Notas iniciais
⚠️ Aviso de direitos autorais Miraculous Ladybug e seus personagens originais pertencem a Thomas Astruc e ZAG Entertainment. Esta história é uma fanfic de universo alternativo (UA) criada por mim, Kasthiel Brooks. Não possuo nenhum direito sobre a franquia original. Esta obra é feita com fins puramente criativos e de homenagem ao universo de Miraculous.

A Champs-Élysées estava amplamente movimentada, como em um final de tarde comum.

Automóveis preenchiam as ruas com velocidade, enquanto as lojas exibiam vitrines iluminadas com coleções recém-chegadas. Cafés vibravam com conversas, risos e o tilintar de taças de vinho.


Mas naquele instante, um vulto pairava sobre os telhados das casas próximas, infiltrando-se entre as camadas daquela cena tão viva.


— Não há nada que cause mais comoção do que opinar em suas emoções. Vamos ver do que alguns parisienses são feitos. — disse Sentimental para si mesmo, antes de dar um vasto pulo em direção ao centro do local.


Ao pousar de maneira elegante, Sentimental se levantou dramaticamente, como em um teatro ao ar livre. Ao erguer o rosto, observava cada pessoa como se folheasse um livro aberto.


As pessoas que passavam apenas enxergavam a figura com um tom curioso. Alguns achavam que se tratava de uma apresentação amadora; outros se aproximavam por mera curiosidade.

A figura chamativa mal se movia.


Todos observavam aquela pessoa estranha: roupas inteiramente pretas, linhas brancas simétricas ao longo do corpo até as extremidades, onde luvas e sapatos eram tomados por um azul-claro vibrante. O cabelo era preto vívido, com as pontas tingidas do mesmo azul das luvas e sapatos.

No rosto, toda a área dos olhos era coberta por um visor futurístico acinzentado, dificultando a visão de seus olhos. Sua boca sem expressão era o único traço ainda humano.


Todos esses detalhes mantinham o público ali, preso, encarando com curiosidade.

Quem era aquela pessoa? Por que seu rosto estava totalmente livre de sinais de expressão?

Era impossível saber o que se passava em sua mente.


Sentimental não tinha pressa. Apenas observava.


De repente, seu braço esquerdo se ergueu, mostrando um brilho branco que irradiava de um pequeno pingente localizado no pulso, no início da luva azul que cobria sua mão.

Com um movimento rápido e sutil de seus dedos, um raio branco saiu do pingente, como uma teia recém-lançada por um herói mascarado.


O raio estreito e direto atingiu o peito de uma mulher que sorria para o namorado em um banco próximo.


De repente, o sorriso se desfez. Os olhos marejaram em segundos. As mãos, antes entrelaçadas nas do rapaz, afastaram-se trêmulas, cobrindo os olhos que agora transbordavam lágrimas.


— Eu não sou boa o suficiente! Meu emprego é horrível, ao contrário do seu. Por que você gosta de mim? Eu sempre sou tão mandona e distraída... — soltou rapidamente, tentando conter uma tristeza que preenchia seu coração sem controle.


As pessoas que encaravam a cena voltaram seus olhares para o jovem. Não conseguiram conter seus olhares receosos e de medo. Alguns rapidamente se afastaram.


— E depois eu que sou sentimental, não? — disse o akumatizado, começando a se mover normalmente e rindo levemente da cena.


Logo, ele se virou abruptamente, lançando mais raios ao seu redor. As pessoas que ainda observavam tentavam fugir.


Um executivo franzia o cenho ao telefone, a voz carregada de irritação e estresse. Estava alheio ao seu entorno.

Um dos raios brancos atingiu seu braço, fazendo o homem parar abruptamente. As linhas de tensão no rosto desapareceram, substituídas por um sorriso desconcertante.

Ele largou o telefone no chão e começou a girar no meio da calçada, rindo alto, braços abertos como se nada mais importasse.


Em seguida, um dos raios atingiu as costas de uma jovem que pintava seu quadro atentamente.

Seu olhar baixou, ela bocejou. Sentou-se com desânimo no chão, derrubando seu material com tédio.


Sentimental agora encarava um policial que se aproximava atento à situação.


