquelas pessoas. Essa idéia da Alice não tinha outro propósito além de reunir e confraternizar os centros num momento sublime como esse de hoje.

- Pessoal, está chegando a tão esperada hora. Quero convidá-los a me seguir para a sala do observatório – chamou Alice e fomos para outro ambiente. Ao sinal dela, Jasper acionou um botão e o teto em formato de abóbada começou a retrair-se, deixando visualizar o céu que neste momento tinha um tom violeta. As luzes se apagaram e senti Edward pegar na minha mão apertando suavemente. Olhei para ele e sorri, em expectativa.

- Começou! – Alice informou.

Todos nós voltamos nossos olhos para o céu. O que aconteceu em seguida ficará marcado para sempre na minha memória. Uma dança de luzes coloridas que iam do verde, azul e laranja ao vermelho e violeta em formas de pontos luminosos, faixas horizontais e circulares lembrando ondas gigantescas que se quebram, com nuances de cores e brilho que o homem realmente nunca conseguiria imitar. Prendi a respiração diante da beleza e acredito que todos ali faziam o mesmo, devido ao silêncio respeitoso que se instalara no observatório. Não tenho idéia de quantos minutos o espetáculo de cores durou, só sei que quando acabou eu tinha lágrimas de emoção nos olhos. Quando virei para Edward, peguei-o olhando intensamente para mim.

- É a coisa mais linda que os meus olhos já viram – disse emocionada.

- Faço minhas as suas palavras. — ele respondeu enigmático.

As luzes se acederam e o teto voltou a se fechar. Então todos nós começamos a agradecer e a nos despedir por que tínhamos trabalho na manhã seguinte, principalmente nós.

Eu estava cansada e acabei cochilando na volta. Acordei com Edward me pegando no colo quando chegamos ao Centro. Ignorando meus fracos protestos para ele me colocar no chão. Resolvi relaxar e envolvi o seu pescoço com os meus braços deixando a cabeça descansar no seu peito largo. O cheiro másculo de Edward me embriagava os sentidos. Eu o desejava com todas as forças, com cada fibra, cada nervo e cada poro do meu corpo. Esse sentimento crescia dia a dia dentro do meu peito. Edward me apertou mais contra o seu corpo e beijou os meus cabelos antes de me colocar de pé na porta do meu quarto.

Levantei meu rosto para olhá-lo desejando que ele lesse em meus olhos tudo que meus lábios calavam. Ele pareceu confuso e a expressão de sua face intensa quase sofrida.

- Bella... Eu simplesmente não tenho mais forças para lutar contra o que eu sinto por você — sussurrou rouco.

- Então, não lute. – pedi os braços ainda rodeando o seu pescoço. E ele não esperou mais. Tomando os meus lábios quase com desespero, me pegou outra vez no colo e entrou no meu quarto...

N/A: Aurora Boreal como é conhecida no Pólo Norte, é um fenômeno óptico de luzes brilhantes, causado pelo impacto de partículas de vento solar e a poeira espacial encontrada na Via Láctea com a alta atmosfera da Terra e canalizadas pelo campo magnético terrestre. No Pólo Sul, é conhecida como Aurora Austral

Notas finais
Espero que tenham curtido! No próximo prometo mais pervice...hehehe...Quero estrelinhas e recomendações quem achar que eu mereço!ROBeijos e ROBye :D