Aurora Azul

8 Capítulo 7 - Homecoming


Notas iniciais
Oioi! Tudo bem com vocês?
Bom, chegou o baileeee. Não é um capítulo daqueles mas...
É bem pequeno, mas vou dar uma dica:
No final, o Will acha alguma coisa.

É Hoje.

-Acorda Peter — murmurou minha mãe abrindo as cortinas do meu quarto.

Os fortes raios de sol bateram nos meus olhos e não tive outra alternativa além de abrir as pálpebras. Na fracassada tentativa de desviar do sol, acabei caindo da cama.

-Porra — gemi de dor por causa do meu cotovelo — mãe por que me acordou? Que horas são? — perguntei coçando o braço.

Minha vista estava turva, levei meus dedos ao olho e melhorei. Olhei para o meu patinho.

6:45 da manhã.

-Puta merda — andei até a janela tropeçando nos meus pés para poder fechar as cortinas, depois me joguei novamente na cama. Abracei meu travesseiro como se fosse minha amada, pensei no dia que seria bom e ruim ao mesmo tempo. A semana havia se passado rápido. Dianna parecia me evitar... legal, ela na minha mente outra vez.

Era inevitável.

Parecia uma epidemia.

-O quê você está fazendo deitado outra vez? Seu pai está no andar de baixo te esperando. - resmungou Miranda.

Não a respondi, estava morrendo de sono para isso.

-Se não levantar, não libero o carro para você ir ao homecoming hoje. — ah não, isso era injusto, mas essa mulher sabia que eu iria ceder.

-Tá legal — mal ela sabe que não era o homecoming da escola, então vamos jogar nas regras dela por enquanto.

Joguei um pouco de água no meu rosto para acordar, fui para dentro do closet me trocar e sai minutos depois.

Depois de todos esses anos o velho volta. Pensei em pular da janela, mas era arriscado demais, acho que não teria coragem de fazer isso com minha mãe. O cara aqui tem sentimentos de verdade, seria injusto. Já havia feito coisas como essas muitas vezes ano passado para me encontrar com Lauren. Fiquei pensando em como reagiria ao descer as escadas, talvez um ''iai'' ou ''qual é?''. Antigamente era mais fácil encará-lo, hoje eu sei das coisas, não seria mais um ''Oi paii!'', nunca tinha dito eu te amo para ele, pois eu só aprendera isso quando ele se foi. Nunca pensei na possibilidade de que estar longe dele seria algo difícil, muito pelo contrário, pai eu sempre tive, Miranda foi meu pai estes anos. No dia dos pais, o presente ia para ela, o desejo, era para ela.

''Não sente falta de assistir aos jogos de beisebol com seu pai?'' ouvi me perguntarem milhares de vezes, mas não. Minha mãe faz isso comigo, ela e meu tio Fred.

Olhei para a janela, para a árvore que tinha fora. Suas folhas não balançavam nem um centímetro. Ouvi os barulhos de motor de carros passar pela rua da frente e encarei minha guitarra. Minha mochila com os livros que não tinha tocado nenhuma vez em casa e para a porta.

Agiria normal com ele.

Andei até o pé da escada com o instinto de não fazer barulho. Desci calmamente também.

Harry estava sentado no sofá da sala com as pernas cruzadas e os braços para trás sorrindo. Para a minha surpresa, Phillip também estava com ele. Ao pisar o último degrau, todos viraram para me encarar, minha mãe também estava sentada no sofá paralelo ao dele, sorrindo. Que ótimo, vamos fingir que nada aconteceu há alguns anos atrás, vou ser um ótimo filho e correr pro colinho do papai... só que não.

-Peter! — Harry disse se levantando para a minha direção — Meu garoto! Como cresceu! Está um homem — me deu um abraço, mas eu não retribui. Minha mãe me olhava com um olhar de ''seja legal''. — cadê os músculos? Não tem jogado?

