Notas iniciais
Oi, pessoal! Desculpe mal dar sinal de vida ontem, é que eu passei o dia viajando e tals. Mas ta aí o capítulo de vocês! :DD Olha, vou atualizar os últimos capítulos com o personagem novo! Passem lá mais ou menos á noite que o verão. Então, é só isso! Espero que gostem! Ps.: E ah, se seu personagem não apareceu ou apareceu muito pouco, não se preocupem que ele será recompensado em outros capítulos ;)

– Vamos, seus molengas! Estão com medinho? — Lince, a única sobre o telhado, provocava os outros que ainda estavam nos vagões. A garota pulou em um ângulo perfeito e caiu sobre os calcanhares, sem nenhuma sequela sequer.

Angelina se aproximou dos portões, calculando a altura. Aquilo seria, definitivamente, a coisa mais incrível que faria na vida. Já estava pegando impulso para pular quando uma mão áspera e máscula agarrava um dos seus ombros.

– Não antes de mim.

Griffin se atirou com uma expressão suicida, mas divertida. Angelina se desequilibrou na beirada do vagão pelo impulso que o salto do rapaz havia provocado. Alex, no canto da porta, a puxou para longe da borda pelo braço, enquanto mais uma leva de nascidos na Audácia pulavam em seu lugar.

– Obrigada — Ela sussurrou e se afastou, tentando recuperar seu lugar, mas a maioria estava barrando a passagem para eles mesmos pularem. Alex ficou parado, esperando mais iniciados saltarem na sua frente, assim como Angelina, mas a garota foi empurrada para os últimos lugares e ele acabou pulando antes.

Criou forças de até onde não tinha e saltou. Caiu de mal jeito. Seu tornozelo parecia estar sendo engolido em brasas, contudo a sensação foi se aliviando até se tornar apenas uma leve comichão quando se movimentava. Suspirou, aliviado.

Uma parte importante de sua iniciação já tinha ido.

Ayden puxava uma Sarafine já lúcida pelo pulso.

– Sua vez, Sara.

– É, Sara — Uma voz masculina se aproximou. A garota sentia a pressão de suas veias fazerem batuques fortes em seus ouvidos. O que ele fazia ali? — Sua vez.

Maldito – Foi tudo o que ela conseguiu pensar, ao desvendar de quem pertencia aquela voz.

– O que diabos você pensa que está fazendo aqui? — Ela sibilou — Não é um iniciando.

Kyle riu, seco.

Cenas de beijos e traições iam e vinham dentro daquele olhos verdes. Ayden não sabia. Ninguém sabia.

E ninguém precisava saber.

– Não sou iniciando, mas queria assistir o desempenho de vocês — Um soluço foi detectado. Todos se viraram na direção do garoto da Franqueza que se encolhia atrás de uma caixa de carregamento. Parecia em estado de choque. Kyle voltou sua atenção aos dois novamente. Seus olhos verdes encaravam os de Sarafine com certa maldade — Por quê? Minha presença te incomoda?

Incomoda – Rebateu mentalmente.

– Olha, a conversa ta ótima, mas a gente tem que pular logo — Ayden interrompeu, um tanto ciumento. Puxou o pulso da garota com mais força — Vem, Sara.

Kyle se afastou, esperou os dois pularem e os seguiu.

Theo estava prestes a saltar quando uma segunda pessoa esbarrou em seu ombro. Uma garota de regata azul parecia estar a ponto de explodir.

– Eles estão fazendo de propósito! — Sibilou, batendo os pés em frustração.

– Eles quem? Fazendo o quê? — Theo se virou, meio lento. A erudita tinha uma expressão irada, mas franziu a testa com a pergunta dele. Não imaginara que alguém ia mesmo se preocupar com ela.

– Esses seus amiguinhos — Apontou para um grupo de preto na mureta do vagão, rindo debochadamente — Não me deixam pular.

– Ah — Ele empurrou Angelina para frente de si e encarou o tal grupo — Deixa comigo.

Os dois avançaram, e como previsto, um dos garotos agarrou os ombros de Angelina para empurra-la, mas Theo segurou seu pulso.

– Ela só quer pular, cara — Defendeu — Deixa.

O garoto trocou olhares indecisos com os outros e a soltaram.

– Valeu. Te devo essa — Angelina sorriu, aliviada e finalmente saltou. Theo a seguiu.

A maioria dos iniciados tinha conseguido saltar e cair no telhado em segurança. Apenas um iniciado da Franqueza, que choramingava anteriormente, foi que não conseguiu criar coragem para pular. O resto estava meio dolorido por conta do impacto, mas nenhum caso grave demais.

Corinne, já não teve tanta sorte.

Caiu com o quadril. Mal conseguia arrastar os pés direito, pois a bacia estava latejando demais para isso. Nathaniel, que por pura sorte caiu em pé e sem machucar-se, ajudou a garota a se levantar. Passou o braço da mesma pelo seu ombro, e apoiou-se em sua cintura, desviando o seu peso para ele.

– Se doer demais, avisa que eu diminuo o ritmo.

– Certo — ralhou, cerrando os dentes, interpretando uma voz doce e inocente por baixo dos agudos gemidos de dor. Duas garotas que pareciam igualmente bem, correram na direção deles.

– Ela ta bem? — Uma garota de cabelos e olhos castanhos perguntou, pegando a mesma posição de Nathaniel do outro lado de Corinne.

– Ela parece estar bem? — Nathaniel perguntou com sarcasmo. Cassy lhe dirigiu um olhar amendrontador. Ele tosse, fingindo-se de vítima — Quer dizer...

– Escutem! Sou Max, um dos líderes de sua nova facção! — O grito de um homem do outro lado do telhado interrompe. Ele é um pouco velho, com rugas profundas, pele escura e cabelo levemente grisalho. Está de pé sobre a extremidade da mureta como se estivesse em uma calçada completamente segura. Tem uma expressão segura de si e seu queixo arrebitado demonstra superioridade — Ali em baixo, encontra-se a entrada para membros do nosso complexo — Seus dedos grossos e musculosos apontam para um ponto atrás dos sete andares do prédio onde todos se encontram — Quem não for corajoso o suficiente para pular, não merece nem ao menos estar aqui. Os iniciandos irão primeiro.

Todos se amontoam próximos á mureta, tentando enxergar qual é essa tal entrada. Há uma cratera no centro da rua, tão profunda que seu chão é engolido por sombras que impedem a visão do que se encontra ao fundo.

– O que tem lá em baixo? — Carlyn, em perfeito estado pergunta, ainda encarando o enorme buraco.

Max da de ombros, indiferente.

– Pule e descubra.