Até que a Morte nos Separe

1 A mesma morte que nos separou


Notas iniciais
Bom,eu fiz essa fica baseada na "Dona do meu pensamento-BJ16"(tudo bem,minha prima gostou)
Mas cá entre nós,é o que o tédio me faz fazer O.õ
Espero que gostem

PDV HITSUGAYA TOUSHIROU

Aquele seria o dia mais feliz da minha vida,pelo menos,até onde eu conseguia me lembrar.

Me recordo com imprecisão da noite...daquela noite,quantas noites?

Enfim,depois da revolta de nossas famílias,depois de muitas e muitas lágrimas,Rukia e eu estávamos no altar.

Nosso casamento,era sem dúvida o dia mais especial e importante da minha vida,das nossas,creio eu.

Como deveria estar minha esposa?

Grande ironia do destino,era a primeira noite em que eu poderia mesmo chamar minha amada prima de minha.

Estávamos indo para o aeroporto,na limousine do meu pai...nossa lua de mel em um país da América do Sul seria inesquecível.

Inesquecível...

Ainda escuto gritos de pavor,sons de ambulância...

Ainda ouço a voz dela ecoando pelo horizonte “Vou estar com você,mesmo que a morte nos separe”

Depois,bem...depois é o agora.

Será que eu ficara tempo o inconsciente tempo suficiente para Rukia esquecer...de mim?

Seriam passos ?Achei que escutava passos no que,certamente deveria ser um quarto de hospital.

-Filho...-a voz calma do meu pai me deixou alegre,tentei abrir os olhos e ouvi um choro de mulher,provavelmente deveria ser a Soi Fong,até minha mãe estava ali...onde estaria Rukia?

-Toushirou...-o eco da voz da Soi Fong foi calado por sussurros de consolo do Kisuke,ou melhor,meu pai.

Ao menos,eu ainda estava vivo e logo deveria acordar e sair daquele lugar,feliz com minha esposa...

Se eu pensasse bem.,eu não tinha muita noção de quanto tempo estava ali,talvez ao invés de anos e meses,como minha mente insistia eu apenas estava ali há algumas horas. Logo,aquele efeito de anestésicos passaria e eu iria embora,enfim à caminho da felicidade.

Seriam lágrimas? Abafada,Soi Fong chorava. Tentei abrir os olhos,inutilmente,o mundo pareceu-se apertar ao meu redor,e decidi ficar apenas na escuta.

-Filho,fico feliz em saber que você,provavelmente já pode nos ouvir Urahara tinha uma voz tristonha?!-Tenho que te contar,enquanto você ainda,talvez,não pode me responder...

Nisso,minha mãe intrometeu-se,como ela sempre fazia:

-Filho queria que você me perdoasse por não ter deixado você ser feliz antes.

Ah,agora adiantava? Bom,não importava,eu só queria acordar e cair fora dali com a pessoa que eu amava loucamente.

-Me dói muito te contar,filho...mas já faz sete meses,está na hora de acordar...-SETE MESES ???

Urahara pretendia me dizer que eu estava ali à sete meses???

Como alguém consegue dormir por tanto tempo? Como??? — Quando você sair,haverá modificações na sua vida...

Agora,eu queria muito acordar!

Minha mente gritava para meus olhos abrirem-se,mas não havia nada além de escuridão.

-O azul turquesa dos seus olhos....-Soi Fong choramingava.

Estaria ela sentindo-se culpada? Por quê? Pra quê se preocupar comigo,depois de tantos anos de ausência,não em presença mas em ação participativa da minha vida?

-Em breve- Kisuke me tirou das linhas dos pensamentos.-Voltaremos para casa,e você terá duas companhias muito agradáveis.

Não Pai! Queria gritar,em breve eu iria para minha casa,com a minha nova família.

Uma ideia ruim me veio subitamente. E eu queria espantá-la de qualquer forma.

-Infelizmente,sua esposa não suportou...

Rukia estava.....morta?