-Você sabe que eu não jogo, eu toco. — tentei não ser rude

-Ah, desculpa, confundi com Phillip. — disse virando para trás

-Oi irmãozinho — ironizou

-Sente-se, temos notícias para você — Harry, tentou me conduzir para o sofá mas não o deixei.

-Peter, seu pai está se mudando para Phoenix. — disse Miranda com a maior calma do mundo

Era só o que me faltava.

-Como isso foi acontecer? — arqueei as sombrancelhas surpreso

-Consegui uma promoção — sorriu — estamos nos mudando para uma casa no outro lado da cidade. Não é tão longe

Queria que fosse no Polo norte.

-E adivinha, vamos estudar juntos — Phillip olhou sarcásticamente para mim e fazendo ar de surpresa

-Isso não tá acontecendo... — murmurei. — olha, se isso for uma pegadinha para me dar uma lição por causa do ano passado, eu desisto, sei que errei, fui um tolo, mas por favor, vamos parar por aqui.

-Não estamos brincando — Harry falou casualmente

-Piada isso.

-Não, também não é uma piada. Filho, estamos falando sério.

-Não me chame de filho, não disse que te perdoava por ter ido embora. — comecei a me esquentar. — Se quer morar em Phoenix, tudo bem, mas não tente entrar na nossa vida de novo. Não o coloque no Arcadia — apontei para Phillip — há milhares de escolas por aqui.

Phillip mudara. Estava com o cabelo cor fogo e rosto pontudo. Tinha manchas no rosto e estava magro. Harry... ele estava com o cabelo mais branco e surgira uma barriga. Fora isso... o mesmo.

-Peter! — gritou minha mãe — Não fale assim com seu pai! Só estamos tentando melhorar sua relação com seu irmão.

-Ele não é meu irmão! — Sabia que iria pirar, só não achei que seria tão rápido.

Andei até a porta da frente e saí. Que merda! Isso era inacreditável. Alguém rapidamente puxou meu braço por trás, pensei ser Harry, mas era o ruivo.

-Calma cachorrinho calma, seja mansinho para poder ganhar ração — zombou

-Vai se fuder — mostrei o dedo do meio — e me deixa em paz.

-Auau, não vai ser tão ruim assim. Aliás, sou um jogador muito melhor que você.

-Não esqueça que também posso te destruir — apontei meu dedo pra ele — não faça nenhuma merda, aliás, é tudo o que você faz. — cuspi na grama

-Seu paizinho escolheu ficar comigo e com a minha mãe, sabe por quê? Por que já não aguentava essa merdinha que você é. Você é fraco. Fica ligado

Por um momento, cairia em cima dele, o socaria até não ter nenhum dente, mas era o que ele queria. Não lhe daria nada.

-Eu que tenho que te alertar mané. Harry está com vocês porque vocês não se sustentam e precisam de caridade. Ele está com vocês porque o buraco negro os estavam puxando e foram salvos depois do casamento. Ao contrário de mim e da minha mãe, podemos viver felizes sem a caridade de ninguém, sem ajuda de ninguém. — Coloquei minha mão no bolso e tirei notas de 1 dólar — Vou ser bom e vou ajudar vocês — joguei as nele e peguei meu skate.

-Você vai se arrepender Mayer! Muito feio! — mas já estava um pouco longe para jogar mais coisas na cara dele.

~Dianna~

Tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado...

Escrevia sem parar no caderno para que eu sempre lembrasse de tomar cuidado. Já estava quase terminando 100 páginas com essas duas palavras. Meu avô havia me ensinado ser uma terapia, que já testei e deu certo.

Esse pequeno deslize que cometi... foi um enorme erro que poderia me expor e todo o plano. William Palmer não era quem eu pensava que era. Desdo dia que o vi em ação. Sua natureza era o que era.

Mudara de carro por precaução e sinto que Jimmy não o convenceu... era difícil para um agente tão bem treinado. Hayden também é culpado por não estar cumprindo sua parte. Era tão difícil assim distraí-lo? Apesar de eu já ter feito isso antes... Hayden era homem. O que eu não entendo era por que eles não faziam coisas de homens. Palmer está muito ligado com essa coisa que seu pai o deixou. O Will que eu conheci não ligava.