— Fique parado. — disse rigidamente, aproximando-se com a guarda alta. — Preciso de ajuda na Champs-Élysées. Suspeito possivelmente akumatizado, repito, suspeito de akumatização. — falou em seu rádio, buscando reforços.


— Você não pode impedir uma mudança tão gratificante que Paris terá. Se quer interferir, vou garantir que você não sinta mais nada. — disse Sentimental, incomodado, enquanto disparava um raio rápido no policial.


O feixe branco atingiu o abdômen do policial. Ao contrário dos outros atingidos, à primeira impressão nada aconteceu.

Mas, num breve suspiro, os sentimentos do policial foram contidos e sugados, direcionando-se rapidamente ao pingente do vilão. O brilho do pingente aumentou, pulsando com intensidade crescente.


Como se o raio sugasse as emoções e as devolvesse ao vilão, o corpo do policial começou a endurecer. Os movimentos tornaram-se lentos.

O brilho nos olhos desapareceu. A respiração parou. O olhar esvaziou-se até se tornar opaco como mármore.


Por fim, ele ficou ali — imóvel.

Uma estátua sem vontade, sem emoção.

Sem um tremor, sem um suspiro. Apenas um casulo de carne e mármore.


Sentimental observou o resultado por um instante, um sorriso breve surgindo em seu rosto.


A pulseira em seu braço brilhava intensamente, mostrando que ninguém estava imune ao seu julgamento.


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No céu, um helicóptero da TV Paris Direct pairava perigosamente baixo.

Lá dentro, o cameraman preparava a câmera para uma transmissão ao vivo da Champs-Élysées.


Nadia Chamack revisava um texto em seu tablet, preparando-se para encerrar uma reportagem sobre as novas reformas urbanas da cidade.


Foi quando um dos seus assistentes gritou, pálido:


— Senhora Chamack... a câmera do chão captou algo. Temos uma situação.


Sem hesitar, Nadia ergueu os olhos para a janela lateral.

Seus olhos se estreitaram ao ver a movimentação na avenida.


— Mudança de pauta. Nova transmissão. Ao vivo. Já.


Enquanto o cameraman ajustava o foco, Nadia ajustou o microfone com um gesto profissional.

A tensão estava ali, mas sua voz manteve a cadência treinada — não podia perder aquele furo de reportagem.


— Não fiquem temerários, é só o noticiário. Aqui é Nadia Chamack, anunciando um novo vilão que está causando uma devastadora onda de emoções por onde passa.


As imagens da transmissão invadiram os televisores por toda a cidade.


Entre os que assistiam, Marinette levantou os olhos da costura, o coração acelerando.

Nem o passeio memorável com seus amigos a preparava para ouvir sobre um novo vilão.


Tikki pairou ao seu lado, as antenas atentas.


Na tela, diversas pessoas exibiam um total descontrole sentimental.

Entre elas, destacava-se a figura de Sentimental, avançando com uma expressão de calma absoluta, liberando feixes brancos ao seu redor.


— O que foi? O Sentimental tocou seu coração? Hahaha! — falava Sentimental em seu próprio mundo, ocupado em tornar seus objetivos realidade.


Tikki rapidamente falou, temerosa:


— Marinette, Shadow Moth fez outra vítima.


— Ele não vai conseguir nada enquanto a Ladybug estiver na ativa. — disse ela, determinada como nunca, digna de seu novo posto de Guardiã.


Sem hesitar, ergueu-se, dizendo:


— Tikki, transformar!


O pequeno Kwami brilhou, desaparecendo em um raio de luz que seguiu até os brincos da portadora.

Em segundos, Ladybug surgiu.

O traje vermelho moldava-se perfeitamente ao corpo. O ioiô repousava na lateral da cintura, pronto para ser lançado.


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Enquanto isso, em um estúdio de moda, Adrien sem ajustava em uma nova camisa da coleção Gabriel Agreste.

As luzes estavam focadas na passarela, mas a atenção dos alfaiates era para o modelo mirim.


As palavras de Nadia ecoaram pelo ambiente, em uma TV lateral.


— Novo akumatizado? — murmurou, saindo de sua pose de manequim. — Com licença. Preciso... ver algo. — disse, dirigindo-se ao camarim.


No camarim vazio, fechou a porta suavemente.