Por um momento,pareci mergulhar em um mar escuro,o qual não haveria volta.

Eu tive vontade de gritar de ... de tudo. Mas meu corpo me parecia,inerte.

Rukia não poderia ter me deixado assim,não ainda,não agora.

Meu primeiro amor,meu único verdadeiro amor...foi embora,me deixou tão só...

Simples para o meu pai contar,difícil para minha existência suportar;impossível para que eu pudesse entender;sempre fui loucamente,inconscientemente,irrevogavelmente apaixonado por minha prima. Minha esposa de algumas horas. Nunca minha mulher.

Voltei a ouvir passos e logo não havia nada além da minha respiração.

NÃO! Esperem! Será que alguém poderia me ouvir? Será que alguém poeria me dar uma dosagem dupla de medicamentos,talvez tripla? Algo que aliviasse aquela sensação de vazio no meu coração? Será que ela continuaria ligada à mim,mesmo depois...de ter me deixado uma vez?

Eu queria ir para onde ela estava,eu precisava dela ao meu lado.

Eu não sabia com viver sem ela,sem sua voz,sem seu sorriso,sem seu olhar,sem sua ousadia,sem suas manias...sem sua VIDA!

Seriam lágrimas o que eu sentia descer pelo meu rosot?

Eu ainda queria abrir os olhos,mesmo qua a imagem da Rukia,minha prima tão amada e agora perdida,não saíssem dos meus pensamentos.

Simples como a morte,adormeci.

Não sei quanto tempo depois,talvez apenas minutos,talvez décadas...ouvi uma nova movimentação no que seria um belo quarto de hospital,supondo pela fortuna do velho. Tentei abrir os olhos,mas certamente os efeitos dos remédios ainda não me deixavam ver o que acontecia ao meu redor.

-Bom saber que está acordado,Toushirou- uma voz familiar ecoou pelo quarto.

Mas como ele sabia ?

Provavelmente era o doutor que cuidara de mim e assinara o atestado de óbito da minha esposa.

Doía pensar assim...a voz do doutor invadiu novamente meu mundo:

-Que tal deixar de preguiça e começar a falar,seu grande imbecil? -o apelido nada carinhoso me fez lembrar rapidamente quem era o doutor.

-Claro doutor patético-minha voz soou rouca e por pouco eu não a reconheci.

Um latido de cachorro ecoou pelo local.

-FILHO!-a voz do meu pai era inconfundível.

Uma mão delicada deslizou pelo meu rosto.

-Vai ficar tudo bem,Hitsugaya-kun-a voz de menina-moça não me era familiar.

Então um som alto de gargalhada tapou qualquer outro som que eu conseguisse ouvir.

-Acha que consegue levantar? -doutor Kurosaki perguntou.

E a menina-moça sem nome me ajudou a sentar no que seria uma cama de hospital.

-Parece bom,acho que está mesmo na hora de ir embora.

-Como você deixa um paciente assim ir embora? — uma voz enjoativamente familiar disse alto.

-Ichigo,você sabe sou um profissional no que faço...-desculpou-se o doutor,como ele podia ser tão...idiota...perto do filho?

De qualquer forma,odiei ter que concordar com o laranja,mas como eu iria embora SEM ENXERGAR?!

E sobre a minha esposa? Eles não iam me contar de novo ? Não iriam me explicar o que realmente acontecera? Por que eu não conseguia ver nada? Por que ninguém me explicava NADA?

-Hum...Kurosaki-dono,acho que eu não estou enxergando muito bem-minha voz saiu trêmula e rouca,totalmente diferente da original.

Alguém suspirou e Soi Fong pareceu-em ter um novo acesso de choro.

-Pequeno Toushirou...-o doutor voltou a falar,será que ele sabia o quanto eu odiava que me chamassem de pequeno???! -No acidente...

Quando o nojento do Ichigo o interrompeu:

-Cara,fala logo que ele está totalmente cego.