Comecei a rir, da situação que era tão tão... nunca imaginaria algo assim acontecendo. Mas hoje não iria esfriar minha cabeça com problemas do tipo. Sim, estava interessada no Homecoming de hoje á noite, ótimo para relaxar e esquecer dessa parte da minha vida. Da que minha mãe não teria orgulho.

~~~

Ao terminar todo o caderno, minha mão estava dormente. Mas não era problema. Saí do escritório e percebi a escuridão que estava. Já era noite. Caminhei até o quarto e verifiquei as coisas.

Vestido — checado

Sapatos — checado

Acessórios — checado

Chave do carro — checado

Mas sinto que faltava alguma coisa... fiquei parada no meio do quarto para pensar... Ah, banho.

Minha cabeça e pensamentos estavam além de Marte. Eu ainda precisava buscar Jimmy em sua casa.

Engraçado né? Como alguém virou meu amigo. Não era meu objetivo ao chegar naquela escola, mas achei um. Entrei e saí do banho no mesmo tempo que levei para checar minhas coisas. Corri para me vestir e tropecei no pé da cama. Pobre dedinho do pé... Coloquei os brincos de argolas e as correntes no braço. Fiz um rabo de cavalo alto e me calcei. Sapatilha bege para combinar com o vestido azul de decote V.

Andei até o carro mechendo no celular. Apenas checando se tudo estava sobre controle. Qualquer deslize seria perigoso demais. Sai da garagem dando ré até chegar a estrada, assim, dirigindo em direção há primeira rua principal depois da 25th.

Eu era ótima em gravar ruas.

Liguei o som do carro, e mechi nos botões até achar uma música animada e com uma boa batida. Parei em uma estação e ao acabar a música, o locutor anunciou beauty and a beat, do garoto que hoje, arranca fôlegos de garotas pelo mundo inteiro [n/a essa é pra vocês].

Finalmente na estrada principal. Agora chegaria mais rápido.

A noite estava bem escura, com uma ou duas estrelas brilhando. A rua, era iluminada com a luz da lua. Por ser uma grande estrada, ela estava bem movimentada. Pessoas voltando do trabalho? Bem, eu estou fazendo o meu. A cada segundo, minuto e hora, desde quando pisei para fora do avião. E quando disse a palavra ''sim''.

~~~

Trinta minutos depois, Jimmy já estava no meu carro, bem arrumado com uma calça brilhante de couro preto, uma camisa branca de manga, um colete e seu cabelo estava cheio de gel para trás.

-Não liga pra minha avó, ela é muito protetora — falou meio sem graça.

Quando havia chegado em sua casa, que não era muito grande, sua avó havia me feito um questionário sobre onde iríamos, que horas voltaríamos, se era um encontro, se eu tinha uma arma — não podia negar, uma arma era sempre necessária -, se Jimmy iria beber, até revistou nossos bolsos para ver se tínhamos camisinha. Mas não para a nossa proteção, e sim para que não fizéssemos nada.

-Ela só quer te proteger — ri — Ela sabe sobre você?

-Não. — ficou meio sem graça outra vez — ninguém da minha família sabe. — abaixou a cabeça — se ela quer me proteger, então ela tá fazendo de modo errado. Ela exagera — revirou os olhos, mudando de humor — Quero logo sair de casa.

Ele não sabe do que está falando.

-Relaxa, trate sua avó como ela merece e você não quer sair de casa tão cedo.

-O quê? Não, eu vou sim, não aguento mais ordens! Você só deve falar isso porque perdeu a sua... não é?

-Sim — respondi — Mas grande parte não é por causa dela. — dei-lhe um sorriso e voltando a estrada.

-Você fala como se fosse velha.

Ok, vou melhorar meu jeito de expressar.

-A gente aprende com a vida certas coisas, com nossos erros.

-O que você fez de errado?

-Perdi a conta — ri e ele riu junto — chegamos.

