Aurora
14 Plúmbeo
Notas iniciais
Keith havia começado a se perguntar se havia feito uma boa escolha atraindo Elie para tão perto.
Seu cheiro o perseguia aonde quer que fosse, como um predador perseguindo sua presa não importando a distância em que se encontrava.
A vontade de tocá-la estava começando a se tornar irresistível.
Mais um passo e teria o fim de seu pai.
Naquele plúmbeo dia, seu pai descobrira que a maldição ia muito além do que imaginavam.
—Tudo por causa de uma velha! — exclamou sozinho em seu quarto.
Via a capa vermelha de Elie pendurada em um canto do quarto. A travessia dela não se comparava com a dele em nenhum aspecto, fora muito mais simples.
Depois da morte de seu pai, teve que lutar com o antigo alfa para permanecer na alcateia e por consequência o suceder.
Entretanto quando Elie colocou a capa pela primeira vez, Keith soube que a anáfora não tinha morrido com seu pai. Sentiu em si os sinais.
Precisava de uma solução o quanto antes ou terminaria louco e isso não era uma opção.
Ficar ali, um andar acima do quarto de Elie, estava se tornando um verdadeiro tormento. Pegou seu paletó e saiu para a floresta.
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