Aurora
1 Prólogo
Notas iniciais
Já era noite quando eles chegaram ao povoado de Círio. A lua encobria a sombras que os faziam ficar escondidos nelas. Ela sabia que aquela era a hora, então em um ato de coragem agarrou o medalhão e correu para o lado negro do povoado, o templo.
Antes que pudesse tocar as escadas eles invadirão o povoado, então a ira dos deuses cairão sobre eles, incendiando as casas, matando seus descendentes. Ela subiu as escadas em desespero, sabia que ali encontraria abrigo.
No meio do templo estava o altar, a imagem da Deusa, encobria as chamas que rodeavam a mesa de pedra, ela colocou o medalhão no pescoço da criança e então a deitou no centro da mesa. Ela sabia que eles tinham vindo busca-la.
Do lado de fora se podia ouvir os gritos de socorro enquanto queimavam aquelas que se recusavam a se entregar. Então ela levantou as mãos, e ofereceu sua energia ao medalhão.
– Por setes cantos do mundo tua peregrinação. Sete passos sem descanso da origem dessa maldição. Pelo sangue derramado, seu povo será libertado.
No mesmo instante um enorme clarão percorreu todo o templo, fazendo com que a luz violeta inundasse o corpo da criança. Proteção.
Então ela se deixou levar em direção as chamas do lado de fora do templo, e foi consumida. Sua descendente deveria continuar o trajeto em direção a quebra da maldição.
Agora protegida.
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