Quando entramos na rua de James, conseguíamos escutar a música alta. Parecia que as ondas sonoras eram reais e que conseguíamos vê-las.

Estacionei o carro há duas quadras de distância e desliguei-o.

-O que as pessoas veem tanto nessa festa? — perguntei

-Muitas coisas! Só de estar nela, você já é legal. O pessoal é mais animados, e sempre acontece alguma coisa para comentarmos segunda. E é claro, que quero ser o contador das fofocas, as pessoas vão me respeitar mais assim.

-Veio na festa para ser respeitado?

-Pelo menos eu pulo de nível, de rebaixado para cidadão.

Olhei o com dúvida

-Cidadão, é a pessoa normal, que não sofre nem ganha. É um aluno normal.

Assenti e sai do carro. Trancando as portas, andamos pela grama das casas ao redor até a festa.

-Já disse que você parece fantástica hoje? Esse rabo de cavalo... Meu Deus, se eu fosse macho eu me tranformava em um cavalo só pra te pegar.

-Vou considerar isso como um elogio — ri

-Quer ouvir a cantada de pedreiro que inventei agora?

-Manda.

-Gata, seu pai é um centauro?

-Não, por quê? — falei para entrar na brincadeira

-Por que você tem o rabo de cavalo mais lindo que eu já vi... sem graça eu sei. — fez um movimento com a mão como se estivesse trancando a boca.

-Vai pensando em outra — gargalhei

Dimitri despertava um lado meu que estava adormecido há muito tempo.

O lugar estava cheio. Muitos adolescentes estavam sentados na grama com uma lata de cerveja, e uns dando amasso nos outros. Jimmy e eu nos encaramos por um momento até entrarmos dentro da casa. Ela por fora era grande, um verdadeiro casarão, bem largo. Dentro era totalmente uma boate, as luzes estavam apagadas e lâmpadas fluorescentes caiam do teto pendurados por fios. O ambiente cheirava a álcool misturado de...morango. Atravessei a multidão que dançava pelos espaços da casa até o quintal dos fundos. Lá estava mais tranquilo, haviam cadeiras, uma churrasqueira com uma mesa do lado cheio de bebidas. No meio havia uma piscina. Olhei para trás e percebi que Jimmy havia desaparecido. Meu Deus, ele foi abduzido!

Alguém puxou meu braço por trás e quase que lhe dei um soco se não agarrasse meu outro braço também.

-Você veio! — falou Peter

-É, eu vim... — ele sorriu pra mim

-Aqui, fica com o meu ponche, eu não bebi e... BEM-VINDA oficialmente ao Arcadia! — me cumprimentou com a cabeça.

-Hum, obrigado — sorri sem mostrar os dentes. — obrigado por me convidar.

-Que isso, você está muito bela hoje sabia?

Sorri agora mostrando os dentes.

-Você também! Adorei a blusa. — apontei para ela

Peter vestia uma calça jeans, all star vermelho, uma blusa social normal da cor verde escrito ''Note me!''. É engraçado como quase todos daqui gostavam de chapéus, ele usava um com o estilo balde só que suas abas eram bem retas. Será por causa do sol que todos se acostumaram? Combinava muito com Peter pois valorizava seus olhos.

-Minha banda vai cantar agora, vamos entrar? para garantir uma boa vista

-Claro.

Caminhamos novamente para a porta de vidro e avistei um palco escondido há minha esquerda. Não a vi no início porque as pessoas dançavam pulando. Peguei novamente meu celular e tinha uma chamada perdida de Hayden. Liguei-o de volta saindo do barulho.

-O que é dessa vez?

-O Palmer está procurando por você.

-Eu sei que ele está procurando por mim — ironizei — especifique.

-Está no homecoming do Arcadia.

Merda.

-Por que eu tenho a sensação que você não está fazendo seu trabalho direito?

-O que você quer que eu faça? vire gay, atraia ele e transe com ele para trancá-lo? Will é meu chefe e isso não aconteceria nem no quinto dos infernos!

-Seu trabalho era só distraí-lo e só, e está se mostrando incapaz disso.