Ouvi o choro se expandir e o que me pareceu um tapa muito bem dado.

Só então percebi minha situação.

-Toushirou...-o doutor parecia temeroso,talvez com medo que eu tivesse uma crise de raiva ou algo assim- Vidros...

Então a voz não passou de um sussurro,logo,não tinha mais sentido e eu pareci uma criança...a qual não entedia,mas no meu caso,eu não queria ACEITAR NEM ENTENDER!!!

“Já perdi a mulher que amo,já perdi meus sonhos...não verei mais o Sol,nem ao menos o túmulo da minha esposa eu poderei ver”

O cachorro voltou a latir e a menina-moça parecia brincar com ele.

-É melhor tirar esse cachorro daqui -eu disse,mais ríspido do que pretendia.

-Eles serão seus olhos,filho...-Kisuke dizia tristonho.

Quando enfim,as lágrimas pareciam ter cessado e,a solidão já tomara posse de mim,o tempo parecia que não iria apagar todas as cicatrizes de uma terrível tragédia.

-Estamos em casa- Kisuke anunciou quando o carro enfim parou. Não reparei,inferno,não ouvi quando a menina-moça entrara no carro,não à vi descer.

Ah é...eu não poderia ver mais nada.

O meu cachorro, JK

(N/A: J= Junior K= Kakashi ...não é legal ? Não,nunca teve a intenção de ser uma homenagem a titia J.K.R.,mesmo ela sendo tão mágica *--* )

Seria meu guia com ele...eu teria que ver o mundo.

Mas as ideias já formavam-se em minha cabeça.

PDV Hinamori Momo.

Não poderia ser real,ele não tinha mesmo feito aquilo! Logo agora,que ele começara a reaprender a escrever! Hitsugaya Toushirou tinha sido um dos meus pacientes mais difíceis de lidar,ele ainda insistia em me chamar de menina-moça mesmo sabendo que eu era três anos mais velha que ele.

E,agora poderia ter muitos anos à mais que ele.

Aquela madrugada estava fria,o tempo estava assim nos últimos dias e Toushirou chorava às escondidas à morte da esposa, cuja qual os pais nunca tiveram coragem de contar e insistiam em falar que o filho esquecera dela,sendo assim era melhor nem tocar na ferida;mas nunca pensei que ele poderia ter chegado onde chegou.

O JK latia ferozmente na porta do meu quarto e corri para atendê-lo,certamente,o branquelo precisava de uma ajuda noturna.

Mas não.

Quando entrei no quarto dele,sem bater. Esticado no chão,estava o corpo daquele paciente tão especial. Não podia ser real!

Em muito pouco tempo,para-médicos, lotavam a casa mais todos já sabíamos o que acontecera.

Hitsugaya deveria ter se entoxicado com seus remédios,tomando-os em dose altíssimas!

Era um fato,pois uma pequena carta ele deixara, o pouco que aprendera de braile tinha sido apenas para comunicar sua decisão para a família. Era inaceitável que ele tivesse desistivo de viver.

Sobre o corpo,a carta tinha o seguinte recado:

“ O amor às vezes,nos leva a loucura,tentem me entender eu sinto tanta falta dela o tempo todo. Eu preciso estar ao seu lado. Eu não sei viver num mundo onde ela não esteja,eu tentei ser alguém o qual ela pudesse se orgulhar...mas eu não consigo mais,não consigo enfrentar a solidão. Dessa vez,ela me venceu.

A mesma morte que nos separou,será a mesma que irá nos unir novamente”.

Afinal,nem a morte poderia separá-los...

Notas finais
FIC: Até que a morte nos separe.
TRILHA : Ao lado teu-Hevo84, Teu semblante-Fresno (Tudo bem,eu estava ouvindo umas coisas bem legai//ta eu paro de ironia)

Bom,está ai espero ter agradado,e sim eu amo o casal HitsuRuki
Beijos&Meliguemmasacobrareutosemcredito
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!