Até o fim
24 A loucura. O sonho.
Notas iniciais
Isabella abriu os olhos devagar e respirou fundo, procurou Edward e achou o lado dele vazio. Tentou calcular o dia da semana, estava tão desanimada nos últimos dias que não fazia ideia de que dia na semana ou a data exata. Teve quase certeza de ser domingo, mas poderia ser quinta também. Colocou a camisola pendurada do lado da cama, não lembrava de tê-la colocado ali, depois de vestida foi se olhar no espelho do banheiro. Penteou os cabelos e escovou os dentes. Lembrou do Havaí e riu. Ouviu a porta do quarto e virou-se.
– Bom dia.
– Bom dia. – O sorriso no rosto dela iluminou todos os pensamentos dele.
– Tenho uma coisa para te mostrar.
– O quê?
– Surpresa. Não é minha, mas é nossa.
– Mais surpresas?
– Sim, mas depois do café-da-manhã.
– Seus pais..
– Estamos sozinhos, eles só voltam amanhã.
– Posso descer assim?
Ele olhou para a camisola, transparente e sensual.
– Bom... o único risco é de ficarmos aqui o resto da manhã.
– Larga de ser bobo! Os empregados...
– Eu fiz o café e todos foram dispensados.
– Você fez o café?
– Você vai ver sou bom nisso... colocar o café na cafeteira...
– Acho que preciso me atualizar.
– Tudo a seu tempo.
Isabella come o que consegue, ela ainda não tinha recuperado o apetite. O médico deu pelo menos um ano para isso melhorar, mas se esforçou por Edward. Ele fez uma mesa linda, mais girassóis iluminavam a mesa. Conversaram sobre futilidades e então se arrumaram calmamente.
– Vamos longe?
– É surpresa.
– Preciso saber o que usar Edward.
– Esse vestido está bom, acho que não fazer diferença depois. – ele olhou maliciosamente para seu corpo e abraçou por trás enquanto ela arruava os cabelos. Sentiu um cheiro gosto de rosas. – Seu cabelo está lindo hoje.
– Jacob deu um jeito nele e comprou uns produtos.
– Preciso agradecer ele, você realmente está mais bonita. Não que...
Isabella não queria estragar o clima de paz que eles estavam sentindo em anos.
– Edward eu entendi. Me leve para a surpresa. Já estou pronta.
Ele a conduziu novamente e aquilo a fez rir quando imaginou os dois dançando numa sala vazia. Ele não pegou o carro, foram andando. A casa, ela ficou nervosa, a casa. Como não imaginou isso antes. Apertou a mão dele com força quando chegaram no portão, agora automático.
– Edward...
– Entre e depois conversamos.
Estava diferente, um jardim novo. Havia margaridas e algumas rosas. A entrada parecia a mesma, mas quando Edward abriu a porta com uma chave tirada de seu chaveiro ela se surpreendeu. Era uma outra casa, estava mais clara, mais parecida com a de Esme há uns anos atrás. Suas pinturas recebiam os olhos de quem chegassem, tudo exposto de maneira a completar o resto da decoração. O quadro dos girassóis estava bem no centro, com uma iluminação natural melhor. Ela olhou os móveis numa paleta de cores que ia do branco ao bege com o piso de madeira escuro, flores pelos vasos espalhados, um ar tão calmo e tranquilo. A escada agora tinha detalhes dourados e lembravam tão pouco o que ela deixou.
Olhou para os lados e não havia mais o escritório, uma sala gigantesca era o novo cômodo. Tudo ainda refletia o clima tranquilo, alguns objetos mais modernos nessa sala. Do outro lado, onde ficava a sala em que eles tantas vezes passaram suas noites era uma sala de jantar enorme também. Não lembrava em nada o que fora, uma mesa com design moderno e arrojado. Precisou chegar mais perto para observar tudo com mais detalhe, quadros lindos complementavam o ambiente, com as mesmas características.
Edward permaneceu no mesmo lugar, ela se dirigiu paras as escadas admirando o corrimão, os quartos. Tudo no andar de cima era diferente. Abrindo as portas viu um escritório, alguns quartos ainda permaneciam, mas tinham posições e decorações diferentes também. Móveis rústicos e mais brutos em um, outro mais romântico e um no final do corredor grande, ela tinha quase certeza que transformaram dois em um. A cama era de uma madeira escura com lençóis floridos, havia uma porta de correr do lado e ao abrir viu um closet grande e confortável. Deixando a porta aberta foi para uma outra porta, uma banheiro digno de uma palácio. Duas pias, mármore e detalhes em ouro, banheira e um chuveiro do outro lado. Não teve como reparar nos produtos devidamente expostos numa prateleira e nas gavetas cheia de suprimentos. Não entendeu muito bem... Virou-se e viu Edward parado em frente a cama esperando por ela é claro.
– Gostou?
– O que é isso?
– Nossa casa. Casa comigo.
E mais uma vez o mundo se clareou. Edward deixou a informação ser assimilada com muita paciência.
– Como isso aconteceu? – ela perguntou olhando para todos os lados. Ela ouviu a risada de Edward e olhou novamente pra ele. Mais maduro e mais decidido do que nunca.
– Agora você entende porque todos deram um ataque quando você falou em morar sozinha.
– Você soube disso! – ela exclamou realmente surpresa.
– Eu soube de tudo. Mas você ainda não me respondeu.
– Edward, é claro!
Ele se aproxima dela com muita calma, tirando do bolso uma caixa.
– Vou confessar uma loucura.
– O quê?
– Quando fui pedir Giana em casamento fui comprar um anel de noivado e achei esse anel, eu tinha certeza que ficaria lindo no seu dedo. Ele tinha o seu nome nele de tão parecido com seu gosto. Ele faz parte de uma coleção de anéis que pertenceram a uma princesa francesa, estava numa joalheria na França. Comprei e guardei, depois comprei outro para Giana. – ela podia ver como isso pareceu ser doloroso. Comprar um anel para a noiva viva pensando em Isabella foi como se ele a estivesse traindo. Ela pensou como isso deveria ter sido difícil para ele — É claro que na época isso era uma loucura total, mas fico feliz em te entregar.
O sorriso dele iluminou tudo. O coração dela acelerou e ela sorriu junto. Ele abre a caixa e Isabella vê o anel. Ouro branco com um diamante não muito grande nem muito pequeno, a medida ideal, ela pensou rapidamente. Lindo e simples.
– Eu amei. – ele tira o anel e coloca no dedo de casado. – Acho que você errou.
– Não, eu só fiz o que queria há muito tempo. Esperei por você durante muitos anos para enrolar mais. A partir de hoje, estamos casados e essa é a nossa casa.
O olhar confiante e seguro penetrou a alma dela, não havia como ser de outro jeito. Ela olhou ao redor e contemplou mais uma vez tudo.
– Obrigada, está tudo perfeito.
– Olha se você quiser uma cerimônia podemos providenciar isso...
–Não, só quero seguir com você.

Fale com o autor