-Ele se lembra de você caso não saiba, e está quase descobrindo toda a verdade, então tome cuidado, você própria será culpada por isso.

Hayden estava diferente.

-Olha, eu não estou no Arcadia caso NÃO saiba — aumentei o volume — e na parte de se lembrar de mim... você está se referindo há fogo e gelo, então que fique claro, distraia o.

Ouvi alguém falando no microfone dentro da casa.

-Eu tenho que ir agora e faça seu trabalho, qualquer coisa eu lhe informo.

-Não esqueça de não se envolver com essas pessoas. Está aqui para vingança, não... — desliguei antes que ele pudesse falar mais alguma coisa.

Entrei mais uma vez dentro da casa e me acomodei no fundo da sala. Aquela era a melhor visão para mim. Peter estava segurando uma guitarra, e outros garotos estavam com outros instrumentos. Seu olhar estava perdido na multidão. Até encontrar meus olhos.

Peter me procurava. Um garoto se interessar por mim era um erro.

Tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado tomar cuidado...

Me lembrei das duas palavras que lotaram meu caderno. Mas eu não amaria mais ninguém. Isso me aliviava um pouco. Amar não estava na minha lista de coisas a fazer. Não para o que faço e o que me tornei. Amor destrói.

Comecei a ouvir o barulho da guitarra e voltei meu olhar que tava perdido para ele cantando.

'' Top down in the summer sun

The day we met was like a hit and run''

Já ouvira essa música antes. Love Drunk.

''I used to be love drunk, but now I'm hangover

I love you forever, but now it's over''

Na parte do hey, todos levantaram os braços e gritavam. Derrepente senti mãos me puxando para fora da multidão até o quintal dos fundos. Uma corda foi colocada no meu pescoço e me sufocava.

Para a minha sorte, era uma corda fraca. Pressionei mais meus olhos e reconheci os rostos das líderes de torcida. Eu não sabia o que elas tramavam mas coisa boa não era. Com um simples movimento, quase tirei a corda facilmente do meu pescoço se não fosse a pancada que me deram bem atrás da cabeça.

-Au — resmunguei. Vamos deixá-las se sentirem fortes um momento para ver no que dá

Me senti sendo empurrada para uma cadeira e finalmente minha respiração voltou ao normal. Observei Lauren se aproximando de mim.

Gargalhei.

-O que foi? Gostou da nossa surpresinha? — começou a falar

-Adorei a surpresa, to rindo do que estão prestes a fazer. Vocês são muito persistentes e teimosas hein- ri

-Dessa noite você não passa Dianninha — falou novamente agora com uma tesoura na mão

-Que ridículo, sério que vão cortar meus cabelos? Sério? — Comecei a rir novamente.

-Para uma falsa você é uma garota espertinha. — sorriu sem mostrar os dentes — não vai conseguir sair ilesa hoje, pois trouxe reforços. — ela não sabe do que ta falando

-Venha com tudo gata! — falei sarcásticamente e mandando uma piscadela para ela.

Lauren me olhou com raiva e veio me atacar quase pulando em cima de mim.

-Como eu disse, não estou pra briga de garotinhas.

Me levantei da cadeira e desviei, subi na cerca de cimento cheio de folhas da casa e corri me equilibrando com as duas mãos no ar. Olhei para o quanto de pessoas estavam querendo um pedaço de mim. Quinze magrelas. Desci e empurrei dez na piscina de uma vez, pois do jeito como são nojentas, uma foi puxando a outra. Todas reclamaram do frio e sairam gritando da piscina. SÉRIO?? Quatra vieram correndo com tesouras na mão e tirei as delas com meus pés. Reclamaram da dor que sentiam por causa do chute e joguei o cardume todo para a água.

Sobrou Lauren.

A loira magrela estava com muita raiva, em uma mão segurava uma tesoura e outra uma faca. Ela ficou maluca? Quem não sabe mecher com faca acaba se cortando. Subi novamente no muro e corri até a churrasqueira, Lauren veio atrás. Fechei a tampa da brasa e a faca ficou presa. Tirei com minhas próprias mãos a tesoura e desci para o chão firme.

