Até ele voltar

11 Capítulo 11 - A culpa é das estrelas


Notas iniciais
VOLTEEEI PESSOAL Eu demoro mas volto hahahhahahah vamos pra mais um capítulo, volto quinta feira se tudo der certo.

Minhas pernas falharam de vez e se o rapaz estranho não tivesse me apertado com mais força contra seu corpo, eu teria despencado no chão.

– Larga ela – ordenou Pedro se aproximando de nós sem medo – Anda, larga!

Aproveitei a distração do rapaz e consegui dar-lhe um chute na barriga. Me desvencilhei e corri de encontro a Pedro, empurrando seu peito quando vi que ele iria pra cima dele.

– NÃO! Não faz isso! – gritei tentando fazê-lo parar. Eu não queria nem imaginar o que poderia acontecer caso aquele bandido estivesse armado.

– Você fica quieta e entra no carro! – rosnou ele, sem me olhar.

Pedro me puxou pelo braço com força e me empurrou em direção ao carro. Abriu a porta do carona e esperou que eu entrasse. Não o fiz e me atrevi a encará-lo. Seu olhar transmitia raiva, nervosismo. Eu podia ver suas mãos tremerem e seu maxilar travado.

– Tá vendo, gatinha? Eu te trataria muito melhor do que isso, meu amor – comentou o rapaz, sorrindo para mim – vem aqui comigo.

Quando ele deu um passo em minha direção, Pedro agiu mais rápido e o empurrou com força, fazendo o rapaz cambalear. Eu já olhava por todos os lados procurando por alguma coisa que nos ajudasse a nos defender, um pedaço de ferro, algo cortante. Olhava assustada para as esquinas com medo de que mais pessoas como aquele bandido aparecessem. Após retomar o equilíbrio, o rapaz riu debochado e me encarou mais uma vez, passando o olhar pelo meu corpo de um jeito que me incomodou. Pedro pareceu recobrar a consciência de onde estava e com quem provavelmente estava se metendo, pois passou as mãos no cabelo rebelde e depois pareceu se acalmar. Olhou para o rapaz mais uma vez. Bufou de ódio e deu as costas.

Nunca na vida eu achei que fosse ver Pedro encarando alguém com tanta raiva e sem medo algum.

– Já mandei entrar no carro – sussurrou ele para mim com ódio, ainda sem me encarar.

O obedeci. Entrei no banco da carona e evitei observar o rapaz enquanto Pedro saia cantando pneu. Não estávamos no carro de Dandara. Provavelmente, aquele era o carro dele. Um HB20 preto, pelo que pude notar. Pedro respirava rápido e eu via suas mãos tremerem de raiva no volante. Virou rápido em uma rua e pude ver o carro de Dandara estacionado. Pedro buzinou e João imediatamente começou a segui-lo. Menos de um minuto depois, já estávamos na estrada escura novamente rumo ao Rio de Janeiro.

Se o percurso Rio – Porto Sul demorava cerca de 20 minutos de carro, com aquela velocidade de Pedro demoraríamos menos de cinco.

– Você é uma irresponsável – exclamou ele, de repente, finalmente me encarando – seu irmão estava desesperado. Por que não ligou?

Travei o maxilar e mordi minha própria língua para não falar o que eu queria. Queria dizer que ele não tinha direito algum de gritar comigo e o que eu deixava de fazer ou não, não lhe dizia respeito. Mas aguentei.

– Acabou minha bateria e eu acabei demorando mais do que previ no meu compromisso – expliquei, tentando ao máximo não gritar – agradeço por ter me ajudado naquele assalto, Pedro. Mas isso não te dá o direito de me xingar.

Pedro riu incrédulo.

– Assalto, garota? – repetiu ele – ele não ia te assaltar. Ele ia te arrastar pro primeiro beco que achasse e ia te estuprar.

Assustei quando Pedro bateu uma mão com força no volante, transtornado.

– Se eu tivesse demorado mais cinco minutos... – disse ele, encarando a estrada com raiva – mais cinco minutos e ele ia abusar de você.

