Auron e Mira - Uma nova história
3 Capítulo 2 - Essa raposa é minha!
O sol já se encontrava no meio do céu e Auron ainda não tinha conseguido encontrar um lagarto de fogo do tamanho que queria. As mortais criaturas viviam em um vale próximo a floresta de Conodrian, bastante conhecido povo da cidade, mas estavam se tornando cada vez mais raros.
– Provavelmente é o inverno chegando ou a caça ilegal. Tenho que concordar com eles: frio é uma sensação estranha! — Auron estava determinado em achar o seu lagarto, custe o que custasse.
Depois de horas procurando, o jovem não tinha encontrado seu futuro amigo. Finalmente, escutou um barulho de algo escondido por entre as pedras mais a frente. Não conseguia ver o animal, mas sabia que era exatamente o que havia vindo buscar. Ele estava preparado ( e errado).
Mira calculara mal a quantidade de comida para levar na viagem. Havia separado comida para duas semanas de estrada, o que daria 3-4 dias a mais de provisão, visto que o trajeto para Milth seria mais curto do que isso. Na verdade, a quantidade de comida estava adequada para o tempo de viagem, entretanto, não contava ficar perdida por tanto tempo. Fazendo seus recursos esgotarem. Ela e Tails, a raposa branca com patas e outros detalhes em azul, estavam magras e com fome.
– Tails, você não pegou um coelho sequer nessa viagem! O que está acontecendo? – Mira estava de mau humor, mas seu tom não era severo apesar de tudo.
A Raposa encarou sua dona, pensando: — Eu não sei o que você está falando, mas aquele definitivamente era um coelho Gordo e rápido. Bem rápido.
– Se a gente não encontrar o caminho certo, vou ter que assar você! Estou com muita fome – Mira fitou a raposa com os olhos arregalados, embora somente quisesse assustar Tails, que por sua vez, acabou mordendo o tornozelo de sua dona.
(Mira) : Não é possível que eu não ache o caminho! Sei que essa floresta é próxima a cidade de Conodrian, pelo menos é o que diz o mapa. Mas estou cansada de tanto andar. Gostaria de chegar logo em um spa. Um bom banho e uma comida decente caíriam muito bem para minha beleza.
– Vamos sentar embaixo daquelas pedras logo a frente. Não podemos ficar o dia inteiro embaixo do sol e também já estou cansada dos insetos da floresta.
Sentou-se em uma pedra com Tails deitada na sombra. Mira desembrulhou um dos últimos pacotes de comida que restavam em sua bolsa. Nada mais era do que pão duro e queijo velho, mas mesmo assim, era uma bença poder comer aquilo.
– Vamos acabar com toda a comida daqui a pouco. Tails não irá conseguir ficar sem comer por muito mais tempo – A menina sabia que a raposa também estava tão cansada quanto ela da viagem.
Encostaram em uma pedra grande, que devido a outras pedras próximas, fazia sombra o suficiente para que elas pudessem descansar um pouco da viagem. Tails estava com bolhas na pata, e logo adormeceu – soltando pequenos grunidos.
– Ela deve estar sonhando com aquele coelho até agora – Mira pousou seus olhos sobre a raposa, que agora estava dormindo de barriga para cima mechendo as patas azuis em direção ao ar.
– Melhor deixar ela aqui descansando enquanto vou procurar alguma fruta na beira da floresta. Aposto que ela vai gostar de comer algumas amoras – e assim saiu decidida cantarolando alguma canção que só ela entendia.
Auron não podia acreditar no que estava vendo. Em sua frente estava dormindo uma raposa totalmente branca, salvo algumas partes, que estranhamente, eram azuis. Nunca tinha visto uma raposa daquele jeito. Lembrava de outras raposas, com suas patas brancas e pêlos marrom. No entanto, nunca tinha visto uma branca e azul.
– Ela deve ser extremamente valiosa! E forte!!! – sua exaltação era enorme. Auron coçou o queixo e ficou analisando o animal dormir — Mas está um pouco magrela, não? Tudo bem. Eu irei capturá-la e ela será minha nova amiga!
Auron pegou a rede para capturar lagartos de fogo – Eles podiam esperar outro dia – e jogou-a sobre a raposa. Coincidentemente, devido ao movimento de seu sonho (Tails estava sonhando com o Coelho Gordo) rolou para o lado e Auron acabou por errar o alvo.
– Droga! – Como consegui errar um animal que está dormindo?
Na hora que estava abaixando para pegar a rede, o mundo ficou negro e ele bateu incosciente no chão.
Mira estava olhando para o garoto a sua frente. Ele não aparentava ser mais velho do que ela, provavelmente teriam idade próximas. Talvez 16?18?. Não importava. Como descrever o garoto? O cabelo não era curto ao ponto de ser espetado, embora não fosse tão comprido também, no máximo cobrindo as orelhas. A cor do cabelo era um preto escuro, embora ela tenha achado estranho, aparentava ter detalhes em vermelho em algumas mechas. Usava um colete preto, e em seu pescoço, tinha um lenço vermelho amarrado. Suas calça era comprida e laranja e usava chinelos. Usava pulseiras em ambos os pulsos e cordões com bolas vermelhas, quase marrons, em volta do pescoço. Era magro e mais alto que Mira. A rede estava caída ao chão, logo ao lado do corpo do menino. Se não fosse as cores berrantes de suas roupas, Mira até poderia dizer que era um menino comum, mas estava acostumada a situações como essa: Caçadores que enxergavam Tails como um item raro e que cobiçavam a raposa para poder vendê-la por uma alta quantia. Ela detestava pessoas assim, e por essa razão, não se conteve em bater na cabeça do “caçador” com uma pedra.
– Bem feito. Tails é MINHA raposa!
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