-Como faz isso? Quer tirar vantagens porque não fizemos curso disso ai... — aparentava com medo.

Fui encarando e andando lentamente em sua direção, Lauren recuava, até tropeçar para trás e cair na piscina também

-Paz agora, por favor — falei ironicamente encarando ela dentro da piscina. — aproveite o resto da festa.

Olhei em volta e percebi que as pessoas me observavam. Jimmy estava tomando um refrigerante no canudinho, de olhos abertos. Andei até ele.

-Vamos para dentro! A festa só está começando!

Ele concordou e aproveitamos mais um pouco os The Rockers.

~Will~

Tinha esperanças em encontrá-la hoje e acabar com todo essse mistério. Estava dirigindo em direção ao Arcadia, para poder flagrá-la e tinha quase certeza absoluta que estaria lá.

Quando entrei no estacionamento, percebi poucos carros. Será que eles haviam ido embora? Os Homecomings nova iorquinos duravam normalmente até o amanhecer. Eram apenas nove da noite. Sai do carro para ver como estava as coisas lá dentro. Havia um tapete vermelho por toda a entrada da lápide.

Era interessante, todo aquele pátio redondo estava forrado por cima e o baile era ali mesmo. Muitas luzes, uma mesa cheia de comidas e bebidas, DJ... mas tinham pouco mais de cinquenta pessoas dançando e se divertindo na pista. Algo estava errado. Quando entrei dentro do espaço, abordei a primeira pessoa que passou por mim.

-Da licença, só essas pessoas vieram para o homecoming? Cadê o resto da escola?

-Estão na festa do James, o Homecoming normalmente é lá porque é mais legal... mas só os descolados vão sabe? — me respondeu uma menina de cabelos pretos e baixinha.

-E pode me dar o endereço por favor? — pedi.

Sabia que tinha algo errado.

-Claro! — sorriu e passei meu celular para que anotasse.

-Obrigado — fiz um movimento com a cabeça para agradecê-la

Sai correndo até carro e voei para a estrada principal.

Ah não. Estava engarrafada. Que droga! Justo hoje e agora... ah não, lembrei que sexta era o jogo dos Lakers... ah não, os carros não andavam.

Há cada dez minutos, o carro só andava uns 3 metros. Assim só conseguiria chegaria daqui há umas três horas.

~~~

Eram quase meia-noite. Meu carro ficou sem gasolina no meio da estrada e tive que parar para colocar o galão reserva que tinha. O que me fez demorar mais ainda.

Não havia um lugar para estacionar perto da casa. Deixei ele no início da rua.

Corri novamente para poder encontrá-la. Aquilo estava totalmente lotado, dentro e fora da casa. Entrei do mesmo jeito me espremendo entre os adolescentes bêbados. Como minha altura me ajudava, olhava no alto cabeças loiras, mas não haviam nenhuma... a casa era anorme.

Fiquei um pouco sufocado e sai em uma outra porta a que supostamente levava ao quintal. Tinha mais espaço livre. Caminhei envolta de toda a piscina e os cantos. Nada.

Andei pela beirada da piscina tentando desviar os copos sendo atacados.

Isso me lembrava da vida que eu acostumava a ter. Era normal para mim a bebedeira, música, dança... olhei mais ao redor e novamente nada. Dei um passo para frente e senti algo duro embaixo da sola. Não abaixei a cabeça para ver o que era, precisava ficar vigiando cabeças loiras. Levei minha mão para pegar o objeto e observei-o.

Um anel, tinha um símbolo.

Que reconheceria em qualquer lugar.

Notas finais
Vish, bem, como desdo começo as pessoas vem especulando sobre a Dianna e tals, no próximo capítulo vai ser o grande choque. Sim, vamos descobrir sobre ela, eu também não aguentava mais guardar pra mim, quero que vocês fiquem em choque e surpresos kkkk sou má. Então cruzem os dedos, façam suas apostas e até a próxima.