– Ele estava bêbado, Pedro – respondi irritada, revirando os olhos – eu conseguiria pará-lo.

Pedro riu mais uma vez e aquele som fez meu sangue ferver. Algumas coisas na vida nunca mudam e uma delas é a capacidade incrível que Pedro tem de me tirar do sério.

– Você se acha a Mulher Maravilha, mas não é – comentou ele, irritado – ele é do meu tamanho. Eu conseguiria te pegar no colo e te arrastar pra onde eu quisesse com a maior facilidade do mundo. Ele, mesmo bêbado, também conseguiria.

Resolvi não retrucar. Eu estava sem paciência alguma para começar uma discussão tão inútil quanto aquela. Seria tão mais fácil se ele aceitasse o meu sincero agradecimento e ficasse quieto. Mas não, ele tinha que me irritar de alguma maneira para ganhar o dia. Impaciente, liguei o rádio. Vaguei pelas estações até encontrar um rap americano bom de se ouvir.

Ficamos em silêncio o resto do caminho, apenas ouvindo música, sem nos encarar. Já no Rio, Pedro tomou o caminho de minha casa.

– Me deixa na esquina – pedi quando ele entrou em minha rua – talvez Bianca fique olhando pela janela e eu não quero dar explicações.

Como se fosse surdo ou simplesmente incompetente, Pedro guiou o carro até minha fachada. Estacionou o carro bem na frente e simplesmente desceu. João estacionou logo atrás.

– Menos, Karina – disse ele ao ver meu olhar irritado – frequento sempre essa casa, por causa do João. Ninguém irá dizer nada.

Nem dei ao trabalho de responder. Bufei e segui para minha casa.

– Não pense que não vamos conversar – disse João, passando por mim para poder abrir a porta com sua chave.

Sorri discretamente. A pose de João tentando me dar uma bronca era hilária.

– Agora é sério, desamarra essa cara – pediu João com a voz baixa, antes de abrir a porta – lembra do nosso dia perfeito? Visitamos minha faculdade, demos uns passeios e agora estamos aqui, cansados, mas felizes da vida. Se continuar com essa cara, vão desconfiar do nosso perdido.

– Então você anda mentindo? Olha só o mundo girando – comentou Pedro fingindo estar afetado, atrás de mim.

Virei muito devagar e me deparei com um sorriso de deboche extremamente irritante. Pedro ergueu as sobrancelhas, me chamando pro desafio.

Eu não aceitaria.

– Cala a boca moleque – respondi, o fuzilando com o olhar – já agradeci por hoje. Nosso contato encerra por aqui. Até nunca mais.

Pedro aumentou o sorriso e eu entrei em casa antes que eu rasgasse a garganta dele com meus dentes.

Dandara e Bianca assistiam televisão, enquanto Bernardo pintava no chão da sala. Assim que me viu, levantou-se apressado e correu em minha direção.

– Olha só, K – disse ele entusiasmado – olha o que eu fiz pra você! Somos eu e você hoje na natação.

Peguei a pintura de suas mãos e meu coração se inundou com a felicidade que aquele simples desenho me trouxe. No papel estavam eu e Bernardo ao lado de uma piscina. Estávamos de mãos dadas e sorriamos.

– Que lindo – respondi, sorrindo para ele com a maior sinceridade do mundo – vou guardar com carinho. Muito obrigada.

Bernardo sorriu orgulhoso e voltou para suas pinturas.

De repente, eu notei que algo estava estranho. Após absorver e admirar todos os detalhes do desenho, pude perceber o completo silêncio naquela sala. Ergui os olhos devagar e me deparei com Bianca e Dandara de pé em minha frente, ambas com os queixos no chão. Ao fundo eu conseguia ver João distraído na cozinha, procurando algo para comer. Pisquei algumas vezes e finalmente entendi o que provavelmente paralisou minha irmã e madrasta. Olhei de relance para o lado e Pedro ainda estava ali, do meu lado e também parecendo distraído com o desenho.

Tenho certeza absoluta que minhas bochechas coraram violentamente.

