—Como você pode fazer isso Aurora como? -Gritava Sofia com lágrimas nos olhos.- Que humilhação, você deu dinheiro a ele?

—Não posso ter paz nem na minha própria casa. -Dizia em quanto caminhava para o banheiro do seu quarto, em quanto sua irmã caminhava atrás gritando e chorando.

—Você não podia ter me humilhado dessa maneira, o que os pais dele vão pensar? a mãe dele nos odeia.

—Isso não é um problema nosso -Dizia em quanto tirava seus sapatos pretos de salto.

—Como você pode ser assim, eu não pedi para que fizesse isso, porque você é assim? ele vai pensar que o dinheiro compra tudo.

—Mas compra querida, dinheiro só não compra a vida, mas até a morte ele compra. -Soltava os cabelos, e abria dos botoes da camisa listrada que usava.

—O que você está querendo dizer?

—Estou querendo dizer que esse garoto tem que se tocar quem ele é, ele é um inválido, talvez sirva para um sexo, talvez, não consegui saber, mas você já disse que sente nojo não é? -Dizia em quanto tirava sua saia preta social, ficando apenas de calcinha e sutiã, os dois vermelhos.

—Você entendeu tudo errado, o que eu fiz foi errado, eu quero morrer.

—Você não é muito boa nisso, você tentou, lembra? e não deu certo, porque não tenta viver? -Se despiu das ultimas peças que cobriam seu corpo, e colocou um dos pés na água verificando a temperatura. -Viver é tão bom, você é nova, bonita e rica, pode fazer e ter tanta coisa.

—Ele disse que você o tocou. -Disse parada olhando a irmã entrando na banheira.

—Toquei, coloquei o dinheiro dentro das calças dele. -Deu uma risada.

—Você é louca....

—Olha mana, louca é você de querer para sua vida por isso.

—E ele?

—Ele o que?

—Ele....ele...

—Sofia, ele estava puto.

—Não. -Disse fechando os olhos e com vergonha. -Quero saber se ele se excitou.

—Sofia. -Disse Aurora dando uma gargalhada, a paralisia dele é só nas pernas.

—Está dizendo que ele se exitou com seu toque?

Aurora se levantou da banheira e se aproximou da irmã, limpou sua lágrimas, a irmã evitava reparar em sua nudez. Aurora colocou uma mexa de cabelo da irmã atrás da orelha podendo ver aquele rosto fino e pálido, então disse.

—Qualquer pessoa se excita com o toque minha irmã, para de bobagem, ele só não anda, só. -Então deu-lhe um abraço apertado. -Quero te ver feliz, e se tiver curiosidade faça sexo com o garoto, se for ruim largue dele,aí vai ser por um bom motivo. -Soltou então da irmã e voltou para banheira. -Agora feche a porta e me deixe tomar meu banho em paz. Há, escolha uma roupa bem bonita, amanhã é inauguração do consultório da Mel.

Sofia ficou paralisada alí por alguns segundos ela desacreditava da existência da irmã, sorriu incrédula e deixou o lugar.

Aurora fechou os olhos sentindo a água morna cobrindo seu corpo, afundou a cabeça em seguida voltou a superfície. Era inevitável não pensar em como seria seu encontro com a Mel, depois do ultimo acontecido, era excitante imaginar a reação da psicóloga ao ve-la. Ela ainda podia sentir o ardor de seu tapa em seu rosto, mas ainda não tinha pensado em como devolve-lo. Seu desejo real era que Mel implorasse para receber aquele tapa de volta.