Plagg passou pela porta em angústia, correndo até uma fatia de queijo como se fosse um tesouro.


— Outro? Esses vilões não dão trégua... Mas esse aí nunca vai tirar meu amor pelo meu querido camembert! — exclamou, abraçando a fatia como se fosse um bichinho de pelúcia.


Adrien não conteve um pequeno sorriso, mesmo em meio à tensão.


— Então vamos mostrar para esse Sentimental um pouco de razão — Plagg, mostrar as garras!


Plagg foi sugado para o anel de Adrien, cortando seu grunhido manhoso.

Em seu Miraculous preto, acenderam-se cinco sinais verdes em forma de pata felina.


Cat Noir emergiu com elegância e com seu habitual sorriso maroto.

O traje negro se ajustava ao corpo como uma segunda pele. A cauda oscilava com leveza. Os olhos verdes brilhavam sob a máscara.


Sem perder tempo, lançou-se pela pequena janela do recinto.


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Na Champs-Élysées, o helicóptero pairava perigosamente baixo.

Lá dentro, Nadia e o cameraman ainda transmitiam, mas haviam perdido o vilão de vista.


Um ruído metálico ecoou.


A porta lateral foi puxada com força — deslizando com um estalo agudo.


Uma rajada de vento invadiu a cabine, sacudindo papéis e desalinhando o cabelo da repórter.

O cameraman segurou firme o equipamento, tentando manter a imagem estável.


Sentimental apareceu na abertura — sereno e imperturbável.

Seus olhos percorreram o interior do helicóptero com um olhar analítico.


Nadia, lutando contra o vento, forçou a compostura.


— Você tem algo a declarar aos cidadãos de Paris?


O olhar de Sentimental se estreitou, um traço de incômodo surgindo no semblante.


— Nadia, Nadia... quer tanto assim um furo de reportagem?

Que tal um de acelerar o coração?


Antes que ela pudesse reagir, um raio sugador foi disparado.


— Sem sentimentos... sem piloto.


O piloto foi atingido.

Seus sentimentos foram sugados. Seu corpo petrificou.

A aeronave estremeceu, balançando com violência.


Sentimental lançou um último olhar para a lente da câmera, um sorriso enviesado nos lábios.


— Não fiquem temerários... mas hoje o jornal termina sem noticiário.


Num salto ágil, desapareceu da aeronave.


Por toda Paris, os televisores exibiram por um último segundo a imagem girando do helicóptero em queda — antes da tela cortar abruptamente para o preto.


Nadia soltou um grito, agarrando-se ao equipamento ao seu lado.


— Ladybug! Cat Noir! ...Socorro.


Como se em resposta, uma linha deslizou pelo ar.


Ladybug, em um salto preciso, arremessou o ioiô.

O fio se estendeu em ângulos calculados, prendendo-se a postes e varandas.

Em segundos, uma intricada rede se formou, como uma teia, amparando a descida do helicóptero.


Cat Noir chegou logo após.

Com um salto felino, estendeu o bastão e puxou Nadia e o cameraman para a calçada.


Os dois heróis se encontraram no coração do caos.

Por todo o local, vítimas com sentimentos exacerbados ou pessoas imóveis — verdadeiras estátuas de mármore — enfeitavam as ruas.


No centro da avenida, Sentimental avançava com passos lentos, seu olhar indiferente para o tumulto atrás de si.

Ele sabia que Ladybug e Cat Noir não deixariam ninguém se ferir fisicamente — por isso mesmo, continuaria apenas ajudando internamente com sua verdade.

E Paris, inteira, aprenderia.


O sorriso não vacilava.


— Ladybug... Cat Noir...

Agora Paris inteira vai sentir o que eu sinto.

Notas finais
Nota do Autor😶‍🌫️⚡ Oi! Muito obrigado por continuar nesta jornada. O Sentimental mostrou hoje que há um lado obscuro em todo sentimento — e que há um preço para querer controlar o que é incontrolável. Mas... será que ele está tão errado assim? Se você também se perguntou isso em algum momento, bem-vindo ao lado mais humano (e perigoso) desta história. Nos vemos no próximo capítulo. E não esqueça: comente e favorite se essa história também mexeu com seus sentimentos. 🌙 — Kasthiel Brooks
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.