– Oi tia Dandara, oi Bianca – começou Pedro, muito calmo – vim conversar com o João, nos encontramos ali fora quando ele chegou. Já conversamos, eu já estou de saída.

– Pedrinho! – chamou Dandara, saindo do transe – pra que a pressa? Fique para jantar com a gente.

Obriguei meu corpo a não esboçar nenhuma reação. Olhei diretamente para Bianca.

– Vou tomar banho, me arrumar e podemos sair – respondi sem desviar o olhar de minha irmã.

– Na verdade, K... – começou ela constrangida. Olhou para Dandara como se buscasse ajuda para algo – eu e Dandara acabamos fazendo um jantar. Não sabia que horas você chegaria e imaginei que você fosse chegar muito cansada para sair. Além do mais é segunda feira ainda. Podemos deixar nossa saída mais para o fim da semana.

Respirei fundo e dei meu melhor sorriso para Bianca, o mais compreensivo que consegui. Não iria dar a satisfação para Pedro de me ver desconcertada e incomodada por ter que lidar com sua presença após meus planos terem fracassado. Ao ver os olhos esperançosos de Dandara passando de mim para Pedro, não consegui sorrir de novo. Assumi uma carranca mal humorada para ela antes de seguir para meu quarto.

Eu amava Dandara e tinha por ela uma gigantesca consideração. Eu tinha respeito. Mas ela não iria me fazer protagonista de seu fracassado contos de fada.

Separei uma roupa simples e me enfiei no banho. Deixei a água cair e levar junto com ela toda a tensão daquele dia. Esfreguei com força aonde o bêbado havia me tocado. Depois de uns cinco minutos, me senti mais calma embaixo do chuveiro. Desliguei e me troquei ali dentro do banheiro mesmo.

No quarto, Bianca me esperava, sentada em sua cama com pose de inocente.

– O que é agora? – resmunguei, enxugando meus longos cabelos com a toalha.

– Você não vai simplesmente se trancar aqui dentro e se recusar a jantar com ele, né?

– Claro que não – respondi, depois de rir do comentário – não sou mais tão infantil assim. Não posso opinar mais sobre quem entra ou sai dessa casa. João é amigo dele, afinal das contas. Essa casa não é mais minha, Bianca.

– Não diz isso, Karina.

Assustei-me com a voz de Dandara. Virei-me rapidamente e encontrei-a parada no batente da porta, parecendo ofendida com minhas palavras.

– Essa casa sempre foi e sempre será sua. Não imaginava que Pedrinho fosse aparecer aqui hoje – disse ela, tomando o cuidado de falar baixo para não ser ouvida além do quarto – o convidei por impulso. Mas é só um jantar, meu amor.

– Não estou contestando – respondi.

Dandara e Bianca haviam preparado uma excelente lasanha a bolonhesa naquela noite. Meu pai chegou pouco tempo depois e ele pareceu incomodado com a situação que encontrou ali. Para não deixa-lo preocupado, fiz questão de “parecer normal” enquanto estávamos esperando a mesa ser posta. Brinquei com Bernardo, inventei algumas histórias sobre nossa tarde fictícia com João, fingi interesse nos programas que Bianca assistia.

– Espero que gostem do nosso jantar – comentou Dandara, servindo os pratos quando finalmente nos reunimos ao redor da velha mesa de oito lugares.

Meu pai sentava em uma ponta da mesa e João na outra. Dandara estava sentada ao lado direito de Gael e Bianca do esquerdo. Pedro e eu nos sentamos frente a frente no par de cadeiras ao centro da mesa.

Nós não nos encarávamos. Nos primeiros minutos, tudo que ouvia-se na casa dos Duarte era o barulho dos talheres.

– Como está sua mãe, Pedrinho? Animada para a volta de Tomtom? – perguntou Dandara, iniciando a conversa.

Era um olho na lasanha e outro na conversa. Eu fingia desinteresse, mas meus ouvidos apuraram-se ao ouvir o nome da irmã de Pedro.

– Nem imagina o quanto – respondeu Pedro, servindo-se mais um pedaço – foram seis meses. Nem eu acredito ainda que deixei a pirralha fazer intercâmbio.

– Tomtom estava na Austrália, K – comentou Dandara – ela sempre foi uma boa aluna e recebeu uma excelente bolsa de estudos. Ela estará de volta ao Brasil daqui duas semanas.

– Ela sempre me disse que gostaria de viajar para outros países – respondi educadamente e realmente interessada, mas encarando apenas meu prato – era um sonho. Fico muito feliz por ela.

A conversa continuou com Pedro contando sobre as histórias de Tomtom na Austrália. Evitei olhá-lo, mas apreendia cada informação. Eu realmente estava muito feliz por Tomtom e esperava poder vê-la quando voltasse.

Quando fui embora, não tive tempo de me despedir da pequena. E sei o quanto isso deve tê-la magoado. Depois do término de meu namoro com seu irmão, juntei forças e tomei coragem para conversar com ela. Expliquei-lhe que eu e Pedro não continuaríamos juntos nunca mais, mas que meu carinho e amizade por ela estavam intactos. Nos meses que se passaram, me esforcei para vê-la com frequência. Fazia aquilo porque aprendi a gostar dela como uma irmã mais nova. Mas eu não negaria: aquilo me machucava. Além de esbarrar com Pedro com frequência por causa de nossos encontros, Tomtom, com boas intenções, tentava me fazer voltar para o guitarrista. Sem que eu percebesse, ela colocava fotos nossas em minha mochila, espirrava o perfume dele em minhas roupas e tentava me mostrar as letras de música. Eu via a tristeza em seus olhos quando a esperança dela de que seu casal favorito no mundo fosse voltar começou a falhar.

Perdida em pensamentos, fui trazida de volta a realidade com o toque da campainha. Bianca prontificou-se em atender. O assunto estava voltado para as próximas eleições quando Duca apareceu na nossa sala de jantar.

– Duca! – exclamou Gael animado – que surpresa, meu rapaz! Senta e come com a gente.

Dandara sorriu como sempre e foi logo arranjar um prato para ele. Discretamente, tentei reparar na reação do restante da mesa. Pedro continuava a comer distraído, mas João curiosamente agora apenas cutucava um pedaço de lasanha. Bianca estava visivelmente desanimada pela presença surpresa do namorado. Sentou-se do meu outro lado para poder ficar de frente com Duca.

O lutador nos cumprimentou e concentrou-se em comer. A tensão que se instalou naquele lado da mesa era quase palpável. Eu jurava que por um momento, consegui pegar Bianca olhando para João como se pedisse ajuda. Mas só por um momento.

O resto do jantar foi regado a conversas inúteis, as quais não me interessavam mais. Ajudei João a lavar as louças enquanto Dandara colocava Bernardo para dormir. Bianca e Duca haviam se esgueirado para fora de casa.

– Muito obrigada pelo jantar, mas preciso ir – disse Pedro – até mais.

Pedro despediu-se de meu pai com apenas um aceno de cabeça educado. Disfarcei meu espanto ao notar o clima tenso entre eles. Não sabia o que pensar ao perceber que meu pai e ele não tinham mais uma boa relação, e provavelmente por minha causa.

Pedro abraçou João e deu um beijo no rosto de Dandara. Era como se eu não estivesse ali. Pedro foi embora sem ao menos me olhar.

Agradeci aos céus por isso. Era melhor assim.

Depois de limparmos tudo, me ofereci para levar o lixo para fora. Meu corpo arrepiou com o vento gelado da noite. Quando terminei de fechar adequadamente o latão, algo na praça me chamou atenção.

Bianca.

Minha irmã parecia chorar sentada em um banco mais distante de nossa casa, com a cabeça baixa e completamente sozinha. Me aproximei devagar e me abaixei em frente a ela.

– O que foi? – perguntei, com a voz baixa. Bianca soluçou e não me respondeu – foi algo com o Duca? Cadê ele?

– Ele não fez nada, não. Foi embora faz pouco tempo – respondeu ela com a voz fraca – sou eu mesma K, eu me sinto um monstro. Tenho vontade de morrer quando vejo João e Duca no mesmo lugar. Eu não sei o que eu vou fazer.

Tentei organizar meus próprios pensamentos antes de tentar acalmá-la.

– Você procurou médico?

– Sim – respondeu ela, enxugando as lágrimas com a barra da blusa de frio – marquei em um que parece excelente. Doutor Marcos. A secretária dele fazia teatro comigo ano passado. Foi fácil conseguir uma vaga rápido. Irei na próxima semana.

– Iremos juntas – completei, segurando as mãos dela – veremos como está o bebê, qual sua situação. Acho sim que você tem que contar para os dois o mais rápido possível.

Bianca passou a chorar mais e passou a bater os pés de nervosismo.

– Eu não sei do que eu tenho mais medo – disse ela, puxando os próprios cabelos – se dos dois, ou se do papai. Ele vai me matar.

– Eu acho que ele tem que ser um dos últimos a saber, infelizmente. Papai nos ama, mas sei que ele irá mais atrapalhar do que ajudar. Acho que o primeiro a saber deve ser João. Ele também está ferrado, mas tem que ficar do seu lado. Me perdoa por falar isso, mas com o Duca será o triplo mais complicado.

– Eu sei – respondeu ela.

Bianca respirou fundo e me encarou. Me surpreendi quando ela levou uma das mãos ao meus rosto e riu de alguma coisa que eu não sabia o que era.

– Jamais imaginaria uma situação dessas – disse ela, sorrindo para mim – normalmente, você se mete em encrencas e eu tento resolver. Estamos com os papéis invertidos aqui.

– É bom pra variar um pouquinho – respondi sorrindo também, satisfeita por vê-la melhor.

Era estranho. Com muita frequência, eu sentia como se duas Karinas diferentes habitassem meu corpo. Uma delas era bem vingativa. Eu podia senti-la dentro de mim naquele instante, tentando arranjar maneiras de ferrar Bianca. Essa Karina tinha vontade de colocar um outdoor na praça, contando para todos que a Bianquinha estava grávida de outro que não fosse seu namorado. Queria rir da cara da princesinha. Queria dizer a Duca que ele merecia também sofrer, pois fazia o mesmo com os outros. Queria dizer a Gael que finalmente a filha perfeita dele havia falhado. Queria armar uma grande confusão.

Mas havia a outra parte de mim.

Essa outra parte queria fazer de tudo para proteger e cuidar de Bianca. A outra parte já sonhava com as feições do sobrinho. Queria arranjar uma maneira de Duca não sofrer tanto com a noticia, pois ela sabia o quanto doía a dor de uma traição. Queria poupar seu pai desse desespero. Queria achar soluções.

E ali, sentada em frente a Bianca e segurando com carinho suas mãos, Karina começou a perceber que uma dessas partes estava ganhando mais espaço e aquecendo seu coração de gelo.

Mas ao mesmo tempo, sentia a vingativa ali. Ronronando.

Bianca levantou-se e limpou as lágrimas como pode. Esperei que ele se acalmasse completamente. Eu observava as estrelas distraidamente quando suas palavras me pegaram de surpresa.

– Ele me pediu pra ficar de olho em você – sussurrou Bianca atrás de mim – disse que percebeu que você precisa de ajuda mais do que nunca. Ele disse que viu solidão no seu olhar.

Continuei a observar as estrelas e tentei me convencer que era o brilho delas que fazia meus olhos marejarem. A culpa era toda delas.

– Ele disse que vai estar por perto – continuou ela, ainda em um sussurro – eu disse que provavelmente você não queria mais nenhum tipo de contato com ele. E ele me respondeu que não precisava. Que ele só precisa saber se você vai estar sempre bem.

Bianca passou por mim e caminhou em direção a nossa casa.

Meus olhos vagaram para a lua cheia daquela noite.

Sol e Lua.

Notas finais
Hmmmmmmmmmmm romance.... Linda a relação com a Bi né?